[Coluna] – O que Marcos Rocha (deveria) pode fazer para economizar milhões no sistema prisional

Primeiro o meu

Na lista parcial de secretários, anunciada pelo governador eleito Marcos Rocha (PSL), está o nome de sua esposa, Luana, como secretária de Ação Social (porque é papel de quase toda primeira-dama) justificou o coronel que foi eleito com o compromisso de “fazer diferente”. A SEAS tem um orçamento milionário e no governo de Confúcio Moura não serviu para absolutamente nada.

Olha essa

Estava eu zapeando pela Netflix e eis que encontro uma série sobre as prisões mais perigosas do mundo, e lá estava o “Ênio Pinheiro” de Porto Velho. O apresentador gringo, se dispôs a passar uma semana no sistema prisional de Rondônia e mostrar como é a realidade dos apenados. Ele estava por aqui quando Rocha era secretário de Justiça. Duas coisas me chamaram a atenção no programa.

Duas coisas

A primeira foi a alimentação dos detentos. Lá pelo terceiro dia, o apresentador inglês Raphael Rowe acompanhou a entrega dos marmitex aos presos, e os detentos reclamaram (e com razão) da comida. Em determinada cena, um preso pega um pedaço de carne da marmita e tenta dar a um filhote de cachorro, que rejeita. É o suficiente para que todos comecem a dizer que “nem cachorro come aquilo”. Os presos então mostram que eles fazem comida em uma cozinha improvisada na própria cela. A segunda coisa que me chamou a atenção foi a fragilidade do sistema, e a percepção que todo mundo manda ali, menos os agentes penitenciários.

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Ainda a comida

Semanas atrás em conversa com o presidente do Tribunal de Justiça de Rondônia, desembargador Walter Waltenberg, falávamos sobre a incrível inércia do sistema em relação a alimentação dos detentos. Waltenberg disse que os presos deveriam trabalhar em uma fazenda, porque isso ajudaria na ressocialização. Concordo com ele, mas vou além. Se os presos rejeitam a comida, que é produzida em cozinhas externas, porque o Estado não implanta uma cozinha industrial no presídio, monta uma equipe com os próprios detentos e eles mesmo ficam responsáveis por isso? Qual a dificuldade? Porque o Ênio Pinheiro não tem uma horta própria? A resposta é simples, isso não dá lucro.

E o efetivo?

Agentes penitenciários estão largados à própria sorte quando saem de suas casas e vão para o presídio. Um efetivo que beira o ridículo, mostra que basta uma carreira e os detentos tomam todo o complexo, usando os agentes como reféns. Em sua curtíssima aparição no programa, Marcos Rocha se limita a dizer que nada é feito por falta de orçamento. Pois bem, veremos agora qual será a desculpa.

Um acerto

José Hélio Cysneiros Pachá no comando da Secretaria de Defesa. Oficial reconhecidamente competente em sua área, e se tiver carta branca para agir, vai conseguir resultados positivos. O maior desafio será trabalhar com orçamento apertadíssimo em 2019.

Um erro

Nomear para Sibra uma pessoa que não conhece absolutamente nada em Brasília. Nada contra a senhora que vai assumir a representação do governo na capital federal, exceto o fato de que a função exige um pré-requisito que se chama experiência. Brasília não é para amadores, e para que a representação funcione mesmo, e não seja um mero cabide de empregos, é preciso ter gente que conheça gente.

Não vai rolar

Marcos Rocha pretende estar em Brasília no dia 3 de janeiro onde quer “discutir com Bolsonaro” a dívida do Beron. O problema é que a dívida está judicializada, e a decisão é do Supremo. A dívida tem que ser paga até 2020, é o que diz a lei. O STF pode reduzir de R$ 2 bilhões para R$ 1 bi, e parcelar, mas o Estado tem que pagar. Não depende do Executivo, e se dependesse, os demais estados entrariam na briga para perdões de dívidas também. Portanto, se a pauta da viagem for apenas essa, pode ficar aqui mesmo em Rondônia.

Acharam o Queiroz

A jornalista Débora Bergamasco, do SBT, encontrou o tal motorista dos Bolsonaro, Fabrício Queiroz que concedeu entrevista ao SBT Brasil que vai ao ar na noite desta quarta-feira. Na internet, dizem que ele está apenas fazendo uma “defesa prévia” e que a entrevista, na verdade, não passa de uma “conversa de comadres”. Vamos aguardar.

Enquanto isso

Em Vitória (ES) o ex-governador e ex-senador por três mandatos pelo Espírito Santo, Gerson Camata foi assassinado no meio da rua em Vitória, com pelo menos três tiros. Um crime chocante, cuja motivação ainda não foi esclarecida. Um homem, apontado como autor dos disparos foi preso. Gerson era irmão do radialista Valdemar Camata, radicado em Ji-Paraná.

Infecções na infância podem desencadear doenças psiquiátricas

Um grande estudo populacional dinamarquês descobriu fortes evidências de uma associação entre infecção na infância, tratamento antimicrobiano e transtorno psiquiátrico subsequente. Os pesquisadores descobriram que o risco de transtorno psiquiátrico aumentou mais de 80% após internação por infecção grave. O uso de medicamentos contra a infecção, especificamente antibióticos, foi associado a risco 40% maior de transtorno psiquiátrico subsequente. “Apesar das várias limitações que impossibilitam estabelecer qualquer relação de causalidade, nossos achados sobre a relação entre as infecções e as doenças psiquiátricas em um cérebro em desenvolvimento trazem novas informações sobre a conexão entre o corpo e o cérebro”, disse ao Medscape o Dr. Ole Kohler-Forsberg, da unidade de pesquisa em psicoses do Aarhus Universitetshospital, na Dinamarca. O estudo foi publicado on-line em 05 de dezembro no periódico JAMA Psychiatry.

Reunião de Marcos Rocha com Bolsonaro resultou em nada

A “amizade” propagada por Marcos Rocha e Jair Bolsonaro durante a campanha eleitoral, ao que tudo indica, ruiu após o pleito de outubro. Na primeira reunião de governadores com o presidente eleito, Rocha aparece nas fotos apenas nos cantos, e não conseguiu resolver os dois principais problemas que afetam as contas do Estado, a dívida do Beron e a transposição dos servidores para a União.

Bolsonaro se limitou a afirmar que os estados terão que adotar “medidas amargas”, e recebeu a “Carta dos Governadores” que contém 13 itens entre eles a flexibilização para demitir servidores públicos, ou seja, o fim da estabilidade no serviço público. Rondônia é um dos poucos estados que não se encontra em dificuldades por conta da Lei de Responsabilidade Fiscal, porém não tem dinheiro para investimentos, tampouco para contratar novos servidores.


O que daria um alívio para as contas públicas estaduais seria o perdão ou um reparcelamento da dívida do Beron, que independe da vontade do presidente, vez que depende do Congresso e do caixa da União, e a conclusão da transposição dos servidores. Durante a campanha eleitoral, Marcos Rocha afirmou por diversas vezes que “o presidente resolveria isso facilmente”. Não vai resolver.

De acordo com levantamento feito por PAINEL POLÍTICO, em 2019 devem “sobrar” no caixa do Estado, algo em torno de R$ 10 milhões/mês para despesas de investimento, valor que não resolveria sequer o problema da malha viária sob responsabilidade do Estado, se for levado em conta que um quilômetro de asfalto custa em torno de R$ 1,5 milhão.

Rondônia já trabalha com número reduzido em todos os setores do serviço público. Com a saída dos médicos cubanos, que hoje estão presentes em quase todos os municípios, a situação da saúde deve se agravar, já que os municípios não contam com recursos para contratar médicos brasileiros (quando estão disponíveis).

Resumindo, a reunião de Marcos Rocha com Jair Bolsonaro resultou em nada para Rondônia.

O que querem os governadores

  • Reforma da segurança pública, com mudanças no Código Penal e de Processo Penal, especialmente em relação às audiências de custódia, e adoção do modelo de PPPs nos presídios;
  • Reforma da Previdência e tributária;
  • Alteração da Constituição para que os estados possam explorar concessões dos portos, da infraestrutura aeroportuária e dos serviços de energia elétrica;
  • Flexibilizar a estabilidade dos servidores públicos visando atendimento da Lei de Responsabilidade Fiscal;
  • Desburocratização do estado brasileiro e reforma administrativa;
  • Estimular prioritariamente a pauta de valorização e incentivo ao turismo;
  • Reforço na fiscalização de fronteira;
  • Incentivar as iniciativas e programas destinados à renovação tecnológica;
  • Repasses da União para compensação dos estados à Lei Kandir;
  • Securitização da dívida ativa como mecanismo de estímulo ao equilíbrio econômico e financeiro dos estados;
  • Interceder em favor do reajuste da tabela SUS;
  • Ampliar o Fundeb, reconhecendo a sua importância como instrumento de garantia de amplo acesso aos valores da educação;
  • Recomendar a retomada dos trabalhos relativos às obras inacabadas no território nacional, como estímulo à retomada dos investimentos.

Foto da capa – Marcelo Camargo/Agência Brasil

Coluna – Daniel Pereira garante salários até fevereiro de 2019, depois disso, só Deus sabe…

Desgaste

A falta de sintonia entre a classe política e o eleitor no processo eleitoral deste ano ficou evidente em Rondônia, principalmente nos cargos legislativos. A assembleia legislativa teve uma renovação de 50%, a bancada federal quase toda. Mesmo assim, deputados e senadores, quando alertados sobre mudanças no comportamento dos eleitores, seguiram com os mesmos erros e táticas, deu no que deu. A maioria fica desempregada em 2019.

Desafios

A nova bancada terá alguns desafios grandes pela frente. Atualmente o Estado tem uma série de assuntos inacabados junto à União. Transposição, Beron e recursos para investimentos em todos os setores são alguns dos ítens da pauta. Na semana passada, Daniel Pereira, junto com a representação do Estado em Brasília conseguiu manobrar para garantir recursos e quitar as folhas de pagamento de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro. Precatórios que deveriam ser pagos terão que esperar, assim como alguns fornecedores. A prioridade é quitar salários.

Salvação

Da bancada, composta por 8 deputados federais e 3 senadores, a partir de 2019 podemos ter certeza da atuação combativa de três deputados, Léo Moraes, Expedito Netto e Jaqueline Cassol. Já no Senado, poderemos contar com certeza com Marcos Rogério, que apesar de algumas polêmicas, sempre se mostrou firme em suas posições e defende o Estado. Gurgacz vai estar fragilizado, se seguir no mandato, e caso seja cassado, seu suplente, o advogado Gilberto Piselo nunca foi testado politicamente. E Confúcio Moura, todos conhecem e é ele o principal responsável pelo caos financeiro que se encontra Rondônia.

Jaqueline?

É. Apesar de ser estreante no Congresso, Jaqueline Cassol ocupou cargos complicados na estrutura do Estado, foi diretora do Detran, é advogada e sempre teve posição marcante acerca dos temas que estarão em pauta a partir de 2019. Sabe se impor quando necessário e passa longe do deslumbramento que costuma cercar os novatos. Léo Moraes, por sua vez já provou que consegue atuar em várias frentes ao mesmo tempo. Expedito Netto que conquistou seu próprio espaço como protagonista em diversos momentos tumultuados, como as reformas atrapalhadas do governo Temer. E Marcos Rogério, que como deputado honrou o mandato, conseguindo projeção nacional positiva e que certamente no Senado vai conseguir ser firme nas questões que Rondônia precisa.

Os demais

Silvia Cristina e Coronel Chrisóstomo terão que mostrar para que foram eleitos. Mauro Nazif…bem, é Mauro Nazif. Lúcio Mosquini passou o primeiro mandato em “adaptação” e pode ser que no segundo mostre resultado e Mariana Carvalho, bem, vai depender da agenda…

Transposição

Apenas uma parte dos servidores que tinha direito à transposição já conseguiram ingressar nos quadros da União. Existem uma série de discussões a respeito do período 1987/1991. O ponto é que, Rondônia virou Estado em 1981 e até 1991 a União mantinha as despesas. Ocorre que a União quer transpor apenas quem ingressou até 1987, um ano antes da promulgação da Constituição, mas o correto seria até 1991, ano em que o Estado assumiu as despesas. Roraima e Amapá conseguiram, mas o Estado ficou fora e a atual bancada não conseguiu resolver o problema, conforme havia alertado Ivo Cassol quando assumiu o senado, há oito anos. A nova bancada (leia-se Léo, Jaqueline, Netto e Marcos Rogério), acompanhada de quem mais se interessar pelo tema, deverá convencer o novo governo a assumir esse pessoal, e incorpora-los a União. É um processo complicado, ainda mais levando em conta o atual fluxo de caixa…

Beron

A União quer cobrar uma dívida que é impagável, e mesmo assim o Estado sangra mensalmente. O Beron tinha uma dívida de pouco mais de R$ 24 milhões e sofreu uma intervenção do Banco Central, que indicou uma nova diretoria. Sob essa gestão, a dívida chegou a mais de R$ 100 milhões e atualmente, levando em consideração o ritmo atual de juros, multas e acréscimos sobre as parcelas que são pagas, o montante pode chegar a  R$ 19 bilhões. A bancada terá que negociar com a Secretaria Nacional do Tesouro, com Banco Central e Advocacia Geral, além do Supremo Tribunal Federal, para tentar extinguir essa dívida, que nunca foi do Estado, foi causada pela própria União.

Investimentos

O próximo governo, independente de ser Haddad ou Bolsonaro, terá que lidar com a quebradeira dos Estado, e Rondônia está na fila. O Estado precisa de investimentos em todas as áreas, mas alguns pontos são extremamente sensíveis, como saúde e educação. Atualmente três obras estão paralisadas em Rondônia, o hospital de Guajará-Mirim, de Ariquemes e o Heuro, em Porto Velho. Além disso, é preciso construir um novo pronto socorro, o João Paulo II está defasado desde sempre. Porto Velho continua sem saneamento assim como os demais municípios e a bancada ainda vai se deparar com outro ponto, a privatização da Caerd e da Eletrobrás Rondônia. A primeira vem sendo gerida por um servidor de carreira que conseguiu amenizar todo o estrago que tinha sido feito por Confúcio e sua turma. A segunda foi vendida, mas a empresa que comprou desacelerou após o Senado suspender a venda de distribuidoras Brasil afora. A questão deverá ser retomada pelo Congresso em 2019.

Com esse cenário

Entraremos o próximo ano, e a bancada terá papel fundamental em todo o processo. O novo governador, seja ele Expedito ou Marcos Rocha, terá que ter habilidade para conduzir todas essas negociações e principalmente, unir a bancada em prol desses temas, que se arrastam há tempos.

Debates

E nesta quinta-feira,25, a TV Rondônia promove o debate entre os candidatos Expedito Júnior (PSDB) e Marcos Rocha (PSL). Este será o terceiro confronto entre eles neste segundo turno. A previsão é que ocorra após a novela da faixa das 21 horas. Na sexta, 26, os candidatos se enfrentam novamente e pela última vez, na TV Allamanda (SBT) a partir das 12h20min com previsão de encerrar às 14 horas.

Estudo aponta que pessoas altas têm risco maior de desenvolver câncer

Pessoas altas têm um risco maior de desenvolver câncer, em parte porque elas têm mais células para que a doença se espalhe, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira. Pesquisadores nos Estados Unidos analisaram a população em três continentes e descobriram que o risco de câncer em homens e mulheres é 10% maior para cada 10 cm de altura. O câncer se desenvolve quando o controle normal pelo corpo das células deixa de funcionar, abrindo caminho para o desenvolvimento de células cancerígenas que se manifestam como tumores. O estudo, publicado na revista “Proceedings of Royal Society B”, sugere que o risco de desenvolver diferentes tipos de câncer é mais provável em pessoas altas, simplesmente porque eles têm mais células e, portanto, maior probabilidade que essas células se tornem cancerosas.  Acredita-se que alguns mamíferos, como elefantes e girafas, cujos corpos têm mais células do que animais menores, desenvolveram defesas adicionais contra o câncer. Mas não há evidências de que isso funcione da mesma maneira em indivíduos como seres humanos. A altura média varia por região, mas nos Estados Unidos, a média para os homens é de 176 cm e para as mulheres de 162 cm. Os pesquisadores já estabeleceram que pessoas altas têm um risco maior de câncer em geral. Mas o estudo de Nunney sobre populações nos Estados Unidos, Europa e Coreia do Sul mostra que esse é provavelmente o caso porque elas têm mais células onde algo pode acontecer. Em particular, pessoas de maior estatura têm um risco maior de desenvolver melanoma porque têm uma proporção maior de células e simplesmente mais pele do que pessoas de estatura média. No entanto, o risco de câncer de estômago, bucal ou cervical em mulheres parece não estar relacionado à altura.

Entenda como o Banco Central multou o Banco Central e a conta ficou para a população de Rondônia pagar

Acompanho o momento de aflição que vive o Estado de Rondônia, ante o ressurgimento da crise político/financeira chamada BERON.

O problema vem de muito longe (1995) e sempre que novas questões são levantadas fico a pensar que nada disso precisava estar acontecendo.

Nosso Estado e nossa gente não poderiam estar sofrendo o impacto dessa monumental dívida sobre a economia e, especialmente, pelo sangramento de recursos nossos, arrecadados de um povo trabalhador, que carece de elementares serviços públicos, os quais são reprimidos e postergados, ante a ausência de dinheiro para tais investimentos.

A história que envolve esta dívida astronômica se passou assim:

Corria o ano de 1995, segundo mês de uma nova gestão no Estado, que se estenderia até o ano de 1998.

O plano real estava sendo implantado e bancos de pequeno porte, como o nosso BERON, passaram a sofrer perdas em suas receitas, as quais advinham, em sua maior parte, da chamada ciranda financeira (as aplicações de capitais, que rendiam juros e correção monetária diariamente aos aplicadores e às instituições financeiras, determinadas pela inflação descontrolada que corroia a economia do País).

O governo estadual que saiu, em 1994, na lei orçamentária para o exercício seguinte, contemplou a previsão de um aporte de capital para o BERON, por parte do Estado, em valor, se não me trai a memória, de R$ 10 milhões.

Com esta transferência, a título de aumento de capital, o desequilíbrio financeiro do banco poderia ser contornado, embora o buraco nas contas do BERON viesse sendo rolado desde gestões anteriores, quando a nossa instituição financeira foi saqueada.

Estava exercendo o cargo de Conselheiro do Tribunal de Contas e fui procurado por um velho amigo, o qual me disse que fora convidado para assumir a presidência do BERON.

O indicara para o cargo um empresário de alcunha estranha e misteriosa, pois tinha um “X” no seu apelido.

O tal “X” contribuíra generosamente na campanha do novo governador e, como prêmio, ganhou o direito de indicar o presidente do BERON.

O indicado, sempre foi uma pessoa correta, funcionário de carreira do Banco do Brasil, onde galgara promoções por merecimento. Na ocasião, inclusive, estava exercendo a função de Superintendente do Banco do Brasil.

Após ouvir ponderações, o indicado resolveu, por conta e risco, assumir a Presidência do Banco. Nele ficou por menos de 40 dias, tempo suficiente para conceder uma carta de crédito ao financiador da campanha do Governador, em valor de R$ 600 mil, com autorização do próprio mandatário estadual.

No dia 15 de fevereiro, a pedido do Governador, o Banco Central interviu no BERON, decretando um Regime de Administração Especial Temporária – RAET – sendo nomeados três servidores, ou ex-servidores do Banco Central para, em prazo razoável, definirem sobre a liquidação, ou recuperação do BERON.

Estes interventores chegaram e rapidamente levantaram a situação do banco, apontando a existência de patrimônio líquido negativo, ao tempo em que imputavam responsabilidades a gestores e conselheiros – administração e fiscal – da nossa instituição.

Em seguida tomaram a gestão para si e passaram a administrar o BERON do jeito que bem entendiam.

Erros e operações irregulares do passado foram atribuídas aos administradores mais recentes.

O Ministério Público ajuizou ação envolvendo estas pessoas e muitos dos envolvidos tiveram suas vidas espicaçadas pela repercussão do processo; tiveram bens bloqueados e sofreram toda a sorte de censura.

Foi algo muito injusto.

No Tribunal de Contas designei assessores especializados para acompanhar a intervenção e o primeiro laudo que me passaram dizia que uma intervenção competente e isenta, em prazo não superior a 180 dias, definiria a situação, dizendo da possibilidade de o banco ser recuperado, ou da sua inviabilidade e consequente liquidação.

A propósito a lei que criou a figura do RAET estabelece que o prazo da intervenção não pode ser superior a seis meses, com a possibilidade de uma única prorrogação.

No entanto a intervenção se prolongou por mais de três anos e os novos diretores, nomeados pelo Banco Central, sem precisar dar satisfação a ninguém de nós, passaram a operar o BERON como se fosse deles.

Na Assembleia Legislativa foi constituída uma CPI para investigar o que estava fazendo a interventoria do nosso banco.

Esta CPI foi presidida pelo atuante deputado estadual Daniel Pereira, que hoje governa Rondônia.

Pediu ele o auxílio do Tribunal de Contas para levantar todas as operações financeiras realizadas pelo BERON, em valor acima de R$ 10.000,00.

Isto aconteceu quando andava o ano de 1997, ou seja, decorridos dois anos do RAET.

Os técnicos que designei para realizar a inspeção ficaram alarmados com a quantidade de operações realizadas, as quais não estavam adequadas, especialmente com relação à idoneidade dos tomadores de empréstimos e respectivas garantias.

Estava caracterizada a chamada gestão temerária, por parte do Banco Central, o que é estarrecedor.

As informações que o Tribunal de Contas colheu foram repassadas para a CPI, enquanto considerei por bem, preocupado com as irregularidades cometidas pelos administradores do Banco Central, dar início a uma tomada de contas especial.

Foi instaurado um processo, onde os interventores tiveram suas responsabilidades definidas, apurando-se um montante de empréstimos tidos como irregulares, no importe de R$ 17 milhões.

O que mais preocupava, além dessa situação insólita, era o fato de que, estando o BERON sob intervenção, para que ele pudesse ter giro de capital, os interventores tomavam empréstimos de outras instituições financeiras, como Banco do Brasil e Caixa Econômica Federal.

A remuneração destes empréstimos era a mais cara do mercado, considerando o risco que envolvia emprestar para quem estava em estado pré-falimentar.

Com isto a dívida crescia diariamente e de forma galopante.

Quando foram citados pelo Tribunal de Contas, os interventores se socorreram do Poder Judiciário.

Através de mandado de segurança ( MS 98.000111-0 – Tribunal PLeno) pediram fosse declarada a incompetência do Tribunal de Contas do Estado para fiscalizar atos de servidores nomeados pelo Banco Central.

A matéria era controversa. Tanto que em parecer escrito o Ministério Público disse que, de fato e de direito, falecia competência do Tribunal de Contas estadual para fiscalizar os membros do RAET.

Quando do julgamento do Mandado de Segurança, um outro membro do Ministério Público sustentou oralmente que a fiscalização poderia ser efetuada sim, pois que o interesse maior em demanda era do erário estadual.

Por maioria de votos o MS foi concedido e o Tribunal de Contas proibido de auditar e reprimir a interventoria, tudo suportado pela alegação de que quem tinha competência para fiscalizar os interventores era apenas o Banco Central e que, na hipótese de haver dano ao erário estadual, o Banco Central é quem responderia dentro do chamado princípio da responsabilidade objetiva.

Depois disso quase um ano se passou e a intervenção persistiu, o que nos parecia totalmente desprovido de bom senso, pois o endividamento do banco aumentava a cada dia.

Nesse espaço houve também a ocorrência do nacionalmente conhecido “escândalo dos precatórios”, sendo que a ação fraudulenta foi operacionalizada no BERON, agência de São Paulo, onde, também, estavam interventores do Banco Central.

Rolou muito dinheiro neste episódio escuso e o Banco Central chancelou esta barbaridade, enquanto nós estávamos impedidos de esboçar qualquer reação, no sentido de preservar o patrimônio do Estado.

Já no ano de 1998 convidei o Presidente Interventor para conversarmos no Tribunal. Salvo lapso de memória o nome dele era Wanderley. Funcionário de carreira aposentado do Banco Central.

Disse-me este senhor que, naquela oportunidade, para abrir as portas do BERON havia um custo diário de R$ 600.000,00.

Uma barbaridade !

Questionado porque não encerrava a intervenção e liquidava o banco, disse-me que havia forte resistência do então governador, que pedia ao Presidente da República para que não liquidasse o banco durante o mandato dele, porque se isto acontecesse ele estaria com sua carreira política encerrada.

Acrescentou o Interventor que o Presidente da República, contrariando as áreas técnicas do governo federal, que impunham a liquidação, determinava que o banco não fosse liquidado e que se aguardasse um melhor momento.

Estes mesmos, Presidente e Governador, já haviam negociado a federalização da CERON em valores aviltantes. O que o governo federal pagou para tomar a CERON foi algo parecido com uma esmola.

A intervenção no BERON era tão escandalosa que aconteceu a situação surreal de o Banco Central multar 104 vezes aos seus interventores, por considerar irregulares suas ações no comando do nosso banco.

Ou seja, o Banco Central multou o Banco Central e a conta ficou para Rondônia.

Na época, como Presidente do Tribunal de Contas, eu disse:

“Os administradores federais são acusados de fraudes administrativas, improbidade e gestão temerária pelo Tribunal de Contas do Estado, pelo Ministério Público e pela Assembléia Legislativa. Quando assumiram o comando do banco, em 1995, contabilizaram perdas de R$ 58 milhões. Quando o entregaram para liquidação, em 1998, o prejuízo era oito vezes maior. Pegaram o banco maltratado, conseguiram transformá-lo num desastre, penduraram a conta milionária no Estado e foram embora com a empáfia de quem cumpriu uma nobre missão”.

Tudo isto com o beneplácito de um governo inoperante, cujo titular pensava apenas em sua carreira política.

Ao fim e ao cabo…

O ex-superintendente do Banco do Brasil, que assumiu a presidência do BERON, lá ficou míseros 40 dias e teve sua vida esfacelada, foi rebaixado na hierarquia do BB e precisou mudar-se de Porto Velho, sua terra natal, indo para uma obscura agência em um estado do Nordeste, onde ficou exercendo função subalterna, até conseguir sua aposentadoria.

Perdeu seu patrimônio, sua dignidade e seu berço de nascimento.

Ao contrário do que supôs o Tribunal de Justiça, o Banco Central atribuiu toda a responsabilidade e os danos ao Estado de Rondônia. A dívida que era de R$ 50 milhões quando chegaram, ao se retirarem estava em mais de R$ 500 milhões.

A CPI da Assembleia Legislativa ficou engessada pelo entendimento do judiciário, e se limitou a dizer que os interventores estavam operando de forma dolosa, comprometendo a economia do Estado.

O empresário que apoiou a eleição do governador e indicou o Presidente do banco, descontou a carta de crédito no Banco do Brasil e este valor, não pago, incorporou-se à dívida do Estado.

A CERON virou ELETROBRÁS, sendo bem recentemente leiloada a preço de banana, passando a estratégica distribuição de energia do nosso Estado para empresa privada, que virá gerenciar e lucrar em cima de todos nós, sem compromisso nenhum com a nossa gente.

A conta da intervenção cresceu de forma incontrolável. Desde 1999 o Estado vem sangrando todo o mês, pois tem parte do repasse do Fundo de Participação retido para pagamento da dívida do BERON.

Mais de dois bilhões de reais já foram pagos, e este dinheiro foi retirado do povo de Rondônia.

Agora, em nova renegociação, o prazo para pagamento foi esticado para mais 20 anos, estimando-se que 8 bilhões de reais ainda serão consumidos por conta desta dívida injusta, forjada por interventoria incompetente e criminosa, a par de omissão dolosa e, também, criminosa do então governador.

Comparando-se a uma ópera que retrata uma tragédia, a atuação desse governador teve o seu “grand finale”.

O Tribunal de Contas, no ano de 1999, apreciou as prestações de contas do Governo do Estado, exercícios de 1997/98. Ambas as contas obtiveram parecer prévio recomendando a sua reprovação.

Afora a total ineficiência da administração, foi determinante para a reprovação das contas o fato de que em nenhum dos 4 anos de sua gestão, este governador aplicou o mínimo constitucional na educação, que é de 25% das receitas que o Estado tenha realizado.

Aliás, a soma do tanto que deixou de aplicar, coincidentemente, atinge 25%.

Houve ano que o sistema educacional recebeu apenas 15%; em outro 19%.

Jamais 25%.

Assim, para a criançada e os mestres de Rondônia quatro anos foram reduzidos para três.

Interessante observar que neste período em que os recursos da educação foram desviados, o sempre atuante SINTERO não promoveu uma única manifestação.

O pior de tudo isto é que as prestações de contas, depois de analisadas pelo Tribunal de Contas, com parecer prévio pela reprovação, foram encaminhadas para julgamento por parte do Poder Legislativo, onde é instaurado processo, para que o parlamento profira decisão sobre o assunto.

Acordos na calada da noite fizeram com que a Assembleia Legislativa silenciasse sobre o assunto, não se tendo conhecimento que possa ter havido tal julgamento.

Caso o Poder Legislativo tivesse confirmado as duas decisões da Corte de Contas o infrator estaria inelegível.

Este mistério permanece e ninguém fala nada, confirmando que, no ambiente político, cumprir obrigação e honestidade são temas sem nenhuma afinidade.

Por fim, ao encerrar o mandato, o governador coroou sua incompetência e desídia para com o a classe dos servidores públicos, eis que deixou espetado para o próximo governo o pagamento de 4 folhas, deixando o funcionalismo em estado de miserabilidade.

Este mesmo que foi permissivo e negligente, omisso e irresponsável, deixou tudo acontecer, porque não queria encerrar sua carreira política.

Pela entrega da CERON, pela esculhambação do BERON, e o conjunto da nefasta obra, ganhou como prêmio de ser eleito, reeleito e vai para nova eleição ao Senado Federal.

O povo de Rondônia ou é muito generoso ou muito mal informado. Se não for o caso de generosidade, tampouco de desinformação, resta apenas a hipótese de lamentável imbecilidade.

PS: se este cidadão lhe pedir dinheiro emprestado, ponha suas barbas de molho. Esta é uma outra história que será contada

Amadeu Guilherme Matzenbacher Machado
Conselheiro Aposentado do Tribunal de Contas
Advogado Militante
OAB/RO 4-B

Coluna – Nilton Capixaba consegue liminar e mantém propaganda política

E ainda, Daniel Pereira tenta explicar em Brasília que os números de Rondônia não são assim tão positivos quanto a turma de Confúcio tenta vender; Cleiton fora da ALE e Roberto Sobrinho desempregado

Jogou a toalha

O deputado estadual Cleiton Roque desistiu de ser candidato à reeleição. Cleiton teve o recurso negado pelo Tribunal Superior Eleitoral na última terça-feira e nesta quarta, 5, entregou seu pedido de desistência. Mesmo que ele recorresse, não teria tempo hábil para disputar a eleição. O deputado foi acusado de comandar um grupo de militares e servidores públicos que realizavam abordagens armadas, intimidações, constrangimentos e campanagem contra opositores da campanha da sua esposa, a prefeita de Pimenta Bueno, Juliana Roque (PSB), durante as eleições de 2016. CLIQUE AQUI para ler a íntegra do despacho do ministro Admar Gonzaga, relator do processo.

Desempregado

O ex-prefeito de Porto Velho Roberto Sobrinho (PT) teve condenação por improbidade confirmada pelo Pleno do Tribunal de Justiça de Rondônia e com isso perderá o emprego na Assembleia Legislativa. Além disso, ficam suspensos os direitos políticos, além de ser proibido de, com o poder público, contratar ou dele receber benefícios, inclusive por meio de pessoa jurídica da qual seja sócio por um período de 5 anos e ainda terá que pagar multa civil equivalente à duas vezes o valor do dano causado ao município de Porto Velho.

Caso Mojuca

Em 2005 e com a alegação de que mais de 300 crianças ficariam fora de sala de aula, foi firmado convênio entre a prefeitura e o Centro Educacional Mojuca. Entretanto a iniciativa teve por finalidade única, segundo a denúncia, beneficiar Edison Silveira que, além de correligionário petista, era também amigo de Sobrinho (então prefeito) e Epifânia (então secretária de educação). Naquele julgamento, concluíram os integrantes da 1ª Câmara Especial que houve falso motivo para a contratação com a escola Mojuca, realidade que ficou patente quando, no ano seguinte, todas as crianças que se afirmava excluídas da sala de aula, foram acomodadas na rede de escolas do município. De acordo com o relator do processo, “a sociedade está cansada de pagar a conta e ver pessoas exercendo o Poder com o único e vistoso intuito de se locupletarem”.

Empresa

Roberto quando era prefeito, chegou ao cúmulo de abrir uma empresa de locação de caçambas registrada no endereço de sua residência e tendo como sócio seu filho. Os veículos eram alugados para a usina de Santo Antônio. Na época, ao ser confrontado ele não apenas reconheceu que era proprietário da empresa, como também afirmou que “não via problema algum em fornecer o serviço”.

Liminar

Nilton Capixaba conseguiu mais um “oxigênio” em sua UTI política. O advogado Nelson Canedo, que representa o parlamentar, obteve uma liminar permitindo que, até o julgamento do pedido de registro de candidatura do parlamentar, ele permaneça aparecendo na propaganda eleitoral. O Ministério Público havia pedido, com tutela de urgência, que o deputado, candidato à reeleição ao Congresso, deixasse de aparecer na propaganda em virtude de sua condenação no escândalo das Sanguessugas, no Supremo Tribunal Federal. CLIQUE AQUI para ver a liminar na íntegra.

A condição de Capixaba

É de longe uma das mais frágeis do ponto de vista jurídico. Condenado, ele tenta um recurso para disputar as eleições. Mas a Ação Penal 644 vem tramitando rápido. Na terça, 04, foram opostos embargos de declaração e encaminhado à Procuradoria Geral da República com vistas para fins de intimação.

Negociação complicada

O governador Daniel Pereira vem tentando convencer os técnicos da Secretaria do Tesouro Nacional (STN) a aceitar um acordo de parcelamento da dívida deixada por Confúcio Moura do extinto Beron (apenas os valores correspondentes a 2014 em diante, que chegam a R$ 126 milhões). O problema é que, como Confúcio e seu mágico Wagner de Freitas andaram maquiando números adoidado, a STN não quer aceitar, e mostrou a Daniel Pereira os números do Produto Interno Bruto (PIB) de Rondônia e a capacidade de endividamento que o Estado detêm. Daniel então explicou didaticamente que os números não condizem exatamente com a realidade, e que o dinheiro, se fosse retirado de parcela única, como quer a União, o estado ficaria inviabilizado para qualquer tipo de ação.

Ficou para dia 13

Uma nova rodada de conversas e quem sabe o fim do impasse. Para entender o problema, vou sintetizar. O Estado pagava parcelas mensais à União. Em 2014 em virtude da enchente do Madeira, o STF suspendeu os pagamentos liminarmente e Confúcio e sua trupe, ao invés de guardar o dinheiro para quitar o débito quando a liminar caísse, decidiu que podia “queimar tudo”. Resultado é que agora além da dívida original (R$ 2,3 bilhões), ainda temos essa de R$ 126 milhões. Caso a União aceite o reparcelamento, continuaremos pagando parcelas até 2048, a um valor global que pode chegar a R$ 19 bilhões, graças a juros e correções.

Um em cada dois brasileiros não se exercita suficientemente, diz OMS

Estudo Organização Mundial de Saúde (OMS) divulgado nesta terça-feira (4) confirma que o brasileiro – apesar do fenômeno das “musas fitness” e da rápida expansão das academias nas médias e grandes cidades – se exercita menos do que deveria. O levantamento, feito com dados coletados nos últimos 15 anos, revela que praticamente uma em cada duas pessoas em idade adulta (47%) no país não pratica atividades físicas suficientemente. Entre as mulheres, a ociosidade é ainda maior que a média, 53,3%, enquanto a prevalência de inatividade entre os homens é de 40.4%. No contexto global, o Brasil se encontra no grupo de países onde há maior ociosidade, superando nações como os Estados Unidos (40%), o Reino Unido (36%). O estudo define como “atividade física insuficiente” o descumprimento da recomendação padrão da OMS, que aconselha que seja praticado pelo menos duas horas e meia de esforço moderado por semana ou 75 minutos de atividade intensa. Em nível mundial, a falta de exercícios é um mal que atinge 32% das mulheres e 23% dos homens adultos.

Coluna – Daniel Pereira consegue suspender bloqueios da dívida do Beron, de Raupp e Confúcio

Ministro Edson Fachin determinou nesta quarta-feira que sejam suspensas todas as medidas restritivas ao Estado

O abacaxi

Sobrou para Daniel Pereira, que não tinha nada a ver com o peixe, a problemática do Beron construída a partir da irresponsabilidade da dupla Raupp/Confúcio (um começou, o outro aumentou o problema). Na semana passada, Pereira havia se reunido com a secretaria do Tesouro da União pedindo o parcelamento da dívida que havia sido reconhecida por Confúcio no apagar das luzes de seu governo (o que gerou o problema atual). Com isso, o prejuízo que era de R$ 2,4 bilhões saltou para mais de R$ 7 bilhões, e com as atualizações e juros exorbitantes, pode chegar aos R$ 19 bi. E claro, nós rondonienses arcamos com o prejuízo.

A conta

Por si já é um disparate, são juros sobre juros de um débito criado por uma gestão irresponsável do Banco Central durante o Regime de Administração Especial Temporário (RAET) no Beron. O saldo original, pouco mais de R$ 24 milhões, se transformou em uma dívida impagável, que Confúcio poderia ter resolvido, não fosse sua inabilidade política (pelo jeito ele e sua turma só são bons para promover tumultos). Vou explicar.

Reformas

Michel Temer estava dando tudo e qualquer coisa para aprovar as reformas, e o balcão de negócios abriu em Brasília ainda durante o processo de impeachment de Dilma Rousseff. A partir daquele momento o governo do Estado poderia ter entrado em campo e passado a trabalhar o apoio que Temer queria em troca do perdão da dívida. Mas, Confúcio preferiu largar o Estado nas mãos da tríade Emerson/Vagner/George, que se preocupava mais em maquiar dados do que trabalhar de verdade. Outro momento perdido pela turma de Confúcio foi quando o Planalto resolveu aprovar a reforma trabalhista. Até nisso comeram mosca.

Descascando o abacaxi

Porém, eis que nesta quarta-feira, após um pedido que havia sido protocolado na terça (21) no Supremo, direcionado ao ministro Edson Fachin, o mesmo determinou a suspensão de qualquer medida restritiva ao Estado, até a audiência marcada entre Fachin e Daniel Pereira prevista para o dia 4 de setembro, quando o governador vai explicar pessoalmente ao ministro toda a problemática que essa dívida gera ao Estado. A decisão de Fachin foi tomada na tarde desta quarta determinando imediata comunicação ao Banco Central, Secretaria do Tesouro e ao Banco do Brasil.

Pois é

Foi preciso que Daniel Pereira desse solução em um problema que não existiria não fosse as trapalhadas de Raupp e Confúcio.

Despacho do ministro Edson Fachin

Bicho pegou

O PDT entrou com pedido para que o Tribunal Regional Eleitoral indefira o registro de candidatura de Fátima Cleide e Pimenta de Rondônia e acate a decisão da executiva estadual, que optou em coligar com o PDT e abrir mão de candidaturas majoritárias. É mais um capítulo na novela petista. Se a legenda já sofre com o desgaste de ser associada a tudo que há de errado no país, agora sofre um baque ao expor o racha interno. O problema é que historicamente os tribunais evitam se intrometer em questões internas dos partidos, ainda mais quando se trata de intervenção da nacional nas estaduais.

Enxurrada

E o Tribunal Regional Eleitoral vai ter muito trabalho em setembro em Rondônia, dada a quantidade enorme de pedidos de indeferimento a candidaturas feita pelo Ministério Público Eleitoral.

“Óleo de coco é puro veneno”, diz professora de Harvard

A americana Karin Michels, professora da Escola de Saúde Pública da Universidade de Harvard, está chamando a atenção da mídia do país com um vídeo que viralizou nesta quarta-feira (22), em que diz que o óleo de coco não é saudável. Mais do que isso, a pesquisadora chega a chamá-lo de “veneno”, pelo menos três vezes, durante uma palestra. Em sua apresentação, intitulada “Óleo de coco e outros erros nutricionais”, ela afirma que este é um dos piores alimentos que uma pessoa pode ingerir e que seus supostos benefícios não passam de crendice popular, pois têm embasamento científico algum. Embora o óleo de coco tenha se tornado a última moda entre celebridades e influenciadores digitais de estilo de vida saudável, estudos da American Heart Association (Associação Americana do Coração) mostraram que mais de 80% da gordura do óleo de coco é saturada – muito mais que na manteiga (63%), gordura bovina (50%) e banha de porco (39%). A AHA aconselha contra o uso de óleo de coco e também recomenda que as pessoas não consumam mais do que seis por cento de gordura saturada como parte do total de calorias diárias. Principalmente, aqueles que precisam baixar o colesterol. Segundo a organização, o óleo não tem efeitos favoráveis ​​compensatórios e pode potencialmente se tornar a causa de uma doença cardiovascular.

Daniel espera que STF resolva parcelamento de dívida do Beron negado pelo Ministério da Fazenda

Secretaria do Tesouro Nacional negou pedido de parcelamento no último dia 16

A Receita Federal, através da Secretaria do Tesouro Nacional negou no último dia 16 o parcelamento da dívida do Estado de Rondônia com a União, referente a um débito, altamente questionável, deixado pelo extinto Banco do Estado de Rondônia – BERON.

Porém, o governador Daniel Pereira (PSB) vem trabalhando intensamente para resolver a questão, já que se trata de um débito que pode chegar a R$ 2,53 bilhões. Nos últimos dias o governador cumpriu extensa agenda na capital federal para tentar reverter a situação e acredita que o relator da matéria no Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin deva resolver a situação, “nós anexamos a negativa do Tesouro em parcelar a dívida, não estamos fugindo de nossa responsabilidade, estamos mostrando que temos dificuldades em pagar da forma como a União quer”, explicou Daniel Pereira.

Na última terça-feira, 21, o governador protocolou no STF o pedido de agendamento de uma nova audiência com Fachin para tratar da questão. A União bloqueou no último dia 20, R$ 14 milhões do Fundo de Participação dos Estados, sem prévia comunicação ao governo, e pretende manter o bloqueio de valores até que atinja o valor de R$ 120 milhões.

Daniel Pereira pediu urgência na audiência e espera que possa estar com o ministro entre os dias 3 ou 4 de setembro para tratar da questão.

Dívida do Beron

O Banco do Estado de Rondônia foi extinto ainda na gestão do ex-governador Valdir Raupp que aceitou passivamente uma intervenção do Banco Central. A dívida original da instituição era de pouco mais de R$ 24 milhões, porém, a gestão irresponsável de técnicos do Banco Central elevou a dívida para R$ 2,53 bilhões, mesmo com sucessivos pagamentos que foram feitos pelo Estado.

Em abril deste ano o senador Ivo Cassol afirmou durante reunião na Comissão de Agricultura do Senado que o ex-governador Confúcio Moura ainda assumiu o pagamento da dívida do extinto Banco do Estado de Rondônia(Beron) e que hoje está em R$ 7,93 bilhões.

Cassol afirmou que o pagamento da dívida acabará em 2048 e que ela estava suspensa há quatro anos, devido a uma ação que ele moveu no Supremo Tribunal Federal(STF), que era de R$ 25 milhões por mês. Segundo o senador a dívida hoje é de R$ 2,4 bilhões, mas estranhamente Rondônia está assumindo um débito de mais de R$ 7 bilhões.

Outra informação, denunciada por Ivo Cassol, é de que a dívida do Estado de Rondônia junto a União é de R$ 19 bilhões que estão sendo cobrados em outra ação pela União.

Coluna – Depois de muita sabotagem, Confúcio e sua turma “colam” em Maurão e vão atrapalhar

E ainda, Caerd vence ação milionária contra prefeitura de Ariquemes e os pedidos de impugnação do Ministério Público Eleitoral

Dando a largada

Nesta quinta-feira, a partir das 20 horas, o ex-senador Expedito Júnior (PSDB), candidato ao governo de Rondônia realiza o lançamento oficial de sua campanha, no cruzamento das avenidas Jorge Teixeira com Amazonas, nem Porto Velho.

Digitaram errado

Pimenta de Rondônia, candidato ao governo pelo PSOL em coligação com o PT, aparecia no sistema de registros de candidaturas do TRE com uma fortuna declarada de R$ 12 milhões, mas segundo informaram foi um erro de digitação. O patrimônio de Nascimento Antônio da Silva, também conhecido como “Pimenta de Rondônia” na verdade é de R$ 120 mil. Só que no sistema do TRE ele continua milionário.

Enquanto isso

O Ministério Público Eleitoral (MPE) em Rondônia deu início a uma série de pedidos de impugnação, inclusive do candidato ao governo Acir Gurgacz. O senador bem que tentou desmentir a ação do MPE, acusando os veículos que divulgaram a informação de disseminar notícias falsas, tática que vem sendo adotada por todos os políticos que se deparam com qualquer informação que lhe seja desfavorável. Além de Gurgacz, o MPE pediu as impugnações de Carlos Magno, Laerte Gomes e Joviano Batista Ribeiro. A partir da próxima quarta-feira, 22, o Tribunal Regional Eleitoral deve começar a julgar os pedidos de indeferimento. A Corte fará também sessões extras para dar conta das ações.

R$ 60 milhões

É quanto a prefeitura de Ariquemes terá que pagar à Caerd de indenização. O valor foi estabelecido no processo 0004580-98.2011.8.22.0002 da 4ª Vara Cível de Ariquemes. Os valores da indenização estabelecidos na Sentença são: R$ 33 milhões referentes às estruturas operacionais e administrativas; R$ 9,9 milhões de investimentos; R$ 16 milhões referentes à faturas; R$ 44.352,98 de financiamentos a cobrar; R$ 6.645,07 de créditos a realizar; e R$ 198.381,11 referentes a faturas não pagas, totalizando aproximadamente R$ 60 milhões. A decisão é de 26/04/2018 mas a gestão anterior da CAERD não havia divulgado.

O caso

Trata-se de uma ação que a CAERD moveu contra a prefeitura de Ariquemes, onde relata que em janeiro de 2011 foi criada a autarquia municipal SANEARI; sendo que em 04/03/2011 servidores do município invadiram à força o escritório da empresa, a CAERD alegou ainda que não houve cumprimento das exigências legais para retomada dos serviços por parte da Prefeitura. Um dos pedidos nesta ação era justamente o pagamento de indenização do patrimônio da CAERD, que o município tomou posse e não indenizou. A CAERD fundamentou o cabimento da indenização no artigo 37 da Lei nº 8.987/95, que define esse procedimento de retomada do serviço pela prefeitura com encampação, que pode ser feito “após prévio pagamento da indenização”.

E tem mais

Situações semelhantes, de retomada dos serviços pelas prefeituras sem qualquer indenização, ocorreu também em Pimenta Bueno e Rolim de Moura. A CAERD pretende tomar todas as medidas legais cabíveis, inclusive ações rescisórias se for o caso, para cobrar as indenizações desses dois municípios. A atual diretoria entende que houve negligência da gestão anterior na defesa dos interesses legítimos da CAERD em relação ao seu patrimônio, que foi expropriado sem as indenizações previstas em lei.

Sem ataques

Maurão de Carvalho quer que “as eleições sejam realizadas com lisura, sem ataques e com propostas concretas para a sociedade rondoniense”. O candidato do MDB disse que “espera uma campanha limpa, sem ataques e sem que hajam manobras ilícitas para tentar ludibriar a opinião pública. Vou trabalhar para mostrar as minhas propostas durante o período eleitoral e conto com o apoio dos amigos, dos militantes dos partidos coligados”. Vai ser difícil Maurão escapar das bordoadas, e não é nem por ele, mas pela turma do Confúcio que anda cercando o candidato ao governo querendo tirar vantagens políticas caso ele seja eleito governador.

Comemorações

Quando Confúcio Moura e sua turma deixaram o governo, ocorreram manifestações de alegria nas redes sociais, algumas tímidas, temendo que eles ainda tivessem influência sobre a gestão de Daniel Pereira. E quando o atual governador começou a “fazer o limpa” na equipe, a alegria foi geral. Maurão corre o risco de atrair toda a rejeição deixada por Confúcio. Mas é difícil para essa turma entender que acabou. Eles andam cercando Maurão intensamente. Curioso é que eles nunca gostaram de Maurão, mas agora inventaram essa fantasia de “chapa da união” como se isso resolvesse os problemas deixados pela desastrosa gestão.

Maurão precisa

Descolar sua imagem dessa turma. Ninguém quer esse bando de Confúcio de volta ao governo. Renovação é a palavra dessa eleição. Maurão tem que assumir o controle de sua campanha eleitoral, estabelecer um ritmo próprio e uma equipe competente para organizar seus projetos. Essa turma ai é mais do mesmo.

Rombo de 240 meses

E o governador Daniel Pereira se viu obrigado a estender a dívida do falido Beron por mais 240 meses. Serão parcelas mensais de R$ 11 milhões, que estarão fazendo falta para saúde, educação, segurança e obras de infra-estrutura, de uma conta criada de forma criminosa pela União.

Gordura abdominal em idosos e declínio cognitivo

Um novo estudo usando dados de mais de 5.000 indivíduos descobriu que uma medida da gordura da barriga (relação cintura / quadril) estava associada à redução da função cognitiva em adultos irlandeses mais velhos (> 60 anos de idade). Esses achados têm implicações significativas à medida que se prevê que a prevalência global de demência aumente de 24,3 milhões em 2001 para 81,1 milhões em 2040. Isso pode ser explicado pelo aumento da secreção de marcadores inflamatórios pela gordura da barriga, que foi previamente associada a um risco maior de cognição prejudicada. Pelo contrário, o índice de massa corporal (IMC) demonstrou proteger a função cognitiva. O IMC é uma medida bruta da gordura corporal e não pode diferenciar entre massa gorda e livre de gordura (músculo), portanto, é proposto que o componente de massa livre de gordura seja provavelmente o fator de proteção. Embora saibamos há algum tempo que a obesidade está associada a consequências negativas para a saúde, o estudo acrescenta evidências emergentes que sugerem que a obesidade e onde depositamos nosso excesso de peso podem influenciar nossa saúde cerebral. Isso tem implicações significativas para a saúde pública.