Praia de nudismo no Rio está aberta à visitação e curiosos

Nem toda nudez será castigada. No caso dos frequentadores da praia do Abricó, no Recreio dos Bandeirantes, no Rio de Janeiro, uma decisão do prefeito da capital fluminense, Eduardo Paes, fez isso ser verdade numa pequena faixa de areia, naturalmente protegida por pedras e vegetação da Mata Atlântica. É ali que cerca de 750 naturistas se reúnem todos os fins de semana, tiram a roupa e curtem a praia como vieram ao mundo.“Naturismo não é exibicionismo”, disse Pedro Ribeiro, presidente da Associação Naturista de Abricó, que, depois de 20 anos de luta, vê o pedaço de terra que ocupam há tanto tempo, ser reconhecido pelo poder público: “Mas é um erro dizer que foi agora a legalização. A praia está liberada para o naturismo desde 2003 pela Justiça e só agora ficou oficial por parte do município”, ressaltou.A latinete Aryane Nogueira, da equipe do cantor Latino e convidada pelo Terra para visitar a praia, chegou ao local com um conceito predefinido sobre o tema. “Sei que eles têm uma filosofia, que não tem essa de erotismo. Voltam um pouco a Adão e Eva. Mas se eu fosse convidada a tirar a roupa na praia, não aceitaria”, afirmou num primeiro momento. Ela comparou o ato na praia com o Carnaval, quando as mulheres costumam tirar tudo. “Mas os homens não tiram”, disse. Depois de conversar com algumas pessoas na praia ao lado, Aryane tomou coragem, se empolgou e foi ver de perto a praia de nudismo, às vésperas do feriado do Dia da Consciência Negra, nesta quinta-feira.

Neste feriadão, a praia terá sua primeira prova de fogo. A associação se prepara para uma invasão de curiosos, estimulada por matérias na mídia sobre o local.Uma das regras se refere à fotografia e filmagem.. Apesar de o decreto da prefeitura deixar claro que a praia continua livre para qualquer frequentador, há pessoas da associação que circulam pela praia para informar as “vestidos” que ali a norma é tirar a roupa.

Fonte: Terra

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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