Os revoltantes casos de abuso sexual contra mulheres em coma ou estado vegetativo

A história de uma paciente em coma que deu à luz no Estado americano do Arizona chocou o mundo

É um exemplo de situação em que as mulheres estão particularmente vulneráveis ​​à agressão sexual e de uma nova vertente para o movimento #MeToo – vítimas que estão fisicamente impedidas de denunciar seus agressores.

A mulher, cujo nome não foi divulgado, deu à luz um menino em 29 de dezembro. Ela é paciente de uma clínica de repouso administrada pela Hacienda Healthcare, na cidade de Phoenix, e está em estado vegetativo há mais de uma década.

Os funcionários da clínica disseram que não sabiam que ela estava grávida até entrar em trabalho de parto.

O técnico em enfermagem Nathan Sutherland, de 36 anos, que trabalhava no local, foi preso acusado de abuso sexual e estupro de vulnerável.

A polícia chegou até ele após obter uma ordem judicial para coletar amostras de DNA, que foram comparadas ao DNA do bebê.

Infelizmente, no entanto, este não é o primeiro episódio de violência sexual contra pacientes do sexo feminino sob cuidado médico prolongado que resultou em gravidez.

Foram registrados casos em todo o mundo, incluindo na Argentina, no Brasil, em Dubai e no Reino Unido, além de pelo menos três ocorrências prévias nos EUA.

Um dos casos aconteceu em Nova York em 1995, quando um auxiliar de uma casa de repouso estuprou e engravidou Kathy Cobb, de 29 anos.

A gravidez foi detectada quando a mulher, em coma há vários anos, estava com quatro meses de gestação.

Os parentes dela eram católicos e foram contra abortar – Kathy levou a gravidez até o fim.

Ela morreu em 1997, pouco antes do primeiro aniversário do bebê.

Seu agressor, John Horace, alegou no tribunal que acreditava que a gravidez poderia “acordá-la”.

Enfermeira segura a mão de paciente
As pessoas com deficiência são quase quatro vezes mais vítimas de estupro e agressão sexual, segundo dados do governo dos EUA

Ele ficou preso por 13 anos.

O caso levou à criação de uma nova legislação no estado de Nova York, que reforçou a checagem dos antecedentes dos funcionários que trabalham em casas de repouso – a “Lei de Kathy”, como ficou conhecida.

Mas as mulheres vulneráveis ​​ainda são muito mais propensas a serem vítimas de violência sexual nos Estados Unidos.

Vulnerabilidade

Dados do Departamento de Justiça divulgados pela emissora de rádio pública NPR, em janeiro de 2018, mostraram que pessoas com deficiência eram quase quatro vezes mais vítimas de estupro e agressão sexual.

“Mais de 80% das mulheres com deficiência serão agredidas sexualmente em suas vidas”, disse um porta-voz da ONG americana Disability Justice.

Outro caso de gravidez durante coma foi registrado na Argentina em 2015, na província de Córdoba, mas reportagens da imprensa local dizem que a família da vítima se recusou a prestar queixa.

Dois anos antes, um enfermeiro na cidade argentina de Bahía Blanca foi condenado a oito anos de prisão por estuprar uma paciente de 60 anos em coma.

No Reino Unido, Andrew Hutchinson, enfermeiro do John Radcliffe Hospital, em Oxford, atacou duas pacientes inconscientes e até filmou as agressões, que ocorreram entre 2011 e 2013.

Ele foi condenado a 15 anos de prisão em março de 2015.

O Rashid Hospital, em Dubai, registrou um caso de abuso sexual contra uma paciente em coma em maio de 2010.

Episódios de abuso envolvendo mulheres em coma ou sedadas também foram registrados no Brasil, como o caso do médico Roger Abdelmassih, acusado de ter cometido 56 agressões sexuais contra pacientes, incluindo várias que estavam sedadas.

Estetoscópio
Uma investigação de 2016 revelou mais de 2 mil casos de abuso sexual envolvendo médicos nos EUA

O tema também foi retratado no cinema. No filme espanhol Fale com Ela (2002), do diretor Pedro Almodóvar, o funcionário de uma clínica de repouso é acusado de engravidar uma paciente em coma – uma dançarina por quem ele era obcecado antes de ser hospitalizada.

O filme ganhou o Oscar de melhor roteiro original.

Tolerância

Em 2016, uma investigação conduzida pelo jornal Atlanta-Journal Constitution descobriu 2,4 mil casos de abuso sexual cometidos por médicos contra pacientes anestesiadas ou sedadas nos Estados Unidos.

Eles ocorreram em todos os Estados desde 1999.

“Metade desses médicos ainda tinha licença médica em 2016”, disse o jornalista Danny Robbins, que publicou a história, à BBC.

Enfermeira atende paciente
A indústria das clínicas de repouso e lar de idosos movimenta bilhões de dólares nos Estados Unidos

“No que diz respeito aos médicos, o sistema protege os predadores.”

As clínicas de repouso e asilos são uma indústria enorme nos Estados Unidos – com receita estimada de US$ 132 bilhões em 2018, segundo relatório da empresa de pesquisa IBIS World.

Hospitais e casas de repouso investiram mais de US$ 73 milhões em lobby no ano passado, de acordo com o OpenSecrets.org, grupo que monitora gastos na política.

Segundo organizações como o Centro Nacional de Recursos de Violência Sexual (NSVRC, na sigla em inglês), casos de violência contra pacientes incapazes de expressar consentimento ainda são raros.

Mas eles destacam a vulnerabilidade dessas pessoas.

“Agressores oportunistas são comuns, nós vemos em todos os lugares em que há vulnerabilidades inerentes”, disse o NSVRC em comunicado.

Woman in a coma
Casos de violência contra pacientes incapazes de expressar consentimento ainda são raros, diz organização

O assédio é muito mais comum: a Hacienda Healthcare, por exemplo, foi alvo de investigação em 2013, após denúncias de que um funcionário do sexo masculino tinha feito comentários de cunho explicitamente sexual às pacientes.

De acordo com o Departamento de Serviços de Saúde do Arizona, o empregado foi demitido, e a Hacienda Healthcare prometeu aumentar a proteção aos pacientes.

Demissão

A BBC entrou em contato com a Hacienda Healthcare para comentar o caso da gravidez da mulher em coma.

Em comunicado, Gary Orman, vice-presidente executivo do conselho de administração da Hacienda, disse que a empresa “aceitará nada menos que um relatório completo desta situação absolutamente horripilante, um caso sem precedentes que devastou todos os envolvidos, da vítima e sua família aos funcionários da Hacienda em todos os níveis da organização”.

“Quero garantir aos nossos pacientes, a seus entes queridos, aos nossos parceiros comunitários, às agências com as quais fazemos negócios e aos moradores do Arizona, que nós continuaremos a cooperar com a polícia de Phoenix e com as instâncias de investigação em todos os níveis, de todas as maneiras possíveis”, disse Orman.

“Faremos tudo que estiver ao nosso alcance para garantir a segurança de cada um dos nossos pacientes e funcionários”.

O escândalo levou o diretor-executivo da Hacienda, Bill Timmons, a pedir demissão no início deste mês.

Bill Timmons
Bill Timmons, que era diretor-executivo da Hacienda, pediu demissão após o escândalo

Em 14 de janeiro, a empresa anunciou que abriu uma auditoria interna “exaustiva” para determinar como a paciente engravidou.

A família da mulher disse, por meio de um advogado, que ela deu à luz um “menino saudável” que será cuidado pelos parentes dela.

BBC Brasil

Magro de ruim? Cientistas descobrem o segredo das pessoas que nunca engordam

Estudo mostra que o motivo de algumas pessoas não engordarem tem mais a ver com herança genética de sorte do que com o estilo de vida que elas levam

Cientistas afirmam ter descoberto o porquê de algumas pessoas nunca engordarem, enquanto outras ganham peso fácil.

Em um estudo publicado na revista científica PLOS Genetics, pesquisadores das universidades britânicas de Cambridge e de Bristol dizem que, para algumas pessoas, o “segredo” de ser magro tem mais a ver com a herança de um conjunto de genes “sortudo” do que com a manutenção de uma dieta saudável ou um rígido estilo de vida perfeito.

Para chegar a essas conclusões, os cientistas compararam amostras de DNA de 1,6 mil pessoas saudáveis ​​e magras – com um índice de massa corporal (IMC) menor que 18 – com as de 2 mil pessoas extremamente obesas e com outras de 10,4 mil pessoas com peso normal. Eles também analisaram dados sobre estilo de vida – para descartar distúrbios alimentares, por exemplo.

Cientistas afirmam ter descoberto o porquê de algumas pessoas nunca engordarem, enquanto outras ganham peso fácil.

Em um estudo publicado na revista científica PLOS Genetics, pesquisadores das universidades britânicas de Cambridge e de Bristol dizem que, para algumas pessoas, o “segredo” de ser magro tem mais a ver com a herança de um conjunto de genes “sortudo” do que com a manutenção de uma dieta saudável ou um rígido estilo de vida perfeito.

Para chegar a essas conclusões, os cientistas compararam amostras de DNA de 1,6 mil pessoas saudáveis ​​e magras – com um índice de massa corporal (IMC) menor que 18 – com as de 2 mil pessoas extremamente obesas e com outras de 10,4 mil pessoas com peso normal. Eles também analisaram dados sobre estilo de vida – para descartar distúrbios alimentares, por exemplo.

O que o estudo mostra?

Os pesquisadores descobriram que as pessoas obesas tinham maior probabilidade de ter um conjunto de genes ligados à obesidade. Enquanto isso, as magras não só tinham menos genes ligados à obesidade, como também tinham alterações em regiões genéticas recentemente associadas à magreza saudável.

“Esta pesquisa mostra pela primeira vez que pessoas magras e saudáveis ​​são geralmente magras porque têm uma menor carga de genes que aumentam as chances de alguém estar acima do peso e não porque são moralmente superiores, como algumas pessoas gostam de afirmar”, disse o pesquisador chefe do estudo, Sadaf Farooqi, da Universidade de Cambridge.

O peso dos outros

Farooqi ressalta que as pessoas não deveriam ser tão críticas em relação ao peso dos outros.

“É fácil se apressar no julgamento e criticar as pessoas pelo peso que elas têm, mas a ciência mostra que as coisas são muito mais complexas. Nós temos muito menos controle sobre o nosso peso do que poderíamos pensar”, disse ele.

Os cientistas dizem que o próximo passo é identificar os genes exatos envolvidos na magreza saudável.

Seu objetivo de longo prazo é analisar se essas descobertas podem ajudar a formatar novas estratégias de emagrecimento.

“Geneticamente diferentes”

Tom Sanders, professor emérito de nutrição e dietética do King’s College de Londres, ressaltou a importância do estudo. “Esse estudo confirma que a obesidade grave precoce é frequentemente determinada por genes e mostra, convincentemente, que aqueles que são muito magros são geneticamente diferentes da população em geral”.

O professor acrescentou que “a maior parte da obesidade é adquirida na vida adulta e está ligada ao ambiente obesogênico em que vivemos – um estilo de vida sedentário e com muito acesso a alimentos ricos em calorias”.

O professor Tim Spector, também do King’s College de Londres, disse que, apesar disso, na maioria dos países, cerca de um terço da população conseguiu permanecer magro.

“Parte disso está relacionada aos genes, mas outros fatores, como diferenças individuais no estilo de vida ou micróbios intestinais, também influenciam nesse sentido”, disse ele.

Especialistas em saúde dizem que, seja qual for sua forma ou composição genética, a velha recomendação de praticar exercícios e adotar uma dieta saudável continua válida.

Fonte: bbc

9 partes do corpo humano das quais não precisamos mais

Ao longo da evolução da espécie humana, muitos dos nossos hábitos mudaram, bem como alimentação e locomoção. Por isso, algumas características físicas importantes para o homem ‘das cavernas’ deixaram ter utilidade no mundo moderno. Alguns seres humanos, inclusive, já nascem sem algumas delas

Algumas partes do corpo que cumpriam funções importantes ou até vitais para os seres humanos milhares de anos atrás acabaram perdendo a utilidade ao longo da evolução da nossa espécie. São conhecidos como “resquícios evolutivos”.

“O corpo humano é, basicamente, um museu de história”, diz Dorsa Amir, antropóloga do Boston College, nos Estados Unidos, que publicou no seu Twitter uma lista de “sobras” que a maioria de nós ainda possui, mas que já desapareceram em alguns seres humanos.

A BBC News Brasil apresenta 9 partes do corpo das quais não precisamos mais.

1 – O apêndice

Provavelmente é a parte “invisível” do corpo mais conhecida por todos. Pesquisas científicas apontam que esse órgão ajudava na digestão de plantas com excesso de celulose, que formavam parte da dieta dos nossos ancestrais.

À medida que a nossa dieta se tornou mais variada, o apêndice perdeu sua função, diz Amir. Mas há cada vez mais estudos que apontam que o apêndice cumpre papel relevante em armazenar bactérias benéficas para nosso sistema digestivo.

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2 – Palmar longo

Não é todo mundo que tem, mas trata-se de um músculo que vai do punho ao cotovelo.

Quem tem, consegue ver uma protuberância fina no punho ao juntar o dedo polegar com o mindinho.

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Cerca de 10% dos seres humanos já perderam esse músculo. Hoje, ele não tem grande serventia, mas era útil aos nossos ancestrais para garantir a força necessária para subir em árvores.

3 – Os sisos

A função dos últimos molares, ou sisos, era triturar carnes duras e cereais crus, que serviam de alimento ao ser humano do passado. Agora, segundo Amir, nossa dieta é muito mais suave e não precisamos mastigar com tanta intensidade.

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E nossas mandíbulas também não são tão potentes como eram há milhares de anos.

Os sisos não nascem em todos os seres humanos atualmente. Em alguns casos, o nascimento desses dentes provoca dor ou atrapalha a estética dentária, empurrando os dentes do lado. Por isso, muitos dentistas recomendam a extração dos últimos molares.

4 – Músculos que arrepiam o pelo

No passado, tínhamos muito mais pelos no corpo. Os músculos arrectores poli, conectados aos folículos capilares, ajudavam a arrepiar o pelo, para parecermos maiores diante de uma situação de risco ou ameaça.

Hoje em dia, não necessitamos mais disso. Mas muitos mamíferos domésticos, como os gatos, utilizam esses músculos diante de situações de risco.

5 – Músculo das orelhas

Há três músculos sob o couro cabeludo que servem para mexer a parte visível da orelha. Mas pouca gente hoje em dia tem a habilidade de controlar esses movimentos.

Alguns mamíferos usam os músculos da orelha para movê-las e detectar sons, identificando presas ou predadores. Acredita-se que os antepassados do homem faziam o mesmo no passado.

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6 – Músculo piramidal

O músculo piramidal está situado na parte de baixo do abdome e tem um formato triangular. Algumas pessoas não têm nenhum, enquanto algumas têm dois.

Não serve para nada além de mover a chamada “linha alba”, que vai do ventre inferior até o peito, atravessando o umbigo longitudinalmente.

Hoje em dia, esses músculos não têm utilidade, mas, no passado, quando caminhávamos em quatro patas, facilitava a mobilidade e a rotação dos músculos abdominais.

7 – Mamilos masculinos

Os mamilos cumprem, biologicamente, uma função específica: facilitar a amamentação.

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Mas, como são as mulheres que amamentam, por que os homens nascem com eles?

A razão é que o corpo de um embrião, seja feminino ou masculino, começa a se desenvolver da mesma forma.

Quando a testosterona, encarregada da formação dos órgãos sexuais masculinos começa a atuar, os mamilos já se desenvolveram.

8 – Terceira pálpebra

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É uma dobra de pele situada no canto interno do olho. Parece com as membranas que alguns animais têm para proteger a visão – como aves, répteis e certos mamíferos.

A função da terceira pálpebra é manter os olhos úmidos e livres de resíduos. Mas, no caso dos humanos, só há uma membrana remanescente e não temos qualquer controle sobre elas.

“Não está claro por que os humanos têm isso”, afirma Amir.

“Mas o que está claro é que não é raro encontrar esse tipo de membrana em primatas, portanto, possivelmente as perdemos há muito tempo (com a evolução da nossa espécie).”

9 – Reflexo de agarrar com as mãos

O reflexo observado em bebês humanos, de agarrar e apertar os dedos de quem encosta nas mãos deles, é particularmente útil para filhotes de macacos.

Esses animais já nascem prontos para agarrar as costas dos adultos e serem transportados. “Há uma hipótese de que o nosso reflexo palmar tinha uma finalidade como essa”, diz Amir.

“Mas nossos bebês nascem prematuros quando comparados aos bebês de outros primatas. Eles não são capazes de firmar a própria cabeça ou se locomover.”

Portanto, esse reflexo é visto como um dos vestígios do nosso passado, algo que deixou de ser usado ao longo da evolução da espécie.

Fonte: bbc

O que é a meningite meningocócica, doença que volta a assombrar após morte suspeita em PE

Dados do Ministério da Saúde (MS) mostram que, em 2018, foram registradas 1.072 ocorrências de doença meningocócica no Brasil e 218 mortes

No dia 6 de janeiro, um homem com aproximadamente 40 anos morreu com suspeita de meningite meningocócica. O caso aconteceu no Recife. O paciente, morador da zona rural de Gravatá, no agreste de Pernambuco, deu entrada no Hospital Municipal Doutor Paulo da Veiga Pessoa dois dias antes com febre alta, vômito e rigidez na nuca.

A equipe médica do local imediatamente o encaminhou para a unidade estadual hospitalar Correia Picanço, referência no tratamento de doenças infecto-contagiosas na região, porém, ele não resistiu.

De acordo com a prefeitura de Gravatá, profissionais, parentes e amigos que tiveram contato próximo com a vítima realizaram exames e receberam tratamento de prevenção. O fato agora está sendo investigado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) de Pernambuco.

Outro caso suspeito havia sido registrado no Estado, dessa vez na cidade de Caruaru. Foi no dia 9 de janeiro, quando uma mulher de 42 anos, apresentando os mesmos sintomas, procurou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Porém, como informa a SES, neste foi descartada a possibilidade de meningite.

O que é meningite?

A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Ela é causada por diversos agentes infecciosos (bactérias, vírus e fungos). A seguir, conheça melhor cada um dos tipos da doença.

Meningite bacteriana

Trata-se da forma mais grave da enfermidade, e são várias as bactérias que podem provocá-la, como Neisseria meningitidis (ou meningococo), Streptococcus pneumoniae (ou pneumococo), Haemophilus influenzae, Mycobacterium tuberculosis, Streptococcus sp. (especialmente os do Grupo B), Listeria monocytogenes, Escherichia coli e Treponema pallidum.

É importante destacar que a incidência de cada uma depende da faixa etária. O Ministério da Saúde alerta que os recém-nascidos são atingidos por Streptococcus do grupo B, Streptococcus pneumoniae, Listeria monocytogenes e Escherichia coli; bebês e crianças, Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis, Haemophilus influenzae e Streptococcus do grupo B; adolescentes e adultos jovens, Neisseria meningitidis e Streptococcus pneumoniae, e idosos, Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis, Haemophilus influenzae, Streptococcus do grupo B e Listeria monocytogene.

Seus sintomas incluem febre alta, dor de cabeça e rigidez do pescoço ou da nuca. Também é normal o paciente ter mal estar, náusea, vômito, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz) e confusão mental. Conforme o quadro se desenvolve, acrescenta-se à lista convulsão, delírio, tremor e coma.

Dentre as meningites bacterianas mais preocupantes, pontua o infectologista Jean Gorinchteyn, do Instituto Emilio Ribas, de São Paulo, estão a meningocócica, justamente a que está sob suspeita em Pernambuco, e a pneumocócica.

A primeira ocorre quando a bactéria cai na corrente sanguínea e promove a liberação de fatores inflamatórios. Isso faz os vasos dilatarem, tendo como consequências queda de pressão arterial e taquicardia, podendo levar a pessoa à morte.

“Ela é bastante temida por conta da rápida evolução, alta letalidade, possibilidade de deixar sequelas (cegueira, surdez e amputação de membros são algumas) e potencial de surtos e epidemias”, diz o médico. Além dos sinais já descritos, é normal causar manchas arroxeadas e dores pelo corpo, calafrio, diarreia, fadiga e mãos e pés frios.

No caso da pneumocócica, o agente causador é transportado pelo sangue até ao cérebro, onde gera uma forte reação inflamatória. Os sintomas são basicamente os mesmos das demais meningites, porém, há risco de importantes consequências neurológicas, tais como dificuldades para andar e falar.

A transmissão da meningite bacteriana se dá de pessoa para pessoa por meio das vias respiratórias, ou, seja, de gotículas e secreções que saem do nariz e da garganta quando os infectados tossem ou espirram. Outras bactérias, como Listeria monocytogenes e Escherichia coli, se espalham pelos alimentos contaminados.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA BBC.

Cientistas detectam gene que pode prever retorno de câncer de mama

Essa é uma promissora descoberta na luta contra a doença

Cientistas detectam um gene que pode prever a volta do câncer de mama. Os investigadores apuraram que um tipo de terapia hormonal, quase imediatamente, provocou mudanças em determinados genes que são ativados quando existem tumores no organismo.

Os cientistas estudaram amostras de tumores que estavam em contato com o inibidor da aromatose, um tipo de terapia hormonal, durante um período de dois anos.

Foram retiradas amostras dos voluntários antes do começo da terapia, em seguida durante as primeiras semanas e posteriormente após quatro meses de tratamento. Os investigadores descobriram que a terapia quase de imediato provocou alterações nos genes que eram ativados pela presença de tumores.

Marcadores químicos estavam ausentes nos tumores que desenvolveram resistência ao tratamento. Porém, estavam presentes naqueles que haviam começado a crescer novamente após inicialmente terem diminuído.

As diferenças foram notórias nas primeiras semanas da terapia. O médico e investigador Andy Sims, da Universidade de Edimburgo, disse que os novos testes poderiam ajudar a identificar as mulheres (e também homens) que correm maior risco, de modo a procurarem tratamentos alternativos.

Simon Vincent, porta-voz da organização britânica dedicada ao estudo de tumores mamários Breast Cancer, acrescentou: “Trata-se de uma descoberta promissora. A resistência a drogas é um grande obstáculo que temos que ultrapassar, de forma a reduzir os índices de mortes por câncer de mama”.

Fonte: noticiasaominuto

O estranho caso do homem que se injetou o próprio sêmen

Um hospital da Irlanda descreveu o que considera como o “único” caso de um homem que se injetou 18 doses do seu sêmen

Nunca faça algo assim, é arriscado para a sua saúde.

A médica Lisa Dunne, do hospital Adelaide e Meath, relata na edição de janeiro do Diário Médico da Irlanda que recebeu um paciente de 33 anos que se queixava de dor severa na parte baixa das costas, que teria piorado depois de levantar um objeto pesado de metal. Enquanto o examinava, a médica notou que o homem tinha uma protuberância no seu braço direito.

Na consulta, o homem revelou que, nos últimos 18 meses, vinha injetando no corpo uma dose mensal do seu próprio sêmen. Fazia isso por conta própria, sem nenhum aconselhamento médico. A injeção intramuscular era vista pelo paciente como “um método inovador” para tratar sua dor nas costas, diz o relatório de Dunne.

O braço “estava endurecido ao redor da minúscula ferida de entrada, onde o paciente havia feito múltiplas tentativas de injetar o fluido corporal, provocando um extravasamento do sêmen nos tecidos macios”, conta o relatório médico.

Ao depararem com um caso tão estranho, os médicos pesquisaram se algo assim já havia sido documentado. Mas não encontraram nada. O mais próximo que identificaram foram relatórios sobre os efeitos de injetar sêmen sob a pele de ratos e coelhos – nada em humanos.

Assim, diz a publicação no Diário Médico da Irlanda, “esse é o primeiro caso de injeção de sêmen intramuscular” em seres humanos já descrito na literatura médica.

Para os médicos, esse caso ilustra os perigos da aplicação de injeções por pessoas que não estejam treinadas para isso, bem como os riscos da aplicação de substâncias não indicadas.

O referido paciente, cujo nome não foi revelado, recebeu tratamentos antimicrobianos e está se recuperando. Mas decidiu deixar o hospital sem permitir que os médicos fizessem uma drenagem.

Sua dor nas costas melhorou quando esteve internado, mas isso não teve nenhuma relação com as injeções de sêmen.

Fonte: bbc


Inscrições para 2.780 vagas na UNIR em 2019 encerram nesta terça-feira

As inscrições para o Processo Seletivo Discente 2019 da Fundação Universidade Federal de Rondônia (UNIR) encerram nesta terça-feira (22), às 18 horas. O certame é a porta de entrada para os cursos de graduação da UNIR e os interessados em concorrer às vagas deverão realizar a inscrição gratuitamente, exclusivamente via internet, por meio de formulário eletrônico disponibilizado no portal da UNIR (www.unir.br) ou diretamente no link http://www.certames.unir.br/discente/login.xhtml.

Para 2019 são oferecidas 2.780 vagas em mais de 60 cursos gratuitos de graduação presenciais e a distância, para os 1º e 2º semestres letivos de 2019. As vagas são para os oito campi da UNIR localizados nos municípios de Guajará-Mirim, Porto Velho, Ariquemes, Ji-Paraná, Cacoal, Presidente Médici, Rolim de Moura e Vilhena.

A seleção será realizada exclusivamente a partir das notas obtidas pelos candidatos no Exame Nacional do Ensino Médio (ENEM) de 2018.

A previsão para divulgação do resultado final do Processo Seletivo Discente 2019 é dia 1º de fevereiro, conforme cronograma, e as matrículas dos aprovados devem começar em 11 de fevereiro de 2019.

O início das aulas do 1º semestre será no dia 18 de fevereiro de 2019.

Para saber mais, acesse o edital e seus anexos na página do Processo Seletivo Discente 2019: http://www.processoseletivo.unir.br/certame/exibir/198

Confira os cursos de graduação ofertados pela UNIR no Processo Seletivo Discente 2019:

Campus de Ariquemes: Engenharia de Alimentos e Pedagogia.
Campus de Cacoal: Administração, Ciências Contábeis, Direito e Engenharia de Produção.
Campus de Guajará-Mirim: Administração, Gestão Ambiental, Letras – Língua Portuguesa e Pedagogia.
Campus de Ji-Paraná: Engenharia Ambiental, Estatística, Física, Matemática e Pedagogia.
Campus de Porto Velho: Administração, Arqueologia, Artes Visuais, Biblioteconomia, Ciência da Computação, Ciências Biológicas, Ciências Contábeis, Ciências Econômicas, Ciências Sociais, Computação, Direito, Educação Física, Enfermagem, Engenharia Civil, Engenharia Elétrica, Filosofia, Física, Geografia, História, Letras Espanhol, Letras Inglês, Letras Libras, Letras Português, Matemática, Medicina, Música, Pedagogia, Psicologia, Química e Teatro.
Campus de Presidente Médici: Engenharia de Pesca e Zootecnia.
Campus de Rolim de Moura: Agronomia, Engenharia Florestal, História, Medicina Veterinária e Pedagogia.
Campus de Vilhena: Administração, Ciências Contábeis, Letras e Pedagogia.
Curso oferecido na modalidade de educação a distância: Letras Português (polos de Ariquemes, Buritis, Ji-Paraná, Nova Mamoré e Porto Velho).

Para mais informações, acesse o edital do Processo Seletivo 2019 e o portal de cursos de graduação: www.graduacao.unir.br

6 motivos para a troca da prótese de silicone

Especialista explica quando é necessária uma nova mamoplastia

A cirurgia de aumento de mama é um dos procedimentos mais realizados e desejados no Brasil. De acordo com os últimos dados divulgados pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, são realizadas cerca de 288 mil mamoplastias de aumento, por ano, no Brasil.

Segundo o cirurgião plástico e especialista pela Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica, Dr. Seung Lee, embora o procedimento seja popular entre as brasileiras, ainda há muitas dúvidas a respeito da necessidade de trocar a prótese. “Diferente das próteses de silicone fabricadas nos anos 90, que precisavam ser trocadas a cada 10 anos, as próteses modernas não possuem validade. É possível que em algum momento seja necessária a troca, porém não é algo que possamos calcular”, comenta o cirurgião.

A seguir, o especialista explica os principais motivos que levam a paciente a trocar a prótese de silicone dos seios:

Insatisfação

“É comum que as pacientes voltem ao consultório após alguns anos para mudar o tamanho e o formato da prótese de silicone. Atualmente, existem diversos tipos de próteses, que deixam o colo mais marcado ou mais natural, tudo vai depender do gosto da paciente”, explica o Dr. Lee.

Contratura capsular

É natural que o nosso organismo tente absorver ou expulsar um corpo estranho. No caso da prótese, será criado uma cápsula cicatricial na tentativa de isolar o implante dos tecidos mamários ao redor.

“Toda paciente com silicone terá essa cápsula em torno da prótese, que geralmente é fina e imperceptível ao toque. Mas, caso a película se torne mais grossa e mais rígida, teremos a contratura capsular, que pode causar incômodo ou dor nas mamas e, em casos mais avançados, irregularidades e deformidades na mama pela contração da cápsula sobre a prótese. Nesse caso, a troca da prótese é indicada”, conta.

Efeito sanfona

“Quando a paciente com silicone apresenta instabilidade no peso, a pele pode se tornar flácida e o peso das próteses podem deixar os seios caídos. Dependendo do caso, realizar a troca por uma prótese maior pode preencher o colo. Entretanto, se o excesso de pele for muito grande, é recomendado uma mastopexia, procedimento em que é retirado o excesso de pele e tecido mamário, levantando as mamas”.

Rippling

Embora não cause dor, nem seja considerada uma complicação pós-cirúrgica séria, o rippling pode causar insatisfação na aparência da mama. Essa complicação acontece quando a prótese de silicone causa aspectos de ondulações ou dobras na lateral do seio.

“Quando a paciente é muito magra ou possui pouco tecido mamário, o rippling pode acontecer. Além da troca de prótese, a lipoenxertia, técnica em que a gordura da própria paciente é retirada e tratada para ser reaplicada em outra parte do corpo, pode ser uma opção de tratamento para amenizar o rippling”, conta.

Infecção

As infecções são causadas por bactérias comuns da pele e podem ser tratadas com antibióticos indicados pelo próprio cirurgião. “Em casos extremos, quando não há uma resposta clínica ao tratamento com antibióticos ou quando a infecção evolui, é necessária a retirada da prótese”, explica o médico.

Rompimento da prótese

“As chances de rompimento da prótese são mínimas! As próteses modernas são de material coeso, semelhantes a um gel, e não têm riscos de vazamento e absorção pelo organismo. Porém, as próteses podem romper quando a paciente sofre um impacto violento. A partir de uma ressonância magnética é possível verificar o rompimento e se há a necessidade da troca”, finaliza o Dr. Seung Lee.

Fonte: noticiasaominuto

Cientistas criam teste de DNA capaz de prever quando se vai morrer

Num futuro próximo, os cientistas acreditam que os testes possam estar disponíveis à venda em farmácias

Uma equipe de cientistas escoceses desenvolveu um simples teste de DNA capaz de prever a probabilidade de um individuo viver até uma idade avançada ou morrer precocemente.

O teste analisa o efeito de variações genéticas na esperança média de vida, e foi desenvolvido por um grupo de investigadores da Universidade de Edimburgo, na Escócia.

Em um futuro próximo, os cientistas creem que os simples testes que analisam a saliva dos indivíduos possam estar disponíveis por cerca de 730 reais.

Ao realizarem o teste, as pessoas que pontuarem entre o topo dos 10% podem esperar viver cinco anos a mais, comparativamente aqueles que fiquem entre os 10% mais baixos.

Os especialistas do Instituto Usher, na Universidade de Edimburgo, examinaram dados genéticos provenientes de mais de 500 mil indivíduos, assim como dados acerca da esperança de vida dos pais desses voluntários.

E identificaram 12 áreas chave do genoma humano que impactam significativamente na longevidade, incluindo cinco pontos que ainda não haviam sido reportados antes.

Os acadêmicos concluíram que as áreas de DNA com maior impacto na longevidade eram aquelas que haviam sido previamente associadas à incidência de doenças fatais, incluindo patologias cardíacas e condições relacionadas com o consumo de tabaco.

Peter Joshi, um dos coordenadores do estudo, disse em declarações ao The Telegraph: “Se tivermos em consideração 100 pessoas no momento do seu nascimento, ou mais tarde, e usarmos a nossa longevidade para os dividirmos em 10 grupos, o grupo de topo irá viver em média cinco anos a mais do que o inferior”.

Os cientistas garantem que pretendem ainda identificar os genes que influenciam diretamente o quão rapidamente as pessoas envelhecem.

Se esses genes existirem , os seus efeitos foram muito tênues para serem detectados neste estudo, disseram os acadêmicos.

Paul Timmers, um estudante de doutorado no instituto, acrescentou: “Apuramos que os genes que afetam o cérebro e o coração são responsáveis pela grande maioria das variações na longevidade”.

A pesquisa inovadora foi publicada no periódico científico eLife.

Fonte: noticiasaominuto

Morre a primeira planta a nascer na Lua

Broto de algodão levado pela missão Chang’e 4 morreu no cair da longa noite lunar

Apenas 24 horas após brotar, a primeira planta a nascer na Lua morreu. O anúncio foi feito por cientistas ligados à missão realizada pela sonda chinesa Chang’e 4, nessa quarta-feira (16).

Apesar de parecer uma má notícia, ela já era esperada, como explica o coordenador do experimento, o professor Xie Gengxin, da Universidade de Chongqing: a planta “não teria como sobreviver à noite lunar”. Isto porque as noites no satélite terrestre duram cerca de duas semanas.

No último domingo (13), quando ficou noite onde a sonda estava, o equipamento entrou em hibernação para poupar energia.

A revista ‘Superinteressante’ explica que o satélite natural não possui atmosfera para reter parte do calor do Sol e, por isso, a variação de temperatura é grande. Durante a noite, a temperatura chega a menos 170 graus. O vegetal não resistiu ao frio e à falta de luz solar.

Além do algodão, também foram levadas sementes de batata, um tipo de fermento e agrião, além de ovinhos de drosófila. O intuito dos cientistas era criar um micro-ecossistema, no qual as plantas forneceriam o oxigênio necessário para a sobrevivência das drosófilas, que se alimentariam do fermento e produziriam o dióxido de carbono que garantiria a fotossíntese dos vegetais. Segundo a agência espacial chinesa, não há risco de contaminação da superfície lunar, pois a estufa é lacrada.

Apesar do ecossistema não ter vingado, experimentos como este devem ocorrer mais vezes.

Fonte: noticiasaominuto