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Eleitor amplia busca para saber “quem é Marcos Rocha”, o “candidato de Bolsonaro”

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Encerrada a apuração dos votos no primeiro turno em Rondônia, uma surpresa para muitos, o desconhecido Coronel Marcos Rocha teve pouco mais de 10 mil votos que o terceiro colocado na votação, Maurão de Carvalho e vai disputar o governo com o ex-deputado federal e ex-senador Expedito Júnior.

Turbinado pela “onda Bolsonaro” que varreu o país no domingo, o eleitor que votou em Rocha começou a fazer buscas pelo nome do coronel, para saber um pouco mais sobre ele. O sistema de buscas de PAINEL POLÍTICO registrou mais de 75 mil buscas tendo “Marcos Rocha” como palavra-chave. Uma matéria publicada em 2015 vem sendo a mais lida desde domingo no site.

Naquele ano, no dia 30 de novembro, PAINEL POLÍTICO publicou que o então secretário de Justiça de Confúcio Moura, coronel Marcos Rocha, havia pago a si próprio, em menos de três meses, duas pecúnias no valor de R$ 44.313,94, tendo sido o primeiro pagamento em setembro daquele ano e o segundo em novembro. Imagens do contracheques do secretário passaram a circular em grupos de Whatsapp e causou revolta principalmente entre os servidores públicos.

Pecúnia é a conversão obrigatória, em remuneração adicional, do tempo igual ou superior a 1/3 (um terço) do período exigido para o gozo da Licença Prêmio, em caso de aposentadoria ou falecimento do servidor (Base legal: Art. 99, II da Lei nº 5.810/94). A solicitação para percepção da Pecúnia é feita pelo servidor em caso de aposentadoria ou pelo beneficiário (falecimento) junto ao órgão setorial através de requerimento do interessado, juntamente com os documentos comprobatórios para subsidiar a análise do pedido.

Como oficial, o coronel recebia na época R$ 13.238, além de R$ 10.732 por sua função gratificada como secretário. Em setembro de 2015, ele recebeu R$ 56.553 entre salários e a parcela de pecúnia e em novembro R$ 58.298.

Mas o maior motivo da revolta era que a SEJUS, à época comandada por Rocha, se negava a pagar pecúnia a outros servidores, e no caso do secretário foi pago sem nenhum tipo de burocracia.

Expedito também é alvo de buscas

O sistema de buscas de PAINEL POLÍTICO registrou 38 mil procuras pelo nome do ex-senador Expedito Júnior. Expedito teve o mandato de senador cassado em 2009, sob acusação de compra de votos através da empresa de vigilância de seu irmão.

Os funcionários teriam recebido R$ 100 cada um para votar na coligação de Expedito e para convencer seus familiares a votar na mesma chapa política. A quantia foi depositada na conta corrente de vários funcionários, em 29 de setembro de 2006, às vésperas das eleições em 1 de outubro daquele ano.

Em sua defesa, Expedito alegou que o montante dado aos funcionários foi decorrente de prestação de serviços de segurança e vigilância. Mas o relator do processo, ministro Arnaldo Versiani, considerou que, além dos depósitos comprovados, houve provas testemunhais e documentais de compra de votos. Os demais integrantes do TSE seguiram o voto de Versiani. Expedito ficou inelegível por 8 anos, a contar da data da eleição.

Em 2010 ele tentou ser candidato ao governo por liminar, não conseguiu. Em 2014, já com as pendências jurídicas resolvidas na justiça eleitoral disputou com Confúcio Moura e foi derrotado em segundo turno.

Alan Alex
Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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