Obsessão por felicidade pode deixar você extremamente infeliz

E pior: ainda nos faz interpretar qualquer sensação ruim como fracasso.

A felicidade é algo tão subjetivo quanto científico. Biologicamente, poderíamos falar em serotonina e ocitocina, ou outros nomes difíceis de neurotransmissores (mensageiros químicos) que estão relacionados com a existência dessa sensação. Mas psicologicamente a história é outra. Como a maioria dos sentimentos, substantivos abstratos, felicidade representa algo diferente para cada ser humano. De acordo com a “psicologia positiva”, não precisamos esperar que a felicidade dê as caras: ela está ao alcance das nossas mãos.

Mas até que ela virou uma ditadura não tão feliz assim. Essa obrigação de ser feliz não é novidade, mas ninguém realmente sabe quem primeiro cunhou essa regra – e como ela se tornou o objetivo de vida de quase todo mundo. O que se sabe é que ela vem machucando: “a depressão é o mal de uma sociedade que decidiu ser feliz a todo preço”, diz o escritor francês Pascal Bruckner no livro A Euforia Perpétua. E ele estava certo: um novo estudo da Universidade de Melbourne, Austrália, finalmente concluiu que a infelicidade de muita gente é causada pela tentativa incessante de ser feliz.

A pesquisa, publicada na revista Emotion, descobriu que a “superenfatização” da felicidade, como uma pressão social, pode tornar as pessoas mais suscetíveis ao fracasso e muito mais frágeis a emoções negativas. A “regra” de procurar a todo custo emoções positivas e evitar ao máximo as negativas está aumentando significativamente o estresse a longo prazo.

Para chegar a essas conclusões, os cientistas fizeram um teste: separaram três grupos de estudantes de psicologia australianos, que precisavam realizar anagramas. O primeiro grupo, A, precisava resolver 35 anagramas em 3 minutos. Os participantes não sabiam, mas, dentre os 35 anagramas, havia 15 que eram impossíveis de solucionar – ou seja, eles iriam fracassar. Os estudantes foram colocados em uma sala decorada com dezenas de cartazes motivacionais, notas coloridas, livros de auto-ajuda. O instrutor da sala falava alegremente e fez até discurso sobre a importância da felicidade antes da tarefa começar.

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Três em cada 10 mulheres que morrem por violência já tinham apanhado; risco de suicídio aumenta

Quatro entre dez óbitos de mulheres que já tinham registro de atendimento no SUS por violência apresentavam histórico de lesões autoprovocadas

Três entre cada dez mulheres que morreram no Brasil por causas ligadas à violência já eram agredidas frequentemente, revela estudo inédito do Ministério da Saúde obtido pelo jornal O Estado de S. Paulo. O levantamento foi feito com base no cruzamento entre registros de óbitos e atendimentos na rede pública de 2011 a 2016.

“Vimos que essas mulheres já tinham recorrido aos serviços de saúde, apresentando ferimentos de agressões”, diz a diretora do Departamento de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da pasta, Maria de Fátima Marinho Souza, que coordenou o trabalho.

Para ela, o resultado deixa claro o caráter crônico e perverso dessa vivência e a necessidade de se reforçar a rede de assistência. “Se medidas de proteção tivessem sido adotadas, talvez boa parte desses óbitos pudesse ter sido evitada.

“A consequência da violência frequente fica evidente na pesquisa O trabalho comparou o risco de morte por causas violentas entre mulheres que haviam procurado em algum momento serviços de saúde por causa de agressões e entre aquelas que não tinham histórico. As diferenças foram relevantes. No caso de adolescentes, por exemplo, o risco de morrer por suicídio ou homicídio foi 90 vezes maior entre as adolescentes com notificação de violência.

Os dados representam histórias como a de Jerusa, de 37 anos, identificada pelo ministério. Em junho de 2015, ela procurou o hospital público com lesões após ser espancada por seu companheiro, João. O registro feito na época já indicava que as violências ocorriam repetidamente. Mas após o atendimento e a notificação, nada mudou. Jerusa continuou vivendo com o companheiro, que permaneceu impune. Oito meses depois, foi morta pelo marido.

Os números gerais também impressionam. No período analisado, morreram no Brasil, por dia, três mulheres que já haviam dado entrada em hospitais, unidades de pronto atendimento (Upas) ou ambulatórios públicos em busca de tratamento para hematomas, fraturas e outros tipos de lesões associados à violência. “Os dados dão uma dimensão, mas certamente são ainda maiores. Aqui não contamos, por exemplo, os atendimentos em serviços particulares”, disse Maria de Fátima.

Estudos

Os dados de 6.393 mortes reunidos pelo ministério reforçam pesquisas anteriores sobre o problema. Estudo do Fórum Brasileiro de Segurança Pública e Instituto Datafolha de 2016, por exemplo, mostrava que o País tinha 4,4 milhões de mulheres que já haviam sido vítimas de agressão física. E desse total, 29% relataram que tinham sofrido algum tipo de violência nos 12 meses anteriores.

Maria de Fátima lamenta não só a pouca eficácia do aparato para ajudar vítimas de violência. Ela observa também que muitas das mortes dessas mulheres permanecem impunes, reforçando o ciclo de violência.

Entre os casos reunidos pelo ministério também está o de Aline, de 34 anos, moradora de Pariquera-Açu (SP). Em setembro de 2015, foi atendida no serviço de saúde depois de ser agredida pelo companheiro. Aline se separou e se casou novamente. Cinco meses depois da primeira agressão, o casal foi atingido por uma moto. Aline morreu e o autor nunca foi encontrado.

Para Fátima, a impunidade acaba reforçando a violência. No caso das mulheres, ela ocorre em todas as faixas etárias. O estudo conduzido pelo Ministério da Saúde mostra que 294 crianças até 9 anos que sofriam por agressões crônica morreram entre 2011 e 2016 de causas externas. Entre idosas, com 60 anos ou mais, foram 752.

Sofrimento

Foi por acaso que Edna Fernandes Silva viu o Centro Especializado de Atendimento à Mulher de Brasília, encravado numa estação de metrô. Com histórico de violência cometida pelo então companheiro Miguel por mais de mais de dez anos, resolveu entrar. “Foi num ato de desespero. Que bom que foi esse”, conta

O episódio foi há quase dois anos. De lá para cá, Edna passou a ir a sessões de terapia em grupo e fazer tratamento com psicóloga e psiquiatra, além de ter assistência jurídica. “Dizem que aos poucos minha aparência está melhorando. Era outra antes do Miguel. Pesava 11 quilos a mais. Não emagreci por amor. Foi por ódio, sofrimento.”

Os relatos de agressão são inúmeros. Violência física, emocional, sexual. “O corpo já sarou. Mas a alma ainda falta muito”, resume a hoje chacareira. Antes de começar a viver com Miguel, era investigadora particular.

“Tinha boa clientela. Era superconfiante, bonita, corajosa. Cuidava de mim. Se me perguntar: por que você se permitiu ficar assim? Posso até ter pistas, mas ainda não sei”, afirma.

Ela conta que, pouco tempo antes de iniciar a relação com Miguel, o irmão teve uma morte violenta. “Fiquei abalada. Na época conheci o caseiro. Mas poderia ter sido outro. Achava que seria cuidada, mas fui violentada.

“As agressões vieram aos poucos. Primeiro, emocionais. Edna soube dos casos extraconjugais do caseiro. Tentou se rebelar, mas acabou convivendo com as traições. “Era um misto de medo, sensação de impotência. Uma vez, ao falar mal de uma amante, ele começou a me bater na rua. Fingi que desmaiei para ele parar. Quando ele se deu conta que eu estava bem, tentou me agarrar novamente. Para me livrar, tirei a blusa que ele agarrava e fugi E sabe o que é pior? No dia seguinte ele voltou e fingiu que nada tinha acontecido.”

Logo depois de conhecer Miguel, Edna abandonou as investigações particulares. Quando a violência sexual aumentou, pensou no suicídio. “Pensei duas vezes, porque tenho duas cachorrinhas.”

Embora mais segura, o fantasma do ex-marido ainda a atormenta. Separada há dois anos, eles dividiram a chácara onde viviam. “Tenho medida protetiva, ele não pode me visitar. Mas colocou para morar no terreno ao meu lado um homem que também me ameaça, conta tudo para ele. É um círculo que é difícil romper.”

Suicídio

A violência de repetição em mulheres eleva o risco não só do feminicídio, mas também do suicídio, revela o estudo. Quatro entre dez óbitos de mulheres que já tinham registro de atendimento no Sistema Único de Saúde (SUS) por violência apresentavam histórico de lesões autoprovocadas.

Entre adultas, a lesão autoprovocada foi identificada em 47,9% dos casos; entre idosas, em 49,9%. Segundo a coordenadora do estudo, Maria de Fátima Marinho Souza, a violência crônica é um fator de risco para lesões provocadas pela própria vítima que, por sua vez, são fator de risco para suicídio. “Outro sinal da importância do diagnóstico precoce, da rede atuante e eficaz para identificar vítimas e ajudá-las a superar o ciclo da violência.”

Entre as vítimas jovens (20 a 29 anos), a maioria (61,5%) tinha baixa escolaridade. Entre as adultas, eram 66,25% e entre idosas (mais de 60 anos), 83,7%. Mais de um terço dos municípios de residências das mulheres, em todos os ciclos de vida, era de até 50 mil habitantes.

Atenção

“É preciso também que se dê a devida importância para os relatos, que investigações sejam levada adiante e que a violência ou o ciúme não seja considerado apenas uma coisa de casal”, diz o promotor do Distrito Federal Fausto Lima.

Para tentar melhorar a identificação de casos, no Distrito Federal todas as suspeitas de homicídio contra mulheres – de qualquer idade – são registradas como feminicídio. Há também um questionário padrão, com perguntas simples para serem preenchidas por mulheres que chegam à delegacia. “O questionário é importante para depois instruir as investigações”, diz Lima. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Fonte: bandab

Passar muitas horas sentado aumenta risco de câncer de próstata, diz estudo

Uma pesquisa norueguesa achou uma importante relação entre o tempo que os homens passam sentados e a ocorrência de câncer de próstata

Um estudo norueguês conduzido pelo médico Vegar Rangul e sua equipe, da Norwegian University of Science and Technology, concluiu que o sedentarismo pode aumentar o risco de câncer de próstata.

Além do câncer de próstata , longos períodos sentado, aliados a pouca atividade física, podem levar a câncer colorretal e de pulmão nos homens. Dos mais de 38 mil participantes, 4196 homens (11%) foram diagnosticados com alguma variação da doença ao longo do período de 16 anos, entre 1997 e 2014.

O aumento do risco de câncer de próstata sob uma vida sedentária (8 ou mais horas sentado) foi 22% maior em comparação a condições normais (menos de oito horas na cadeira). Segundo Rangul e sua equipe, o único tipo de câncer que variou de acordo com o tempo que se passa sentado foi o prostático. Ou seja, essa enfermidade não está associada apenas à falta de atividade física (sedentarismo) como o câncer colorretal e o de pulmão.

Fatores de risco do câncer de próstata

Os cientistas concluíram que essa amostragem reforça a importância da atividade física na prevenção contra o câncer, já que em quantidades moderadas ela é capaz de reduzir significativamente o risco desenvolver a doença, especialmente na próstata.

Uma das possíveis explicações levantadas pelos pesquisadores noruegueses é de que a atividade física moderada estimula a produção de hormônios associados com a prevenção do câncer prostático.

Outro fator que pode ter alguma relação com isso é o indicador educacional do indivíduo. Segundo o estudo, 55,9% dos homens com altos níveis de educação passavam mais de oito horas por dia sentados (entrando no grupo de risco).

Isso é relevante porque um estudo de Tom Ivar Lund-Nielsen, publicado em 2000, concluiu que a ocorrência de câncer de próstata é maior entre homens com indicadores educacionais elevados. Mesmo assim, para Rangul e sua equipe, essas descobertas podem ser apenas uma coincidência.

Fonte: deles.ig

Pesquisa liderada por brasileiros aponta que hormônio pode reverter perda de memória causada pelo Alzheimer

A irisina, produzida pelos músculos durante exercício físico, teve efeito positivo contra a doença em camundongos, segundo pesquisa publicada nesta segunda (7) na ‘Nature Medicine’.

Cientistas da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) conseguiram estabelecer uma relação entre os níveis de irisina — um hormônio produzido pelo corpo durante exercícios físicos — e um possível tratamento para a perda de memória causada pela doença de Alzheimer. O estudo, feito em parceria com outras universidades e institutos, foi publicado nesta segunda (7) na revista “Nature Medicine”.

Os testes foram feitos em camundongos com a doença — que produziam o hormônio ao fazer exercícios ou recebiam doses dele. Os autores explicam que três novidades foram descobertas:

  • Existem baixos níveis de irisina no cérebro de pacientes afetados pelo Alzheimer. Essa mesma deficiência foi vista nos camundongos que foram usados como modelo no estudo.
  • A reposição dos níveis de irisina no cérebro, inclusive por meio de exercícios físicos, foi capaz de reverter a perda de memória dos camundongos afetados pelo Alzheimer.
  • A irisina é o que regula os efeitos positivos do exercício físico na memória dos camundongos.

“A grande contribuição do nosso estudo foi mostrar que os níveis desse hormônio estão de fato diminuídos nos cérebros dos pacientes com Alzheimer. Em segundo lugar, foi tentar investigar se repor os níveis desse hormônio no cérebro dos camundongos seria bom para a memória. E nós vimos que, de fato, se você aumentar os níveis de irisina, melhora a memória. E, finalmente, foi demonstrar que a irisina é, justamente, o intermediário entre o efeito benéfico do exercício e a melhora de memória”, explica o professor da UFRJ Sergio Ferreira, um dos autores do estudo.

Algumas outras funções da irisina em vários órgãos do corpo já eram conhecidas, como a de regular o metabolismo do tecido adiposo e até de processos que acontecem nos ossos.

Para os autores Mychael Lourenço e Fernanda De Felice, ambos da UFRJ, as descobertas reforçam a importância dos exercícios físicos no combate à doença. Além disso, lembram, o fato de a irisina ser produzida pelo próprio organismo diminui as chances de efeitos colaterais, o que dá esperança para novos tratamentos.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO G1.

Mídias sociais elevam depressão entre meninas, diz pesquisa

O estudo analisou dados de quase 11 mil jovens no Reino Unido

Meninas adolescentes são duas vezes mais propensas que os meninos a apresentar sintomas de depressão em conexão ao uso das redes sociais, segundo estudo do University College London (UCL) divulgado em Londres. Ativistas pediram ao governo britânico que reconheça o risco de páginas como Facebook, Twitter e Instagram para a saúde mental dos jovens.

Uma em cada quatro meninas analisadas apresentou sinais clinicamente relevantes de depressão, enquanto o mesmo ocorreu com apenas 11% dos garotos, segundo o estudo. Os pesquisadores constaram que a taxa de depressão mais elevada é devido ao assédio online, ao sono precário e a baixa autoestima, acentuada pelo tempo nas mídias sociais.

O estudo analisou dados de quase 11 mil jovens no Reino Unido. Os pesquisadores descobriram que garotas de 14 anos representam o agrupamento de usuários mais incisivos das mídias sociais – dois quintos delas as usam por mais de três horas diárias, em comparação com um quinto dos garotos.

Cerca de três quartos das garotas de 14 anos que sofrem de depressão também têm baixa autoestima, estão insatisfeitas com sua aparência e dormem sete horas ou menos por noite.

“Aparentemente, as meninas enfrentam mais obstáculos com esses aspectos de suas vidas do que os meninos, em alguns casos consideravelmente”, disse a professora do Instituto de Epidemiologia e Cuidados da Saúde do University College London, Yvonne Kelly, que liderou a equipe responsável pela pesquisa.

Depressão

O estudo também mostrou que 12% dos usuários considerados moderados e 38% dos que fazem uso intenso de mídias sociais (mais de cinco horas por dia) mostraram sinais de depressão mais grave.

Quando os pesquisadores analisaram os processos subjacentes que poderiam estar ligados ao uso de mídias sociais e depressão, eles descobriram que 40% das meninas e 25% dos meninos tinham experiência de assédio online ou cyberbullying.

Os resultados renovaram as preocupações com as evidências de que muito mais meninas e mulheres jovens apresentam uma série de problemas de saúde mental em comparação com meninos e homens jovens, e sobre os danos que os baixos índices de autoestima podem causar, incluindo autoflagelação e pensamentos suicidas.

Os pesquisadores pedem aos pais e responsáveis políticos que deem a devida importância aos resultados do estudo. “Essas descobertas são altamente relevantes para a política atual de desenvolvimento em diretrizes para o uso seguro das mídias sociais. A indústria tem que regular de forma mais rigorosa as horas de uso das mídias sociais para os jovens”, diz Kelly.

Uso excessivo das mídias sociais

A ministra adjunta para Saúde Mental e Cuidados Sociais, Barbara Keeley, afirmou que “esse novo relatório aumenta as evidências que mostram o efeito tóxico que o uso excessivo das mídias sociais tem na saúde mental de mulheres jovens e meninas […] e que as empresas devem assumir a responsabilidade pelo que ocorre em suas plataformas”.

Tom Madders, diretor de campanhas da instituição beneficente YoungMinds, diz que, embora sejam uma parte da vida cotidiana da maioria dos jovens e tragam benefícios, as redes sociais proporcionam uma “pressão maior” porque estão sempre disponíveis e fazem com que os jovens comparem “as vidas perfeitas de outros” com a sua própria.

Fonte: agenciabrasil

O segredo para uma vida longa, feliz e saudável? Respeito e positividade

Evidências científicas mostram que respeito ao idoso e atitude positiva em relação ao envelhecimento prolongam a expectativa de vida

Respeitar os idosos é uma premissa básica da sociedade. Agora evidências científicas mostram que essa postura, além de correta moralmente, pode salvar vidas e ajudar a mantê-los saudáveis física e mentalmente. Uma análise da rede global de jornalismo Orb Media concluiu que países com altos níveis de respeito pelos idosos registram melhor saúde entre as populações mais idosas e menores níveis de pobreza para maiores de 60 anos. Encarar o envelhecimento de forma positiva também é crucial para uma vida longa, feliz e saudável, segundo informações da rede CNN.

Realidade: desrespeito e negatividade

A expectativa de vida não para de crescer no mundo e, consequentemente, a população idosa também. Estima-se que em 2050, 2,1 bilhões de pessoas terão mais 60 anos. Por outro lado, a maioria dos entrevistados por uma pesquisa realizada em 57 países pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 2016 relatou que os idosos não são respeitados.

Os estereótipos negativos também podem ser perigosos para as pessoas mais velhas, inclusive reduzindo a expectativa de vida. Uma análise feita por Becca Levy, professora de saúde pública e psicologia da Universidade de Yale, nos Estados Unidos, mostrou que pessoas com uma atitude positiva em relação ao envelhecimento viviam em média 7,5 anos a mais do que aqueles que encaravam esse fato como algo ruim.

“Ficamos muito surpresos com essa diferença”, disse Becca à CNN. Segudo a pesquisadora, pessoas com mentalidade positiva vivem mais porque esse tipo de atitude pode influenciar os mecanismos psicológicos, comportamentais e fisiológicos do corpo.

Infelizmente, essa parece ser a realidade para muitas pessoas. Um relatório recente da Royal Society for Public Health, no Reino Unido, trouxe conclusões sombrias sobre perspectivas em relação ao envelhecimento: 47% dos entrevistados acreditava que as pessoas com mais de 65 anos lutavam para aprender novas habilidades. Um quarto das pessoas de 18 a 24 anos e 15% do total de entrevistados concordaram que “é normal ser infeliz e deprimido quando você está velho”.

Benefícios da positividade

O pensamento positivo pode melhorar o comportamento, levando as pessoas a se engajarem em estilos de vida mais saudáveis, como a prática de exercícios. A positividade de uma pessoa também pode melhorar sua psicologia, tornando-a melhor no enfrentamento do stress, contribuindo para a redução de problemas de memória e condições mentais, como depressão e ansiedade.

Um estudo realizado por pesquisadores de Baltimore, nos Estados Unidos, concluiu que pessoas com uma atitude positiva em relação ao envelhecimento tinham menos doenças cardiovasculares, produziam menos cortisol – o hormônio do stress – e menor probabilidade de demência.

Por incrível que pareça, países de alta renda, altamente industrializados tendem a desvalorizar pessoas mais velhas. Segundo Erdman Palmore, professor de psiquiatria e ciências comportamentais da Universidade Duke, nos Estados Unidos, as políticas de aposentadoria fazem com que as pessoas mais velhas pareçam menos valiosas para a sociedade e para a economia de um país. Por outro lado, as sociedades rurais tradicionais tendem a ter maior respeito porque os idosos podem continuar trabalhando por mais tempo e são mais valiosos para a economia.

De acordo com a Pesquisa de Valores Mundiais realizada entre 2010 e 2014, Japão, Coréia do Sul e Argentina são os três países que menos respeitam os idosos. Surpreendentemente, Uzbequistão, Georgia e Catar são os que mais respeitam.

Fonte: veja

Confira quais os termos estão entre os mais buscados em 2018

Em um ano de perdas significativas no meio artístico e político, a morte do cineasta Stan Lee foi a mais procurada pelos internautas no Google em 2018. O artista, que morreu no dia 12 de novembro, aos 95 anos, teve mais buscas que o DJ Avicci (2º lugar), Mr. Catra (3º lugar) e Marielle Franco (5º lugar).

Pai do Homem-Aranha, do Thor, e de tantos outros, Stan Lee começou a escrever, antes de completar 20 anos, na Timely Comics, que depois se tornaria a Marvel, mas estourou mesmo na década de 1960, quando criou o Quarteto Fantástico e os Vingadores para fazer frente ao sucesso da DC Comics.

Segundo entre os mortos mais buscados na rede, o DJ sueco Avicci morreu em 20 de abril, aos 28 anos, no Omã. Sua morte causou alvoroço por conta da pouca idade. Já o músico Mr. Catra morreu em 9 de setembro, aos 49 anos, em decorrência de um câncer no estômago. Deixou mais de 20 filhos.

Já na parte do humor, os memes da música “Que Tiro Foi Esse”, hit da cantora Jojo Maronttinni, ficaram em primeiro lugar nas buscas do Google. Os vídeos de pessoas famosas e desconhecidas se jogando no chão ao som de um suposto tiro viralizaram e tiveram adesão até de Anitta. Mas também houve críticas à brincadeira.

Também estão na lista na categoria humor o ator Fábio Assunção, que foi preso em maio após se envolver em um acidente de trânsito e se recusar o teste do bafômetro; a frase “é verdade esse bilete”, usada por um menino de cinco anos para enganar a mãe; e os memes envolvendo o presidente eleito Jair Bolsonaro (PSL).

Em ano de Copa do Mundo, o jogador Neymar Jr. também entrou na lista após uma série de críticas pelas quedas que sofreu durante os jogos da competição.

Confira as listas das maiores buscas de 2018:

Em mortes

1º – Stan Lee

2º – Avicii

3º – Mr. Catra

4º – XXXTentacion

5º – Marielle Franco

6º – Nara Almeida

7º – Vitória Gabrielly

8º – Mac Miller

9º – Eduardo Carneiro

10º – Anthony Bourdain

Em meme

Pesquisa meme + os assuntos abaixo

1º – Que Tiro Foi Esse

2º – Fábio Assunção

3º – É verdade esse bilhete

4º – Jair Bolsonaro

5º – Neymar Jr.

6º – Copa do Mundo

7º – Dia do Amigo

8º – Lula

9º – Pikachu

10º – Akon

Com informações da Folhapress

Um copo de suco de laranja por dia reduz risco de perda de memória

Uma equipe de investigadores norte-americanos seguiu 28 mil homens durante 20 anos e examinou como o seu consumo de fruta e vegetais afetou a função cognitiva.

Os indivíduos que beberam um pequeno copo de suco diariamente apresentaram em média uma percentagem 47% menor de virem a sofrer de problemas de memória, seguir instruções ou de se orientarem em áreas que lhes eram familiares.

Changzheng Yuan, a líder e autora do estudo, disse que o consumo a longo prazo de vegetais, fruta e de suco de laranja “pode ser benéfico”.

A Universidade de Harvard, nos Estados Unidos, que realizou a pesquisa, questionou os homens – com uma idade média de 51 anos – a cada quatro anos acerca do seu consumo de frutas e vegetais, revela a publicação britânica MailOnline.

O grupo com o maior consumo de vegetais ingeriu cerca de seis porções diárias, uma xícara igualando uma porção. Já o grupo com o menor consumo comeu apenas duas doses diárias.

De modo semelhante à fruta, o grupo principal consumiu cerca de três porções por dia, comparativamente ao grupo que menos ingeriu.

Em seguida, os homens foram submetidos a testes de memória e raciocínio quando atingiram os 73 anos.

Foram questionados se se recordavam ou não de acontecimentos recentes e de itens nas suas listas de compras.

O estudo apurou que no geral, 6,6% dos homens que ingeriam mais vegetais desenvolveram funções cognitivas fracas e não foram bem sucedidos nos testes, enquanto que 7,9% dos homens que comia as menores quantidades de apresentavam a menor função cognitiva.

Enquanto que o consumo de fruta não pareceu ter uma grande influência nos problemas cognitivos moderados, já beber suco de laranja teve esse efeito positivo.

O estudo, publicado no periódico científico Neurology, revelou que apenas 6,9% dos indivíduos que beberam suco de laranja começou a ter problemas cognitivos.

Comparativamente a 8,4% dos homens que ingeriram aquela bebida menos de uma vez por mês.

Yuan disse: “O papel protetivo associado ao consumo regular de suco de fruta foi sobretudo observado entre os homens mais velhos”.

“Tendo em conta que o suco de fruta apresenta geralmente um alto teor de calorias devido à presença de açúcares concentrados da fruta em si, é melhor consumir não mais do que um pequeno copo por dia”, alertou.

Fonte: noticiasaominuto

Ipea: 23% dos jovens brasileiros não trabalham nem estudam

Uma pesquisa do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) revela que 23% dos jovens brasileiros não trabalham e nem estudam (jovens nem-nem), na maioria mulheres e de baixa renda, um dos maiores percentuais de jovens nessa situação entre nove países da América Latina e Caribe. Enquanto isso, 49% se dedicam exclusivamente ao estudo ou capacitação, 13% só trabalham e 15% trabalham e estudam ao mesmo tempo.

As razões para esse cenário, de acordo com o estudo, são problemas com habilidades cognitivas e socioemocionais, falta de políticas públicas, obrigações familiares com parentes e filhos, entre outros. No mesmo grupo estão o México, com 25% de jovens que não estudam nem trabalham, e El Salvador, com 24%. No outro extremo está o Chile, onde apenas 14% dos jovens pesquisados estão nessa situação. A média para a região é de 21% dos jovens, o equivalente a 20 milhões de pessoas, que não estudam nem trabalham.

O estudo Millennials na América e no Caribe: trabalhar ou estudar? sobre jovens latino-americanos foi lançado hoje (3) durante um seminário no Ipea, em Brasília. Os dados envolvem mais de 15 mil jovens entre 15 e 24 anos de nove países: Brasil, Chile, Colômbia, El Salvador, Haiti, México, Paraguai, Peru e Uruguai.

Nem-nem

De acordo com a pesquisa, embora o termo nem-nem possa induzir à ideia de que os jovens são ociosos e improdutivos, 31% dos deles estão procurando trabalho, principalmente os homens, e mais da metade, 64%, dedicam-se a trabalhos de cuidado doméstico e familiar, principalmente as mulheres. “Ou seja, ao contrário das convenções estabelecidas, este estudo comprova que a maioria dos nem-nem não são jovens sem obrigações, e sim realizam outras atividades produtivas”, diz a pesquisa.

Apenas 3% deles não realizam nenhuma dessas tarefas nem têm uma deficiência que os impede de estudar ou trabalhar. No entanto, as taxas são mais altas no Brasil e no Chile, com aproximadamente

10% de jovens aparentemente inativos.

Para a pesquisadora do Ipea Joana Costa, os resultados são bastante otimistas, pois mostra que os jovens não são preguiçosos. “Mas são jovens que têm acesso à educação de baixa qualidade e que, por isso, encontram dificuldade no mercado de trabalhos. De fato, os gestores e as políticas públicas têm que olhar um pouco mais por eles”, alertou.

Políticas públicas

A melhora de serviços e os subsídios para o transporte e uma maior oferta de creches, para que as mulheres possam conciliar trabalho e estudo com os afazeres domésticos, são políticas que podem ser efetivadas até no curto prazo, segundo Joana.

Com base nas informações, os pesquisadores indicam ainda a necessidade de investimentos em treinamento e educação e sugerem ações políticas para ajudar os jovens a fazer uma transição bem-sucedida de seus estudos para o mercado de trabalho.

Considerando a incerteza e os níveis de desinformação sobre o mercado de trabalho, para eles [jovens] é essencial fortalecer os sistemas de orientação e informação sobre o trabalho e dar continuidade a políticas destinadas a reduzir as limitações à formação de jovens, com programas como o Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego (Pronatec). “Os programas de transferências condicionadas e bolsas de estudo obtiveram sucesso nos resultados de cobertura”, diz o estudo.

De acordo com o Ipea, o setor privado também pode contribuir para melhorar as competências e a empregabilidade dos jovens, por meio da adesão a programas de jovens aprendizes e incentivo ao desenvolvimento das habilidades socioemocionais requeridas pelos empregadores, como autoconfiança, liderança e trabalho em equipe.

No Brasil, por exemplo, segundo dados apresentados pelo Ipea, há baixa adesão ao programa Jovem Aprendiz. De 2012 a 2015, o número de jovens participantes chegou a 1,3 milhão, entretanto esse é potencial anual de jovens aptos para o programa.

É preciso ainda redobrar os esforços para reduzir mais decisivamente a taxa de gravidez de adolescentes e outros comportamentos de risco fortemente relacionados com o abandono escolar entre as mulheres e uma inserção laboral muito precoce entre os homens.

Conhecimento e habilidades

As oportunidades de acesso à educação, os anos de escolaridade média, o nível socioeconômico e outros elementos, como a paternidade precoce ou o ambiente familiar, são alguns dos principais fatores que influenciam a decisão dos jovens sobre trabalho e estudo, de acordo com a pesquisa. Em todos os países, a prevalência de maternidade ou paternidade precoce é maior entre os jovens fora do sistema educacional e do mercado de trabalho.

A pesquisa traz variáveis menos convencionais, como as informações que os jovens têm sobre o funcionamento do mercado de trabalho, suas aspirações, expectativas e habilidades cognitivas e socioemocionais. Para os pesquisadores, os jovens não dispõem de informações suficientes sobre a remuneração que podem obter em cada nível de escolarização, o que poderia levá-los a tomar decisões erradas sobre o investimento em sua educação. No caso do Haiti e do México, essa fração de jovens com informações tendenciosas pode ultrapassar 40%.

A pesquisa aponta ainda que 40% dos jovens não são capazes de executar cálculos matemáticos muito simples e úteis para o seu dia a dia e muitos carecem de habilidades técnicas para o novo mercado do trabalho. Mas há também resultados animadores. Os jovens analisados, com exceção dos haitianos, têm muita facilidade de lidar com dispositivos tecnológicos, como também têm altas habilidades socioemocionais. Os jovens da região apresentam altos níveis de autoestima, de autoeficácia, que é a capacidade de se organizar para atingir seus próprios objetivos, e de perseverança.

De acordo com a pesquisa, os atrasos nas habilidades cognitivas são importantes e podem limitar o desempenho profissional dos jovens, assim como a carências de outras características socioemocionais relevantes, como liderança, trabalho em equipe e responsabilidade. Soma-se a isso, o fato de que 70% dos jovens que trabalham são empregados em atividades informais. Entre aqueles que estão dentro do mercado formal há uma alta rotatividade de mão de obra, o que desmotiva o investimento do empregador em capacitação.

Realidade brasileira

No Brasil há cerca de 33 milhões de jovens com idade entre 15 e 24 anos, o que corresponde a mais de 17% da população. Segundo a pesquisadora do Ipea Enid Rocha, o país vive um momento de bônus demográfico, quando a população ativa é maior que a população dependente, que são crianças e idosos, além de estar em uma onda jovem, que é o ápice da população jovem.

“É um momento em que os países aproveitam para investir na sua juventude. Devemos voltar a falar das políticas para a juventude, que já foram mais amplas, para não produzir mais desigualdade e para que nosso bônus demográfico não se transforme em um ônus”, disse.

Além das indicações constantes no estudo, Enid também destaca a importância de políticas de saúde específica para jovens com problemas de saúde mental, traumas e depressão.

A pesquisa foi realizada em parceria do Ipea com a Fundación Espacio Público, do Chile, o Centro de Pesquisa para o Desenvolvimento Internacional (IRDC), o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com apoio do Centro Internacional de Políticas para o Crescimento Inclusivo (IPC-IG).

Agência Brasil

Metade dos homens acredita que beijar outra pessoa não é traição, diz pesquisa

Trair para alguns pode ser imperdoável. Entretanto, há quem considere que atos como beijar alguém ou flertar online não configuram uma traição. Pelo menos é o que diz uma pesquisa feita pela BBC Radio 5, que entrevistou mais de dois mil participantes.

Uma das descobertas feitas pelo veículo foi que 50% dos homens não consideram beijar outra pessoa como traição. Este pensamento é apoiado por apenas 27% das mulheres. O mesmo número de homens também afirmou que o sexo online não significa trair.

Em contrapartida, 75% do sexo feminino acredita que trocar mensagens e fotos eróticas com estranhos na internet configura uma traição.

Análise do comportamento

Segundo o coach de relacionamento James Preece, em entrevista ao The Independent, as descobertas sugerem que existam diferenças em como os sexos enxergam a intimidade. “Não importa qual o seu gênero, beijar outra pessoa e pensar que não está traindo significa que você não tem respeito por seu parceiro(a)”.

De acordo com o especialista, não se importar com o impacto que as suas ações terão em seu parceiro pode significar que você está com a pessoa errada.

Como superar uma traição

De acordo com a psicóloga Lia Clerot, ao sermos traídos, podemos sentir que a culpa foi nossa. Além de nos afastarmos de nosso parceiro, saímos do relacionamento com a autoestima prejudicada, acreditando que a situação poderia ser diferente caso tivéssemos agido de outras maneiras durante a relação.

Entretanto, a especialista esclarece que não devemos nos depreciar por conta de atitudes alheias ou acreditar que a situação irá se repetir em relacionamentos futuros. Sentir emoções negativas também auxilia no processo de recuperação.

O choro, a raiva e o desânimo são expressões naturais da mente, e não devemos bloquear isto. “Nós, como seres humanos, precisamos passar por momentos de fraqueza para nos fortalecermos”, afirma Lia.

O autocuidado e a prática de atividades prazerosas, não importa o quão simples sejam, também cultivam o amor próprio e nos ajudam a recuperar a percepção do nosso valor.

Fonte: terra.com