Protesto contra venda da Cedae fecha ruas do Rio

Manifestantes derrubaram grades na Presidente Vargas, que está bloqueada

A Polícia Militar dispersa manifestantes que protestam contra a aprovação da privatização da Cedae na Avenida Presidente Vargas, no Centro do Rio. Após ouvir barulhos de bombas, homens do Batalhão de Choque usaram bombas de gás lacrimogêneo. Houve muita correria. Há pessoas com o rosto coberto que estão quebrando banheiros químicos na via. Os organizadores do protesto tentam reorganizar os servidores. Parte deles deixou o local depois da ação da polícia.

Devido ao protesto na região, o trânsito segue complicado. Segundo o Centro de Operações da prefeitura, os dois sentidos da Avenida Presidente Vargas estão interditados.

No sentido Candelária, o bloqueio começa a partir do Trevo das Forças Armadas, com desvio para a Avenida Paulo De Frontin. Quem segue do Viaduto do Gasômetro para o Centro não consegue acessar a pista central da Avenida Francisco Bicalho. Os motoristas estão sendo direcionados para a pista lateral da via e para a Avenida Paulo de Frontin.

No sentido Praça da Bandeira, há interdição na pista central, a partir da Avenida Rio Branco. A pista lateral já foi liberada, mas ainda há retenções.

A melhor opção para quem precisa se deslocar pelo Centro é utilizar o transporte público, principalmente, o metrô, o trem e as barcas.

Há retenção nas seguintes vias:

– Trevo das Forças Armadas, Avenida Francisco Bicalho e Viaduto do Gasômetro, sentido Centro;

– Praça da Bandeira, no sentido Centro;

– Rua Primeiro de Março e Avenida Presidente Antônio Carlos, sentido Candelária, ao longo das vias;

– Viaduto 31 de Março, sentido Santo Cristo, ao longo da via.

– Rua Frei Caneca e Rua Visconde do Rio Branco, desde a Praça Tiradentes;

– Avenida Mem de Sá, dos Arcos da Lapa à Rua Frei Caneca;

– Rua Camerino, Avenida Passos e Avenida República do Paraguai.

A Via Binário e a Via Expressa são outras opções para sair e acessar o Centro do Rio.

Aprovação da venda da Cedae

Após a votação na Alerj, os manifestantes deixaram o entorno do Palácio Tiradentes e seguiram em passeata em direção à sede da companhia, na Cidade Nova. Eles deixaram a Rua Primeiro de Março, onde fica a Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), e seguiram pela Avenida Presidente Vargas, onde manifestantes com o rosto coberto derrubaram grades, na altura da Central do Brasil. No carro de som, um dos organizadores reclamou de “pessoas infiltradas” na manifestação, afirmando que o ato é realizado por trabalhadores e estudantes. Havia pelo menos 20 pessoas encapuzadas. Um caveirão e um veículo do Batalhão de Choque estão perto do Sambódromo

A manifestação começou no fim da manhã desta segunda-feira, em frente ao prédio da Alerj. O grupo chegou a fechar o tráfego na Avenida Presidente Antônio Carlos, altura da Avenida Almirante Barroso, para onde o trânsito foi desviado.

No início da manhã, funcionários da Cedae fizeram uma paralisação contra o projeto de privatização da empresa e fizeram uma vigília na Alerj. É a segunda vez que eles anunciam uma greve. A primeira foi no início de feveireiro, quando o projeto chegou a entrar em pauta, mas a votação foi adiada na ocasião. Em nota, a Cedae afirma que os serviços não serão afetados pela greve.

Fonte: oglobo.com

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