Residencial Orgulho do Madeira vai ter moeda própria

Comprar um sanduíche por 10 “Orgulhos” ou pagar com 20 “Orgulhos” por um corte de cabelo pode parecer estranho nos comércios tradicionais que aceitam cartões magnéticos. Mas a novidade estará disponível, no início de 2017, aos moradores do Residencial Orgulho do Madeira, o conjunto de condomínios localizado no bairro Mariana em Porto Velho.

A moeda digital social que vai circular no residencial nos bairros próximos já é uma realidade em vários municípios do estado. Ela serve para movimentar o dinheiro numa região estratégica, fortalecer o comércio e gerar emprego e renda.

Assim como as outras moedas digitais sociais existentes no estado, a “Orgulho” poderá ser utilizada para transferência de saldo entre portadores do cartão e ser carregado, como no sistema dos telefones pré-pagos, entre outras facilidades.

Pouco conhecida em Porto Velho, a moeda digital social é um produto do Banco do Povo, organização social de interesse civil, que recebe recursos da Superintendência do Desenvolvimento de Rondônia.

“Nosso público alvo é o cidadão excluído dos serviços dos bancos comuns”, explica José Arnando Campos Luna, que preside o Banco do Povo desde a criação, em agosto de 2007.

BAIRROS

A previsão de Arnaldo é que os moradores do residencial, em Porto Velho, tenham acesso à moeda social no início do ano. O serviço também deve chegar a outros bairros e até o município de Candeias do Jamari, a 20 quilômetros do centro da capital

Equipes do banco começarão, nos próximos dias, a cadastrar os comerciantes e prestadores de serviços que aceitarão a “Orgulho” nos negócios. Em seguida, será aberto o cadastro para os moradores.

Cada “Orgulho” equivale a R$ 1. O dinheiro pode ser utilizado tanto para quem ficou sem dinheiro para comprar combustível, alimentos e remédios antes de receber o salário, como para quem vai pagar por serviços, como manutenção de bicicletas, motos, pintura de paredes, enfim, tem uma variedade utilidades.

A crise econômica que afeta o país e que é sentida, embora em menor intensidade, também em Rondônia, confirmou a importância da moeda digital para quem foi afetado. Segundo Arnando Luna, a procura cresceu 10% nos últimos meses.

FACILIDADES

Para ter o cartão com os créditos o candidato precisa enquadrar-se num perfil, que é diferente dos bancos comuns, em geral muito exigentes. É feita a análise do perfil sócioeconomômico e o dinheiro é liberado em seguida. Descomplicado, com carência vantajosa e juros baixos.

O presidente do Banco do Povo avalia o produto como democrático e inclusivo. “Ele chega às pessoas que precisam. Quem tem iniciativa e quer progredir, tem acesso ao nosso crédito”, explica.

Por conta do Banco do Povo e seus produtos, há no estado muitas pessoas que montaram negócio, oferecem emprego e multiplicam os ganhos. Há empreendimentos que compraram veículos para fortalecer os negócios e até cooperativas que renovaram a frota de motocicletas.

O Banco do Povo surgiu há nove anos, em Ariquemes, quando o prefeito era o atual governador Confúcio Moura. Ele decidiu criar um mecanismo capaz de oferecer dinheiro para fortalecer a economia do segmento que vai às ruas para fazer vendas ou realiza pequenos consertos como meio sobrevivência.

RAÇÃO

A ideia começou a dar certo e o Banco do Povo expandiu seus serviços para todo o estado. Um dos produtos, o cartão Mais Sementes, atende agricultores e dá força ao agronegócio.

Confúcio diz que o Banco do Povo é um diferencial fundamental: não tem ingerência política. Os serviços são direcionados apenas para quem se enquadra no perfil a quem se destina.

Em 2015, quando foi inaugurada a primeira sede própria do banco, também em Ariquemes, chegou a ser sugerida a criação do Cartão Ração, para a piscicultura. Confúcio gostou da proposta.

Cartão Ração ainda não é uma realidade, porque depende de uma fonte específica de recursos, mas o presidente Arnaldo diz que o produto é viável.

Fonte: Assessoria

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