Documentário “a facada no mito” mostra teoria divergente sobre atentado contra Bolsonaro

Produzido a partir de reportagens e imagens do episódio, vídeo de quase uma hora levanta dúvidas sobre as relações de Adélio Bispo

A tese central é que o atentado a Jair Bolsonaro foi armada, e que Adélio Bispo integrava uma equipe que o protegeu logo após a ação. Construído a partir de imagens feitas no dia do crime, e alguns pontos intrigantes, como o impedimento de um fotógrafo do jornal Tribuna de Juiz de Fora, que estava próximo a Bolsonaro de fazer imagens, a estranha movimentação dos seguranças do então candidato, o documentário “A Facada no Mito” levanta dúvidas razoáveis que mereciam atenção da Polícia Federal.

Com quase uma hora de duração, o material exibido pelo canal “True or not” parece ser aqueles vídeos sensacionalistas, ou partidário, mas é bem diferente e precisa ser levado em consideração. O documentário mostra uma série de contatos feitos por Adélio com algumas pessoas que estavam presentes no episódio, como um homem de camiseta branca, que chega a trocar gestos com o criminoso.

A movimentação de um grupo de seguranças em torno de Adélio também chama a atenção.

O documentário mostra ainda que Jair Bolsonaro vinha apresentando uma série de problemas em seu estômago meses antes, chegando inclusive a participar de eventos religiosos, onde foram feitas orações para “cura” de seu problema. No dia do atentado, a primeira agenda em Juiz de Fora foi a visita a um hospital de câncer, onde foi proibida a entrada da imprensa e até do presidente do PSL.

Também chama a atenção para um episódio, registrado dias antes em Juiz de Fora, onde um grupo de policiais se envolveu em um tiroteio relacionado a apreensão de R$ 15 milhões. Eles foram defendidos pelo mesmo escritório que defende Adélio Bispo.

Vale a pena assistir o vídeo todo? Sim, vale. Mesmo para quem é cético em relação a teorias conspiratórias vale a pena assistir. Certamente algumas questões merecem ser observadas e questionadas.

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