Porto Velho Shopping, o conglomerado de protestos, ações judiciais, denúncias no MP e muita insatisfação pelos lojistas

Em Rondônia o respeito com o cliente é zero por parte da Ancar IvanHoe, empresa que administra o Porto Velho Shopping, no último domingo (19) vários clientes do Shopping ficaram presos dentro do estacionamento, por um motivo muito simples: algumas cancelas estavam quebradas, dessa forma rapidamente se formaram longas filas nas outras cancelas que ainda funcionavam. E todo esse conforto é pago pelo cliente que ao adentrar o estacionamento do Porto Velho Shopping com o seu veículo tem que desembolsar a bagatela de R$6,00 (seis reais).

Fora a questão das cancelas quebradas, caso haja uma chuva na cidade um pouuinho mais forte, como é de costume em nossa região, o cliente pode ter o seu carro inundado pela água pluvial que não consegue escoar rapidamente pois o projeto foi falho e não previu nada de nossas chuvas torreciais. Hoje mesmo, a juíza de Direito Maxulene de Sousa Freitas, da 3ª Vara Cível de Porto Velho, condenou o Porto Velho Shopping a pagar mais de R$ 10 mil por danos materiais a um cliente cujo carro foi inundado no estacionamento do empreendimento durante forte chuva em março de 2010. NA defesa, o shopping apresentou contestação dizendo que a chuva ocorrida no dia dos fatos fugiu das previsões habituais da Região Norte, apresentando relatórios comprobatórios. Sustentou também que a responsabilidade civil pelos danos causados deveria ser incumbida ao Município de Porto Velho, assim não haveria qualquer ato por parte da empresa capaz de ensejar reparação por danos materiais ou morais.

Protestos por falta de pagamento

Os comerciantes acusam a empresa Ancar Ivanhoe de não prestar serviços de manutenção nas instalações do complexo comercial, esconder a prestação de contas do condomínio, utilizar práticas abusivas na cobrança de aluguéis e prejudicar empresários que investiram na nova praça de alimentação ao cancelar a construção de duas torres anunciadas no projeto de expansão.

Os lojistas também querem que o Ministério Público apure “calotes” da empresa Ancar Ivanhoe em várias lojas (dentro e fora de Rondônia) e pendências em instituições federais e financeiras. Atuando com quatro CNPJ´s, o Porto Velho Shopping está negativado em todos os cartórios de protestos de títulos. Nem mesmo o Cadastro Nacional de Pessoa Jurídica utilizado para administrar o condomínio está livre de dívidas. Há protestos por compras não pagas de produtos químicos, divisórias e instalações e serviços de conservação.

O 4º Ofício de Protestos de Títulos e Documentos tem 14 apontamentos lavrados contra o Porto Velho Shopping. Entre os credores estão empresas como a PV Fomento Mercantil, Gonçalves I C Alimentos Ltda, Linkc Serviço e Comércio, Regispel Indústria e Comércio de Bobinas, I P Cleaning Indústria e Comércio, Rovema e, Rápido Transpaulo, Neocup, Aureon Equipamentos Eletrônicos e Maq Gás.

No 2º Ofício são mais 24 protestos apresentados por outros estabelecimentos comerciais. O Porto Velho Shopping também está na lista negra dos órgãos de proteção ao crédito. São 58 ocorrências em três CNPJ´s e mais 03 no cadastro que administra o Condomínio Edilício do Complexo.

Em quatro ações judiciais movidas por um grupo de 24 lojistas, a Ancar também é acusada de repassar valores superestimados de gás, energia elétrica e água gelada – utilizada na refrigeração do prédio. Os proprietários das lojas estariam pagando entre 40% e 60% acima do preço real. Os comerciantes também recorreram à Justiça para pedir a prestação de contas dos valores pagos ao condomínio. Os processos correm na 2ª e 8ª Varas Cíveis de Porto Velho.

Falta de manutenção

Durante vários meses, os lojistas documentaram em fotos e vídeos o que chamam de corriqueiro desleixo da administradora do shopping com a manutenção do complexo.

As imagens revelam infiltrações no teto, falta de limpeza, lâmpadas queimadas, problemas nas portas automáticas, banheiros interditados e cancelas quebradas nas entradas e saídas.

No estacionamento, onde recentemente um vigia do shopping teria sido assaltado, cerca de 85 postes estão com as luzes apagadas. Dentro do shopping, os lojistas contam mais de 100 lâmpadas esperando para serem substituídas.

As placas de gesso estragadas pelas constantes goteiras, foram substituídas por folhas de papel branco, mesmo material utilizado para cobrir buracos em lugares onde deveriam estar instalados secadores de mão e lustradores de sapatos. Nos banheiros masculinos, vários mictórios quebrados estão cobertos por sacos plásticos pretos.

De acordo com os lojistas, o valor do condomínio é equivalente ao preço do aluguel. A menor valor cobrado é de R$ 1,8 mil por mês.

Lojas fechadas

Inaugurado há sete anos, o Porto Velho Shopping vive intensa rotatividade de lojas. Só em 2014, cerca de 20 comerciantes fecharam as portas, deixando para trás um saldo negativo nas finanças. Este ano, mais 15 lojistas desistiram do empreendimento no local, 4 só no mês de janeiro, entre eles uma mega loja e um restaurante na antiga praça de alimentação.

Carros alagados

gesso

 

goteiras

luz

mictorios

 

protestos PVShopping

 

secadores

 

 

Com informações de Rondoniagora

 

 

 

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