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Plano de capitalização da Raízen: Cosan e Shell negociam aporte bilionário e entrada do BTG Pactual

Com dívida sob pressão, acionistas planejam aporte bilionário e separação de ativos de energia e distribuição para atrair o BTG Pactual e acalmar credores do mercado financeiro

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Foto: Victor Moriyama/Bloomberg

A Raízen (RAIZ4), gigante do setor de energia e combustíveis, está no centro de uma complexa articulação financeira para recompor seu caixa e reestruturar um passivo que tem pressionado suas operações. De acordo com informações da Bloomberg News, as controladoras Cosan (CSAN3) e Shell avançam em negociações para uma injeção de capital que visa apresentar uma solução sustentável aos credores e detentores de títulos de dívida (bondholders).

O desenho da operação e o papel do BTG Pactual

A proposta em discussão, que ainda depende do aval de terceiros, prevê uma reorganização societária profunda. O ponto central é a separação da Raízen Energia (focada na produção de açúcar e etanol) do braço de distribuição de combustíveis.

Neste cenário, fundos de private equity administrados pelo BTG Pactual (BPAC11) adquiririam uma participação relevante no negócio de distribuição. O investimento estimado é de R$ 5,5 bilhões. A estratégia permitiria à Raízen alocar parte considerável de sua dívida para a unidade de distribuição, que possui um fluxo de caixa mais estável e robusto, protegendo a área de produção agrícola das volatilidades financeiras imediatas.

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