Homem simula própria morte com ketchup e é encontrado dormindo no RS

A polícia de Novo Hamburgo (RS) investiga uma simulação de assassinato e furto de um veículo. Na madrugada do último domingo (13), um enfermeiro, cuja identidade não foi revelada, disse ter tido o carro furtado no estacionamento do hospital municipal em que trabalha. Ele contou aos amigos que, desde então, estava recebendo ligações pedindo resgate pelo veículo. O homem chegou a registrar a ocorrência na tarde de domingo. Horas depois, o enfermeiro enviou fotos simulando a própria morte. Na verdade, a suposta “vítima” usou ketchup para fingir ferimentos.

De acordo com a Polícia Civil, o caso mobilizou diversos agentes quando os amigos de profissão comunicaram que o colega havia feito contato contando sobre o furto e que depois eles teriam recebidos imagens enviadas do celular do enfermeiro em que ele aparecia supostamente baleado e morto. Familiares também confirmaram que receberam ligações de pessoas dizendo que devolveriam o carro se fossem pagos valores entre R$ 2 mil e R$ 3 mil. Quando buscas foram feitas pela polícia na casa da mãe da suposta vítima, em Esteio (RS), os militares encontraram o homem dormindo.

A delegada que investiga o caso, Michele Arigony, substituta da 1ª Delegacia da Polícia Civil de Novo Hamburgo, contou que as fotos foram repassadas pelo aplicativo WhatsApp. Nelas, o enfermeiro aparecia com sangue como se tivesse sido baleado na parte do peito. Ele simulou os ferimentos com ketchup. Em depoimento, o homem alegou que resolveu fazer uma “brincadeira”, não esperava que o fato tomasse grande proporção e que o conteúdo viralizasse. Porém, ele nega que tenha planejado o furto do veículo.

O carro do enfermeiro supostamente furtado foi localizado no bairro Operário, em Novo Hamburgo na segunda-feira. A Polícia Civil procura por imagens das câmeras do estacionamento do Hospital Municipal para investigar o que aconteceu com o veículo. O celular usado para disparar as mensagens vai passar por perícia para confirmar se o homem de fato recebeu ligações com pedidos de resgate. A polícia procura ainda testemunhas para esclarecer o caso.

Caso seja confirmada a infração, o enfermeiro pode ser indiciado por falsa comunicação de crime e fraude de veículo, crime com pena prevista de 1 a 6 anos. O UOL tentou ouvir a defesa do homem, mas não conseguiu contato.

Fonte: uol

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