Coluna – Edgar do Boi, o vice que não queria ser “decorativo”, mas que sumiu

Vendido

Um grupo estrangeiro comprou a empresa Rondomar por R$ 140 milhões. As negociações incluíram dívidas e demandas judiciais. A Rodomar é proprietária de várias áreas em Rondônia que possuem jazidas minerais e elas entraram no pacote. A informação que corre, aliás, afirma que esse foi o real motivo da compra, já que a empresa não tem nada de excepcional, não possui contratos vantajosos e seu maquinário já está defasado.

Reta final

Dois debates encerram o pleito eleitoral em Rondônia. O primeiro acontece nesta quinta-feira, logo após a novela da faixa das 21 horas da Globo, na TV Rondônia. E na sexta, Expedito Júnior (PSDB) e Marcos Rocha (PSL) participam de confronto direto na TV Allamanda, a partir das 12h20min com previsão de encerrar às 14 horas. Aí é se despedir dos eleitores, agradecer e esperar o resultado da votação, no domingo.

Aos aloprados

A turma que encara política como uma partida de futebol precisa entender uma coisa, de uma vez por todas. Candidato quando eleito tem que governar para todos e não apenas para a claque. Dito isto, que fique claro que, independente de quem ganhe, seja a eleição presidencial ou a local, perseguições, ofensas pessoais, separatismo e outras babaquices que os aloprados gostam de disseminar são passíveis de punição e garanto que seu candidato, seja ele quem for, não vai pagar seu advogado nem custas processuais. Defender uma ideologia é uma coisa, ser idiota é totalmente diferente.

Falando nisso

Marcos Rocha, de novo, generalizou em acusações sem nenhum fundamento. No primeiro turno ele afirmou ter recebido proposta de propina, quando era secretário de educação do município, mas não prendeu o corruptor, não comunicou as autoridades e deixou pra lá. Esta semana, em entrevista a uma rádio de Porto Velho, declarou que “dois deputados estaduais eleitos podem até ser presos”, e que iria processá-los por “ataques e mentiras”, mas não deu nomes, ou seja, colocou todos no mesmo balaio. Esse tipo de “pudor” de omitir nomes só pode ser usado em conversa de boteco, porque no serviço público, e principalmente quando se tratam de instituições, as explicações devem ser claras.

Constrangimento

A fala de Marcos Rocha em relação aos deputados eleitos é ofensiva e apenas engrossa o coro irresponsável de enxovalhar toda a classe política. Se existem políticos corruptos ou incompetentes, a responsabilidade é apenas de quem o elegeu, ou ajudou. Os políticos não são nomeados, eles são eleitos pelo voto direto. Marcos Rocha já mostrou que política, assim como administração, não é seu forte. Pelo jeito, 2019 vai ser um ano bem mais complicado do que se pensa, ele ganhando ou não.

Enquanto isso

Na Assembleia os ânimos estão alvoroçados com a disputa pela Mesa. Novos nomes vem surgindo, e um dos que se colocou “à disposição” foi o novato Cirone da Tozzo, de Cacoal, que em entrevista, sinalizou com a pretensão de entrar na briga. Além dele, circulam os nomes de Laerte Gomes, Lebrão, Jean Oliveira e Alex Redano, mas mais gente pode aparecer. O maior desafio está sendo chegar a um nome de consenso, já que cada um tem um “porém”. Mas o certo mesmo é que nenhum deles está garantido no comando.

Vice sim, decorativo, não

Em caso de vitória deJair Bolsonaro ( PSL ) nas urnas no próximo domingo, o general da reserva Antônio HamiltonMourão ( PRTB ) se prepara para ficar bem distante da imagem de um ‘ vice decorativo’ , como já reclamou um dia o presidente Michel Temer. Em entrevista ao jornal O Globo nesta quinta-feira, Mourão afirmou que estará dentro do Palácio do Planalto, em sala ao lado da do presidente da República, com participação efetiva num eventual governo Bolsonaro . As salas da Vice-Presidência funcionam num anexo do Palácio do Planalto, e não nos andares da Presidência. Mourão espera que Bolsonaro delegue a ele funções de liderança num eventual governo. Na disputa eleitoral, Mourão foi desautorizado por Bolsonaro mais de uma vez em razão de declarações dadas pelo candidato a vice. Em uma dessas ocasiões, o presidenciável chegou a orientar o vice a ficar calado até a votação. O general já fez críticas e defendeu mudanças no 13º salário; aventou a possibilidade de um “autogolpe” em caso de “anarquia”; e defendeu uma nova Constituição elaborada por uma comissão de “notáveis”, sem passar pelo Congresso.

Falando em vice

Por onde anda Edgar do Boi, o vice de Hildon Chaves? Depois de sua citação na Lava Jato, ele simplesmente desapareceu. Também tinha o discurso de “não ser figurativo”, mas não colou. Penduraram ele em alguma parede.

FDA aprova a primeira droga nova para tratar a gripe em vinte anos

A Agência de Administração de Alimentos e Medicamentos dos EUA (FDA) anunciou ontem que há um novo medicamento contra gripe para aliviar os sintomas. Xofluza (que é a marca; o nome genérico do medicamento é baloxavir marboxil), fabricado pela Genentech, foi aprovado para o tratamento da influenza aguda e descomplicada em pacientes com 12 anos de idade ou mais, de acordo com um comunicado de imprensa. Ao contrário de outros antivirais como o Tamiflu ou Relenza – que são tomados duas vezes ao dia durante cinco dias – a Xofluza é uma pílula de dose única. Ele deve ser tomado dentro de 48 horas após o início dos sintomas, como febre, calafrios ou nariz escorrendo. Pode reduzir a gravidade e a duração da doença. O custo de atacado da pílula é de US$ 150 (R$ 555,97 na cotação de hoje). A Xofluza é o primeiro novo medicamento antiviral com um mecanismo de ação diferente a ser aprovado pela FDA em quase 20 anos, informou a agência. Até que ponto você se beneficia com os antivirais também pode depender da sua idade e saúde. Em pessoas com maior risco de desenvolver complicações relacionadas à gripe (idosos, crianças, pessoas com condições subjacentes), o tratamento precoce com antivirais pode prevenir doenças sérias que exigem hospitalização. Em pessoas que são hospitalizadas, os antivirais podem reduzir o risco de complicações e morte, de acordo com o CDC. A Xofluza também trabalha de maneira diferente de outros tratamentos contra a gripe, como o Tamiflu e o Relenza, para atacar o vírus no organismo. Por isso, pode ser eficaz na luta contra as cepas da gripe que se tornam resistentes a outros medicamentos antivirais. No entanto, Xofluza não se destina a crianças com menos de 12 anos ou pessoas que já desenvolveram complicações da gripe.

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