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Ração contaminada mata 645 cavalos e expõe fragilidade na fiscalização agropecuária no Brasil

Animais morreram após comer ração da Nutratta; episódio reforça alerta do Anffa Sindical sobre riscos do autocontrole e da falta de fiscais

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three horses on green ground
Photo by Annika Treial on Unsplash

A morte de 645 cavalos em seis estados brasileiros, causada pelo consumo de ração contaminada da empresa Nutratta Nutrição Animal Ltda., acendeu um alerta sobre as fragilidades na fiscalização agropecuária no país. O caso, que envolve a toxina monocrotalina, encontrada em plantas do gênero Crotalaria, trouxe à tona preocupações do Sindicato Nacional dos Auditores Fiscais Federais Agropecuários (Anffa Sindical) com o modelo de autocontrole e a insuficiência de profissionais para inspeções.

A tragédia, que gerou prejuízos econômicos, emocionais e genéticos, também levanta questionamentos sobre os riscos de mudanças propostas pelo governo, como a privatização das inspeções ante mortem e post mortem de animais destinados ao consumo humano.

A tragédia e seus impactos

As mortes, registradas entre abril e julho de 2025, ocorreram nos estados de São Paulo (287), Rio de Janeiro (69), Alagoas (65), Goiás (4), Minas Gerais (41) e Bahia (40), conforme levantamento da advogada Maria Alessandra Agarussi, que representa criadores afetados e coordena o grupo “Vítimas da Nutratta” no WhatsApp.

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