Médico suspeito de deformar rostos de pacientes é preso em Goiânia

O médico Wesley Murakami foi preso, nesta sexta-feira (21), em Goiânia, por suspeita de deformar rostos de pacientes durante tratamentos estéticos em Goiás e no Distrito Federal. Ele já tinha sido condenado a indenizar uma mulher que ficou com deformidades após passar por procedimento em Goiânia. Além dele, foram detidas a mãe do médico e a dona de uma clínica.

Advogado de Murakami, André Bueno informou, em nota, que “está indo para a delegacia em Brasília para tomar conhecimento das razões dos pedidos de prisão e, ao final do dia, emitirá uma nota esclarecendo os fatos”.

A prisão foi pedida pela Polícia Civil do Distrito Federal, onde 15 pacientes alegam que tiveram deformidades no rosto após serem atendidas pelo médico. Em Goiás, também há 14 denúncias contra Murakami.

São investigados os crimes de lesão corporal gravíssima, associação criminosa e aplicação de produto de origem ignorada ou adulterada.

Batizada de Operação Dismorfia, a ação policial também cumpriu cinco mandados de busca e apreensão. Foram apreendidos medicamentos, prontuários e computadores no consúltorio do médico em Goiânia.

Os policiais explicaram que as prisões são temporárias. Os detidos foram levados para Brasília, onde serão interrogados.

De acordo com a corporação, a mãe de Murakami foi presa porque ela é uma das administradoras da clínica. A outra mulher detida é, segundo a defesa do médico, dona de uma clínica em Brasília.

Pesquisadores brasileiros criam pomada contra picada letal de aranha

Ela é pequena, com um tamanho que varia de 0,6 mm a 2 cm, mas pode causar um estrago considerável. Todos os anos, a aranha-marrom (Loxosceles sp) pica cerca de 7 mil pessoas no Brasil – 7.441, em 2016, último dado disponível do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan), do Ministério da Saúde.

O veneno dela pode causar necrose da pele, falência renal e até a morte das vítimas – seis, naquele ano.

Para diminuir esses problemas, cientistas do Instituto Butantan (IB) desenvolveram uma pomada, cujos efeitos curativos já foram comprovados em testes realizados em cultura celular e animais.

Segundo a pesquisadora do IB, Denise Tambourgi, principal responsável pelo trabalho, a pomada desenvolvida é feita à base de tetraciclina, substância conhecida e já usada como antibiótico. “Utilizamos numa concentração abaixo da que seria microbicida, no entanto”, explica.

“Ou seja, menor do que a necessária para ser considerado antibiótico. Mas a empregamos em uma dosagem capaz de interferir na atividade da esfingomielinase D, proteína que é o componente principal do veneno da aranha e que está envolvida no processo de inflamação e de destruição do tecido (necrose) e outros efeitos.”

Além de lesão cutânea – que ocorre em 80% dos casos e pode levar meses para ser curada -, a picada da Loxosceles também pode provocar, nos outros 20% das vítimas, efeitos sistêmicos, como hemólise (alteração, dissolução ou destruição dos glóbulos vermelhos do sangue), agregação plaquetária (que causa coágulos nos vasos sanguíneos, que dificultam ou impedem a circulação), inflamação e falência renal, que podem levar à morte.

Origem da pomada

A história das pesquisas de Denise que levaram à criação da pomada é longa. Ela começou o trabalho para decifrar os principais componentes da toxina da aranha-marrom em 1994. Para isso, ela e sua equipe lançaram mão da engenharia genética.

Como cada Loxosceles produz muito pouco veneno – apenas cerca de 30 microgramas – seria muito difícil conseguir a quantidade necessária para os estudos. Então, os pesquisadores inseriram um gene dela na bactéria Escherichia coli, criando assim uma biofábrica da esfingomielinase D, passando a produzi-la em volume suficiente para as pesquisas.

Ao longo do trabalho, Denise e sua equipem descobriram que o veneno da aranha-marrom pode causar, além de efeitos já conhecidos, reações secundárias, que são desencadeadas principalmente pela proteína esfingomielinase D.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA BBC.

Médico condenado por deformar rosto de paciente diz que inchaço ‘é normal’ e acaba ‘após 6 meses’

O médico Wesley Murakami, condenado a indenizar uma paciente que ficou com deformidades no rosto após passar por procedimento estético em Goiânia, afirmou em nota nesta sexta-feira (7) que “o inchaço após qualquer procedimento é normal” e que, “após seis meses, normalmente, o inchaço já acabou e não há mudança na área modificada” (veja íntegra abaixo). Segundo a Polícia Civil, 13 pessoas já procuraram a delegacia para denunciá-lo só em Goiás.

A conduta do profissional, que não tem nenhuma especialidade e também atende em Brasília, é ainda alvo de investigação do Conselho Regional de Medicina (Cremego). O órgão diz que não foi formalmente procurado por nenhum paciente, mas decidiu acompanhar o caso após ver a repercussão na imprensa.

Wesley realiza tratamentos estéticos conhecidos como bioplastia. Durante o procedimento, uma substância conhecida como polimetilmetacrilato (PMMA) – um tipo de plástico líquido usado para preenchimento – é injetada sob a pele por meio de uma seringa. A área a ser contemplada fica, geralmente, no rosto.

De acordo com o advogado do médico, André Bueno, não é necessário ter residência em dermatologia ou cirurgia plástica. O defensor afirma ainda que o cliente dele tem os cursos necessários.

“Vale ressaltar que farmacêuticos, biomédicos, enfermeiros, odontólogos e esteticistas (que não são médicos) são habilitados para realizar tais tratamentos, que são chamados de minimamente invasivos”, declarou. “É necessário, entretanto, fazer cursos específicos para cada tratamento, com aulas teóricas e práticas, como feito pelo profissional.”

Responsável pelas investigações na Polícia Civil, o delegado Carlos Caetano Júnior disse que a maioria das vítimas que procuraram a delegacia relataram ter feito procedimento em 2017 e pagado, em média, R$ 20 mil.

Da lista, 2 pacientes são homens e 11, mulheres. Quatro já passaram por exame de corpo de delito. Duas das vítimas são do interior – moram em Rio Quente e Morrinhos. Entre as denunciantes está uma ex-namorada e ex-sócia do profissional.

O casos são investigados como lesão corporal culposa. Laudos devem ajudar a definir o grau, que pode ser leve, grave ou gravíssimo.

Por telefone, o advogado de Wesley disse que ele é médico há 15 anos e desde então trabalha com estética. Ele afirmou que o profissional está “muito abalado” com a situação e que está seguindo as orientações jurídicas, do Cremego e da polícia.

“Ele respeita demais os paciente dele. Se ele tiver cometido algum erro, ele vai reparar”, declarou. “O abandono de tratamento da maioria desses pacientes impediu que o dr. Wesley concluísse os serviços. O prontuário ficou incompleto.”

No dia 23 de outubro, Wesley sofreu uma censura pública do Cremego por outro processo que não tem vínculo com as atuais reclamações relatadas à Polícia Civil. O conselho disse que processo de investigação contra ele corre em sigilo, respeitando as normas ético-profissionais.

Uso do PMMA

A defesa do médico afirma que a utilização do PMMA está autorizada pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para correção de lipodistrofia – alteração no organismo que leva à concentração de gorduras em algumas partes do corpo – e correção ou melhorias no rosto e no corpo.

O Cremego diz, porém, que há mais de dez anos, em matérias e notas oficiais veiculadas na imprensa e em publicações institucionais, alerta a população sobre os riscos da utilização indiscriminada desta substância. “O CFM [Conselho Federal de Medicina] e o Cremego condenam esse uso”, afirmou.

Um parecer editado em 2013 pelo CFM recomenda que, “quando necessário, o uso do PMMA seja feito por médicos e em pequenas doses”, pois a aplicação em grandes quantidades pode produzir resultados indesejáveis. A indicação da Anvisa é para o tratamento de deformidades, principalmente em pacientes HIV positivo, e em pequenas quantidades.

A Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica também condena o uso em grandes quantidades do produto, que não é absorvido pelo organismo e pode apresentar graves reações, como processos inflamatórios crônicos e nódulos. A entidade orienta que há produtos mais modernos e indicados para preenchimentos que visam à harmonização facial.

“O Cremego também aproveita para orientar a população que ao buscar atendimento médico verifique antes se o profissional é registrado no conselho e se tem a especialidade médica que ele anuncia. Essas informações são públicas e podem ser obtidas no site.”

Em entrevista no dia 2 de dezembro, o presidente da Sociedade Brasileira de Cirurgia Plástica – Regional Goiás, Sérgio Augusto da Conceição, alertou para os cuidados.

“Apesar de parecer um procedimento simples, sem risco, nos consultórios o que temos visto são complicações em consequência da prática de pessoas que não são especialistas. É um produto inabsorvível, que pode dar reação inflamatória. O que a gente quer passar para a população é que não faça esses procedimentos com quem não for especialista”, afirmou.

Denúncias

Um dos casos é do dentista Flávio Roberto Rodrigues. O paciente conta que, em 2016, pagou para procedimentos na mandíbula, no queixo e no nariz com PMMA, um tipo de plástico líquido usado para preenchimento corporal. Ele teve de passar por uma cirurgia para conseguir retirar a substância.

“Eu sentia dores insuportáveis no nariz, dores que vinham repentinamente”, relata o dentista.

Uma mulher, que prefere não ser identificada, conta que ficou deformada após passar por procedimentos estéticos na mandíbula, nas bochechas e na pele. Ela diz que chegou ao consultório interessada em diminuir as rugas, mas foi convencida pelo médico a mexer com outras partes do corpo. “

“Ele me colocou em frente ao espelho, ele falou que eu deveria fazer também a mandíbula e a maçã”, conta. “Fiquei com um rosto de monstro, quando eu olhei no espelho, lá mesmo no consultório.”

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO G1/GO

Comunidade antivacina está por trás do maior surto de catapora em décadas em Estado americano, aponta investigação

Uma escola da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, que conta com uma ativa comunidade antivacina está no centro do maior surto de catapora do Estado em décadas, dizem as autoridades.

Na sexta-feira, 36 alunos da Asheville Waldorf School foram diagnosticados com a doença, segundo o jornal local Asheville Citizen-Times.

O colégio tem uma das taxas de dispensa de imunização por razões religiosas mais altas do Estado, o que permite que os estudantes não sejam vacinados.

As autoridades de saúde dos Estados Unidos dizem, por sua vez, que se vacinar é muito mais seguro do que ter que eventualmente tratar uma catapora.

“Este é o maior surto de catapora que as autoridades de saúde têm conhecimento desde que a vacina está disponível”, disse um porta-voz do Departamento de Saúde da Carolina do Norte à BBC em um comunicado enviado por e-mail.

Dos 152 alunos da instituição, 110 não foram vacinadas contra o vírus varicela-zóster, causador da catapora, conforme apurou o Citizen-Times.

E 67,9% das crianças matriculadas no jardim de infância da escola tinham dispensa de imunização por motivo religioso em suas fichas durante o ano letivo de 2017-2018, de acordo com dados do Estado.

Um porta-voz do colégio disse à BBC que eles estão colaborando inteiramente com as autoridades de saúde locais, conforme as leis da Carolina do Norte.

“Descobrimos que os pais são altamente motivados a escolher exatamente o que querem para seus filhos. Nós, como escola, não discriminamos com base no histórico médico ou na condição médica de uma criança.”

O condado de Buncombe, onde está localizada a cidade de Asheville, tem uma população de mais de 250 mil habitantes – e a maior taxa de isenção de imunização com base em religião do Estado.

As autoridades de saúde locais estão monitorando de perto a situação, de acordo com o departamento de saúde do condado.

“Queremos ser claros: a vacinação é a melhor proteção contra a catapora”, diz a diretora médica do condado, Jennifer Mullendore, em um comunicado.

“Quando vemos um grande número de crianças e adultos não imunizados, sabemos que uma doença como catapora pode se espalhar facilmente por toda a comunidade – em nossos playgrounds, mercearias e equipes esportivas.”

A lei da Carolina do Norte exige determinadas vacinas, incluindo aquelas contra catapora, sarampo e caxumba, para crianças do jardim de infância, mas o Estado permite exceções por razões médicas e religiosas.

A maioria das religiões não proíbe a vacinação, mas, nos últimos anos, alguns pais estão temendo reações adversas às vacinas nos Estados Unidos – e usando essa prerrogativa para deixarem de imunizar os filhos.

Embora alguns efeitos colaterais, como alergias, às vacinas sejam possíveis, a comunidade médica desmistificou a grande maioria dos medos, e associações, incluindo a Organização Mundial de Saúde (OMS) e a Academia Americana de Pediatria, encorajam a imunização.

GETTY IMAGES

Quão séria é a catapora?

A catapora, também conhecida como varicela, é uma infecção viral que causa erupção cutânea, coceira e febre. Em casos graves, pode levar a complicações como inflamação do cérebro, pneumonia e até a morte.

O vírus é transmitido por meio do contato, da tosse ou de espirros, embora não seja tão contagioso quanto o sarampo, que pode se alastrar sem que haja qualquer contato.

O Centro para Controle e Prevenção de Doenças (CDC, na sigla em inglês) recomenda a vacinação de crianças entre um e 12 anos. Embora casos graves sejam raros, o CDC alerta que a catapora se espalha facilmente e pode ser fatal.

A vacina contra catapora foi licenciada nos Estados Unidos em 1995. Segundo o CDC, a imunização evitou 3,5 milhões de casos da doença, 9 mil internações e 100 mortes anualmente no país.

E, embora algumas pessoas possam pegar catapora mesmo sendo vacinadas, ela é muito eficaz na prevenção de casos graves ou com risco de vida.

Além disso, a vacinação também ajuda a proteger indivíduos vulneráveis que não podem ser imunizados, como mulheres grávidas, bebês com menos de um ano e pacientes com câncer, evitando o contágio.

No Reino Unido, a vacina contra catapora para crianças é considerada opcional.

No Brasil, a imunização contra a doença faz parte do Calendário Nacional de Vacinação, sendo oferecida gratuitamente nos postos de saúde. De acordo com o calendário, a criança deve tomar a vacina aos 15 meses (tetraviral, que previne contra sarampo, rubéola, caxumba e catapora) e aos 4 anos (varicela atenuada).

Os pais que deixam de levar os filhos para a vacinação obrigatória correm o risco de ser multados ou processados por negligência e maus tratos, segundo especialistas ouvidos pela BBC News Brasil.

O Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), que reúne normas com objetivo de proteger o direito à vida e à saúde de crianças e adolescentes, estabelece que “é obrigatória a vacinação das crianças nos casos recomendados pelas autoridades sanitárias”.

Fonte: bbc

‘Como um suplemento alimentar me colocou na fila do transplante de fígado’

Jim McCants tomava cápsulas de chá verde para se manter saudável na meia-idade. Mas, de acordo com os médicos, o suplemento acabou gerando uma lesão hepática e a necessidade de um transplante de fígado de urgência, conforme conta Tristan Quinn, da BBC.

Era para ser um dos dias mais felizes da sua vida. Mas McCants tem sentimentos contraditórios quando se lembra da formatura do filho mais novo. Ao sentar ao lado da esposa, Cathleen, no auditório da escola, perto de Dallas, no Texas, nos Estados Unidos, veio o susto:

“Ela me perguntou: ‘Você está se sentindo bem?'”, conta Jim.

“Eu disse: ‘Sim, estou bem, por quê?'”

“Seu rosto está amarelo, seus olhos estão amarelos, você parece muito mal.”

“Quando olhei no espelho, levei um choque.”

Foi chocante, em parte, porque Jim, na época com 50 anos, estava se esforçando para adotar um estilo de vida mais saudável e perder peso, cuidando da alimentação e praticando exercícios físicos regularmente.

“Meu pai enfartou aos 59 anos e não sobreviveu”, diz.

“Ele deixou de viver vários momentos com a gente e eu estava determinado a fazer de tudo para me cuidar da melhor maneira possível, para não perder nada.”

Mas, logo após a formatura do filho, Jim foi internado com suspeita de lesão hepática.

Jim ao lado da esposa e do filho no dia da formatura dele – JIM MCCANTS

Investigando o problema

Na tentativa de identificar a causa da lesão, os médicos descartaram imediatamente o álcool.

“Nos últimos 30 anos, talvez eu tenha tomado seis latas de cerveja por ano, nada de vinho. Então, o álcool não estava muito presente na minha vida”, conta.

Também afastaram a hipótese de ter sido provocada por algum medicamento – ele não estava tomando nenhum na época – ou por cigarro, uma vez que ele nunca foi fumante.

“Então, meu hepatologista perguntou: ‘E suplementos sem receita?’.”

Como parte do seu projeto saúde na meia-idade, Jim começou a tomar um suplemento de chá verde – ele tinha ouvido dizer que ajudava na prevenção de doenças cardíacas.

A popularidade destes suplementos tem crescido. Eles são vendidos na internet e anunciados como produtos com benefícios antioxidantes, suposta capacidade de ajudar a perder peso e prevenir o câncer.

“Eu me sentia bem”, lembra Jim, que mora em Prosper, no norte de Dallas.

“Andava ou corria de 30 a 60 minutos, durante cinco ou seis dias por semana.”

Ele trabalhava como gerente de finanças, mas pretendia se formar para ser assistente de saúde.

“Eu estudava duas ou três disciplinas à noite e nos fins de semana”, relembra.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA BBC

Alerta para um programa militar dos EUA que usa insetos para espalhar vírus

Objetivo do projeto é a proteção de lavouras, mas cientistas europeus temem seu possível uso como arma biológica

Quatro equipes de cientistas dos EUA pesquisam vírus geneticamente modificados para que possam alterar o DNA das lavouras. Para propagar o vírus, seriam usadas várias espécies de insetos também modificadas. O objetivo declarado do programa, financiado pelos militares, é proteger as colheitas de uma seca repentina, geadas… ou um ataque externo. No entanto, outros pesquisadores alertam agora que os insetos com os vírus mutantes podem se tornar uma arma biológica descontrolada.

A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA na sigla em inglês), que pertence ao Departamento de Defesa dos EUA, divulgou sua ideia de transformar insetos nocivos em aliados em 2016, embora os quatro projetos selecionados para o programa Insect Allies só tenham sido anunciados no fim do ano passado. Tudo neles é ciência e tecnologias extremas, no limite da ficção científica.

As quatro pesquisas ocorrem paralelamente e todas têm os mesmos três elementos: um vírus ou bactéria, um inseto e uma planta-alvo. Na pesquisa conduzida por pesquisadores da Universidade da Pensilvânia (Penn State), por exemplo, os cientistas querem usar vírus do gênero Begomovirus, que ataca plantações como a as de tomate, para proteger as plantas do mau tempo. A intenção é, depois de neutralizar sua carga viral, adicionar-lhe um determinado gene vegetal que expresse uma característica protetora, como maior resistência ao frio, por exemplo. Para propagar o vírus, cogitam usar uma das piores pragas do tomate, a mosca branca.

“Hoje, um agricultor não pode fazer muito para salvar sua safra se as previsões meteorológicas apontarem uma forte seca para o próximo mês”, disse o líder do projeto da Penn State, Wayne Curtis, depois de ter sido um dos selecionados pela DARPA. “Embora possamos desenvolver uma variedade da planta que aguente um tipo de estresse, a natureza das novas doenças e pragas ameaça suplantar as melhorias proporcionadas pela reprodução tradicional e as modificações genéticas. Procuramos desenvolver uma tecnologia que dê uma resposta rápida que permita a distribuição de genes que protejam as plantas quando o necessitem, já plantadas”, acrescentou.

Essa rapidez de reação é uma das grandes novidades do Insect Allies. Até agora, as variedades de plantas com uma determinada melhoria precisam de anos para se desenvolver e, uma vez obtida, acrescentá-la às sementes para o próximo plantio. Aqui pretendem inseri-la em plantas já adultas. Seria então uma transferência horizontal, não vertical. Outra inovação é o uso da técnica de edição genética CRISPR para modificar o gene vegetal alvo com a ajuda do vírus. Em relação à manipulação de insetos, embora não tenham sido divulgados detalhes de como seria realizada, já existem experimentos que conseguiram fazê-la em um processo de evolução forçada chamado genética dirigida.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO EL PAIS.

‘Pílula de mentira’ pode curar dor nas costas?

Poderia uma pílula que contém apenas grãos de arroz moídos ajudar a curar dor nas costas?

O programa Horizon, da BBC, decidiu distribuir esse tipo de “remédio” a pessoas que sentiam dor nas costas sem avisá-las que estavam tomando um medicamento incapaz de promover qualquer alteração no organismo.

Com ajuda do pesquisador Jeremy Howick, um especialista em efeito placebo da Universidade de Oxford, a BBC testou se remédios falsos podem curar dor nas costas no programa Meu cérebro pode curar meu corpo?.

Foi o maior experimento desse tipo conduzido no Reino Unido, com cem participantes.

O que é o efeito placebo?

O chamado efeito placebo permanece um mistério, apesar de ser muito estudado.

Placebo é uma palavra que tem origem no latim e significa “agradar”. É usada, principalmente, para medicamentos que não promovem qualquer alteração no organismo, mas são capazes de modificar a forma como uma pessoa se sente em relação a determinadas doenças e até ajudar a melhorar certos sintomas.

Por isso, ele é tão importante em pesquisas médicas, nas quais pacientes recebem placebos e drogas verdadeiras sem saber exatamente qual deles estão tomando. Nesse tipo de teste, tenta-se avaliar se as drogas verdadeiras tiveram efeito maior em relação às pílulas que, em tese, não deveriam surtir efeito.

Como foi o experimento

Parte do grupo de cem pessoas que participaram do experimento atuou como grupo de controle – ou seja, não recebeu nenhum tipo de medicamento. O restante recebeu pílulas que se pareciam com remédios autênticos e foram informados que elas poderiam tanto ser um placebo quanto um novo analgésico poderoso.

Eles não sabiam, contudo, que todas eram, na verdade, comprimidos de arroz moído, ou seja, placebo.

Os medicamentos vinham em frascos cuidadosamente rotulados, avisando dos potenciais efeitos colaterais e alertando para manter o medicamento longe de crianças. Tudo era muito convincente.

A pesquisa da BBC foi conduzida em Blackpool, uma cidade ao norte da Inglaterra, onde uma a cinco pessoas sofre com dor nas costas. Dor crônica nas costas é muito comum e difícil de tratar.

Todos os voluntários disseram sofrer há anos com esse tipo de dor e narraram não estar satisfeitos com o medicamento que estavam tomando.

Na pesquisa, parte desse grupo teve uma consulta que durou no máximo 9 minutos e 22 segundos com um clínico antes de receber um suprimento de pílulas – essa é a duração média de uma consulta médica no sistema de saúde público no Reino Unido.

Um outro grupo teve o dobro do tempo com o médico. Fazia parte do experimento tentar medir se mais tempo com um médico poderia fazer diferença.

Céticos e crédulos

Muitas pessoas acreditam que o efeito placebo só funciona com os crédulos – ou seja, alguém cético jamais seria capaz de apresentar algum tipo de melhora tomando um comprimido feito de arroz moído, por exemplo.

Um estudo recente analisando as características de pessoas com dor nas costas que responderam melhor ao tratamento com placebo mostrou que não é exatamente assim.

Segundo essa pesquisa, os que estavam mais “conscientes” e “abertos a novas experiências” tiveram o maior benefício. Nesse mesmo estudo, ultrassonografia cerebral nos participantes mostrou diferenças anatômicas entre os que responderam ao tratamento com sucesso e os que não.

Foram encontradas diferenças em áreas do cérebro, que controlam emoções e recompensas. Mas ninguém sabe o que esses resultados realmente significam.

A professora da Universidade de Oxford Irene Tracey diz que, apenas por ser placebo, os efeitos ao tomar esse “medicamento” não são reais.

“Uma pessoa pode achar que o placebo é algo mentiroso ou falso, algo que representa uma trapaça e não é real. Mas a ciência nos diz, especialmente nas últimas décadas, que é real, é algo que tem um papel na psicologia e na neuroquímica”, afirma a professora.

Entre outras coisas, esse outro estudo recente mostrou que tomar um placebo pode liberar endorfina, um analgésico natural que tem estrutura similar à morfina.

‘Não senti aquela pontada’

De volta a Blackpool, a cidade onde uma parcela significativa da população sofre com dor nas costas, os voluntários do estudo receberam a visita da BBC e dos pesquisadores depois de três semanas tomando o placebo. Metade deles narraram ter tido um alívio – mesmo sendo um remédio de “mentira”.

Muitos disseram que estavam conseguindo fazer coisas que não eram capazes de fazer há anos. Entre os relatos de melhora significativa está Jim, de 71 anos, que foi parar numa cadeira de rodas por causa das dores crônicas nas costas.

Depois de tomar o remédio, ele se mostrou muito mais ágil. Questionado se ele preferia morfina ou as pílulas do experimento da BBC, ele disse ao repórter: “Parei de tomar morfina e passei a tomar suas pílulas azuis”.

Joe contou que as dores nas costas às vezes eram tão fortes que ele precisava apelar para analgésicos fortes como morfina e ketamina para conseguir sair de casa. Com o medicamento do experimento, ele disse que não sentiu uma única pontada.

Quase metade dos voluntários narraram ter uma melhora significativa na dor, um resultado positivo considerando que muitos deles tinham o histórico de tomar analgésicos fortes.

O tempo que os voluntários passaram com o médico também mostrou ter um efeito substancial no resultado, com as pessoas se beneficiando de uma consulta mais longa com o seu médico.

Placebo como prescrição médica

Um artigo recente publicado no periódico British Medical Journal sugere que pode ser ético prescrever placebos, desde que os médicos sejam honestos sobre o que estão fazendo.

Essa pesquisa apontou que há evidências crescentes, a partir de uma série de pequenos testes, de que os placebos podem funcionar mesmo quando os pacientes sabem que o que estão tomando.

Dessa forma, você pode obter os benefícios do controle da dor sem os efeitos colaterais significativos de tomar um medicamento “real”.

O programa ‘Horizon – The Placebo Experiment: Can My Brain Cure My Body?’ vai ao ar no Reino Unido na quinta-feira às 21h.

Fonte: bbc

Vulvodínia, o doloroso e incompreendido problema de saúde que só afeta mulheres

Mal foi documentado pela primeira vez na literatura médica em 1880, descrito como ‘hipersensibilidade da vulva’, mas até hoje faltam estudos na área para desenvolver tratamentos mais eficazes.

Quando a dor começou, Tara Langdale-Schmidt não deu muita bola. Era uma dor que ia e voltava quando ela usava o banheiro, ou quando ela e seu marido faziam sexo.

Ela tinha passado por uma série de procedimentos cirúrgicos ao longo dos anos em sua batalha contra a endometriose – uma doença na qual o tecido que reveste o útero, conhecido como endométrio, cresce em outros locais além do útero, como ovários, bexiga ou intestino, por exemplo, gerando sintomas como dor pélvica intensa. Então ela achou que a dor era devida ao seu histórico médico e esperou que ela passaria logo. Em vez disso, a dor piorou, tornando-se insuportável nas semanas seguintes.

“Depois de um tempo, eu sentia como se alguém estivesse, ao mesmo tempo, me cortando ao meio e me queimando com um cigarro dentro de minha vagina”, diz Langdale-Schmidt. “Eu tentava transar com meu marido e tudo o que consegui era tentar não chorar para não estragar o momento. Era uma agonia.”

Ela foi a uma série de médicos. Alguns ficaram desorientados. A maioria mandou-a para casa. “Um médico literalmente me disse para beber vinho, tomar um Advil e relaxar. Outro médico antes mesmo de examinar a área me disse que poderia cortar a parte que doía e me prescrever antidepressivos. E se fosse uma doença sexualmente transmissível, ou câncer? Obviamente, jamais voltei a esses médicos.”

Furiosa, frustrada e em agonia, Langdale-Schmidt, que tinha 28 anos na época, decidiu pesquisar a condição ela mesma. Após mergulhar em discussões online sobre saúde da mulher e fóruns médicos, ela descobriu discussões sobre vulvodínia, um distúrbio pouco compreendido e descrito como dor crônica ou desconforto na área da abertura da vagina.

A Escola Americano de Obstetrícia e Ginecologia define a vulvodínia como dor na vulva que dura três meses ou mais e não é causada por uma infecção, problema de pele ou outra questão médica; a condição pode surgir de repente ou lentamente, com o tempo. Há dois tipos distintos.

A vulvodínia geral pode ser encontrada em diferentes áreas da vulva em diferentes momentos. A dor pode ser constante ou pode ir e vir. A vulvodínia localizada é descrita como dor em uma área específica da vulva. Muitas vezes associado com uma sensação de ardor, esse problema é geralmente provocado pelo toque ou pressão, como na penetração, uso de absorvente interno ou por ficar muito tempo sentada.

A dor, queimação ou irritação pode deixar uma mulher tão desconfortável que fazer sexo ou mesmo ficar sentada por um período longo de tempo se torna impensável.

“Pode ser incrivelmente debilitante”, diz Angie Stoehr, diretora do Centro Stoehr para Dor Pélvica e Íntima. “Algumas mulheres com essa condição não podem sequer usar calcinha ou calças porque a dor é muito intensa. É uma enorme questão de qualidade de vida e pode ser difícil de tratá-la.”

A vulvodínia foi documentada pela primeira vez na literatura médica em 1880, descrita como ‘hipersensibilidade da vulva’ e uma ‘fonte frutífera de dispareunia’ (dor durante o sexo), de acordo com Lisa Goldstein, diretora-executiva da Associação Nacional da Vulvodínia. Hoje, pesquisas indicam que 16% das mulheres nos EUA sofrem de vulvodínia em algum ponto de suas vidas. Não há uma pesquisa semelhante feita no Brasil.

Mas, devido a uma série de fatores – incluindo a dificuldade de estudar um assunto tão sensível, variações de definições e de critérios de diagnóstico e uma histórica falta de pesquisa sobre condições de saúde que afetam primariamente mulheres -, a doença não foi pesquisada o bastante. Em 2011, mais de 80 pesquisadores se uniram para uma conferência sobre o estado da pesquisa sobre vulvodínia no Instituto de Saúde Infantil e Desenvolvimento Humano nos EUA.

“Participantes da conferência concordaram que a evidência base para a pesquisa sobre vulvodínia é escassa e que há insuficiente pesquisa científica para formar um consenso sobre os melhores métodos para diagnóstico e tratamento”, concluíram. Seu relatório acrescentou que os participantes concordaram que ir adiante demandava que os cientistas fossem especialistas em neurologia, pesquisa sobre dor e outras áreas, mas que “muitos poucos investigadores em todas as áreas, especialmente em áreas além da ginecologia, tinham conhecimento suficiente e interesse na vulvodínia”.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA BBC.

Somos programados para sentir preguiça?

Exercitar-se regularmente é um hábito importante para reduzir os riscos à saúde, aumentar nossos níveis de energia e manter nossa mente ativa.

O sedentarismo é um dos principais fatores de risco de morte no mundo e há diversos indícios que o vinculam ao surgimento de problemas cardiovasculares, câncer e diabetes.

Mas, apesar de todos os conselhos sobre isso e o grande volume de informações disponíveis sobre os benefícios da atividade física para a saúde, há algo em nós que nos leva a ter muita dificuldade de sair do lugar.

Um em quatro adultos e 80% dos adolescentes não fazem atividade física suficiente, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS). Mas, afinal, por quê?

Um estudo da Universidade de British Columbia, no Canadá, e da Universidade de Genebra, na Suíça, pode ter encontrado a resposta. O trabalho indica que o principal obstáculo para movimentar o corpo está em nosso cérebro.

Está tudo em nossa cabeça?

Essa contradição entre saber que o exercício é bom para o corpo e não fazer nada a respeito foi a base da pesquisa.

“Conservar energia sempre foi algo essencial para sobrevivência do ser humano por permitir que seja mais eficiente na busca por comida, achar um refúgio, competir por um par sexual e evitar predadores”, explica o cientista Matthieu Boisgontier, um dos coordenadores do estudo, em entrevista ao site da universidade canadense.

“O fracasso das políticas públicas para combater a pandemia de sedentarismo se deve talvez ao processo cerebral que foi desenvolvido e reforçado na evolução.”

A hipótese dos pesquisadores foi batizada de “paradoxo do exercício”, porque, apesar dos efeitos positivos da atividade física, o cérebro tem uma atração automática pelo comportamento sedentário.

Uma atração natural pela preguiça

No experimento, foi observada a reação do cérebro de 29 voluntários, entre homens e mulheres, por meio de um eletroencefalograma. Um dos requisitos era que essas pessoas se interessassem por atividade física, ainda que só algumas delas se exercitassem regularmente.

Todos foram submetidos a um teste de computador em que controlavam um avatar, representado pelo símbolo de uma pessoa.

Em seguida, surgiam na tela imagens em que uma figura praticava atividades, como subir uma escada ou andar de bicicleta, seguida por outra em que a figura estava parada, deitada em uma rede, por exemplo.

Os participantes tinham que aproximar o avatar o mais rapidamente possível de imagens que indicavam movimento e afastá-lo das imagens sedentárias, fazendo em seguida os movimentos contrários. Enquanto isso, eletrodos registravam a atividade cerebral.

Em geral, os participantes foram mais rápidos em se aproximar das imagens de atividade física e se afastar das sedentárias.

Mas as leituras indicaram que se afastar das sedentárias exigia que o cerébro trabalhasse mais, indicando uma disparidade entre a intenção da pessoa e o que, inconscientemente, o corpo deseja.

“Já sabíamos, por estudos anteriores, que as pessoas eram mais rápidas em evitar comportamentos sedentários e buscar comportamentos ativos. A novidade é que nosso estudo demonstra que isso tem um custo, um maior envolvimento de recursos cerebrais”, disse Boisgontier.

“Esses resultados apontam que nosso cérebro é naturalmente atraído pelo sedentarismo.”

Os cientistas reconhecem se tratar de um estudo pequeno e que novas investigações são necessárias, em especial para potencializar a “vontade de fazer exercício” que demonstraram os participantes.

Isso porque o ser humano tem a capacidade de escolher o que fazer de forma consciente, desafiando inclusive os sinais enviados pelo cérebro.

Fonte: bbc

A assustadora criança-robô que sangra, grita e simula dor

Ele não apenas parece uma criança, como também se comporta como tal. “Quero minha mãe!”. “Quero ir para casa!”, grita ele desesperado, em uma cama de hospital. Tem pulsação. Chora, sangra e pode até sofrer uma parada cardíaca.

Mas não é um ser vivo. Pediatric Hal é o nome de um robô que está levando o realismo na Medicina a outro nível.

O robô foi desenvolvido para que estudantes de pediatria e médicos profissionais pratiquem vários tipos de procedimentos.

A companhia por detrás do Pediatric Hal chama-se Gaumard Scientific, é sediada em Miami, nos EUA, e começou a desenvolver tecnologia para a Medicina durante a Segunda Guerra Mundial. De acordo com a empresa, Pediatric Hal é o “simulador de pacientes pediátricos mais avançado do mundo”.

Sua aparência, contudo, pode causar inquietação em algumas pessoas. Os engenheiros da Gaumard Scientific dizem que é “decepcionante” que tanta gente ache a criança-robô assustadora – e afirmam que nenhum dos médicos que trabalham com o produto o vê dessa forma.

Hal tem pulsação como uma pessoa, e ela pode ser medida por aparelhos reais
O robô é capaz de fazer movimentos oculares

‘Aprendizagem imersiva’

Pediatric Hal funciona através de uma série de “experiências de aprendizagem imersivas”, explicam seus criadores.

Ele é capaz de simular emoções humanas como medo, surpresa, raiva, preocupação, ansiedade e, principalmente, dor – com direito a choro e gritos.

Médicos podem usar aparelhos reais para monitorar os níveis de glicose, ritmo cardíaco e até para ressuscitar o robô em caso de emergência. Também é possível entubar, tirar sangue e até suturar a criança-robô.

“Somos humanos. A medicina é estressante… se podemos praticar e ensaiar em uma simulação, então quando enfrentarmos uma situação real estaremos muito mais preparados”, explicou em entrevista a médica Jen Arnold, diretora médica de simulações do hospital infantil Johns Hopkins All Children’s, em Saint Petersburg, Flórida.

“Eu fiz minhas primeiras operações de emergência com um bebê de verdade… imagine o quão estressante é isso”, disse ela.

Ao tirar sangue, é possível que ele chore como uma criança de cinco anos

Pediatric Hal foi “desenhado para que os médicos possam diagnosticar, tratar e se comunicar com pacientes jovens em quase todas as especialidades clínicas”, diz a Gaumard Scientific em seu site.

Os desenvolvedores da empresa dizem que a criança-robô representa um “novo nível de interação”, através de comunicação verbal e não verbal, que funciona, sobretudo, com expressões faciais (o robô tem uma dezena delas).

O robô também reproduz movimentos oculares “muito realistas” e sons “de alta fidelidade” do coração, dos pulmões e das vias respiratórias.

Mas por que uma criança?

“Os pacientes pediátricos apresentam desafios únicos para estudantes e profissionais. Crianças não são adultos em miniatura: a forma como processam informação, a forma como seus corpos funcionam, como respondem a medicamentos e como se comunicam é muito diferente”, diz a empresa em seu site.

O hospital infantil Lucile Packard, da Universidade de Stanford, nos EUA, está usando pela primeira vez esta tecnologia. É o primeiro hospital no qual este simulador foi testado para casos de emergência.

LEIA A MATÉRIA COMPLETA NA BBC.