Coluna – Novo governador pressiona para eleger Mesa Diretora da Assembleia

O que está acontecendo?

Apenas nesta semana PAINEL POLÍTICO recebeu denúncias de irregularidades contra servidores de dois órgãos do governo, da SEJUS e SESDEC. Durante o segundo turno da eleição também revelamos um pedido de propina, cujo dinheiro, supostamente seria usado na campanha de Marcos Rocha. O problema é que todas essas denúncias já foram protocoladas em órgãos de controle como Ministério Público e Tribunal de Contas, e até foram feitas oitivas de testemunhas, mas nenhuma providência foi tomada até hoje.

Os casos

São graves, envolvem servidores que estariam cometendo infrações e crimes, mas eles não são punidos e suas permanências nos locais de trabalho, afrontam os demais servidores que batem ponto diariamente. Um dos casos, é de um casal da SESDEC. A mulher, servidora comissionada, nomeada em janeiro, viajou por 15 dias agora em outubro acompanhada do namorado, para Buenos Aires. O problema é que ela não tinha um ano de trabalho e pior, sua folha de ponto está toda assinada no mês em questão. Outro episódio envolve uma agente penitenciária, que é advogada e exerce a profissão, mesmo sendo vetada pela OAB, pois, em tese, ela tem facilidade na captação de clientes.

Os episódios acima

São de conhecimento de todos os servidores desses órgãos, que se sentem perseguidos e desmerecidos, pois muitos tentam licenças ou justificar faltas e não conseguem, mas para alguns poucos privilegiados, isso é muito fácil. Todos os esses casos já foram denunciados, anexados documentos, nomeações, folhas de ponto e até agora nenhuma providência foi adotada.

Enquanto isso

O novo governo que assume em janeiro começa a pressionar deputados, oferecendo cargos e facilidades, em troca de votos para composição da nova Mesa Diretora. E já até arrumou um interlocutor, que se declara “líder do governo na Assembleia”, o deputado recém-eleito Eyder Brasil, que pelo jeito vai arrumar mais problemas que soluções ao governador Marcos Rocha.

Explicando

O advogado Lauro Fernandes da Silva, que integra a equipe de transição de Marcos Rocha, afirmou em nota encaminhada à PAINEL POLÍTICO (íntegra no final da coluna) afirmou que a informação sobre “ter matado um homem” é, segundo ele, “um tanto tendenciosa e em descompasso com a verdade que imperou no tribunal do júri, pois o cidadão infrator estava armado, havia iniciado um roubo e com a abordagem da guarnição atirou contra o Estado”. À época dos fatos, Lauro era sargento da PM. Ele conclui sua nota afirmando que “Os tempos são outros e muitas práticas costumeiras e imorais tiveram respostas nas urnas que refletirão nas condutas de pessoas que insistem em tirar vantagens mesmo quando cometem crimes”. Ele e o Estado foram condenados ao pagamento de uma indenização no valor de R$ 30 mil à família do morto, que, segundo o Ministério Público, “estava desarmado”.

Tiro no pé

Essa interferência do novo governo nos assuntos do legislativo tem tudo para acabar mal. Em 2010, Confúcio Moura resolveu investir na candidatura de Jesualdo Pires, então deputado estadual reeleito, para presidente da Casa. Não funcionou. Jesualdo amargou a derrota e Confúcio, para variar, fez de conta que não tinha nada a ver com movimentação do deputado. Rocha, ao que tudo indica, segue no mesmo sentido.

Em Rolim de Moura

Jair Benneti e Edson Burgarelli entregaram renúncia e não pretendem disputar o cargo de prefeito e vice na eleição suplementar que acontece na cidade.

Resumo da semana

Acompanhe meus comentários e de Muryllo Ferri no Resumo da Semana. Na pauta, transição, teto do funcionalismo e SEDAM.


Pesquisadores transplantam células-tronco para cérebro para tratar Parkinson

Pesquisadores japoneses disseram nesta sexta-feira (9) que transplantaram células-tronco para o cérebro de um paciente, em um ensaio inovador que busca curar o mal de Parkinson. A equipe de pesquisadores da Universidade de Kyoto injetou células-tronco pluripotentes induzidas (iPS) – que têm o potencial de se desenvolver em qualquer célula do corpo – no cérebro de um paciente homem de cerca de 50 anos, informou a universidade em um comunicado à imprensa. O homem ficou estável depois da operação, que foi realizada no mês passado, e agora será monitorado por dois anos, acrescentou a universidade. Os pesquisadores injetaram 2,4 milhões de células iPS no lado esquerdo do cérebro do paciente, em uma operação que durou cerca de três horas. Se nenhum problema for observado nos próximos seis meses, eles irão implantar mais 2,4 milhões de células no lado direito. As células iPS de doadores saudáveis foram desenvolvidas em precursores de células cerebrais produtoras de dopamina, que não estão mais presentes em pessoas com mal de Parkinson. A operação aconteceu depois que a universidade anunciou em julho que realizaria o estudo com sete participantes de entre 50 e 69 anos. Este é o primeiro estudo envolvendo o implante de células-tronco no cérebro para curar o mal de Parkinson.

COM A PALAVRA LAURO FERNANDES

Em resposta ao veiculado em matéria jornalística, publicada por este sitio de noticias, em 08 de novembro de 2018, é importante esclarecer que, Lauro Fernandes da Silva Junior é advogado respeitado, de caráter ilibado e probo, pois se assim não fosse, sequer poderia ser advogado já que um dos requisitos legais é ter idoneidade moral.

Não menos importante é explicar que, a informação de ter “matado” um homem é um tanto tendenciosa e em descompasso com a verdade que imperou no tribunal do júri, pois o cidadão infrator estava armado, havia iniciado um roubo e com a abordagem da guarnição atirou contra o Estado. Com isso, a verdade real é que o Dr Lauro agiu em estrito cumprimento do dever legal, dever este, que estava obrigado a época, na qualidade de policial militar, sob pena de prevaricação, já que estava em patrulhamento de rotina.

O fato de “estar sendo processado”,  juntamente com o Estado, por suposto dano moral, quando agiu legitimamente, trata-se de pratica odiosa que a sociedade não mais tolera. Isto porque aquele que afronta ao Estado e comete crime, esta sujeita a uma reação que independe de proporcionalidade.

Os tempos são outros e muitas praticas costumeiras e imorais tiveram respostas nas urnas que refletirão nas condutas de pessoas que insistem em tirar vantagens mesmo quando cometem crimes.

Por fim, registramos que o advogado Lauro Fernandes, além de todas as qualidades e atribuições para desempenhar uma função publica, é um técnico que não deve nada à justiça, mas a fortalece em atividade diária de advogado, já que em seu ministério privado exerce um múnus público.

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