Por que o tratamento com cannabis medicinal ainda depende da Justiça para chegar a pacientes rondonienses?
Com mercado de quase R$ 1 bi e marco regulatório em construção, tratamento com cannabis medicinal avança — mas em Rondônia, efetivação da lei estadual ainda depende de protocolos e vontade política

📌 Em resumo
• Brasil registra 873 mil pacientes em tratamento com cannabis medicinal em 2025, com mercado projetado em R$ 971 milhões .
• Em Rondônia, a Lei 5.557/2023 garante fornecimento gratuito pelo SUS, mas implementação prática ainda enfrenta desafios operacionais .
• Acesso depende de quatro vias legais: importação, farmácias, associações e judicialização — sendo esta última a rota de última instância para pacientes sem recursos.
• Por que isso importa: Com eleições estaduais em 2026, a pauta da saúde pública e acesso a tratamentos inovadores pode se tornar diferencial político em Rondônia.
O uso da cannabis para fins medicinais consolidou-se como alternativa terapêutica para 873 mil brasileiros em 2025, segundo o Anuário da Cannabis Medicinal da Kaya Mind. Em Rondônia, apesar da Lei 5.557/2023, que prevê fornecimento gratuito pelo SUS, pacientes ainda enfrentam barreiras burocráticas e financeiras — cenário que tende a ganhar relevância política no ciclo eleitoral de 2026.
Mercado em expansão, acesso ainda desigual
O setor de cannabis medicinal no Brasil deve movimentar R$ 971 milhões em 2025, alta de 8,4% em relação ao ano anterior. Os dados revelam três canais principais de acesso: 354 mil pacientes (40,55%) utilizam produtos importados; 293 mil (33,6%) adquirem em farmácias; e 226 mil (25,85%) são atendidos por associações de pacientes.
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