Preso na Operação Platéias, Gilvan Ramos ataca imprensa e Hermínio Coelho

[su_frame align=”right”] [/su_frame]O secretário estadual de Finanças, Gilvan Ramos, preso na Operação Plateias deflagrada pela Polícia Federal no final de novembro, deu uma entrevista na quarta-feira (03) para o programa Bronca da Pesada, no canal 35 de Ariquemes.

Gilvan falou ao apresentador Ricardo Shwantes sobre a operação da Polícia Federal em conjunto com o Ministério Público Federal e desqualificou o trabalho destas instituições. “Ficou claro que há um complô formado por adversários políticos que querem desestabilizar o governador Confúcio Moura. A atuação dessas instituições nestas operações são vaidades desmedidas, espalhafatosas, midiáticas como forma de chamar a atenção da população. Fiquei preso por pouco tempo porquê não provaram minha culpa. Li todo o inquérito e não há uma prova contra a minha pessoa”, disse ele.

Minimizando os fatos e apesar de estar nervoso e gaguejando bastante, o secretário de Finanças também achou irresponsável o envolvimento de tantas autoridades na Operação Plateias. “Essas instituições deveriam ter mais respeito com as autoridades. Essa operação é uma continuação da Operação Termópilas, realizada lá em 2011. O governador Confúcio soube dos erros e foi até o Ministério Público denunciar o esquema liderado pelo ex-presidente da Assembleia, Valter Araújo. A Plateias foi baseada em dois depoimentos de delação premiada. O senhor Batista disse que eu chamei a mulher dele para oferecer dinheiro. Isso é uma inverdade. Nessa época, eu era presidente da Junta Comercial de Rondônia e o encontrei somente duas vezes. O governador nunca me pediu para fazer coisas erradas e ele nem precisa disso. Quem o conhece, sabe que ele teve foi prejuízos quando prefeito de Ariquemes. Diversas vezes o vi tirar dinheiro do bolso. Eu não tenho motivos para me aproveitar de um cargo público para proveito próprio. Essas instituições deveriam procurar mais provas antes de sair prendendo as pessoas. Eu poderia muito bem dizer que dei 100 mil reais para um magistrado. Será que o magistrado também seria preso? Tem que provar acima de tudo”, destacou Gilvan Ramos.

Ramos também falou que não existem obras superfaturadas neste Governo. “A alimentação dos presos foi reduzida. Há cinco anos, era cara. Hoje, é barata. Tudo feito por pregão eletrônico, transparente. Qualquer empresa do Brasil e do mundo pode participar. Não existe obra superfaturada nesse governo. Depois dessa tempestade, vamos terminar todas as obras. Vamos provar que tudo não passou de um engano”.

O secretário de Finanças que é acusado de fazer parte de uma rede que arrecadou dinheiro para a campanha de Confúcio Moura, também acredita que foi injustiçado junto com o governador Confúcio Moura. “Estou aqui em Rondônia desde 1978. Já fui secretário de Finanças aqui em Ariquemes. Fui injustiçado. Inimigos do governador orquestraram tudo isso para desestabilizar o Governo. Quem conhece o governador, sabe que ele é um homem probo, honesto. Levaram para dar depoimento na sede da Polícia Federal. Era só fazer uma ligação que ele iria lá depor. Mas tudo vai se ajeitar e teremos um segundo mandato diferenciado, onde a população vai sentir os benefícios que estamos espalhando por todo o estado. Eu mesmo nem serei denunciado pelo Ministério Público Federal, onde fui o único a ter prisão pedida. Os outros, quem pediu foi a Polícia Federal. Essa fase é de inquérito, onde as instituições vão buscar as provas que dizem ter contra nós, provas essas que não existem”.

Gilvan Ramos também atacou a imprensa de Rondônia apontando que uma parte dela também quer o governador Confúcio Moura fora da administração do estado. “Vemos que muitos veículos se aliaram a esse complô contra o nosso governo. Os veículos sérios querem mesmo é divulgar as obras que temos por todo o estado. Faltou divulgar mais, mas o governador Confúcio já está corrigindo essa parte da divulgação das ações da administração. A população muito em breve, verá os benefícios que vamos levar a todos. Eu faço parte de uma política séria, que não faz acordos para governar”.

Finalizando a entrevista, Gilvan também atacou o presidente da Assembleia Legislativa, Hermínio Coelho. “Esse presidente da Assembleia, é um falastrão. Não sabe nem redigir um ofício, mas tem a língua afiada, grande. Fala um monte de coisas sem provas. Ele quer fazer oposição ao lado de três, quatro irresponsáveis que querem desestabilizar o Governo. Mas, ainda bem, que a maioria dos deputados são conscientes e sabem que nós queremos o bem de Rondônia”. Gilvan confirmou que vai deixar o cargo para cuidar de assuntos pessoais.

Rondoniavip

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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