Dois novos tipos de rotavírus são identificados no Brasil

Estudo foi publicado na revista científica Journal of General Virology e envolveu pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz e do Instituto de Medicina Tropical da USP

Desde 2006, a atual geração de vacinas tem dado conta de prevenir a maior parte dos casos de rotavírus, que causa vômitos, cólicas, diarreia e é responsável por 40% das internações hospitalares de crianças no Brasil.

No entanto, um sinal amarelo foi aceso com a identificação de duas novas cepas no país, de acordo com um novo estudo.

O trabalho, publicado na revista científica Journal of General Virology e que envolveu pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz (IAL) e do Instituto de Medicina Tropical da USP, mostrou que uma cepa que mistura material genético de vírus equino com vírus humano é hoje a mais comum nas análises que chegam ao IAL, o qual analisa material do Centro-Oeste, Sul e parte do Sudeste.

O rotavírus equino-humano apareceu no país em 2015. Em 2017, já correspondia a 80% de todas as amostras positivas para rotavírus.

Esse tipo de combinação das partes entre as cepas que infectam animais diferentes não é tão rara, afirma a pesquisadora Adriana Luchs, do Adolfo Lutz. Só que geralmente os vírus resultantes dessas combinações acabam num beco sem saída, infecciosamente falando –eles até conseguem infectar mamíferos ou aves, mas não conseguem ir adiante e infectar outro animal.

A explicação aventada pelos cientistas é que o rotavírus equino-humano teria se propagado pelo país a partir de Foz do Iguaçu, onde foi encontrado pela primeira vez em março de 2015 numa garota de dez anos que não havia sido vacinada. Desde então, o vírus circulou no Paraná até maio de 2016 até se espalhar por outros estados.

A pesquisa de Luchs e colaboradores, apoiada pela Fapesp, também identificou um outro vírus, o DS-1-like G1P[8], que só havia sido encontrado na Ásia. Essa cepa provavelmente chegou com alguém vindo daquele continente.

Apesar de ter sido um achado pontual, em 2013, ele tem importância: é justamente a partir da cepa G1P[8] que foi formulada a primeira vacina contra o rotavírus (da farmacêutica MSD). E ela tem funcionado bem contra todos os parentes que tem esse sobrenome P[8], que identifica uma das proteínas presentes na superfície do vírus, diz Luchs.

Uma emergência desse subtipo poderia indicar que a vacina está deixando de fazer efeito –o que, por ora, é apenas especulação. De todo modo, ressaltam os cientistas, é melhor ficar atento e manter o monitoramento a todo vapor.

A transmissão do rotavírus se dá geralmente pela via fecal-oral, ou seja, uma grande quantidade de vírus é dispersada pelas fezes. Resistentes, os vírus aguardam no ambiente até que surja uma nova oportunidade para infectar algum outro animal, reiniciando o ciclo. Com informações da Folhapress.

Fonte: noticiasaominuto

O drama do bombeiro de Curitiba em busca da filha desaparecida em Brumadinho

Grávida de quatro meses, Fernanda é a filha caçula do sargento dos bombeiros

O sargento Justino, do Corpo de Bombeiros de Curitiba, vive momentos de drama desde a última sexta-feira (25). A filha dele, Fernanda Damian de Almeida, de 30 anos, é uma das vítimas desaparecidas na tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais. Ela estava na Pousada Nova Estância com a família do noivo quando a barragem da Vale se rompeu, matando 65 pessoas e deixando outras 279 desaparecidas.

Muito chocado com o que aconteceu, o sargento Justino não estava em condições de falar com a reportagem. O sargento Newman, amigo pessoal de Justino, falou sobre o drama vivido por parentes das vitimas.”Estamos há três dias aqui em Brumadinho passando por momentos difíceis. Infelizmente, depois que ela saiu de Curitiba e veio de passeio até Minas Gerais, aconteceu isso. Estavam em cinco pessoas, todas desaparecidas. É uma situação muito triste. Criei esta menina, por isso estou aqui com o Justino”, descreveu.

De acordo com o sargento, o clima na cidade mineira é chocante. “Vocês não têm ideia da situação do que aconteceu aqui. Tem rochas de uma tonelada que desceram com o barro, em uma altura de oito metros. A esperança de encontrar alguém com vida é mínima. O desespero dos familiares choca”, lamentou.

Grávida de quatro meses, Fernanda é a filha caçula do sargento dos bombeiros, que tem residência no bairro Hauer. Acostumado a salvar vidas, agora Justino se vê impotente em meio ao mar de lama.  A jovem estava estudando na área de engenharia na Austrália. O plano era se reunir com o noivo e a família dele, então hospedados na Pousada Nova Estância, em uma área de mata em Brumadinho, para visitar o Museu de Inhotim.

Da rádio Banda B

Funcionários da Vale e engenheiros que atestaram segurança de barragem em Brumadinho são presos em MG e SP; veja lista

Investigações apontam suspeita de fraude em documentos. Último balanço da Defesa Civil de MG confirmou que 65 pessoas morreram e 279 ainda estão desaparecidas

Cinco pessoas foram presas na manhã desta terça-feira (29) suspeitas de responsabilidade na tragédia da barragem 1 da Mina do Feijão, em Brumadinho (MG), que se rompeu na sexta-feira (25). Dois engenheiros da empresa TÜV SÜD que prestavam serviço para a mineradora Vale foram presos em São Paulo. Em Minas, foram presos três funcionários da Vale.

Na noite de segunda-feira (28), a Defesa Civil de Minas Gerais informou que há 65 mortos e 279 desaparecidos após a tragédia provocada pelo rompimento da barragem da mineradora Vale, na região metropolitana de Belo Horizonte. Nesta terça-feira, começa o quinto dia de buscas no local.

Os investigadores do Ministério Público e da polícia apuram se documentos técnicos, feitos por empresas contratadas pela Vale e que atestavam a segurança da barragem que se rompeu, foram, de alguma maneira, fraudados.

Quem foi preso

  • André Yassuda – engenheiro preso em SP
  • Makoto Namba – engenheiro preso em SP
  • Cesar Augusto Pauluni Grandchamp – funcionário da Vale preso em MG
  • Ricardo de Oliveira – funcionário da Vale preso em MG
  • Rodrigo Artur Gomes de Melo – funcionário da Vale preso em MG

Atestado de segurança

Segundo investigadores, os engenheiros presos em São Paulo participaram de forma direta e atestaram a segurança da barragem número 1 da Mina do Feijão, que se rompeu em Brumadinho.

Os engenheiros Makoto Namba e André Yassuda foram presos em São Paulo, nos bairros de Moema e Vila Mariana, Zona Sul. Eles foram levados para a sede da Polícia Civil e deverão ser encaminhados em seguida para Minas Gerais, após embarcarem no Aeroporto Campo de Marte, na Zona Norte.

Na casa de Makoto Namba, chamou a atenção dos investigadores o fato de haver vários recortes de jornal com informações sobre a tragédia de 2015 de Mariana, da Samarco. Também foram identificados cartões de crédito, computadores e extratos de contas bancárias no exterior.

Licenciamento

Na região metropolitana de Belo Horizonte, foram presos os engenheiros da Vale diretamente envolvidos e responsáveis pelo licenciamento do empreendimento minerário onde fica a barragem que se rompeu. A reportagem tenta contato com a defesa dos presos.

As ordens da Justiça são de prisão temporária, com validade de 30 dias, e foram expedidas pela Justiça no domingo.

Por meio de nota, a Vale informou que “está colaborando plenamente com as autoridades”. “A Vale permanecerá contribuindo com as investigações para a apuração dos fatos, juntamente com o apoio incondicional às famílias atingidas”, diz a nota divulgada após a prisão dos engenheiros.

Buscas e apreensões

A Polícia Federal em São Paulo também participa da operação e cumpre, neste momento, dois mandados de busca e apreensão em empresas que prestaram serviços para a Vale. O nome das empresas ainda não foi divulgado.

Toda a operação é coordenada por policiais, promotores e procuradores de Minas Gerais. A força-tarefa envolve a Polícia Federal, o Ministério Público Estadual e Federal e a Polícia Civil.

As ações em São Paulo são coordenadas por promotores do núcleo da capital do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) do MP de São Paulo, e pelo Departamento de Capturas (Decade) da Polícia Civil paulista.

Do G1


Equipamentos do exército de Israel não servem para buscas, dizem bombeiros

“O imagiador que eles têm pegam corpos quentes, e todos os corpos [na região] são frios”, disse o ministro israelense

Os equipamentos trazidos de Israel para Brumadinho (MG) “não são efetivos para esse tipo de desastre”, disse o comandante das operações de resgate, o tenente-coronel Eduardo Ângelo. 

“O ministro de Israel se pronunciou a respeito das dificuldades que eles tiveram. O imagiador que eles têm pegam corpos quentes, e todos os corpos [na região] são frios. Então esse já é um equipamento ineficiente”, disse o tenente-coronel ao jornalista Rubens Valente, da Folha de S. Paulo. “Dos equipamentos que eles trouxeram, nenhum se aplica a esse tipo de desastre”, disse ele.

O militar reconheceu que o detector de imagens poderia ser eficaz para localização de sobreviventes, pois capta o calor humano. Porém, nenhum sobrevivente foi localizado pelas buscas das últimas 48 horas. “O que faz [constitui] a imagem é a temperatura. Quando a temperatura está homogênea, é como se não houvesse nada no solo”.

Detento de Rondônia morre eletrocutado quando carregava tornezeleira na tomada

Caso foi registrado pela Polícia Militar na zona rural de Vilhena. Empresa responsável pelo dispositivo afirma que irá apurar e colaborar com autoridades

O apenado Evandro Faustina, de 27 anos, morreu durante uma descarga elétrica, enquanto carregava a tornozeleira eletrônica, segundo familiares. O caso foi registrado pela Polícia Militar (PM) no domingo (27), na zona rural de Vilhena (RO), a 700 quilômetros de Porto Velho.

Familiares contaram à PM que Evandro estava na sala da residência, junto com a esposa. Ele usava uma tornozeleira eletrônica na perna esquerda e estava com o plugue na tomada, carregando o dispositivo.

As testemunhas relataram ainda que, durante à tarde, ouviram um trovão, acompanhado de uma descarga elétrica, que provocou queda de energia na casa. Depois disso, a vítima teria morrido ainda no local.

Os familiares do detento reiteraram que a vítima estava deitada no piso, assistindo televisão, enquanto a tornozeleira estava sendo carregada. A mulher estava no sofá, mexendo no celular, que não estava conectado à internet, nem na tomada.

A descarga elétrica teria atingido a rede de energia da casa e depois alcançado Evandro. O homem, após receber o suposto choque, teria falado algumas palavras e morrido em seguida. O corpo foi levado para Presidente Médice (RO) nesta segunda, onde será velado e sepultado.

O boletim de ocorrência foi registrado pela PM como morte acidental. A Polícia Civil informou que, na necropsia, não foi possível confirmar que a morte aconteceu em decorrência de descarga elétrica, pois não havia sinais no corpo da vítima.

Equipamento estaria carregando na tomada, dizem os parentes da vítima (imagem ilustrativa)

Contudo, materiais do corpo foram colhidos e serão encaminhados para o Instituto Médico Legal (IML) de Porto Velho, para verificar o motivo do óbito. O resultado do laudo deve ser emitido nas próximas semanas. O caso está sendo investigado.

A empresa Spacecom, responsável pelo desenvolvimento e fornecimento de tornozeleiras eletrônicas para o estado de Rondônia, informou que irá apurar o caso e contribuir com as autoridades para que a situação seja esclarecida.

“Os equipamentos são aprovados e homologados pela Anatel [Agência Nacional de Telecomunicações]; passam por todos os testes. É muito prematuro colocar a culpa na tornozeleira, antes de todos os fatos serem apurados, desde da rede elétrica da casa da pessoa, estado do equipamento e verificação de todo o ocorrido”, enfatiza o presidente da empresa, Sávio Bloomfield.

Conforme a Spacecom, atualmente, a empresa atua em 16 estados, tendo monitorado mais de 200 mil sentenciados distintos, com uma média de 35 mil monitorados por dia. A Spacecom, localizada em Curitiba (PR), é a maior empresa de monitoramento de sentenciados da América Latina.

A Eletrobrás informou que, na localidade onde o preso morava, não houve nenhum tipo de ocorrência relativo à queda de energia. Porém, para ser mais precisa, seria necessário o número da unidade consumidora da residência.

De acordo com o Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO), Evandro cumpria pena por furto, roubo e embriaguez na direção. Ele foi condenado a 9 anos e 11 meses de prisão e já havia cumprido 2 anos e 1 mês. Atualmente, o preso cumpria pena no regime semiaberto.

As informações são do G1/RO

Tragédia em Brumadinho: 60 mortes confirmadas, 19 corpos identificados; lista tem 292 pessoas sem contato

Jornais estrangeiros repercutem tragédia brasileira

“Muitos ainda buscam por familiares e amigos. Eles se sentem mal informados e abandonados – é o caso de Suely de Oliveira Costa, cujo marido está desaparecido. […] ‘Ninguém me diz nada, ninguém dá respostas, estou desesperada. Parem de me dizer que tudo vai ficar bem, ele está morto, como tudo deve ficar bem? Meu Deus, primeiro a Vale destruiu Mariana, agora Brumadinho, e ninguém reage. Qual a próxima cidade que eles vão destruir?’

[…] O governador promete punições severas para os responsáveis e indenizações para as vítimas, mas o povo não acredita nele, porque também depois do desastre no Rio Doce [Mariana] não houve consequências.”

Süddeutsche Zeitung – O inferno parte 2, 27/01

“As imagens apocalípticas que agora rodam o mundo novamente não são conhecidas apenas dos brasileiros. Elas remetem fortemente ao rompimento da mina de minério de ferro de Mariana, há três anos. […]

No Brasil há, segundo dados oficiais, 24.092 barragens registradas. No mais recente relatório da Agência Nacional de Águas, responsável pela segurança das barragens, 723 dessas barragens são classificadas como “de alto risco”, e 45 como “com nível de alerta elevado”. A barragem do Feijão, que rompeu na sexta-feira, não estava entre elas, o que levanta a questão: quantas das minas de minério de ferro brasileiras são de fato bombas-relógios prestes a explodir?”

Handelsblatt – Indenizações podem pesar sobre a Tüv Süd, 26/01

“A questão da responsabilidade pela tragédia deve ser difícil de responder. A certificadora alemã Tüv Süd também será afetada. O CEO da Vale, Fabio Schwartsman, afirmou que a empresa de auditoria de Munique classificou a barragem como segura em setembro de 2018. A Tüv Süd confirmou ter sido encarregada pela Vale de inspecionar a barragem. ‘Segundo o que sabemos até agora, não foram constatadas deficiências’, disse um porta-voz. […]

O fato de mais uma barragem ter se rompido apenas três anos depois da catástrofe de Mariana também é um problema para o presidente Jair Bolsonaro, que tomou posse em 1º de janeiro. Afinal, o incidente é um obstáculo a seus planos de promover maciçamente a mineração no Brasil. Em contrapartida, ele pretende flexibilizar as normas ambientais e facilitar a concessão de licenças.”

The Guardian – Aumenta a angústia de familiares, 27/01

“Marconi Machado veio com três familiares em busca de notícias de seu sobrinho desaparecido, Wanderson da Silva, geólogo da Vale que se casaria em maio. […] Marconi ficou sabendo da tragédia quando vídeos e notícias começaram a circular no Whatsapp. Ele criticou a falta de informações.

‘O Brasil continuar sem aprender suas lições. O país tem oportunidades maravilhosas de construir sua história, mas insiste em cometer os mesmos erros. As pessoas recorrem a palavras, e não a ações’, disse.”

El Mundo – Tragédia numa barragem no Brasil, 27/01

“A paisagem nos arredores do antigo riacho de Feijão é desoladora. A onda de barro, de 12 milhões de metros cúbicos, inundou um vale inteiro. […] A lama avança lentamente em direção ao rio Paraopeba, que abastece a maioria das cidades da região. […]

‘Era uma tragédia anunciada, não é a primeira vez que acontece. Já é hora de alguém fazer alguma coisa. Chorei muito, tudo se acabou para sempre. Não nos resta nada”, disse João Baptista Maia, de 66 anos, se lembrando do que ocorreu em Mariana há apenas três anos.”

Le Monde – Ruptura de barragem reaviva controvérsia, 26/01

“Os brasileiros esfregam os olhos ao verem as imagens do desastre em Brumadinho, com a impressão de estarem revivendo a tragédia ocorrida no estado de Minas Gerais em novembro de 2015. […] A impressão de déja vu é ainda mais forte pelo fato de a mesma empresa estar na origem dessa nova tragédia: a gigante da mineração Vale, maior produtora mundial de minério de ferro e a mais importante empregadora na pequena Brumadinho, a 60 quilômetros de Belo Horizonte.

[…] ‘O presidente [Bolsonaro] terá que mudar seu discurso sobre a flexibilização das licenças de mineração’, diz Letícia Marques [professora de Direito Ambiental na PUC-SP]. ‘O que vejo é que população brasileira está indignada e quer mais controle.’ Uma população brasileira com raiva, mas também preocupada com a repetição dessas tragédias.”

Resumo

  • Barragem da mineradora Vale se rompeu na sexta-feira em Brumadinho (MG), e um mar de lama destruiu casas e vegetação da região.
  • Até o momento, há confirmação de 60 mortos; 19 foram identificados; há 292 desaparecidos, 192 resgatados e 382 localizados.
  • Lama removeu refeitório da Vale e pousada do local em que ela ficava; havia 35 pessoas no local; pontos da cidade seguem ilhados.
  • Buscas estão no quarto dia; 136 militares de Israel darão apoio aos bombeiros.
  • Vale suspendeu pagamento de dividendos e de bônus a executivos, e criou comitês para ajudar vítimas, reparar danos e descobrir responsáveis.

Informação sobre feridos no hospital Mater Dei, em Contagem:

Antônio Cândido: alta

Edmilson Resende de Souza: alta

Jailson Martins Patrick dos Reis: alta

Laercio Leonardo Morais: internado

Leandro Borges Cândido: internado

Marcos Roberto Silva Souza: alta

Marcos Roberto Andrade: alta

Ronan Otávio Goes: internado

Bombeiros confirmam 200 desaparecidos após rompimento de barragem

No total, 51 bombeiros militares e 06 aeronaves estão envolvidas nos resgates

O corpo de Bombeiros de Minas Gerais confirmou, na tarde desta sexta-feira (25/1), o desaparecimento de ao menos 200 pessoas, em decorrência do rompimento da barragem em Brumadinho, próximo a Belo Horizonte.

Segundo informou a corporação, o Centro Social do Córrego do Feijão, nas proximidades de um campo de futebol, foi usado para montar a operação. O campo está sendo utilizado como área de avaliação e triagem de vítimas para atendimento médico.

No total, 51 bombeiros militares e 06 aeronaves estão envolvidas nos resgates. Conforme os bombeiros de MG, “às 15h50 o rejeito atingiu o Rio Paraopeba”.

“Havia empregados na área administrativa, que foi atingida pelos rejeitos, indicando a possibilidade, ainda não confirmada, de vítimas. Parte da comunidade da Vila Ferteco também foi atingida”, afirmou a companhia em comunicado à imprensa.

Desastre

Mais cedo, nesta sexta, a barragem Mina Feijão explodiu no município mineiro. O desastre espalhou lama pela cidade e fez alguns moradores deixarem as casas – os que residem na parte mais baixa da região. Equipes de bombeiros e da Defesa Civil foram mobilizadas para a área e estão em busca de vítimas.

A Prefeitura Municipal de Brumadinho chegou a pedir, por meio das redes sociais, que a população da cidade mantenha distância do Rio Paraopeba, um dos principais afluentes do Rio São Francisco. Até o momento, não há informações sobre o número de feridos.

Fonte: metropoles

Ações da Vale nos Estados Unidos despencam após rompimento de barragem

Impacto para a produção da companhia deve ser limitado, avalia especialista

Os recibos de ações da Vale negociadas nos Estados Unidos têm caído nesta tarde de sexta-feira (25/1), após o rompimento de uma barragem na Mina Feijão, em Brumadinho, na região metropolitana de Belo Horizonte. Os papéis recuaram 9,56% por volta das 16h50, repercutindo o ocorrido. O papel chegou a subir 3,2% logo após a abertura, mas caiu forte com a notícia do acidente e chegou a recuar 11%. Como a B3 está fechada por conta do feriado municipal em São Paulo, os efeitos sobre os preços das ações da mineradora serão vistos apenas na segunda (28).

O impacto para a produção da companhia deve ser limitado, na avaliação do analista-chefe da XP Investimentos, Karel Luketic. “Para colocar em perspectiva, nas nossas contas, [a planta da Mina do] Feijão representa de 1,5% a 2,5% da produção da companhia, portanto, operacionalmente o impacto deveria ser limitado”, escreveu Luketic.

Luketic pondera que ainda é muito cedo para estimar o impacto financeiro do acidente. O rompimento da barragem de Fundão, na cidade mineira de Mariana, em novembro de 2015, gerou uma sucessão de multas e processos judiciais. “No caso de Mariana, o acordo anunciado com as autoridades brasileiras em 2016 tinha valor de R$ 11 bilhões a R$ 13 bilhões ou 4% do valor de mercado da companhia hoje”, escreveu o analista da XP.

Segundo relatou o Ibama, o volume represado pela barragem em Brumadinho era bem menor que o de Mariana. Segundo o instituto, o reservatório que foi rompido hoje era de aproximadamente 1 milhão de metros cúbicos de rejeitos. Já a barragem em Mariana mantinha um volume de rejeitos de aproximadamente 55 milhões de metros cúbicos, segundo informa o site da Samarco.

Impacto para a vida e para a cidade

Os analistas especializados em Vale trabalham neste momento em busca de informações sobre o rompimento da barragem. “O mais importante agora é saber o impacto para a vida e para a cidade. O aspecto financeiro é secundário”, diz o analista da XP Investimentos Karel Luketic. Ele fez contato com a área de Relações com Investidores (RI) da mineradora, que ainda apura e organiza as informações sobre o acidente para poder relatar.

Luketic acrescenta que é difícil estimar o impacto sobre a produção – “que tende a ser menor, mais manejável” – e mais ainda calcular os montantes com potenciais multas, acionamento de seguros.

Fonte: metropoles

Defesa de Beto Richa afirma que suspeitas já foram esclarecidas

Ex-governador do Paraná foi preso em caráter preventivo

Em nota enviada à jornalistas, os advogados do ex-governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), questionaram a prisão em caráter preventiva do tucano. Richa foi detido na manhã de hoje (25), em Curitiba, por suspeitas de corrupção, lavagem de dinheiro e associação criminosa na concessão de rodovias estaduais.

Segundo a defesa de Richa, os fatos apresentados pelo Ministério Público Federal (MPF) no pedido de prisão preventiva acolhido pelo juiz federal substituto Paulo Sérgio Ribeiro, da 23ª Vara Federal de Curitiba, são “antigos”.

Os advogados sustentam que os fatos apresentados pelos procuradores da República foram devidamente esclarecidos, “não restando qualquer dúvida quanto à regularidade de todas as condutas praticadas” pelo ex-governador, no exercício de suas funções.

“Mais que isso. Os fatos ora invocados já foram anteriormente utilizados, na decretação das medidas cautelares expedidas contra o ex-governador”, sustenta a defesa, referindo-se ao primeiro mandado de prisão preventiva cumprido contra Richa, em setembro de 2018, quando o ex-governador passou menos de três dias no Regimento da Polícia Montada, da Polícia Militar, em Curitiba.

“Cumpre registrar que o Supremo Tribunal Federal, ao julgar referidas medidas, reconheceu a flagrante ilegalidade na ordem prisão decretada [em setembro]”, acrescentam os advogados, argumentando que a nova prisão, hoje, “afronta o quanto decidido pelo STF com o evidente objetivo de desrespeitar os julgamentos proferidos pela Suprema Corte, sobre o tema”, tendo baseado-se em “ilações do MPF, exclusivamente suportadas em falsas e inverídicas informações prestadas em sede de colaboração premiada, por criminosos confessos”.

Também a pedido do MPF, o juiz Paulo Sérgio Ribeiro autorizou a prisão preventiva de Dirceu Pupo Ferreira, contador da empresa da ex-primeira dama Fernanda Richa. Ferreira é apontado como “homem de confiança da família e administrador das empresas Ocaporã e BFMAR, ambas da família Richa e alvos da Operação Integração – uma fase da Operação Lava Jato deflagrda em fevereiro de 2018 para apurar suspeitas de irregularidades nos contratos de concessões de rodovias.

Segundo o MPF, há indícios de que André Richa, um dos filhos do ex-governador, foi beneficiado com pelo menos R$ 2,5 milhões em dinheiro vivo, usados para a aquisição de, pelo menos, três imóveis registrados em nome de uma empresa pertencente a Fernanda Richa.

A reportagem não conseguiu contato com a defesa de Dirceu Pupo Ferreira. Já os advogados de Fernanda Richa seguem, em nota, a mesma linha apresentada pelos advogados do ex-governador.

“A operação federal desencadeada hoje baseia-se em fatos antigos e já esclarecidos na investigação estadual do GAECO. Há evidente conflito entre as duas investigações que versam sobre os mesmos fatos”, comentam os advogados, sustentando que a empresa Ocaporã nunca foi administrada formal ou informalmente por Carlos Alberto Richa.

“Não há qualquer fato que ligue a empresa ou seus sócios a qualquer fato ilícito sob investigação. Fernanda e André Richa estão, como sempre estiveram, à disposição da justiça, do Ministério Público e da polícia. É notório, inclusive, que ambos já prestaram depoimentos e responderam a todos os questionamentos que lhes foram feitos”, acrescentam os advogados.

A Polícia Federal realizará, esta tarde, uma coletiva de imprensa para fornecer detalhes sobre o cumprimento dos mandatos de hoje.

Fonte: agenciabrasil

Três ministros estão a caminho de Brumadinho (MG)

Barragem da mineradora Vale rompeu em cidade mineira

Após o rompimento de uma barragem da Vale do Rio Doce em Brumadinho (MG), cidade próxima a Belo Horizonte, o presidente Jair Bolsonaro determinou a ida dos ministros do Meio Ambiente (Ricardo Salles), Desenvolvimento Regional (Gustavo Canuto) e Minas e Energia (Bento Albuquerque), além do secretário Nacional de Defesa Civil (Alexandre Lucas), para a região.

Em uma rede social, Bolsonaro disse lamentar o ocorrido e que “todas as providências cabíveis estão sendo tomadas” e que a maior preocupação do governo é “atender eventuais vítimas desta grave tragédia”.

Ainda não há informações sobre vítimas, mas a mineradora Vale do Rio Doce divulgou nova nota, admitindo a possibilidade de vítimas no episódio. “Havia empregados na área administrativa, que foi atingida pelos rejeitos, indicando a possibilidade, ainda não confirmada, de vítimas”, disse a empresa em nota. Até o momento, nenhum órgão público confirmou mortes no local. 

Ainda de acordo com a empresa, as primeiras informações indicam que os rejeitos atingiram a área administrativa da companhia e parte da comunidade da Vila Ferteco. A Vale informou que acionou o Corpo de Bombeiros e ativou o seu Plano de Atendimento a Emergências para Barragens, informou a empresa.

Ministério do Meio Ambiente

Em nota divulgada no início da tarde, o Ministério do Turismo lamentou o rompimento da barragem e se solidarizou com a comunidade afedada: “A Pasta entende que a maior preocupação deve ser com as vidas impactadas pela tragédia. Além de todos os danos ambientais, o rompimento afeta o Instituto Inhotim, maior centro de arte ao ar livre da América Latina e importante atrativo turístico do Brasil”.

A nota também informa que o ministério se colocou à disposição para trabalhar em parceria com outros órgãos do governo para dar apoio às famílias atingidas e trabalhar na recuperação da região “para minimizar o impacto da catástrofe e, por meio do turismo, ajudar a comunidade a superar o trauma e retomar a vida”, conclui a nota.

Fonte: agenciabrasil