Coluna – Daniel Pereira garante salários até fevereiro de 2019, depois disso, só Deus sabe…

Desgaste

A falta de sintonia entre a classe política e o eleitor no processo eleitoral deste ano ficou evidente em Rondônia, principalmente nos cargos legislativos. A assembleia legislativa teve uma renovação de 50%, a bancada federal quase toda. Mesmo assim, deputados e senadores, quando alertados sobre mudanças no comportamento dos eleitores, seguiram com os mesmos erros e táticas, deu no que deu. A maioria fica desempregada em 2019.

Desafios

A nova bancada terá alguns desafios grandes pela frente. Atualmente o Estado tem uma série de assuntos inacabados junto à União. Transposição, Beron e recursos para investimentos em todos os setores são alguns dos ítens da pauta. Na semana passada, Daniel Pereira, junto com a representação do Estado em Brasília conseguiu manobrar para garantir recursos e quitar as folhas de pagamento de novembro, dezembro, janeiro e fevereiro. Precatórios que deveriam ser pagos terão que esperar, assim como alguns fornecedores. A prioridade é quitar salários.

Salvação

Da bancada, composta por 8 deputados federais e 3 senadores, a partir de 2019 podemos ter certeza da atuação combativa de três deputados, Léo Moraes, Expedito Netto e Jaqueline Cassol. Já no Senado, poderemos contar com certeza com Marcos Rogério, que apesar de algumas polêmicas, sempre se mostrou firme em suas posições e defende o Estado. Gurgacz vai estar fragilizado, se seguir no mandato, e caso seja cassado, seu suplente, o advogado Gilberto Piselo nunca foi testado politicamente. E Confúcio Moura, todos conhecem e é ele o principal responsável pelo caos financeiro que se encontra Rondônia.

Jaqueline?

É. Apesar de ser estreante no Congresso, Jaqueline Cassol ocupou cargos complicados na estrutura do Estado, foi diretora do Detran, é advogada e sempre teve posição marcante acerca dos temas que estarão em pauta a partir de 2019. Sabe se impor quando necessário e passa longe do deslumbramento que costuma cercar os novatos. Léo Moraes, por sua vez já provou que consegue atuar em várias frentes ao mesmo tempo. Expedito Netto que conquistou seu próprio espaço como protagonista em diversos momentos tumultuados, como as reformas atrapalhadas do governo Temer. E Marcos Rogério, que como deputado honrou o mandato, conseguindo projeção nacional positiva e que certamente no Senado vai conseguir ser firme nas questões que Rondônia precisa.

Os demais

Silvia Cristina e Coronel Chrisóstomo terão que mostrar para que foram eleitos. Mauro Nazif…bem, é Mauro Nazif. Lúcio Mosquini passou o primeiro mandato em “adaptação” e pode ser que no segundo mostre resultado e Mariana Carvalho, bem, vai depender da agenda…

Transposição

Apenas uma parte dos servidores que tinha direito à transposição já conseguiram ingressar nos quadros da União. Existem uma série de discussões a respeito do período 1987/1991. O ponto é que, Rondônia virou Estado em 1981 e até 1991 a União mantinha as despesas. Ocorre que a União quer transpor apenas quem ingressou até 1987, um ano antes da promulgação da Constituição, mas o correto seria até 1991, ano em que o Estado assumiu as despesas. Roraima e Amapá conseguiram, mas o Estado ficou fora e a atual bancada não conseguiu resolver o problema, conforme havia alertado Ivo Cassol quando assumiu o senado, há oito anos. A nova bancada (leia-se Léo, Jaqueline, Netto e Marcos Rogério), acompanhada de quem mais se interessar pelo tema, deverá convencer o novo governo a assumir esse pessoal, e incorpora-los a União. É um processo complicado, ainda mais levando em conta o atual fluxo de caixa…

Beron

A União quer cobrar uma dívida que é impagável, e mesmo assim o Estado sangra mensalmente. O Beron tinha uma dívida de pouco mais de R$ 24 milhões e sofreu uma intervenção do Banco Central, que indicou uma nova diretoria. Sob essa gestão, a dívida chegou a mais de R$ 100 milhões e atualmente, levando em consideração o ritmo atual de juros, multas e acréscimos sobre as parcelas que são pagas, o montante pode chegar a  R$ 19 bilhões. A bancada terá que negociar com a Secretaria Nacional do Tesouro, com Banco Central e Advocacia Geral, além do Supremo Tribunal Federal, para tentar extinguir essa dívida, que nunca foi do Estado, foi causada pela própria União.

Investimentos

O próximo governo, independente de ser Haddad ou Bolsonaro, terá que lidar com a quebradeira dos Estado, e Rondônia está na fila. O Estado precisa de investimentos em todas as áreas, mas alguns pontos são extremamente sensíveis, como saúde e educação. Atualmente três obras estão paralisadas em Rondônia, o hospital de Guajará-Mirim, de Ariquemes e o Heuro, em Porto Velho. Além disso, é preciso construir um novo pronto socorro, o João Paulo II está defasado desde sempre. Porto Velho continua sem saneamento assim como os demais municípios e a bancada ainda vai se deparar com outro ponto, a privatização da Caerd e da Eletrobrás Rondônia. A primeira vem sendo gerida por um servidor de carreira que conseguiu amenizar todo o estrago que tinha sido feito por Confúcio e sua turma. A segunda foi vendida, mas a empresa que comprou desacelerou após o Senado suspender a venda de distribuidoras Brasil afora. A questão deverá ser retomada pelo Congresso em 2019.

Com esse cenário

Entraremos o próximo ano, e a bancada terá papel fundamental em todo o processo. O novo governador, seja ele Expedito ou Marcos Rocha, terá que ter habilidade para conduzir todas essas negociações e principalmente, unir a bancada em prol desses temas, que se arrastam há tempos.

Debates

E nesta quinta-feira,25, a TV Rondônia promove o debate entre os candidatos Expedito Júnior (PSDB) e Marcos Rocha (PSL). Este será o terceiro confronto entre eles neste segundo turno. A previsão é que ocorra após a novela da faixa das 21 horas. Na sexta, 26, os candidatos se enfrentam novamente e pela última vez, na TV Allamanda (SBT) a partir das 12h20min com previsão de encerrar às 14 horas.

Estudo aponta que pessoas altas têm risco maior de desenvolver câncer

Pessoas altas têm um risco maior de desenvolver câncer, em parte porque elas têm mais células para que a doença se espalhe, de acordo com um estudo publicado nesta quarta-feira. Pesquisadores nos Estados Unidos analisaram a população em três continentes e descobriram que o risco de câncer em homens e mulheres é 10% maior para cada 10 cm de altura. O câncer se desenvolve quando o controle normal pelo corpo das células deixa de funcionar, abrindo caminho para o desenvolvimento de células cancerígenas que se manifestam como tumores. O estudo, publicado na revista “Proceedings of Royal Society B”, sugere que o risco de desenvolver diferentes tipos de câncer é mais provável em pessoas altas, simplesmente porque eles têm mais células e, portanto, maior probabilidade que essas células se tornem cancerosas.  Acredita-se que alguns mamíferos, como elefantes e girafas, cujos corpos têm mais células do que animais menores, desenvolveram defesas adicionais contra o câncer. Mas não há evidências de que isso funcione da mesma maneira em indivíduos como seres humanos. A altura média varia por região, mas nos Estados Unidos, a média para os homens é de 176 cm e para as mulheres de 162 cm. Os pesquisadores já estabeleceram que pessoas altas têm um risco maior de câncer em geral. Mas o estudo de Nunney sobre populações nos Estados Unidos, Europa e Coreia do Sul mostra que esse é provavelmente o caso porque elas têm mais células onde algo pode acontecer. Em particular, pessoas de maior estatura têm um risco maior de desenvolver melanoma porque têm uma proporção maior de células e simplesmente mais pele do que pessoas de estatura média. No entanto, o risco de câncer de estômago, bucal ou cervical em mulheres parece não estar relacionado à altura.

Senado rejeita privatização de empresas distribuidoras de energia

O Plenário do Senado rejeitou nesta terça-feira (16) o projeto que permitiria a privatização de seis distribuidoras de energia controladas pela Eletrobras (PLC 77/2018). De autoria do governo federal, o texto tinha o objetivo de resolver pendências jurídicas para despertar o interesse de investidores pelas empresas, principalmente as instaladas na região Norte.

Aprovada pela Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), pela Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) e pela Comissão de Serviços de Infraestrutura (CI) no início de setembro, a matéria foi enviada ao Plenário em regime de urgência. Depois de muito debate, o projeto foi colocado em votação. A oposição pediu a verificação do quórum, fazendo com que a votação passasse de simbólica para nominal — quando cada senador precisa votar por meio do sistema eletrônico. O painel, então, mostrou 34 senadores contrários à matéria e apenas 18 favoráveis.

Amazonas

O senador Fernando Bezerra Coelho (MDB-PE), líder do governo, defendeu a aprovação do texto, conforme acordado com o governo, aprovado pela Câmara dos Deputados e confirmado na CAE e na CCJ. Segundo o senador, o projeto contém vários benefícios para o consumidor. Ele destacou a previsão de uso, por parte das companhias, de geradores com custo menor, de forma a evitar o acionamento de termelétricas.

— Esta matéria tem outros assuntos relevantes, como o risco hidrológico e o fim de questões que estão judicializadas. É importante a Casa deliberar — disse o senador, negando que o projeto acabaria com o programa federal Luz para Todos.

Por outro lado, o senador Eduardo Braga (MDB-AM) defendeu seu relatório, aprovado na CI, no qual foram acatadas uma série de emendas. Braga explicou que as emendas poderiam evitar que a dívida da Amazonas Energia fosse transferida para o consumidor do seu estado, além de afastar uma possível liquidação da empresa. De acordo com o senador, o valor da dívida da companhia pode chegar a R$ 11 bilhões, considerando o passivo da empresa. Ele lembrou que as outras companhias da região Norte já foram negociadas.

— O povo do meu estado não quer essa privatização. Como o Senado pode votar um projeto que penaliza o povo do Amazonas? — questionou o senador.

Na mesma linha, a senadora Vanessa Grazziotin (PCdoB-AM) se posicionou contrária à privatização. Ela criticou o valor pedido pelo governo para negociar a companhia, R$ 50 mil, e disse que o ideal seria decidir sobre o projeto no próximo ano, depois de definidas as eleições presidenciais. O senador Omar Aziz (PSD-AM) também se manifestou contra a privatização da Amazonas Energia. Em sua opinião, seria importante deixar essa questão para a próxima legislatura.

— O Brasil tem regiões diferentes. Não podemos pensar que toda situação é igual — declarou o senador, pedindo a retirada da empresa do projeto e criticando o governo Michel Temer.

O senador Jorge Viana (PT-AC) também criticou o projeto e lamentou a forma como a Eletroacre foi negociada. Diante da rejeição do texto principal, porém, as emendas que buscavam retirar a Amazonas Energia do projeto nem chegaram a ser apreciadas.

Companhias

Com o projeto, o governo pretendia resolver pendências burocráticas com o objetivo de atrair compradores para as companhias elétricas. Algumas dessas empresas já foram negociadas. A Companhia de Eletricidade do Acre (Eletroacre), as Centrais Elétricas de Rondônia (Ceron) e a Boa Vista Energia, que atende Roraima, já foram arrematadas no último dia 30 de agosto em leilão promovido pelo Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). Em julho, foi vendida a Companhia de Energia do Piauí (Cepisa).

Além dessas, o governo pretendia vender a Amazonas Energia e a Companhia Energética de Alagoas (Ceal). O leilão da Ceal, no entanto, foi suspenso por decisão do ministro Ricardo Lewandowski, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Agência Senado / Foto: Jefferson Rudy/Agência Senado

Coluna – Gurgacz muda estratégia e coloca Neodi para “bater” em Confúcio Moura

E ainda, Ceron é entregue de graça e você ainda vai ajudar a pagar “os investimentos” que serão feitos

Olha isso

Um candidato a deputado estadual do MDB alugou 70 camionetes para sua campanha eleitoral. A pergunta que fica é, como ele pretende reaver esse dinheiro sendo deputado? Hoje, se você procurar uma camionete para locar na praça, não vai encontrar.

Nesta sexta

POLÍTICO! Entrevista traz um bate papo com o candidato ao governo de Rondônia Marcos Rocha (PSL). Uma excelente oportunidade para os eleitores conhecerem o representante do partido de Jair Bolsonaro no Estado. A entrevista estará disponível nesta sexta-feira.

Doada!

A Ceron foi “vendida” nesta quinta-feira em leilão que vencia quem desse o maior desconto na tarifa de energia aos consumidores. A população de Rondônia pode comemorar (é ironia). A partir da efetivação da venda, a tarifa vai baixar incríveis 1,75% (também é ironia). E pode esperar que logo, logo a Aneel dá um jeitinho de corrigir esse “desconto” a favor da empresa vencedora. E sabe da melhor? A Ceron, que seria vendida pela mixaria de R$ 50 mil, saiu de graça. Isso mesmo, foi 0800 para a nova dona que ainda vai levar um aporte de R$ 241 milhões para “investir” na Ceron, mas claro, dinheiro do BNDES que também é seu!

E prepara

Tão logo a empresa assuma o controle da Ceron, já está em andamento um plano para “endurecer” a fiscalização em todo o Estado para diminuir as perdas. E o pente fino será geral, de órgãos públicos a residências do “Luz Para Todos”,  que também deve ser extinto com a privatização do setor. Quem tem energia rural tem, quem não tem vai ficar sem, a não ser que pague.

Ônibus de linha

O candidato ao governo pela REDE Sustentabilidade, Vinicius Miguel tem percorrido o Estado em ônibus de linha, sem camionetes, sem comitivas grandiosas, acompanhado apenas de voluntários de sua campanha.

Deferida

A coligação “Rondônia, esperança de um novo tempo”, composta pelos partidos PSDB, DEM, PSD, PATRIOTAS, PRB na majoritária, foi deferida pelo Tribunal Regional Eleitoral.

Nesta sexta

Tem início o horário eleitoral gratuito nas emissoras de rádio e TV. O horário eleitoral do primeiro turno da eleição prossegue até 4 de outubro. Os candidatos a presidente da República e a deputado federal farão sua propaganda no horário eleitoral gratuito às terças, quinta e sábados. Segundas, quartas e sextas as campanhas serão para governador, com 12 minutos diários; senador, com 7 minutos e deputado estadual, com 9 minutos. Na televisão, os horários serão das 12h às 12h25 e das 19h30 às 19h55. No rádio, os horários serão das 6h às 6h25 e 11h às 11h25.

É culpado!

“Confúcio Moura é responsável por endividar Rondônia em mais de R$ 11 bilhões por conta de financiamentos. Tem uma coisa grave: o Estado de Rondônia fez dois financiamentos no governo Confúcio Moura, um de R$ 1,3 bilhão e outro de R$ 1 bilhão, que não foram pagos. Está suspenso, mas virá à tona”. As duas frases são de Neodi Carlos, ex-presidente da Assembleia Legislativa de Rondônia ditas durante entrevistas a sites da região sul do Estado. Neodi está fazendo o que Acir Gurgacz não pode, que é “bater em Confúcio”. Isso porque Gurgacz nadou de braçada junto com Confúcio Moura nos dois mandatos, e no primeiro seu tio Airton Gurgacz  era vice-governador.

Vai apanhar mais

Confúcio ainda nem começou, de fato, a ser alvo de ataques de seus adversários. Com a chegada do horário eleitoral gratuito e com a proximidade das eleições, as peripécias de Confúcio Moura serão reveladas à população. Confúcio não é culpado apenas de endividar o Estado, ele também é responsável por contrair dívidas e o dinheiro simplesmente desaparecer em um emaranhado de números que foram criados por sua equipe de mágicos, capitaneada pelo ex-secretário de finanças Wagner de Freitas.

Dor de garganta pode ser um dos sintomas do refluxo

Comer mal, pular refeições, jantar tarde e dormir em seguida. São maus hábitos que atrapalham muito a digestão. Mas o que nem todo mundo sabe é que um dos sintomas do refluxo pode ser a dor de garganta. Os sintomas de queimaduras na laringe e nas cordas vocais, provocadas por um refluxo atípico, é conhecido como laringofaríngeo. “Nosso estômago é uma caldeira que dissolve os alimentos. Esse estômago tem ácidos, sais biliares que funcionam como soda cáustica, tem enzimas que digerem os alimentos, mas ao invés delas ficarem no estômago, elas sobem e chegam até a garganta”, explica a otorrinolaringologista Cláudia Alessandra Eckley. Muitas vezes, essas substâncias vão para a garganta por causa de maus hábitos. Isso tudo irrita e desorganiza o funcionamento do estômago. O refluxo é a volta do conteúdo estomacal ao esôfago. Alguns alimentos ou hábitos alimentares podem favorecer esse processo. Entre os sintomas clássicos estão o arroto, queimação na garganta e estômago, azia, má digestão, sensação de empachamento e dor de estômago. Obesidade, gravidez, tendência genética, alimentos muito gordurosos, comer e dormir logo em seguida, café, cigarro, abuso de álcool podem favorecer o refluxo. Omeprazol, antiácido, sal de frutas, procinético e alginato são medicamentos que podem ajudar quem tem refluxo. O tratamento do refluxo é feito com mudança de hábito alimentar, remédios e, às vezes, cirurgia. É importante evitar alimentos muito condimentados, frituras, gorduras, alimentos muito ácidos e bebidas gaseificadas. Coma sempre pelo menos duas horas antes de deitar e evite a ingestão de líquidos antes das refeições para não distender o estômago.