Rejeitado, ele assassinou jovem com 11 tiros no rosto, dentro de sala de aula

Por volta das 8h15 desta segunda-feira, na sala do 9º ano do ensino fundamental, no Colégio Estadual 13 de Maio, em Alexânia, Raphaella Noviski foi assassinada com 11 tiros, todos no rosto, disparados por Misael Pereira Olair, de 19 anos

Segundo a delegada Rafaela Wiezel, Misael é ex-aluno da instituição e afirmou em depoimento que “sentia ódio” da vítima e que, por isso, resolveu comprar uma arma e matá-la. A investigadora acredita que o crime tenha sido passional.

“Ele alega que é conhecido ‘de longa data’ da vítima, e que sentia muito ódio da menina. A partir do depoimento dele entendemos que ele tentou namorar com ela, mas foi rejeitado. Por conta disto resolveu comprar uma arma, adentrar na escola onde ela estava e ceifar a vida dela”, disse.

O tio da estudante Raphaella Noviski, de 16 anos, disse que chegou desesperado ao colégio logo após o crime, e que viu a sobrinha “dado os últimos suspiros”. Roberto Pereira da Silva contou que era ele quem criava a adolescente.

Roberto disse, em entrevista à TV Anhanguera, que nunca soube de nenhuma ameaça ou algo que colocasse em risco a vida da sobrinha. “Era uma menina exemplar, muito meiga, reservada, muito reservada, não me desobedecia. Eu estava em casa, aí minha irmã [mãe de Raphaella] ligou, porque a diretora da escola tinha ligado para ela. Eu fiquei desesperado”.

Estudante Raphaella Novinski, de 16 anos, foi morta a tiros dentro de escola em Alexânia (Foto: Reprodução/Facebook)

“Cheguei aqui ela estava dando os últimos suspiros”, disse o tio.

O tio da vítima afirmou que, se soubesse que a estudante tinha um desafeto, teria procurado a polícia. Ele cobrou reforço na segurança da escola. “Eu não sabia de nenhuma ameaça, se eu soubesse tinha ido atrás, da polícia, enfim, tinha ido atrás. Ela era muito reservada, não falava nada. Era uma menina da igreja, que participava das coisas da igreja, muito difícil isso, muito difícil”, disse.

Em nota a Secretaria Estadual de Educação, Cultura e Esporte (Seduce) informou que a estudante foi morta “logo depois do início das aulas” e que “foi a única alvejada”. Segundo o texto, logo após o crime a direção tomou todas as providências chamando a Polícia Militar e comunicando o fato à família da vítima.

Ainda segundo a nota, “três psicólogas e uma assistente social da Coordenação Regional de Educação, Cultura e Esporte [Crece], de Anápolis, já foram deslocados para Alexânia para apoiar a equipe da escola, alunos e familiares. Uma equipe da Seduce também se deslocou para o colégio”.

A Seduce ressaltou, ainda, que “a escola dispõe de câmeras no pátio e dois vigias noturnos para promover a segurança”. Por fim, a secretaria lamentou o crime “e informa que trabalha em um esforço contínuo para manter a paz e a fraternidade no ambiente escolar”.

11 disparos

De acordo com a delegada, Misael entrou na escola, invadiu a primeira sala de aula do corredor, mas não encontrou a vítima. Em seguida, ele entrou na segunda sala, foi direto ao local onde a adolescente estava e disparou vários tiros contra ela, que morreu no local.

“Ele nos disse que foram 11 disparos, todos eles no rosto da menina. Tudo isso reforça o indício de crime passional, ele tinha estudado na escola no ano passado e tinha guardado este sentimento de ódio. Nós já ouvimos o depoimento dele, agora vamos seguir os procedimentos”, afirmou Rafaela, que contou que suspeito tentou fugir logo após o crime, mas foi preso minutos depois pela Polícia Militar.

Em nota, a assessoria de imprensa da corporação destacou que “foi informada dos disparos de arma de fogo na escola, se deslocando imediatamente até o local”. Logo depois, segundo a PM, “Misael Pereira tentou fugir em um veículo Ford Scort, mas foi abordado e preso em flagrante pelos militares. Com o detido, foi apreendido um revólver calibre .32”.

A delegada ressaltou que o jovem vai ser autuado em flagrante por homicídio qualificado e deve ser encaminhado ao presídio, onde ficará à disposição do Poder Judiciário.

O advogado de Misael já se apresentou na delegacia para acompanhar a oitiva dele. A reportagem ainda não conseguiu contato com ele para que comente o caso.

O Instituto Médico Legal (IML) foi acionado e já retirou o corpo da estudante do colégio.

Com informações do G1

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Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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