Preso por ‘liderar grupo criminoso’, juiz Hedy Carlos favoreceu fazendeiro e pode ter mentido ao CNJ sobre relação com réu
Via Painel Político

Reportagem da Agência Pública, divulgada na noite da última quinta-feira, 25, revela que o juiz Hedy Carlos, preso esta semana sob acusação de liderar grupo criminoso, uso de laranjas e capangas armados, foi alvo de um processo no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) por supostamente ter favorecido o fazendeiro Erivan da Silva Teixeira, em 2019. Conhecido como ‘baiano’, Erivan é considerado um dos maiores invasores do Parque Estadual Guajará-Mirim, em Nova Mamoré, a 280 km de Porto Velho.
A Pública revelou que o CNJ arquivou o processo ainda em 2019 por entender, com base em informações fornecidas pela Corregedoria do TJRO, que não havia vínculo pessoal entre o juiz e Baiano. Portanto, Soares não teria agido com parcialidade ao decidir a favor do fazendeiro em março de 2018, quando concedeu a ele liminar para manutenção de posse de uma propriedade limítrofe ao parque, que à época era alvo de ações de fiscalização constantes da Sedam e a partir da qual Baiano invadia a unidade de conservação.
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