MP denuncia médico suspeito de abusar de mulheres em consultório

Ele foi denunciado pelo crime de violação sexual mediante fraude porque teria abusado das mulheres durante consultas médicas

Um cardiologista de Presidente Prudente (SP) é acusado de abusar de pelo menos 15 mulheres ao longo dos últimos dez anos. O suspeito, Augusto César Barreto Filho, de 74 anos, teve nesta segunda-feira, 14, a prisão preventiva requisitada pelo Ministério Público à Justiça.

Ele foi denunciado pelo crime de violação sexual mediante fraude porque teria abusado das mulheres durante consultas médicas. De acordo com a denúncia, as investidas sexuais teriam ocorrido no consultório do cardiologista, na avenida Washington Luiz, área nobre da cidade.

No local, segundo relatos apontados na investigação realizada pela Delegacia de Defesa da Mulher, ele tocava as partes íntimas das pacientes ao examiná-las. Algumas disseram que ele chegou a encostar nelas o órgão genital.

O crime pelo qual o cardiologista é acusado prevê até 6 anos de reclusão – a pena pode ser aumentada em caso de agravantes. O Ministério Público alega que a prisão é necessária para evitar que novas mulheres sejam vítimas. “Há o risco de que ele continue com esses atos”, justifica o promotor Filipe Teixeira Antunes.

Defesa

A defesa do médico alega não ter sido informada ainda sobre o pedido de prisão. Ao ser chamado para prestar depoimento, Barreto Filho negou os crimes e disse que somente se pronunciará em juízo. Com informações do Estadão Conteúdo.

Fonte: noticiasaominuto

Jogadoras criam movimento para trazer mulheres para o basquete, em Porto Velho

O Movimento Abrace tem como foco promover a saúde, a amizade, a solidariedade e encontros divertidos

A presença das mulheres no esporte vem se tornando cada vez maior em todas as modalidades, e uma delas é o basquetebol. Apesar das dificuldades dentro desta modalidade as mulheres de Porto Velho ganharam mais uma opção para manter a saúde em dia e confraternizar com as amigas.

Um grupo de mulheres, mães, trabalhadoras e jogadoras se reuniram em 2017 em um encontro entre amigas, desse encontro surgiu a oportunidade de participar de campeonatos aqui em Rondônia e campeonato brasileiro, na categoria feminina adulto e master. Devido a publicação de fotos em redes sociais, muitas outras mulheres se interessaram em participar, e assim, nasceu o Movimento Abrace. Inicialmente o time era intitulado “Johnson” em homenagem ao técnico Profº. Samuel Johnson que treinou essas mulheres nas primeiras aulas na modalidade.

O Movimento Abrace tem como foco promover a saúde, a amizade, a solidariedade e encontros divertidos para melhor entrosamento das equipes femininas, resgatar ex-jogadoras, e além disso convidar mulheres à se juntar a elas, não é necessário saber jogar, basta querer participar.

Os treinos são na quadra da escola Barão do Solimões, sempre nas segundas e sextas-feiras às 19:30h.
O treino Físico/funcional nas terças as 19:30h e sábados 18:00h.

Valor de R $50 reais (valor mensal) e ou a quantia de R $10,00(referente a um dia de participação nos treinos/exercícios).

Os profissionais Samuel e Kaymann serão os técnicos responsáveis pelas atividades ofertadas. Os treinos são abertos para qualquer idade.

A equipe Master Feminino contará com as categorias 30+;35+;40+ para participar no campeonato brasileiro em novembro e com equipe 35+ para participar do campeonato norte/nordeste em abril.

Maiores informações:

(69) 9.9204-4601 Kayman

(69) 9.9246-7778 Aline

Câncer do colo do útero é a 4ª causa de mortes entre brasileiras

De acordo com o Icesp, 76,8% dos casos têm diagnóstico em estágios avançados, ou seja, com menores chances de cura e de sobrevivência

O câncer de colo de útero é o terceiro tumor feminino mais frequente entre os cânceres e a quarta causa de morte por câncer no Brasil. Dados tão alarmantes devem-se especialmente à região Norte do país, que apresenta números semelhantes aos da África. Por exemplo, na cidade de Manaus, são 30 casos avançados com baixo nível de chances de cura em 100 mil mulheres. Índices tão altos levaram a realização da campanha janeiro verde, que alerta sobre o câncer de colo do útero no Brasil.

Segundo o oncologista Helio Pinczowski, do Hemomed Instituto de Oncologia e Hematologia, maior centro privado de atendimento ao câncer no país, com 10 mil atendimentos/mês, trata-se de uma doença que poderia ser prevenida de forma eficaz porque ela se desenvolve depois de muitos anos, com infecção persistente. “É possível detectá-la antes e evitar que se transforme em câncer”, enfatiza o médico.

De acordo com o Instituto do Câncer do Estado de São Paulo (Icesp), 76,8% dos casos têm diagnóstico em estágios avançados, ou seja, com menores chances de cura e de sobrevivência.

Para o oncologista, o simples exame periódico de Papanicolau a partir dos 25 anos poderia detectar precocemente a doença, mas a dificuldade de acesso ao exame pelo SUS e a falta de informação da população ainda são impeditivos bem como a baixa adesão às campanhas de vacinação contra o HPV promovidas pelo Ministério da Saúde.

“A prevenção primária do câncer deve ser feita com o uso de camisinha nas relações sexuais. Mas a prevenção mais efetiva está na vacinação contra o HPV para meninas de 9 a 14 anos e meninos de 11 a 14 anos, que protege contra os tipos 6, 11, 16 e 18 do HPV. Infelizmente, essas vacinas têm tido baixa adesão da população e as campanhas não obtiveram o índice de cobertura esperado pelo Ministério da Saúde”, explica o oncologista do Hemomed

A vacinação e a realização do exame preventivo Papanicolau se complementam como ações de prevenção contra esse tipo de câncer.

Diagnóstico precoce garante sobrevida

O diagnóstico precoce proporciona a possibilidade de 97,5% de chances de sobrevida. No entanto, no diagnóstico tardio, mesmo com o melhor tratamento, a chance de óbito é muito alta. “A recidiva é complicada, com muita dor, sangramento e comprometimento da função renal”, explica o oncologista.

O Papanicolau é o exame para detectar o câncer de colo do útero e deve ser realizado entre 25 e 64 anos mesmo para mulheres que tomaram a vacina, pois a mesma não garante imunização contra todos os tipos oncogênicos do HPV.

Fonte: metropoles

Veja 10 coisas que as mulheres querem que você faça antes de transar

Na hora H, é importante saber o que a parceira precisa para se sentir devidamente segura e excitada; veja alguns dos pedidos mais comuns

Na hora de transar, dez minutinhos de preliminares já bastam como preparação para o ato em si, certo? Errado. Além do consenso, que deve estar presente em toda e qualquer prática sexual, uma das condições para que o sexo seja bom é a experiência ser prazerosa para todos os envolvidos, e isso significa agradar a parceira tanto quanto ela o agrada.

Mas, afinal, o que elas querem? Realizar fantasias? Conversar mais? Para descobrir isso, o Victoria Milan – site de relacionamentos para quem está buscando relações extraconjugais – realizou uma pesquisa que reúne dados de mais de 12,1 mil usuários de 21 países. Durante a pesquisa, os usuários foram questionados a respeito das coisas mais comuns que mulheres pedem que eles façam antes de transar. Confira a lista:

Apagar as luzes

De acordo com homens da Espanha, uma das coisas que as mulheres mais pedem por lá antes do sexo é que eles apaguem as luzes. É claro que, para alguns, o estímulo visual é realmente importante, mas, sem ele, você pode se atentar melhor aos outros estímulos, como os sonoros e táteis. Afinal, quem não se arrepia com um sussurro no escuro?

Fechar as cortinas

Bom, não é nada incomum gostar de privacidade, certo? De acordo com homens da Áustria e da Suíça, o pedido para fechar as cortinas é o que eles mais ouvem e faz sentido atendê-los; você deve fazer de tudo para que aquela pessoa se sinta segura com você.

Camisinha, por favor

Apesar de, na pesquisa, os homens da Noruega e da Dinamarca receberem a maior parte dos pedidos para que usem camisinha, isso é algo universal; os preservativos – tanto masculinos quanto femininos – são os únicos métodos contraceptivos que protegem da gravidez e de doenças sexualmente transmissíveis. Não deveria nem ser preciso pedir, certo?

Escovar os dentes

Na Hungria e na Itália, as mulheres parecem curtir homens com hálito fresco na hora H. É, beijo com bafinho pode até ser comum para pessoas que já estão juntas há algum tempo, mas se você está querendo conquistar alguém, é melhor nem chegar ao ponto de precisarem pedir.

Pés descalços

De acordo com caras da República Tcheca, Alemanha e Finlândia, o que eles mais ouvem é aquele famoso: “De meias, não!”. É, é melhor tentar esquecer o frio na hora H e ficar descalço para evitar o micão.

Óleo

Segundo poloneses e belgas, o pedido que eles mais atendem de suas parceiras é o de trazer óleo para a brincadeira – e eles o fazem por pura curiosidade com o que elas vão fazer com a substância. Inovar é sempre bom, certo?

Drinques

Para homens da África do Sul e da Holanda, é comum ouvir as mulheres sugerindo um último drinque antes da transa. Nesse caso, é preciso tomar cuidado; em excesso, o álcool mais atrapalha do que ajuda.

Tirar as roupas

Está certo que, para fazer algumas posições sexuais, não é necessário tirar todas as peças de roupa, mas, segundo homens britânicos e suecos, as mulheres gostam mesmo é de que tirem as roupas delas. Ui!

Trilha sonora

De acordo com homens da França e de Portugal, é comum que as mulheres peçam que eles coloquem uma música para tocar e deixar o ambiente agradável no momento do sexo . Na verdade, nem é preciso ir tão longe; de acordo com uma pesquisa do Deezer (serviço de streaming), 90% dos brasileiros curtem ter uma trilha sonora agradável enquanto transam, então capriche na playlist !

Limpeza

De acordo com norte-americanos e australianos, o pedido mais frequente das mulheres desses dois países é para que eles tomem um banho antes de transar. Nada mais justo!

Fonte: deles.ig

Vítimas ouvidas pelo MP-SP dizem que funcionários de João de Deus eram coniventes com abusos

Mulheres ouvidas pelo Ministério Público de São Paulo (MP-SP) afirmaram que alguns funcionários do médium João de Deus eram coniventes com os abusos sexuais cometidos durantes as sessões espirituais em Abadiânia, Goiás.

Segundo a promotora Valéria Scarance, as vítimas apontaram quatro funcionários, cujos nomes se repetem nos depoimentos. O fato será apurado pelo MP de Goiás, que é responsável pelas investigações do caso.

O grupo de apoio criado pela promotoria em São Paulo para colher depoimentos já registrou formalmente 60 casos. Segundo Scarance, 18 mulheres já foram ouvidas até esta quinta-feira (13) e outras 18 já estão marcadas para a semana que vem. Os trabalhos devem continuar em janeiro, na volta do recesso judicial.

O número de vítimas ainda pode aumentar, já que foi aberto um canal de denúncia por e-mail ([email protected]). O MP-SP também recebeu o relato de um grupo que reúne mais de 200 mulheres que teriam sofrido abuso, mas nem todas quiseram se identificar ou formalizar a queixa.

De acordo com o MP-GO, mais de 300 mulheres já denunciaram formalmente o médium ao órgão. Ele nega os crimes.

Pedido de prisão

A Justiça de Goiás determinou, nesta sexta-feira (14), a prisão preventiva de João de Deus, suspeito de praticar abusos sexuais durante tratamentos espirituais, em Abadiânia, cidade goiana do Entorno do Distrito Federal. A informação foi confirmada à TV Anhanguera pelo secretário de Segurança Pública de Goiás, Irapuan Costa Júnior.

Um dos advogados que compõem a defesa de João de Deus, Thales Jayme disse que foi informado sobre o mandado de prisão, mas não tinha recebido o documento até as 12h30. Ele declarou também que não conseguiu falar com médium nesta manhã.

Fonte: g1

Orgasmo feminino: 8 motivos pelos quais algumas mulheres não atingem o clímax

Para muitas pessoas, incluindo cientistas e médicos especializados em sexologia, o orgasmo feminino continua sendo um mistério.

Muito já foi dito sobre o clímax das mulheres durante uma relação sexual.

Mas nem todas elas conseguem atingir o orgasmo – algumas admitem, inclusive, nunca ter tido um.

O fato é que diversos fatores – psicológicos, emocionais, físicos e até hormonais – influenciam o orgasmo.

A BBC News Mundo, serviço em espanhol da BBC, avaliou oito motivos que podem impedir as mulheres de atingir o clímax sexual.

Experiências negativas do passado

Se a mulher passou por uma situação traumática no passado, que a deixa “travada” nas relações sexuais, é aconselhável que ela compartilhe com o parceiro o que está sentindo para que possa receber apoio e compreensão.

ISTOCK/BBC

Mas se isso é algo que você não quer ou não consegue fazer, é importante procurar a ajuda de um especialista para enfrentar o trauma.

É fundamental que você fale sobre o assunto e receba assistência profissional adequada.

“Nessas situações, é necessário fazer bastante trabalho individual. É muito delicado porque a situação vivida pode causar uma série de constrangimentos ou medo e, em alguns círculos pode fazer com que (a pessoa) seja rejeitada”, explica à BBC Héctor Galván, diretor clínico do Instituto de Psicologia e Sexologia de Madri.

“Há mulheres que (devido ao trauma) evitam a masturbação e, na verdade, inibem o desejo sexual por completo.”

“É preciso voltar a se reconciliar com a sexualidade de forma progressiva, deixando um pouco de lado o sexo para que você se habitue com o contato físico com seu próprio corpo e, pouco a pouco, você vai chegando mais perto do prazer sexual individualmente. Quando isso já está bem consolidado, é hora de se aproximar do parceiro”, sugere o psicólogo clínico.

ISTOCK/BBC

É importante que a mulher decida quando e quanta informação sobre o ocorrido ela quer compartilhar com a outra pessoa.

“Quando uma mulher chega ao ponto de ter bloqueio e vergonha de explicar o que aconteceu, é melhor dizer ao parceiro que é difícil para ela se soltar e que gostaria de trabalhar a questão sexual individualmente sem entrar em detalhes. E com o terapeuta vai trabalhar o problema de forma confidencial.”

“O ideal seria poder conversar abertamente com o parceiro. Mas é melhor que a pessoa prefira reservar uma pequena parte do seu mundo íntimo, mas consiga melhorar sua vida sexual com o parceiro, do que nunca fazê-lo”, explicou o sexólogo.

Estresse e cansaço

Galván recebe em seu consultório mulheres que acham difícil chegar ao orgasmo por vergonha ou sentimento de culpa, provenientes de uma educação muito conservadora. Mas, segundo ele, casos como estes são minoria.

ISTOCK/BBC

Um dos principais fatores que ele tem observado nas pacientes é o nível de estresse.

“Para alcançar facilmente o orgasmo, é necessário que haja um grau bem alto de relaxamento”, diz o médico.

“O organismo pode começar a sentir desejo e excitação (que são as duas fases anteriores ao orgasmo) com algum nível de estresse e cansaço, mas a fase final do orgasmo exige que estejamos relaxados.”

Em parte, esse estresse se deve ao ritmo de vida intenso das pessoas, com jornadas de trabalho longas, horários e múltiplas tarefas a cumprir e, em alguns casos, filhos para cuidar.

Embora nessas situações algumas mulheres fiquem tentadas a fingir o orgasmo – não apenas para que a relação sexual não se prolongue por muito tempo, mas para evitar ferir o ego do parceiro -, o psicólogo recomenda não fazer isso.

É aconselhável conversar e abordar a situação como algo a melhorar.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA BBC.

Em 7h, MP de Goiás recebe 40 novas denúncias contra João de Deus

A força-tarefa do Ministério Público de Goiás criada para investigar os casos de abuso sexual que teriam sido cometidos por João Teixeira de Faria, conhecido com médium João de Deus, recebeu nesta segunda-feira (10), dentro de um período de 7 horas, 40 contatos formais de mulheres que afirmam ter sido vítimas de abuso sexual. O MP e a Polícia Civil de Goiás começaram a agendar os depoimentos.

No fim de semana já haviam sido registrados dois boletins de ocorrência contra o líder religioso, que faz seus atendimentos na cidade goiana de Abadiânia.

As conversas informais ouvidas até o momento pelo Ministério Público de Goiás indicam que a investigação terá como ponto central o abuso sexual. Mas, além disso, será avaliada também a prática de outros crimes. Nem Ministério Público nem Polícia Civil informaram quais seriam os demais delitos.

As duas instituições se preparam também para a possibilidade de pedir o fechamento preventivo da Casa Dom Inácio de Loyola, onde os atendimentos são realizados. “Temos ainda que avaliar os depoimentos que forem formalizados. Dependendo do que for constatado, essa hipótese não está descartada”, afirmou o coordenador do Centro de Apoio Operacional Criminal do Ministério Público de Goiás, Luciano Meireles. A medida seria tomada para evitar a eventual prática de novos delitos.

As investigações serão feitas de forma simultânea pelo Ministério Público e Polícia Civil. Marcella Orçai, delegada de Goiás, afirmou que, além das novas denúncias, outros dois inquéritos contra João de Deus estão em curso. Um deles, de 2016, e outro, aberto neste ano. “Ambos estão em estágio avançado, e o desfecho deverá ser em breve”, afirmou.

Marcella atribuiu a demora na investigação dos dois casos à “complexidade” da investigação e também à resistência em uma das vítimas em continuar o inquérito. “Não é uma tarefa fácil. Há todo um trabalho de convencimento.” Questionado se houve demora na investigação da Polícia Civil, Meireles foi cuidadoso: “É preciso antes analisar o que foi identificado nos inquéritos abertos.”

Nesta segunda, Polícia Civil e Ministério Público se reuniram para definir a estratégia conjunta de trabalho. Nesta terça, uma nova reunião deverá ser realizada. “A ideia é unir forças para que o caso seja elucidado da forma célere, ouvindo eventuais vítimas com a maior brevidade possível”, disse Meireles.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO NOTICIAS AO MINUTO.

No Brasil, mães recebem até 40% menos que mulheres sem filhos

Além das distorções salariais em relação aos homens, as mulheres enfrentam um outro desafio no mercado de trabalho – quanto mais filhos elas têm, menor é o salário que elas ganham. A diferença não é pequena, uma brasileira com três ou mais filhos recebe até 40% menos que uma colega que não é mãe.

Números da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) Contínua, do IBGE, compilados pela consultoria IDados apontam que, enquanto mulheres sem filhos ganham em média R$ 2.115 por mês, ter o primeiro filho reduz o salário em 24%. Se a família crescer e o número de crianças chegar a três ou mais, a queda no rendimento é de quase 40%.

Para diminuir distorções, o levantamento considerou trabalhadoras de 25 a 35 anos e casadas. Nesse grupo, as que têm filhos são a maioria no mercado de trabalho. No primeiro semestre, elas somavam 2,92 milhões de trabalhadoras, contra 1,36 milhão das que não são mães.

A bibliotecária Heloisa Spolador, de 30 anos, optou por esperar. “Para muitas vagas, as primeiras perguntas que o empregador faz são ‘é casada?’ e ‘tem filhos?’. Acho que o fato de não ter tido filhos e ter me casado um pouco mais tarde, aos 28 anos, me ajudou a conseguir vagas melhores.” Heloisa diz que ela e o marido pretendem esperar um pouco mais antes de ter filhos, porque ela quer voltar a estudar.

Igualdade distante. Alguns fatores, como questões culturais, falta de acesso a creches e dificuldades para conciliar os cuidados familiares com o aprimoramento da formação ajudam a explicar a desigualdade salarial entre as mulheres com filhos das demais, diz o economista do Ibre/FGV e pesquisador do IDados, Bruno Ottoni.

Quando aumenta o número de filhos, todas as questões que normalmente pesam para uma mulher vão se acumulando, diz ele. “Há desde problemas ligados ao preconceito, quando o chefe acha que ela vai se dedicar menos ao emprego, aos empregadores que não querem reorganizar a equipe para as mudanças que uma gravidez e filhos pequenos provocam.”

Ele cita, ainda, que grande parte do problema se deve à falta de políticas públicas pensadas para manter a mulher no mercado de trabalho. O Brasil terminou o ano de 2017 com menos da metade das crianças de zero a três anos matriculadas em creches em todos os Estados. Só 32,7% das que estão nessa faixa etária são atendidas, segundo o IBGE.

Uma pesquisa da consultoria LCA, também feita a partir de dados da Pnad, aponta que as mulheres eram a maioria entre os desalentados, os trabalhadores que desistiram de procurar por um novo emprego.

“Às vezes dá vontade de desistir”, diz a técnica de qualidade Vanderleia Silveira, de 30 anos. “Quando minha filha completou dois meses de vida, pedi demissão do meu emprego, porque ficar longe dela me fazia mal.” Dois anos depois, ela tenta voltar ao mercado, mas quando recebe uma resposta dos entrevistadores o salário é muito baixo. “Numa entrevista recente, fizeram várias perguntas sobre a minha filha. Se eu não fosse mãe, aquela vaga seria minha.”

Se os homens enfrentassem os mesmos obstáculos das mulheres no mercado de trabalho, também desistiriam, diz Regina Madalozzo, economista do Insper. “Por isso, políticas públicas, como a adoção da licença parental dividida obrigatoriamente entre pai e mãe (mesmo sistema adotado na Suécia e Dinamarca), ajudam a acabar com a ideia equivocada de que a licença é uma folga que a mulher tira do mercado de trabalho.”

Ela lembra que muitas mulheres optam pelo empreendedorismo para ter sucesso ou alguma renda. Até porque, algumas propostas que aparecem quando elas se tornam mães são tão ruins que não valem a pena.

Fonte: metropoles

Alimentos saborosos podem ajudar a controlar sintomas da TPM; confira

Inchaço, desânimo, dor de cabeça e alterações de humor são alguns dos sintomas característicos da tensão pré-menstrual, mais conhecida como TPM. Normalmente, essas manifestações começam a aparecer de 10 a 14 dias antes da chegada do ciclo menstrual e podem se agravar, gradativamente, até o início da menstruação. “Devido à oscilação dos hormônios durante esse período, é possível ter alguns incômodos físicos e emocionais”, comenta a nutricionista Marília Zagato.

No entanto, investir em uma boa alimentação pode fazer toda a diferença para diminuir os aborrecimentos desta fase. Marília explica que apostar em alimentos que conferem o gosto umami – quinto gosto do paladar humano, ao lado do doce, salgado, azedo e amargo – proporciona o prazer de comer, deixando o prato ainda mais saboroso.

Confira abaixo a lista de alimentos que ajudam a reduzir os sintomas:

Peixes

Os peixes de água fria, como salmão e atum, são ricos em ômega-3, um tipo de gordura boa com ações anti-inflamatórias. “O consumo dos nutrientes presentes nesses alimentos pode ajudar na redução de dores de cabeça e na diminuição da retenção hídrica durante o período menstrual”, explica Marília.

Cenoura

Outra ótima opção para auxiliar no alívio dos sintomas da TPM é a cenoura. Ela contém vitamina B6, que desempenha funções que contribuem na melhoria das mudanças de padrão do sono e, inclusive, em alterações do humor. “Você pode consumir a cenoura em diferentes tipos de preparações, desde pratos frios até sucos. Em apenas uma cenoura é possível consumir 10% da quantidade de B6 recomendada para o dia”.

Gema de ovo

Essa parte do ovo contém vitamina B1, que atua diretamente na produção da serotonina, neurotransmissor responsável pela sensação do bem-estar. “A vitamina presente neste alimento está relacionada à produção da serotonina, que é responsável pela sensação de conforto”.

Laranja

Aposte em alimentos que são fontes de vitamina C – responsável pela atuação na produção dos neurotransmissores, contribuindo com a sensação de bem-estar e menor agitação. “A laranja é uma excelente fonte de vitamina C. Inclui-la no cardápio é uma ótima opção”, comenta Zagato.

#DicaDaNutri

Principalmente neste período, é importante diminuir o consumo de cloreto de sódio, mais conhecido como sal de cozinha, para não reter líquido. A nutricionista dá a dica: “Para diminuir o consumo exagerado, é recomendada a utilização de glutamato monossódico, que realça o sabor das refeições e contém 2/3 a menos de sódio em sua composição”, recomenda.

“A porção de glutamato monossódico deve substituir a metade da porção de sal. Por exemplo, se a receita pede uma colher de chá, você utiliza meia colher de glutamato e meia de sal, reduzindo o teor de sódio na preparação, sem perder o sabor”, finaliza Marília Zagato.

Fonte: noticiasaominuto

Como aprender a limpar e cozinhar transformou um homem violento

Um movimento social está tentando reduzir a violência doméstica em Ruanda ensinando homens a fazer serviços de casa. E um estudo recente sugere que a iniciativa está tendo um efeito positivo nas comunidades.

Muhoza Jean Pierre, de 32 anos, costumava bater em sua mulher.

Ele a via como alguém com quem se casou apenas para ter filhos e cuidar deles.

“Eu estava seguindo o exemplo do pai. Meu pai não fazia nada em casa”, diz ele.

“Se eu chegasse em casa e visse que faltava fazer algo, eu batia nela. A chamava de preguiçosa, dizia que ela era inútil e que deveria voltar para a casa de seus pais”, conta.

Mas, então, algo mudou – ele aprendeu a cozinhar e a limpar.

A mudança foi parte de um programa de intervenção na sua comunidade em Mwulire, no leste de Ruanda. O projeto incentiva homens a assumirem tarefas domésticas, incluindo cuidar das crianças.

A iniciativa, conhecida como Bandebereho (“exemplo”, na língua local Kinyarwanda), ajudou a transformar o comportamento de Jean Pierre.

Ele começou a acompanhar aulas que ensinavam a cozinhar e limpar, e a participar de discussões sobre como desafiar papéis de gênero tradicionais.

“Eles perguntavam se um homem pode varrer a casa, e nós dizíamos que sim. Mas quando perguntavam quem ali fazia isso, não havia ninguém”, conta ele.

‘Homens não cozinham’

Professores do projeto Bandebereho ensinaram Jean Pierre a realizar tarefas que antes ele acreditava serem responsabilidade da mulher.

“Eu ia para casa e tentava colocar isso em prática. Depois, voltávamos para o treinamento com testemunhas que confirmavam que tinham visto algumas mudanças em nós.”

“Hoje, eu sei cozinhar. Lavo as roupas das crianças. Sei como descascar banana-da-terra, como amassar mandioca e como peneirar farinha.”

ELAINE JUNG / BBC

No entanto, fazer essas mudanças não foi tão fácil, porque os amigos de Jean Pierre o desencorajavam de fazer as tarefas domésticas, dizendo que “homens de verdade não cozinham”.

“Minha família e meus amigos começaram a dizer que minha mulher devia estar me dando drogas. Diziam que homens de verdade não deveriam carregar lenha na rua, que isso é para homens frouxos.”

Mas Jean Pierre continou, porque viu os benefícios que sua atitude trazia para sua família.

Ele diz que seus filhos ficaram mais próximos dele e sua mulher agora tem um negócio, o que permitiu que eles melhorassem sua casa.

“A maneira como ela me trata hoje é diferente da maneira como ela costumava me tratar”, diz ele.

“Ela me tratava mal porque eu também a maltratava, mas agora nós conversamos e fazemos acordos.”

“Eu a libertei, e agora ela está trabalhando e eu estou trabalhando também. Antes, eu acreditava que ela tinha de ficar em casa e estar disponível sempre que eu precisasse dela.”

Medo e liberdade

A mulher de Jean Pierre, Musabyimana Delphine, diz que tinha pouca liberdade e vivia com medo.

“Às vezes, eu me sentia como uma empregada, então lembrava que empregadas recebem salário”, diz ela.

“Eu nunca achei que um mulher pudesse ter seu próprio dinheiro, porque eu nunca tive nem tempo para pensar sobre qualquer atividade que desse dinheiro.”

“Hoje, tenho liberdade em casa e saio para trabalhar e ganhar dinheiro como todo mundo.”

ELAINE JUNG / BBC

Delphine sai às 5 horas da manhã para vender bananas-da-terra no mercado, enquanto Jean Pierre fica em casa e cuida dos quatro filhos pequenos do casal.

“Eu chego em casa relaxada e encontro a comida pronta”, diz ela.

O currículo do projeto foi desenvolvido originalmente na América Latina pela campanha MenCare, que defende que equidade só será alcançada quando homens dividirem igualmente o trabalho doméstico e o cuidado das crianças.

O estudo que analisou os casais participantes do projeto descobriu que dois anos depois de terem aulas sobre como cuidar das crianças em Ruanda, os homens se tornaram menos propensos a usar violência contra suas parceiras do que os homens que não participaram das aulas.

O estudo também afirmou, porém, que uma em cada três mulheres cujos parceiros participaram do programa ainda sofriam violência doméstica.

De acordo com um relatório do Instituto Nacional de Estatísticas de Ruanda publicado em 2015, cerca de 52% dos homens do país disseram que já tinham sido violentos com suas parceiras.

O Centro de Recursos para Homens de Ruanda, que está por trás do projeto no país, quer que a iniciativa Bandebereho seja mais amplamente adotada por comunidades e pelo governo.

“Ainda temos normas sociais negativas, percepções negativas sobre masculinidade, barreiras culturais – esses são os principais causadores da violência contra mulheres em Ruanda”, diz Fidele Rutayisire, presidente do centro.

“Tradicionalmente, os homens não cuidam das crianças aqui. Os homens ainda têm controle do sexo, do dinheiro, das decisões.”

“Quando os homens estão ativamente envolvidos no cuidado com as crianças, sua atitude em relação ao gênero muda positivamente. Eles entendem o valor da igualdade de gênero.”

Para Delphine e Jean Pierre, o programa não foi benéfico apenas para sua família, mas para a comunidade como um todo.

“Estamos em lua-de-mel dez anos depois do nosso casamento”, diz Jean Pierre.

“Quando há conflitos ou problemas de segurança na nossa vizinha, nossa opinião é muito respeitada porque eles veem que não temos problemas em nossa casa.”

Fonte: bbc