Cantor Chris Brown é preso em Paris após acusação de estupro

Vítima é uma jovem de 24 anos

O rapper Chris Brown foi preso em Paris, na França, nesta terça-feira (22) após uma denúncia de estupro. A informação foi confirmada pela agência de notícias AP.

De acordo com o jornal inglês ‘Independent’, o cantor teria sido denunciado por uma jovem de 24 anos, que alegou ter sido estuprada pelo artista no dia 15 de janeiro. Os dois teriam se conhecido em clube noturno na capital francesa.

Fonte: noticiasaominuto

Paris mergulhada em raiva popular e gás lacrimogêneo

Um país em estado de sítio: ruas desertas, nada de automóveis nem passantes, pesadas barricadas na frente das lojas. Mal se reconhece a cidade. Quem circula por ela são só os “coletes amarelos”, acorrendo aos milhares pelas ruas laterais que convergem em forma de estrela para o Arco do Triunfo. Mais uma vez, o ponto de encontro é a avenida Champs-Élysées.

Entre eles está Anne-Laure, 35 anos, de Vernon. Junto com o irmão e o cunhado, este já é seu terceiro sábado nas manifestações. Ela porta uma faixa que diz, em letras vermelhas sobre fundo branco: “Macron, você está pirado”. Ela está furiosa.

“Eu sou enfermeira, ganho 1.200 euros por mês, bruto. Com isso, consigo pagar as minhas contas, mas nada mais. A gente não quer muito, só ter uma vida decente.” Ela esfrega os olhos lacrimejantes. “Nós estamos aqui com cartazes, nós somos pacíficos, e a polícia joga bombas de gás lacrimogêneo. Eles querem calar a nossa boca!”

As passeatas dos “coletes amarelos” se dirigem contra o presidente da França, Emmanuel Macron, e sua política de reformas. Diante dos maciços protestos, o governo em Paris suspendeu a elevação das taxas sobre gasolina e diesel, planejada para 2019. No entanto, nos últimos dias milhares de colegiais e estudantes foram às ruas em protesto às mudanças na política de educação.

Também nesse sábado (08/12), 31 mil pessoas participaram dos protestos, segundo dados oficiais. Antoine e seus amigos vieram especialmente da Normandia. Eles nunca foram políticos, afirma o pedreiro de 23 anos, mas agora alguma coisa precisa mudar.

Apesar do trabalho em horário integral, a vida é simplesmente cara demais: “Eu trabalho 45 horas por semana, meu salário só dá para o aluguel a comida”, e ele não conseguiria subsistir sem o apoio dos pais. “Isso não pode ser!”, protesta.

Indagados sobre o presidente, uma resposta surpreendentemente frequente é: “Não temos nada em especial contra Macron”, ele é simplesmente como todos os outros políticos que perderem o contato com seus cidadãos, queixam-se os manifestantes.

“A justiça social está sendo pisoteada, isso já começou muito antes de Macron, [seu antecessor François] Hollande também não era melhor”, revolta-se o mecânico de caminhões Jean-Paul, de 52 anos. “Quem, na elite política, sabe o que é se levantar todo dia às cinco da manhã e ir para a fábrica, por nada, absolutamente nada?”

Cerca de 8 mil agentes de segurança foram mobilizados, em nível nacional são 89 mil. Segundo informações do governo, somente na capital, foram presas 600 pessoas, de um total de mil prisões em todo o país. Em poder dos suspeitos foram encontradas máscaras, atiradeiras, martelos e paralelepípedos.

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