Polícia aciona Interpol após investigação de venda de bebê em MG

Dois casais foram presos no início de março na porta de maternidade. Delegado aponta suspeita de tráfico internacional de crianças envolvendo quatro estados e os países Itália e Estados Unidos.

A Polícia Civil de Contagem, em Minas Gerais, acionou departamentos de outros estados e a Interpol para apurar uma possível rede de tráfico internacional de crianças. Isso é um desdobramento da investigação que prendeu cinco pessoas no início de março por suspeita de venda e adoção ilegal de bebês.

Os policiais chegaram a essa rede após o monitoramento da troca de mensagens pela internet de dois casais. Foi verificada uma promessa de venda de criança por R$ 30 mil.

“Num desses grupos de barriga de aluguel, verificamos pessoas vendendo de forma explícita crianças recém-nascidas por R$ 30 mil, inclusive pessoas de outros países. Identificamos pessoas dos Estados Unidos e Itália. Com relação a estas pessoas, nós desmembramos parte da documentação do processo, estamos encaminhando para a Interpol para que acione cada pátria”, disse o delegado Cristiano Xavier.

Segundo o delegado, a polícia internacional já foi acionada e ele espera providências. Nas conversas pela internet, foram apuradas negociações de outras pessoas para compra de bebês no Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais e Rio Grande do Sul, além da Itália e Estados Unidos.

Com o andamento da investigação, a polícia concluiu que não vai responsabilizar os dois casais por formação de quadrilha.

“[Os dois casais] não estão envolvidos em qualquer tipo de organização criminosa. São apenas mães, pais, pessoas que estavam querendo adotar um filho de forma ilegal. Nesta busca, acabaram interessados nestes grupos com pessoas com todo tipo de intenção”, disse o delegado Cristiano Xavier. Segundo ele, com base nas novas provas, os advogados podem pedir o relaxamento das prisões.

Os casais são do Rio de Janeiro e foram presos em flagrante na porta do Hospital Municipal de Contagem no dia 6 de março. Um deles é suspeito de ter interesse na criança e outro de agenciar a negociação.

No dia, funcionários desconfiaram quando um homem se identificou como o pai e pediu informações sobre a criança. A Polícia Militar foi chamada e soube, pela mãe do bebê, que ela pretendia doar o filho. A mulher pagou fiança e responde em liberdade. O bebê está com ela e é acompanhado pelo Conselho Tutelar em Coração de Jesus, no Norte de Minas.

Segundo o delegado, os casais e a mãe vão responder pelo artigo 238, do Estatuto da Criança e do Adolescente, que trata da promessa ou entrega de filho mediante pagamento e da oferta de pagamento por uma criança. A previsão é de reclusão de um a quatro anos e pagamento de multa.

Fonte: g1/mg

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