Os revoltantes casos de abuso sexual contra mulheres em coma ou estado vegetativo

A história de uma paciente em coma que deu à luz no Estado americano do Arizona chocou o mundo

É um exemplo de situação em que as mulheres estão particularmente vulneráveis ​​à agressão sexual e de uma nova vertente para o movimento #MeToo – vítimas que estão fisicamente impedidas de denunciar seus agressores.

A mulher, cujo nome não foi divulgado, deu à luz um menino em 29 de dezembro. Ela é paciente de uma clínica de repouso administrada pela Hacienda Healthcare, na cidade de Phoenix, e está em estado vegetativo há mais de uma década.

Os funcionários da clínica disseram que não sabiam que ela estava grávida até entrar em trabalho de parto.

O técnico em enfermagem Nathan Sutherland, de 36 anos, que trabalhava no local, foi preso acusado de abuso sexual e estupro de vulnerável.

A polícia chegou até ele após obter uma ordem judicial para coletar amostras de DNA, que foram comparadas ao DNA do bebê.

Infelizmente, no entanto, este não é o primeiro episódio de violência sexual contra pacientes do sexo feminino sob cuidado médico prolongado que resultou em gravidez.

Foram registrados casos em todo o mundo, incluindo na Argentina, no Brasil, em Dubai e no Reino Unido, além de pelo menos três ocorrências prévias nos EUA.

Um dos casos aconteceu em Nova York em 1995, quando um auxiliar de uma casa de repouso estuprou e engravidou Kathy Cobb, de 29 anos.

A gravidez foi detectada quando a mulher, em coma há vários anos, estava com quatro meses de gestação.

Os parentes dela eram católicos e foram contra abortar – Kathy levou a gravidez até o fim.

Ela morreu em 1997, pouco antes do primeiro aniversário do bebê.

Seu agressor, John Horace, alegou no tribunal que acreditava que a gravidez poderia “acordá-la”.

Enfermeira segura a mão de paciente
As pessoas com deficiência são quase quatro vezes mais vítimas de estupro e agressão sexual, segundo dados do governo dos EUA

Ele ficou preso por 13 anos.

O caso levou à criação de uma nova legislação no estado de Nova York, que reforçou a checagem dos antecedentes dos funcionários que trabalham em casas de repouso – a “Lei de Kathy”, como ficou conhecida.

Mas as mulheres vulneráveis ​​ainda são muito mais propensas a serem vítimas de violência sexual nos Estados Unidos.

Vulnerabilidade

Dados do Departamento de Justiça divulgados pela emissora de rádio pública NPR, em janeiro de 2018, mostraram que pessoas com deficiência eram quase quatro vezes mais vítimas de estupro e agressão sexual.

“Mais de 80% das mulheres com deficiência serão agredidas sexualmente em suas vidas”, disse um porta-voz da ONG americana Disability Justice.

Outro caso de gravidez durante coma foi registrado na Argentina em 2015, na província de Córdoba, mas reportagens da imprensa local dizem que a família da vítima se recusou a prestar queixa.

Dois anos antes, um enfermeiro na cidade argentina de Bahía Blanca foi condenado a oito anos de prisão por estuprar uma paciente de 60 anos em coma.

No Reino Unido, Andrew Hutchinson, enfermeiro do John Radcliffe Hospital, em Oxford, atacou duas pacientes inconscientes e até filmou as agressões, que ocorreram entre 2011 e 2013.

Ele foi condenado a 15 anos de prisão em março de 2015.

O Rashid Hospital, em Dubai, registrou um caso de abuso sexual contra uma paciente em coma em maio de 2010.

Episódios de abuso envolvendo mulheres em coma ou sedadas também foram registrados no Brasil, como o caso do médico Roger Abdelmassih, acusado de ter cometido 56 agressões sexuais contra pacientes, incluindo várias que estavam sedadas.

Estetoscópio
Uma investigação de 2016 revelou mais de 2 mil casos de abuso sexual envolvendo médicos nos EUA

O tema também foi retratado no cinema. No filme espanhol Fale com Ela (2002), do diretor Pedro Almodóvar, o funcionário de uma clínica de repouso é acusado de engravidar uma paciente em coma – uma dançarina por quem ele era obcecado antes de ser hospitalizada.

O filme ganhou o Oscar de melhor roteiro original.

Tolerância

Em 2016, uma investigação conduzida pelo jornal Atlanta-Journal Constitution descobriu 2,4 mil casos de abuso sexual cometidos por médicos contra pacientes anestesiadas ou sedadas nos Estados Unidos.

Eles ocorreram em todos os Estados desde 1999.

“Metade desses médicos ainda tinha licença médica em 2016”, disse o jornalista Danny Robbins, que publicou a história, à BBC.

Enfermeira atende paciente
A indústria das clínicas de repouso e lar de idosos movimenta bilhões de dólares nos Estados Unidos

“No que diz respeito aos médicos, o sistema protege os predadores.”

As clínicas de repouso e asilos são uma indústria enorme nos Estados Unidos – com receita estimada de US$ 132 bilhões em 2018, segundo relatório da empresa de pesquisa IBIS World.

Hospitais e casas de repouso investiram mais de US$ 73 milhões em lobby no ano passado, de acordo com o OpenSecrets.org, grupo que monitora gastos na política.

Segundo organizações como o Centro Nacional de Recursos de Violência Sexual (NSVRC, na sigla em inglês), casos de violência contra pacientes incapazes de expressar consentimento ainda são raros.

Mas eles destacam a vulnerabilidade dessas pessoas.

“Agressores oportunistas são comuns, nós vemos em todos os lugares em que há vulnerabilidades inerentes”, disse o NSVRC em comunicado.

Woman in a coma
Casos de violência contra pacientes incapazes de expressar consentimento ainda são raros, diz organização

O assédio é muito mais comum: a Hacienda Healthcare, por exemplo, foi alvo de investigação em 2013, após denúncias de que um funcionário do sexo masculino tinha feito comentários de cunho explicitamente sexual às pacientes.

De acordo com o Departamento de Serviços de Saúde do Arizona, o empregado foi demitido, e a Hacienda Healthcare prometeu aumentar a proteção aos pacientes.

Demissão

A BBC entrou em contato com a Hacienda Healthcare para comentar o caso da gravidez da mulher em coma.

Em comunicado, Gary Orman, vice-presidente executivo do conselho de administração da Hacienda, disse que a empresa “aceitará nada menos que um relatório completo desta situação absolutamente horripilante, um caso sem precedentes que devastou todos os envolvidos, da vítima e sua família aos funcionários da Hacienda em todos os níveis da organização”.

“Quero garantir aos nossos pacientes, a seus entes queridos, aos nossos parceiros comunitários, às agências com as quais fazemos negócios e aos moradores do Arizona, que nós continuaremos a cooperar com a polícia de Phoenix e com as instâncias de investigação em todos os níveis, de todas as maneiras possíveis”, disse Orman.

“Faremos tudo que estiver ao nosso alcance para garantir a segurança de cada um dos nossos pacientes e funcionários”.

O escândalo levou o diretor-executivo da Hacienda, Bill Timmons, a pedir demissão no início deste mês.

Bill Timmons
Bill Timmons, que era diretor-executivo da Hacienda, pediu demissão após o escândalo

Em 14 de janeiro, a empresa anunciou que abriu uma auditoria interna “exaustiva” para determinar como a paciente engravidou.

A família da mulher disse, por meio de um advogado, que ela deu à luz um “menino saudável” que será cuidado pelos parentes dela.

BBC Brasil

Promotores interrogam João de Deus e preparam terceira denúncia

A promotoria não quis detalhar por quais crimes João de Deus será acusado agora

Os promotores Gabriella Queiroz e Paulo Penna Prado, do Ministério Público de Goiás, foram até o Complexo Penitenciário Aparecida de Goiânia na manhã desta terça-feira (22) para interrogar João de Deus, acusado de assediar mulheres durante sessões espirituais. O depoimento deve servir para embasar uma nova denúncia contra o médium.

A promotoria não quis detalhar por quais crimes João de Deus será acusado agora. Atualmente, ele já é réu em duas ações por violência sexual mediante fraude e estupro de vulnerável.

Preso desde 16 de dezembro, o médium também foi indiciado no dia 10 de janeiro pela Polícia Civil por posse ilegal de armas. Na ocasião, ele também foi indiciado por violação sexual mediante fraude por um crime que teria sido cometido há três anos contra uma vítima de São Paulo.

A força-tarefa do Ministério Público goiano já recebeu mais de 600 contatos sobre o médium, dos quais foram identificadas cerca de 300 vítimas. Com informações do Estadão Conteúdo.

Fonte: noticiasaominuto

Suspeito é preso por estupro virtual; mãe da criança também foi detida

O rapaz pedia fotos de abuso sexual entre mãe e bebê

Um morador de Itu (SP) de 25 anos foi preso por extorsão e estupro virtual nessa quarta-feira (16). A mãe de uma menina de 1 ano também foi presa pela Polícia Civil. De acordo com o G1, o suspeito pedia que a mulher enviasse fotos de abusos sexuais com a criança.

A troca de mensagens começou em abril de 2018, segundo boletim de ocorrência registrado pela mãe do bebê. Ela foi até a Delegacia de Araçariguama depois de ser ameaçada pelo rapaz.

Paulo Ricardo dos Santos pediu para que a jovem mandasse fotos da filha dela, atualmente com um ano de idade. A mulher encaminhou fotos do pé da criança, da menina tomando banho e, por fim, com a boca na vagina da criança.

Segundo a mãe, ela enviava fotos dela mesma, inicialmente, sem ser ameaçada, porém Paulo começou a insistir por mais material pornográfico da mãe com a filha.

O rapaz foi identificado e o nome dele consta em boletim de ocorrência por posse de drogas e outro quando teve o celular apreendido com pornografia infantil.

O rapaz foi levado para a cadeia em Pilar do Sul (SP) e irá responder por extorsão e estupro virtual por conta das ameaças de publicar as fotos. A prisão temporária de 30 dias dos dois foi decretada pela Justiça.

A mãe da menina foi autuada por estupro de vulnerável e responderá por fotografar e encaminhar fotos da criança nua. A mulher foi presa e levada para Cesário Lange (SP).

Fonte: noticiasaominuto

Ex-diretor do TJ-GO é acusado de abuso sexual

Ricardo Paes Sandré é genro do presidente do Tribunal, desembargador Gilberto Marques Filho

“Se você quiser um pinto amigo, eu estou disponível”. “É simples: eu vou ali no cantinho e abaixo as calças, aí é só alegria!”. “Ih, lá embaixo deve estar cheio de teia de aranha”. Estas e outras declarações constam em relatos de sete funcionárias e ex-servidoras do Tribunal de Justiça de Goiás (TJ-GO) sobre suposto assédio sexual e moral que dizem ter sofrido de Ricardo Paes Sandré, servidor de carreira e ex-diretor do Centro de Saúde da Corte. Sandré é genro do presidente do Tribunal, desembargador Gilberto Marques Filho.

Testemunhas em processo administrativo que corre no TJ e de inquérito no Ministério Público Estadual de Goiás, as mulheres foram convocadas a depor na Corte entre os dias 18 e 21 de janeiro. As investigações correm desde maio de 2018. Inicialmente, elas prestaram depoimento ao Ministério Público do Trabalho. O caso foi então encaminhado à Promotoria estadual.

Após as denúncias, Sandré pediu exoneração do cargo de diretor do Centro de Saúde do Tribunal e requereu a abertura de processo administrativo interno na Corte. Entre 20 de setembro e 19 de dezembro, ele gozou de licença-prêmio, concedida pela Secretaria de Recursos Humanos do TJ de Goiás. Atualmente, está em férias.

Na Justiça, sua defesa obteve liminar, concedida pelo juiz Reinaldo Alves Ferreira, para que obtivesse acesso ao inquérito que corria em sigilo no Ministério Público Estadual. Ele tem movido ações contra as testemunhas e promotores que o investigam.

As servidoras que prestaram depoimento afirmam que, como represália, Sandré mudava escalas de trabalho constantemente, barganhava a retirada e a concessão de gratificações e ameaçava não autorizar férias.

Uma funcionária afirmou ter entrado em depressão após supostas perseguições. “Quando eu ficava irritada com as insinuações sexuais, (ele) dizia que adoraria me acalmar na cama”, disse. Ela relata ter ouvido suposta barganha de gratificações. “Doutora, mas eu posso ver uma gratificação, ou poderia deixar a sua, para caso você queira virar minha amante”.

A médica afirma que rebateu o convite. “Não conseguindo controlar minha indignação ao ser tratada como objeto, respondi que era uma ótima ideia, e porque nós não perguntávamos para a Carol (esposa do mesmo), o que ela achava disso.”

Segundo a testemunha, “no início do mandato do novo presidente (sogro de Ricardo Sandré e que o dr. Ricardo fazia questão de relatar aos quatro ventos que precisa aproveitar agora para mandar por ser genro do presidente do TJ), as perseguições se intensificaram’.

Uma ex-estagiária do Tribunal de Justiça prestou depoimento às autoridades. Ela afirma que “durante as caminhadas nos corredores” Sandré a “abordava e constantemente com uma série de perguntas como”: “Você é virgem?”, “você tem namorado?” ou “você precisa é dar!”

A ex-estagiária afirma que, certa vez, abraçou uma amiga contratada para a limpeza da Corte, quando Sandré apareceu. “Lésbica??? Ah, não! Duas lésbicas eu não aceito não! Comigo tem que gostar de homem! Pra resolver seus problemas, você tem é que dar”, relatou.

Defesas

O advogado Thomaz Ricardo Rangel, que defende o ex-diretor Ricardo Paes Sandré, afirmou que acusações de assédio sexual e moral feitas por servidoras são decorrentes de uma “batalha por gratificações” instaurada dentro da Corte.

O advogado de Sandré afirma que o “próprio servidor pediu a abertura de procedimento administrativo contra si mesmo”. “O PAD demorou pra andar. Eu posso falar as datas em que eu, advogado, pedi para que ele andasse. Com relação a assédio sexual, duas pessoas atribuem a ele comportamento”.

O defensor diz que uma das vítimas “é uma estagiária que poucas pessoas sequer lembram dela”. “Ela disse que o fato aconteceu em 2014 ou 2015. Ela não fez nada, nunca foi. Tudo bem, é comum acontecer segundo consta. Mas, de repente, quando toda essa história surgiu, encontraram essa pessoa”.

“Essa pessoa sequer é lembrada apesar de ter estado lá. Ela disse que não é velado, que ele fazia isso abertamente. Aí você vai atras de todo mundo que ela diz ter presenciado e todo mundo diz que não acontecia”, afirmou.

“Algumas pessoas que foram ouvidas, ninguém lembra. A outra acusação é ainda mais temerária. É dito, não é tão claro, é muito mais o que a pessoa sentiu”, defende.

O advogado argumenta que “essa outra pessoa que atribui isso a ele, que não aconteceu”. “A batalha sempre foi em razão de gratificações. Algumas pessoas estavam atrás de gratificação, lotação. O Ricardo sempre priorizou o atendimento disso. Por isso a questão das férias. Algumas férias dificultaria porque o médico, quando sai de férias, precisa indicar outro para substituir. A questão de gratificações, uma dessas pessoas era uma das que estavam em uma batalha por gratificação”.

“O contexto é bem mais amplo do que só essa história. Isso é tão verdade que o processo administrativo, que é sigiloso para quase todas as pessoas, são as denunciantes que te levaram essa notícia. Isso é o que eu estou afirmando”, afirmou o advogado.

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MP denuncia médico suspeito de abusar de mulheres em consultório

Ele foi denunciado pelo crime de violação sexual mediante fraude porque teria abusado das mulheres durante consultas médicas

Um cardiologista de Presidente Prudente (SP) é acusado de abusar de pelo menos 15 mulheres ao longo dos últimos dez anos. O suspeito, Augusto César Barreto Filho, de 74 anos, teve nesta segunda-feira, 14, a prisão preventiva requisitada pelo Ministério Público à Justiça.

Ele foi denunciado pelo crime de violação sexual mediante fraude porque teria abusado das mulheres durante consultas médicas. De acordo com a denúncia, as investidas sexuais teriam ocorrido no consultório do cardiologista, na avenida Washington Luiz, área nobre da cidade.

No local, segundo relatos apontados na investigação realizada pela Delegacia de Defesa da Mulher, ele tocava as partes íntimas das pacientes ao examiná-las. Algumas disseram que ele chegou a encostar nelas o órgão genital.

O crime pelo qual o cardiologista é acusado prevê até 6 anos de reclusão – a pena pode ser aumentada em caso de agravantes. O Ministério Público alega que a prisão é necessária para evitar que novas mulheres sejam vítimas. “Há o risco de que ele continue com esses atos”, justifica o promotor Filipe Teixeira Antunes.

Defesa

A defesa do médico alega não ter sido informada ainda sobre o pedido de prisão. Ao ser chamado para prestar depoimento, Barreto Filho negou os crimes e disse que somente se pronunciará em juízo. Com informações do Estadão Conteúdo.

Fonte: noticiasaominuto

Promotoria prepara nova denúncia contra João de Deus

João de Deus foi interrogado na segunda-feira, 14, pelos promotores Patrícia Otoni, Luciano Miranda Meireles e Augusto César Souza

O Ministério Público de Goiás deve apresentar nesta terça-feira, 15, uma segunda denúncia contra João de Deus por crimes sexuais. Os promotores planejam realizar uma coletiva de imprensa durante a tarde para anunciar a formalização da nova acusação contra o médium.

João de Deus foi interrogado na segunda-feira, 14, pelos promotores Patrícia Otoni, Luciano Miranda Meireles e Augusto César Souza. A audiência durou três horas e aconteceu dentro do Complexo Penitenciário de Aparecida de Goiânia, onde o médium está preso desde o dia 16 de dezembro.

Também nesta terça, a 1ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça de Goiás pode retomar a julgamento de um habeas corpus interposto pela defesa de João de Deus. A análise do pedido foi interrompida na última quinta-feira, dia 10, depois que o juiz substituto Sival Guerra Pires pediu vistas do processo. Os outros quatro desembargadores do colegiado e o Ministério Público já se manifestaram contra o pedido dos advogados.

Réu

Na última quarta-feira, 9, o médium virou réu por estupro de vulnerável e violência sexual mediante fraude, depois que a juíza Rosângela Rodrigues dos Santos, da Comarca de Abadiânia, aceitou denúncia que o acusa ter cometido os crimes contra quatro vítimas.

Também na semana passada, a Polícia Civil de Goiás indiciou o médium e sua mulher, Ana Keyla Teixeira, por posse ilegal de armas. Em coletiva de imprensa para anunciar o fim da força-tarefa policial sobre os casos envolvendo João de Deus, a delegada Karla Fernandes anunciou ainda que ele também foi indiciado por violação sexual mediante fraude. O crime teria sido cometido há três anos contra uma vítima que mora em São Paulo.

Cerca de 600 denúncias de todo o País e do exterior já foram apresentadas às autoridades contra o médium. Desde que foi detido, João de Deus nega todas as acusações feitas contra ele. Com informações do Estadão Conteúdo.

Fonte: noticiasaominuto

Professor é preso em hotel suspeito de abusar de menina de 9 anos

Segundo informações preliminares, o professor responderá pelo crime em liberdade.

Um professor da Universidade Federal Rural de Pernambuco (UFRPE), foi preso em flagrante no último domingo (13), acusado de abusar sexualmente de uma menina de 9 anos em um hotel no município de Tamandaré, em Pernambuco.

O suspeito que segundo o Extra faz parte do quadro de funcionários da área de informática foi encaminhado nesta segunda-feira(14) ao fórum de Palmares, para realização de audiência de custódia. Segundo informações preliminares, o professor responderá pelo crime em liberdade.

A UFRPE não emitiu uma nota oficial sobre o caso, mas afirmou que está apurando a situação que ocorreu fora das dependências da universidade.

Fonte: noticiasaominuto

Menina conta ter sido abusada por sete dias em rituais de magia negra

O líder da seita, Nilson Alves de Souza, foi preso preventivamente na última sexta-feira (4/1), em Caiapônia (GO), com a avó da adolescente

Uma adolescente de 13 anos de idade afirmou à Polícia Civil de Goiás, nesse domingo (6/1), ter sido abusada em rituais de magia negra, em Caiapônia (GO). Segundo os investigadores, ela revelou que o líder da seita, Nilson Alves de Souza, de 43 anos, a violentou por sete dias seguidos na frente de uma menina mais nova. O homem foi preso preventivamente na última sexta-feira (4) junto com a avó da garota, suspeita de ter oferecido três netas como sacrifício.

Outra criança, de 3 anos, também teria sido violentada por Nilson. De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Marlon Luz, a garota é irmã de duas vítimas, de uma família diferente da primeira adolescente, e estaria na casa da avó paterna quando viu na televisão uma reportagem sobre a prisão. Ela teria ficado apavorada ao ouvir a voz do investigado.

Com a reação, a avó questionou a neta, que relatou as violências sexuais. Segundo o delegado, a menina vai ser encaminhada ao Conselho Tutelar a Goiânia para receber tratamento psicológico. A ação da Polícia Civil foi batizada de Operação Anjo da Guarda 2.

De acordo com as investigações, Nilson era líder da seita e recebia diversas pessoas que se submetiam a rituais na tentativa de resolver conflitos familiares, financeiros, amorosos e, até mesmo, de ordem política. O homem também prometia a cura de doenças.

Umas das seguidoras, N.C.J.S., 49, teria ofertado três netas a Nilson – duas crianças de 7 e 10 anos e a adolescente de 13 – para serem abusadas sexualmente como sacrifício à entidade que incorporaria no líder no momento dos rituais. Ela teria recebido a promessa de enriquecimento. A denúncia foi feita pela mãe das crianças, que também desconfiou do comportamento das filhas e da insistência da avó ao querer ficar com as meninas.

Entidade

À polícia, os acusados confessaram os crimes e deram detalhes dos abusos. O líder, no entanto, alegou que quem cometia os estupros era uma entidade que ele incorporava. O homem chegou a agradecer os policiais pela prisão pois, segundo ele, a entidade poderia ter feito algo pior.

A avó das crianças é casada, mas há indícios de que ela e Nilson tenham uma relação amorosa. Durante a operação, os agentes também apreenderam provas dos crimes, como material pornográfico, diários e anotações relatando os detalhes dos estupros, além de símbolos religiosos, celulares e roupas usadas nos rituais.

A Polícia Civil afirmou que vai analisar o material e investigar se há mais vítimas, e se os frequentadores da seita também participavam do crime.

Vídeo

O companheiro da avó também é seguidor da seita e aparece em uma gravação divulgada após as prisões. No vídeo, ele confessa o crime. No entanto, a polícia acredita que o material tenha sido produzido dias antes da operação a mando de Nilson. O delegado do caso, Marlon Luz, aponta que a intenção era confundir a opinião pública.

Segundo o delegado, além das provas colhidas apontarem a autoria para os presos, o teor da confissão em vídeo demonstra a total incongruência com as declarações das vítimas, que inclusive estavam sendo ameaçadas e coagidas a não revelarem os autores.

Ainda de acordo com o policial, é possível perceber que o marido da mulher foi orientado na gravação quanto ao que deveria falar, além de demonstrar total insegurança e incômodo com a suposta confissão. Em depoimento formal à Polícia Civil, o homem confessou que foi convencido por Nilson a gravar o vídeo.

Fonte: metropoles

MP prepara nova denúncia por abusos sexuais contra João de Deus

Segundo o órgão, médium será ouvido novamente, agora sobre os crimes que serão relatados no documento. Ele está preso no Núcleo de Custódia e nega as acusações.

O Ministério Público de Goiás prepara uma nova denúncia contra João de Deus por abusos sexuais. Com isso, o médium vai ser ouvido novamente pelos promotores sobre os crimes que compõem o documento. Ele segue preso no Núcleo de Custódia de Aparecida de Goiânia e nega as acusações.

“A denúncia por novos crimes sexuais deve ser apresentada ainda nesta semana. Não é possível precisar quantos crimes vão compor e nem quais, porque ainda estamos trabalhando nela. Também vamos ouvir o João de Deus novamente essa semana sobre os casos que constarão no documento”, disse a promotora Gabriella Clementino.

Ela conta ainda que cerca de 100 mulheres já foram ouvidas pelo órgão, que segue analisando todo o material colhido durante a força-tarefa. A promotora não descarta, ainda, que outras denúncias aconteçam.

“São muitos depoimentos, então podemos oferecer outras denúncias. Além disso, tem o crime de posse de arma, que ainda não recebemos o inquérito da Polícia Civil, mas que deve ser analisado e virar outra denúncia”, contou.

De acordo com a assessoria de imprensa da Polícia Civil, o inquérito ainda não foi concluído porque ainda aguardam laudos das armas apreendidas na casa do médium, em Abadiânia. As pedras preciosas e dinheiro também encontrados no imóvel foram enviados para avaliação de peritos na Caixa Econômica Federal. Além disso, a corporação aguarda o resultado de outros laudos sobre a perícia feita na Casa Dom Inácio de Loyola, onde o médium fazia os atendimentos espirituais.

João de Deus está preso desde o dia 16 de dezembro no Núcleo de Custódia. A defesa pediu habeas corpus para o médium no Tribunal de Justiça de Goiás e no Superior Tribunal de Justiça. Os dois órgãos negaram, em caráter liminar, o pedido.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO G1.

João de Deus recebe alta e é levado de volta ao presídio

O médium teve que deixar o presídio e ser atendido às pressas após ter passado mal na tarde de quarta-feira

O médium João Teixeira de Faria, conhecido como João de Deus, já está de volta ao Núcleo de Custódia, no Complexo Prisional de Aparecida de Goiânia (GO), onde está preso após denúncias de abuso sexual. Ele recebeu alta do Hospital de Urgências de Goiânia (Hugo) por volta da 0h15 desta quinta-feira, 3.

João de Deus teve que deixar o presídio e ser atendido às pressas após ter passado mal na tarde de quarta-feira, 2. Exames de rotina feitos nos presos revelaram sangue na urina de João de Deus. O médium foi, primeiramente, encaminhado à Unidade de Pronto Atendimento Geraldo Magela, no Parque Flamboyant, em Aparecida de Goiânia. Na sequência, foi levado ao Hugo.

De acordo com nota divulgada pelo hospital, João de Deus estava consciente, orientado e respirando de forma espontânea. Ele passou por avaliação de equipe multidisciplinar e foi submetido a exames laboratoriais e de imagem.

Ainda segundo a nota, os exames não mostraram alterações que indicassem necessidade de internação hospitalar, por isso o paciente foi levado para acompanhamento ambulatorial na unidade de origem. Com 77 anos, João de Deus está preso desde 16 de dezembro por denúncias de abuso sexual. Ele nega as acusações.

Fonte: exame