Por gafe na organização, música de campanha de Aécio toca em lançamento de pré-candidatura de Marina

BRASÍLIA – Após a ex-ministra Marina Silva anunciar a sua pré-candidatura à Presidência em 2018, a organização da Rede Sustentabilidade cometeu uma gafe e deixou tocar o jingle do segundo turno da campanha de 2014 de Aécio Neves. Quando a versão de “Agora é Aécio” tocou, entretanto, a pré-candidata já havia deixado o local.

Após ficar em terceiro lugar na campanha em 2014, Marina Silva decidiu apoiar o tucano no segundo turno contra a petista Dilma Rousseff, que acabou se reelegendo. Recentemente, a ex-ministra tentou minimizar sua aliança com o tucano e afirmou que apoiou a “agenda programática” dele.

Depois de um discurso de quase uma hora, em que afirmou que o momento não é para “salvadores da pátria”, Marina justificou que concorreria, pois o “senso de responsabilidade” a convocava.

O anúncio da pré-candidatura de Marina acontece em meio às movimentações de alguns deputados da Rede para deixar a legenda, que pode acabar perdendo metade de sua atual bancada na Câmara de quatro deputados.

CORRIDA ELEITORAL

Na reunião chamada Elo Nacional da Rede, em Brasília, representantes do partido nos Estados entregaram a Marina os resultados das conferências estaduais que aconteceram nos últimos dois finais de semana que pediam que ela colocasse seu nome como pré-candidata da legenda. “Obviamente que não estaríamos aqui para dizer um não. O compromisso, o senso de responsabilidade, sem querer ser a dona da verdade, me convoca para este momento”, disse Marina.

Conforme mostrou o Estado, a dinâmica do evento promovido pela Rede neste sábado visou, externamente, a dar força ao anúncio da pré-candidatura ao mesmo tempo em que sinaliza internamente que Marina está fundamentada no apoio de seus correligionários. Com isso, a ex-ministra tenta dirimir a principal crítica interna da qual é alvo: a de que é centralizadora das decisões da legenda.

A agora pré-candidata da Rede fez críticas também ao governo do presidente Michel Temer, disse que a recuperação econômica ainda é lenta e que o país precisa de outras reformas que não as que o governo está propondo. “Um governo com 3% de aprovação não tem como construir reformas importantes, até porque as reformas importantes não são essas”, declarou, sem explicitar quais serão suas propostas.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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