Platéias – Denúncias de Hermínio convenceram ministra

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Porto Velho – Além do depoimento de José Batista, que entregou como operava todo o esquema de corrupção no governo Confúcio Moura, uma série de denúncias que vinham sendo feitas pelo presidente da Assembleia Legislativa Hermínio Coelho, foram fator decisivo no convencimento da ministra Laurita Vaz para expedir mandados de busca e apreensão e quase a prisão do governador de Rondônia, Confúcio Moura.

Desde 2012 que Hermínio vinha sistematicamente denunciando Confúcio, chegou mesmo a convocar uma coletiva, onde apenas ele, e nenhum outro deputado estadual estava presente, para apresentar cópias de cheques que comprovavam o envolvimento de pessoas muito próximas ao governador no recebimento de propinas. Na época, Confúcio chegou a declarar que “cada um respondia por seu CPF”, plagiando falas de Ivo Cassol, que respondia com essa frase a cada denúncia contra alguém de seu governo.

Mas as palavras de Hermínio, apesar de não encontrarem eco em seus pares no legislativo, soaram na Capital Federal e serviram de base nas investigações da Operação Platéias. Hermínio denunciava simultâneamente na imprensa, no Ministério Público e Polícia Federal. O deputado chegou a reunir-se diversas vezes na superintendência e no Ministério Público com autoridades para entregar documentos e provas contra o governador e assessores.

Além de denúncias contra Confúcio Moura, Hermínio também apresentou provas de enriquecimento ilícito por parte de diversos membros do primeiro escalão do governo, entre eles Lúcio Mosquini,que já aparece nas investigações da Operação Platéias. Segundo Herminio, Mosquini que era um mero empregado de empresas em Jaru, adquiriu fazendas, imóveis e postos de combustíveis por todo o Estado depois que entrou no governo.

Durante as investigações contra Confúcio, a Polícia Federal descobriu que dos 24 deputados estaduais, apenas 5 não mantinham “esquemas” com o governo, entre eles Hermínio Coelho. Os demais aceitaram 40 cargos, cada, em troca de apoio político ao governador. Eles serão chamados a depor sobre o caso. A PF já tem a listagem de servidores fantasmas, cerca de 800, que eram lotados na Secretaria de Administração do Estado e nunca apareceram para trabalhar.

Em 2013, durante uma operação realizada pela Polícia Civil de Rondônia, Hermpinio chegou a ser afastado do cargo, mesmo sem a polícia ter conseguido qualquer prova de seu envolvimento com crimes. A policia chegou a prender o filho do deputado erroneamente, apenas pelo apelido. O jovem ficou preso por cerca de 30 dias e depois foi comprovada sua inocência. Na época o parlamentar afirmava se tratar de uma “operação política”. O Ministério Público arquivou todas as denúncias.

 

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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