Certificado internacional de vacinação poderá ser impresso em casa

Objetivo é reduzir custos para usuário que precisa se deslocar para obter o documento

Pessoas que planejam viajar para países que exigem comprovante de vacina contra a febre amarela poderão em breve solicitar e emitir o certificado internacional de vacinação sem sair de casa.

A medida faz parte de um novo sistema em etapa final de testes pela Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e Secretaria de Tecnologia da Informação do Ministério da Economia (futura Secretaria do Governo Digital).

Ao todo, 135 países exigem o certificado internacional de vacinação contra a febre amarela.

A previsão é que a ferramenta seja lançada no dia 29 deste mês, segundo informações obtidas pela reportagem. Com a mudança, o processo de solicitação do certificado passará a ocorrer de forma digital.

O objetivo é reduzir o tempo de espera e possíveis gastos extras do usuário para obter o documento, que é gratuito. Hoje, para obter o certificado, viajantes precisam ir a um centro de orientação mantido pela Anvisa em aeroportos e portos ou em serviços conveniados após tomar a vacina.

Em alguns hospitais e clínicas privadas, a vacinação é feita no próprio local, seguida da entrega do documento.

O problema é que esses centros de emissão não estão disponíveis em todas as cidades -no Amazonas, por exemplo, há apenas quatro destes locais.

Outro impasse é a espera. Em locais que não precisam de agendamento, caso dos centros mantidos pela Anvisa, a média de espera é de uma a duas horas.

Em outros, há exigência de agendamento pela plataforma Civnet, cujo prazo é variável. No ano passado, em meio ao surto de febre amarela no país, a espera para agendamento chegou a ultrapassar três meses em algumas cidades. Atualmente, é possível agendar já para o dia ou semana seguinte.

Com o novo sistema, a ida aos centros só será necessária em alguns casos específicos ou se houver dificuldade em emitir o documento de forma digital.

Neste caso, após tomar a vacina, o cidadão deverá se cadastrar no portal de serviços do governo (www.servicos.gov.br) e enviar a solicitação junto com comprovante ou carteira de vacinação.

O pedido será analisado pela Anvisa, que checará a veracidade dos documentos e fará o cruzamento dos dados, como CPF, número e lote da vacina. Em casos de inconsistência, a agência poderá entrar em contato com a unidade de saúde responsável pela vacinação.

Ainda não há informações de quanto tempo deve levar essa análise. A expectativa, no entanto, é que o processo ocorra em até um dia. Após a aprovação, o usuário receberá o certificado online para ser impresso em casa.

O atendimento presencial deve ser mantido em casos de dificuldade de acesso ao processo digital, estrangeiros sem CPF, analfabetos e população indígena.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO NOTÍCIAS AO MINUTO.

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