Poder & Bastidores

Resenha política - Júnior Gonçalves recusou Jucer como 'prêmio de consolação'

Maurício Carvalho e Lúcio Mosquini de olho no controle do Republicanos; veja a íntegra da coluna de. Robson Oliveira

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A queda

Junior Gonçalves, o mais longevo chefe da Casa Civil, resistiu o quanto pôde no cargo depois de trinta dias de fogo cruzado das entranhas do governador. A exoneração chegou a suscitar apostas nos meios políticos na semana passada, mas somente ontem (10) foi oficializada no Diário Oficial do Estado. Marcos Rocha demitiu seu até então principal auxiliar que por seis anos exerceu as funções como seu fiel escudeiro e articulou de forma espetacular a reeleição. Foi uma queda anunciada que deixa rusgas profundas.

Consolação

O Coronel Raulino Ferreira da Silva, Secretário Executivo do Governo, foi o emissário de Marcos Rocha que comunicou a Junior Gonçalves a exoneração. Na conversa, Silva chegou a propor que o próprio Junior requeresse a exoneração, o que foi rechaçado pelo demissionário. A coluna apurou que o governo chegou a propor uma nomeação da Jucer como prêmio de consolação, mas Junior Gonçalves rejeitou qualquer demissão negociada. Restaram rusgas que somente o passar do tempo vai poder mensurar o tamanho das mágoas acumuladas entre eles.

Comemoração

No entorno do gabinete governamental houve uma comemoração grande pela demissão do secretário mais poderoso da era Marcos Rocha. Quem sai forte do episódio é Elias Resende que, nos bastidores, foi o principal protagonista na fritura de Junior e sonha em substituir o antigo desafeto. No entanto, Marcos Rocha teria confidenciado às pessoas próximas que tem dúvidas sobre a indicação de Resende para a vaga.

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