Como o smartphone dobrável pode mudar o jogo dos celulares

Depois de anos de avanços incrementais, como exemplo, CPUs mais rápidas e mais câmeras, o mercado de smartphones finalmente está tentando algo novo. A partir do ano que vem, devemos ver os primeiros aparelhos com tela dobrável, que são prometidos há alguns anos.

A Samsung foi a primeira a apresentar ao público o seu protótipo de smartphones dobrável com a tela chamada Infinity Flex. A Huawei vem logo atrás e pode apresentar seu celular dobrável oficial antes mesmo da Samsung e tem até data marcada: em fevereiro de 2019, na MWC, em Barcelona. Portanto, o ano que vem promete ser uma nova era para os smartphones.

Veja cinco formas de como isso pode afetar o setor de telefonia móvel.

1. Novas formas de interagir

Nos últimos anos, os fabricantes tornaram mais rápidos, com mais RAM, câmeras com 3 e até 4 lentes principais. A tela em definição 4K pode parecer legal no papel, mas as vantagens não são lá muito grandes em um celular, que tem um painel pequeno, raramente superando as seis polegadas.

Quando a primeira câmera frontal foi adicionada aos telefones, há muito tempo, ela abriu novas oportunidades: videochamadas e… selfies! Ninguém quer voltar a ter um celular sem esses recursos e o mesmo pode acontecer com os smartphones dobráveis. Da mesma forma, o menu de aplicativos do Android se tornou um recurso amplamente desejável, que permitia alternar rapidamente entre apps e melhorar a produtividade.

As telas flexíveis podem transformar o que era uma tela em duas. As configurações de monitores duplos já estão bem maduras no mundo da computação, aumentando a produtividade. E os telefones dobráveis podem trazer benefícios semelhantes de multitarefa. Isso ajudaria não apenas a produtividade, mas também o entretenimento. Se os botões forem colocados nos locais certos, imagine que um smartphone dobrável poderia ser um novo console como o Nintendo DS.

São muitas as possibilidades. Já que é possível dobrar uma tela, então seria possível também fazer um telefone com 3 ou 4 telas dobráveis. Isso vai além da ideia de um smartphone comum, mas seria possível pensar em um dispositivo de maior poder computacional, como um notebook dobrável e com tela grande. E, acredite, já existe protótipo com mais de duas telas.

2. As câmeras serão melhores

Para muitas pessoas, as câmeras são o recurso mais importante de um smartphone. E os fabricantes estão concorrendo para oferecer ótimas experiências tanto na câmera frontal quanto na principal ou, principais, no caso de aparelhos com 2 ou mais câmeras na parte traseira.

E isso tem funcionado bem, porém, os fabricantes tentam otimizar seus gastos e recursos. Com os telefones dobráveis, a câmera principal pode atuar tanto na frente quanto na traseira, e independe do dispositivo estar aberto ou fechado.

Isso significaria que as empresas poderiam se concentrar em uma câmera excepcional, em vez de dividir sua atenção entre duas, e liberar espaço valioso dentro do aparelho para outros componentes ou mesmo diminuir ao máximo a espessura do produto.

Desenvolver uma ótima configuração de câmera pode significar perder alguns recursos específicos que temos visto nos últimos tempos. Mas se as câmeras frontal e traseira do seu celular forem tão boas quanto a principal câmera do Pixel 3, você reclamaria?

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