Primeira decisão de juros de 2026 coloca Brasil e EUA no centro das atenções do mercado
Com inflação, câmbio e fluxo de capital no radar, investidores acompanham reuniões do Banco Central e do Federal Reserve em busca de sinais sobre cortes no Brasil e postura futura dos Estados Unidos

A primeira grande semana do calendário econômico de 2026 começou em compasso de espera nos mercados financeiros. A chamada “super quarta” concentra as decisões de política monetária do Banco Central do Brasil e do Federal Reserve (Fed), dos Estados Unidos, em um contexto de expectativas elevadas após um final de 2025 marcado por volatilidade e revisões de cenário.
No cenário doméstico, a projeção predominante entre analistas e instituições financeiras é de manutenção da taxa básica de juros, a Selic, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O foco do mercado, mais do que a decisão em si, está no tom do comunicado e nas sinalizações para os próximos meses.
O presidente do Banco Central, Gabriel Galípolo, tem sido apontado por participantes do mercado como peça-chave na condução das expectativas. A leitura predominante é de que o Copom pode adotar uma comunicação mais aberta à possibilidade de cortes a partir da reunião de março, caso os indicadores de inflação e atividade confirmem trajetória de desaceleração.
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