PF e MPF deflagram segunda etapa da Calicute no RJ e investiga propina no metrô

Agentes buscam Heitor Lopes de Sousa Junior, diretor Rio Trilhos, e Luiz Carlos Velloso, subsecretário de Turismo do Estado. Investigação mira corrupção e pagamento de propina em contratos da linha 4 do Metrô

Policiais federais cumprem dois mandados de prisão contra Heitor Lopes de Sousa Junior, diretor da Companhia de Transportes sobre Trilhos do Estado do Rio de Janeiro (Rio Trilhos) e Luiz Carlos Velloso, que foi subsecretário de Transporte do Rio no governo de Sérgio Cabral e segundo o site do governo do Estado, é o atual subsecretário de Turismo. A investigação é mais um desdobramento da Operação Lava Jato e mira corrupção e pagamento de propina em contratos da linha 4 do Metrô.

O ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral (PMDB) foi preso pela Polícia Federal no dia 17 de novembro do ano passado. Ele foi preso na Operação Calicute, que descobriu o esquema de cobrança de propina em obras durante a gestão Cabral, que funcionou entre 2007 e 2014.

Segundo o Ministério Público Federal (MPF), Cabral cobrava propina de empreiteiras para fechar os contratos com o governo do Rio. As construtoras, por sua vez, se consorciaram para fraudar licitações e sabiam previamente quem iria ganhar as concorrências. Na ação também foram presos: Wilson Carlos Cordeiro da Silva Carvalho, ex-secretário de governo do RJ; Hudson Braga, ex-secretário de obras; Carlos Emanuel de Carvalho Miranda, sócio de Cabral na empresa SCF Comunicação; Luiz Carlos Bezerra; Wagner Garcia e José Orlando Rabelo.

Agentes entraram no edifício na Lagoa, Zona Sul do Rio, às 6h desta terça-feira (14) (Foto: Cristina Boeckel)

Agentes entraram no edifício na Lagoa, Zona Sul do Rio, às 6h desta terça-feira (14) (Foto: Cristina Boeckel)

 A Calicute é um desdobramento da Operação Lava Jato e teve como base as delações premiadas do ex-dono da Delta Engenharia Fernando Cavendish, da empreiteira Andrade Gutierrez e da Carioca Engenharia – que afirmam terem pagado propina por obras como a do Marcanã, do PAC das Favelas e do Arco Metropolitano.

Em janeiro, a PF também cumpriu mandado de prisão contra o empresário Eike Batista. Ele é acusado de pagar propina para conseguir facilidades em contratos com o governo do Estado do Rio, quando o governador era Sérgio Cabral. Eike foi preso no aeroporto Internacional Tom Jobim, ao desembarcar de um voo vindo de Nova York.

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *