Quatro advogados e um PM são presos em MT acusados de dar apoio a facção
Eles auxiliavam os faccionados com tráfico, associação ao tráfico, tortura e lavagem de capitais

A Polícia Civil de Tapurah deflagrou, nesta terça-feira (12), a Operação Gravatas, para cumprir oito ordens de prisões preventivas e oito buscas e apreensões contra quatro advogados, um policial militar e três líderes de uma facção criminosa que estão custodiados no sistema prisional. A notícia e a foto é do portal Midianews.
Os mandados são cumpridos nas cidades de Sinop e Cuiabá. A investigação da Delegacia de Tapurah apontou a existência de uma organização criminosa com a participação dos advogados e do policial.
Os relatórios de investigação policial, que reúnem mais de mil páginas, detalham a conduta dos investigados e que cada advogado tinha uma tarefa bem definida em benefício da organização criminosa.
A investigação apontou que os líderes da facção se associaram de forma estruturalmente ordenada aos quatro advogados, que representavam o braço jurídico do grupo. Segundo a investigação, havia uma clara divisão de tarefas a fim de obterem vantagem de natureza financeira e jurídica, entre outras, com a prática de crimes como o tráfico de drogas, associação ao tráfico, tortura e lavagem de capitais.
O delegado responsável pela investigação, Guilherme Pompeo, pontuou que o braço jurídico atuou à margem da lei e sem respeitar os princípios éticos que regem a entidade da categoria.
“Não se trata da instituição democrática do direito de defesa em essência, que encontra respaldo nos direitos fundamentais da Constituição da República, mas sim de verdadeira associação voluntária dos juristas à organização criminosa”, salientou.
R$ 100 mil
Durante o cumprimento dos mandados foram apreendidos, na casa de uma advogada em Sinop, em torno de R$ 100 mil.
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