Coluna – Léo Moraes consegue com Rodrigo Maia, compromisso de não aumentar salários de deputados

Confúcio, o ET

Quem olha o Twitter de Confúcio Moura e não sabe quem ele é (ou foi) imagina que ele tenha sido eleito na onda Bolsonaro, e não que tenha governado o estado por dois mandatos consecutivos, tendo deixado o cargo em abril deste ano. Nesta sexta-feira, 23, o ex-governador brindou seus seguidores com a seguinte pérola, “Estou visitando cidades rondonienses. Prefeitos precisam de apoio. Dinheiro. Principalmente, recuperação de ruas (asfalto e drenagem). Substituir pontes de madeira por galerias ou tubos ármicos”.

Onde estava essa criatura?

Nos últimos oito anos que não ajudou esses prefeitos, nem os municípios, nem trocou as pontes ou construiu galerias e substituiu os tubos? Eu conto. Confúcio passou os primeiros quatro anos de seu mandato tentando não ser cassado pelos deputados, nem ser preso. Em 2014 escapou por um triz de dividir cela com seu cunhado, preso por corrupção, e passou os quatro anos seguintes recluso. O Estado era governado pelos secretários, que despachavam por e-mail com o governador. E agora, passados apenas sete meses desde que deixou o cargo, ele descobriu que Rondônia tem problemas.

E agora

Tira onda no Twitter com a cara de todo o povo do Estado. Realmente, esses eleitores do Confúcio nos fazem cada vergonha…

“Equipe Multidisciplinar de Inteligência”

Traduzindo, “uma turma que vai ficar encostada ganhando salários em grupos de trabalho, ampliando a burocracia e quebrando as empresas”. Para explicar um pouco mais. O governador eleito Marcos Rocha, que é da mesma escola de Confúcio Moura, produziu a seguinte pérola e postou em suas redes sociais, “nosso primeiro ato em janeiro será a criação de uma equipe multidisciplinar de inteligência para combater qualquer possibilidade de corrupção”. E continuou, “aviso a todos os empresários que desejam concorrer às licitações, que coloquem o valor real, pois não haverá negociações posteriores”.

A peça

É demagógica e irresponsável. De uma tacada só ele acusa todos os fornecedores do governo de estarem superfaturando nos preços, o que é leviano. Esse Marcos Rocha aí é o mesmo que durante a campanha disse que não prendeu um empresário que lhe ofereceu propina porque estava “com o pé quebrado”. A tal equipe nada mais será que um grupo de trabalho, com gordo CDS que vai ficar procurando cabelo em ovo. Para resolver qualquer problema referentes à preços, basta usar o sistema de pregão eletrônico, que já é usado, por sinal. Ao invés de ficar “jogando para a galera”, Rocha deveria começar a se preocupar em gerar emprego e renda para a população e cuidar de resolver problemas crônicos, como saúde, segurança e educação. Quem fiscaliza preços é Tribunal de Contas e quem lida com bandido que rouba dinheiro público é a polícia.


E Porto Velho?

A cidade está no modo automático. O prefeito sumiu! O transporte público continua uma calamidade, as crianças das regiões ribeirinhas continuam sem concluir o ano letivo por falta de transporte escolar e o centro da cidade parece uma currutela. A pergunta é, onde está o cara que ia “cuidar e acariciar” a capital? E onde está o Ministério Público que ainda não tomou providências sérias contra essa administração?

Pois é

O nome disso é estelionato eleitoral.

Chegou chegando

Léo Moraes ainda não assumiu o mandato de deputado federal mas já chegou em Brasília mostrando para que foi eleito. Em reunião com o atual presidente da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM) ele conseguiu arrancar o compromisso de que o Congresso não vai aprovar reajuste salarial para deputados e senadores. Segundo Léo, “somos bem remunerados para trabalhar para a população e acredito que podemos investir o dinheiro público em mais benefícios para o nosso país.”. Maia se comprometeu a manter a coisa do jeito que está.

Realeza

Quando Marcos Rogério disse durante a campanha eleitoral que ele era amigo de Jair Bolsonaro e de toda a cúpula do futuro governo, ele não estava blefando. Na noite da última quinta-feira, o futuro chefe da Casa Civil do governo Bolsonaro, Onyx Lorenzoni casou em Brasília com uma assessora parlamentar e entre o pequeno e seleto grupo de convidados, estava Marcos Rogério.

Susto

Pensionistas do Estado se depararam com a conta zerada nesta sexta-feira, quando acreditavam que poderiam aproveitar a Black Friday. De acordo com o governo, neste sábado deverá estar na conta dos pensionistas o pagamento que atrasou em função da migração de dados do sistema.

Bactérias podem salvar a vida de crianças desnutridas

Durante décadas, crianças desnutridas em todo o mundo foram tratadas com uma dieta de alimentos ricos em proteínas e altamente calóricos. Essas comidas podem ter várias formas – de pasta de amendoim a milkshakes gordurosos -, mas a ideia geral é: restaurar rapidamente os nutrientes mais básicos para o corpo em crescimento. Os “alimentos terapêuticos prontos para uso” ajudam a eliminar o risco imediato à vida da criança. Mas essa batalha está vencida apenas pela metade. O período que uma criança fica desnutrida pode ser de apenas alguns meses, mas suas consequências poderão durar a vida inteira. Durante toda a infância e adolescência, a criança permanecerá fisicamente atrofiada e mais suscetível a infecções. Ela também pode apresentar déficits cognitivos, resultando em um QI mais baixo – o que pode significar ficar para trás na escola e ter de lutar para encontrar emprego quando adulta. Mas uma recente e inovadora pesquisa sugere que podemos estar negligenciando uma potencial solução: as dezenas de trilhões de bactérias “do bem” que vivem em nosso trato digestivo, a chamada microbiota intestinal, ou flora intestinal. A flora intestinal é tão importante, que cientistas como Gordon geralmente se referem a ela como sendo um “órgão” separado. De acordo com a teoria do especialista, muitas das consequências de longo prazo da desnutrição podem estar diretamente ligadas a uma desordem da microbiota intestinal. E, corrigindo esse desequilíbrio, você pode novamente colocar uma criança no caminho certo para seu desenvolvimento. Financiado pela Fundação Bill e Melinda Gates, a pesquisa de Gordon tem liderado estudos pioneiros no Malaui e em Bangladesh para testar essa teoria. E os primeiros resultados parecem promissores. Quanto mais ferramentas forem desenvolvidas para atacar o problema – e o mais rápido possível -, melhor: mais de 200 milhões de crianças menores de cinco anos sofrem atualmente de desnutrição.

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