[COLUNA] – Marcos Rocha poderia ter vetado o repasse para a imprensa, mas não fez, vetou o PCCS do agentes

E ainda, nunca os deputados foram tão necessários. Parlamento será a principal linha de defesa dos servidores públicos, produtores e sociedade contra medidas que possam ser arbitrárias do governo de Marcos Rocha e sua equipe

Independência

Os deputados estaduais que iniciam a legislatura em 1 de fevereiro terão um enorme desafio e devem exercer seu papel com responsabilidade, e acima de tudo, não pedir nada ao governo. E quando digo “nada” é nada mesmo, nem cargos nem liberação de emendas, nem favores de nenhuma espécie, para que possam garantir a independência do poder Legislativo. Caso eles não façam isso, a sociedade corre o risco de amargar quatro anos com ações truculentas e totalmente descabidas, como foram os vetos do governador Marcos Rocha (PSL) a uma série de despesas que já estavam previstas no orçamento de 2019, como o PCCS dos agentes penitenciários e a criação do Instituto de Terras de Rondônia (ITERON).

A justificativa

É que ele precisa ver primeiro a situação para poder decidir. Mas, onde ele estava mesmo durante a transição que não viu isso? O governador, através do Facebook, resolveu chamar todo mundo que notícia qualquer coisa que ele discorde, de mentiroso. Aproveitou para tentar justificar o pagamento de diárias para sua esposa, em uma viagem onde ela não deveria ter recebido. Disse que “não sabia” e só “descobriu quando estava lá”. E claro, que “tudo está dentro da legalidade”.

Aliados, ‘pero no mucho’

O governador gosta de repetir que foi eleito sem ajuda de ninguém, e considera isso um grande feito. Queixas de que virou às costas a companheiros de primeira hora pipocam em vídeos e áudios que circulam nos grupos de Whatsapp por todo o Estado, criando a impressão que não foi bem assim. Mas, isso é um problema dele com seus aliados, o mais importante é que ele dê início ao que de fato interessa à população, reformas, geração de emprego e fortalecimento do setor produtivo.

Não reduziu não

Em seu desabafo, Rocha alegou que “vai reduzir o quadro de comissionados, pois é isso que a população espera dele”. O problema é que o Diário Oficial mostra outra coisa. Rocha já nomeou pelo menos 1 mil pessoas em cargos comissionados, contrariando seu discurso de “mudança”. Também rasgou o compromisso que havia feito com setores da segurança pública, incluindo os agentes penitenciários.

Receita para economizar

Que o Estado precisa ser gerenciado com responsabilidade, isso é um fato, mas temos uma população carcerária gigantesca que não pode ser ignorada e precisa ser vigiada. Quando era secretário de Justiça, Rocha concedia entrevistas falando que não tinha recursos, não tinha como resolver os problemas. O governador poderia começar cancelando os contratos de alimentação com presídios e implantar uma cozinha industrial no sistema, com mão de obra dos próprios presos, só aí sobraria fácil cerca de R$ 11 milhões por ano apenas com os presídios de Porto Velho. Esses aí são os gastos que poderiam ser reduzidos a apenas R$ 3 milhões, para todas as unidades, caso fosse montada uma cozinha industrial do próprio presídio, e poderiam cair ainda mais, se a colônia agrícola de fato fosse agrícola.

Socioeducativo: R$ 2.264.680,80 / Edvan Mariano: R$ 3.950.489,45 / Enio pinheiro: R$ 3.280.551,98 / Milton soares: R$ 1.289.886,00

Papel dos deputados

Historicamente os deputados costumam fazer um “toma-lá-dá-cá” com o governo de plantão. Legislaturas anteriores aprontaram todo tipo de lambança, do loteamento de cargos no governo a recebimento de propina em dinheiro. Mas a atual legislatura vai passar por um controle maior. Em tempos de redes sociais, fica mais difícil esconder as traquinagens.  Os deputados precisarão garantir sua independência para poder fazer aquilo para o qual foram eleitos, legislar e fiscalizar os atos do governo. É necessário que o legislativo passe a protagonizar o cenário político, trabalhando em sintonia com o governo quando for o caso, e impedindo desmandos e uso indiscriminado da máquina em ações nada republicanas, como o grampo ilegal em telefones de autoridades, conforme boatos que já circulam.

Brainstorm coisa nenhuma

Marcos Rocha disse que, “em reunião com seu grupo de assessores, fizeram uma ‘brainstorm’ que foi de onde surgiu a idéia de usar o prédio da Assembléia (o antigo) como uma extensão do Pronto Socorro João Paulo II. Mas, pera lá. Essa idéia foi minha (minha mesmo, Alan Alex), em conversa no gabinete do deputado Cleiton Roque, que desconhecia o fato de que naquele prédio funcionou um hospital no passado, que depois virou Assembleia, portanto poderia ser novamente adaptado para uma unidade de extensão do JPII. O deputado gostou da idéia, comentou com Maurão de Carvalho, que comentou com Daniel Pereira e esse por sua vez, me ligou para cumprimentar pela idéia, que chegou a ser divulgada pela própria Assembleia. Dias depois, em conversa com Daniel Pereira ele me disse que a proposta era viável, mas a possibilidade seria remota de acontecer ainda em sua gestão.

Corte, mas corte mesmo!

O governador disse ainda em seu desabafo que “pretende cortar despesas”. Ele poderia começar cortando a verba de publicidade da TV Rondônia, TV Allamanda, TV Meridional, SIC TV, e REDE TV!. Seria uma economia fantástica e os cofres públicos agradecem. Enquanto ele não rever essa questão do pagamento de publicidade para estes veículos de comunicação, todo o resto será papo furado.

Vai ser difícil

Helena Campanari, chefe do cerimonial do governo é mulher de Antônio Campanari que vem a ser o diretor da TV Rondônia. Eles são pais do advogado Richard Campanari, conselheiro do governador, que por sua vez é sócio de Érika Gerhardt, adjunta da Casa Civil. Entenderam quem é a “mídia lixo” que recebe dinheiro público? Entenderam porque os sites, que cobram a tão propalada honestidade do governador são considerados por ele como “jornalecos que só pregam mentiras”?

Enquanto isso

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Pré-eclâmpsia associada a risco de AVC: AAS pode ajudar

A pré-eclâmpsia e outras formas de hipertensão gestacional aumentam o risco de acidente vascular cerebral (AVC) para a mulher, o que pode ser reduzido com o uso regular de ácido acetilsalicílico (AAS),  sugere novo estudo. “Mulheres com alto risco de pré-eclâmpsia são tratadas com ácido acetilsalicílico durante a gestação e nós sabemos que isto diminui o risco desta complicação, mas o AAS costuma ser suspenso após o parto. Ainda não temos resposta se o medicamento deve ser mantido para estas mulheres”, disse ao Medscape a primeira autora do estudo, Dra. Eliza C. Miller, médica da Columbia University Mailman School of Public Health, na cidade de Nova York. “Este estudo não responde a esta questão, mas nós demonstramos alguns achados interessantes e sugestivos”, disse a pesquisadora. “Observamos uma tendência de benefício do ácido acetilsalicílico para as mulheres com hipertensão gestacional neste estudo, mas o efeito não foi significativo no grupo inteiro. Entretanto, mulheres entre 40 e 50 anos de idade tiveram o maior benefício e o efeito foi significativo nesta faixa etária. É possível que o efeito esmaeça à medida que a mulher envelhece”. No entanto, a médica advertiu que, por este estudo ser observacional, os dados devem ser considerados preliminares. “Não podemos fazer recomendações definitivas do tratamento regular com ácido acetilsalicílico das mulheres com história de hipertensão gestacional com base nestes dados, mas me parece que devemos levá-los em consideração ao avaliarmos o risco de doença cardiovascular e de acidente vascular cerebral nestas mulheres”.

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