Onde estava Marcos Rocha durante a transição que não acompanhou a elaboração do Orçamento 2019?

Governador alega que “precisava conhecer melhor a matéria” e por isso aplicou veto

“Façam o papel de vocês que depois eu faço o meu”. Esta foi a resposta que o governador Marcos Rocha (PSL) deu ao deputado estadual Cleiton Roque (PSB), relator do Orçamento ainda em novembro, logo após as eleições, quando ele foi procurado pelo parlamentar.

Na época, o deputado estava elaborando o orçamento para 2019 e marcou uma reunião com Marcos Rocha, recém eleito, no escritório do advogado Richard Campanari, na Avenida Pinheiro Machado. Por uma questão de bom senso, e para discutir a elaboração das despesas do novo governo, o deputado encontrou Rocha, apresentou um rascunho do orçamento e Marcos Rocha respondeu que “não se preocupasse, façam o papel de vocês que depois eu faço o meu”. E fez. Vetou o Plano de Cargos, Carreiras e Salários que estava previsto, inclusive em acordo judicial.

O governador, depois que foi eleito, tirou férias com a família, apresentou equipe de transição no final de novembro após muita cobrança por parte de alguns segmentos da imprensa e quem foi não sabia o que estava fazendo. A principal preocupação, segundo informaram diversos servidores públicos, era saber quem estava nomeado onde e quantos cargos comissionados havia em cada setor.

As justificativas apresentadas pelo governador só seriam válidas se ele tivesse caído de paraquedas no dia 1 de janeiro no cargo, o que não foi o caso. Rocha deveria ter feito o que todos os governadores fizeram tão logo foram eleitos, que era começar a trabalhar. Dezesseis dias depois de ter assumido, Rocha já desconstruiu toda a imagem de campanha. Empregou a mulher, a ex-mulher e nomeou mais de 1.000 pessoas em cargos comissionados, os mesmos que ele prometeu que “acabaria com a mamata”.

Ex-mulher nomeada no governo

Nesta quarta-feira o jornal eletrônico Tudorondonia divulgou que a ex-esposa de Marcos Rocha, Irani Marques de Albuquerque foi nomeada como diretora-adjunta da Policlínica Osvaldo Cruz, em Porto Velho. O ato não é ilegal, mas é altamente questionável para um político que foi eleito com discurso de “renovação” e pregava o “fim dos privilégios”. Pelo jeito, foi só mais uma daquelas promessas de campanha …

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