Polícia cumpre mandados de prisão e busca do caso Marielle Franco

Agentes da Divisão de Homicídios da Polícia Civil estão nas ruas nesta quinta-feira (13) para cumprir mandados de prisão e de busca e apreensão relacionados às mortes da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes. Os agentes estão em 15 endereços espalhados por vários lugares do Rio e fora do estado.

Os policiais estão em endereços na Zona Oeste do Rio, em Nova Iguaçu, na Baixada Fluminense; em Angra dos Reis, no Sul do RJ; em Petrópolis, na Região Serrana; e em Juiz de Fora, em Minas Gerais.

Os mandados de busca e apreensão e prisão fazem parte de um inquérito à parte, mas de acordo com o delegado Giniton Lages, que está à frente das investigações, isso tudo tem ligação com os assassinatos. As mortes completam nove meses nesta sexta-feira (14).

Fonte: g1

PF prende vice-governador de MG, Joesley Batista e Ricardo Saud em investigação sobre suposto esquema na Agricultura

O vice-governador de Minas Gerais, Antonio Andrade (MDB), os ex-executivos da JBS Joesley Batista e Ricardo Saud e mais nove foram presos nesta sexta-feira (9) em uma operação que investiga suposto esquema de corrupção no Ministério da Agricultura durante o governo da presidente Dilma Rousseff (PT).

Ao todo, são 19 mandados de prisão temporária, um deles contra o ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (MDB), que está preso no Paraná. O mandado contra ele ainda não foi cumprido.

A PF cumpre ainda 63 mandados de busca e apreensão no Distrito Federal e em Minas Gerais, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraíba e Mato Grosso.

VEJA A LISTA DE PRESOS

  • Antonio Andrade, vice-governador de Minas e ministro da Agricultura de março de 2013 a março de 2014
  • Joesley Batista, dono da JBS
  • Ricardo Saud, ex-executivo da JBS
  • Demilton de Castro, executivo da JBS
  • João Magalhães, deputado estadual pelo MDB de MG
  • Neri Geller, deputado federal eleito pelo PP de MT e ministro da Agricultura de março de 2014 a dezembro de 2015
  • Rodrigo Figueiredo, ex-secretário de Defesa Agropecuária
  • Mateus de Moura Lima Gomes, advogado
  • Mauro Luiz de Moura Araújo, advogado
  • Ildeu da Cunha Pereira, advogado
  • Marcelo Pires Pinheiro
  • Fernando Manoel Pires Pinheiro

Num primeiro momento, Saud não havia sido localizado, e a PF chegou a dizer que ele estava no exterior. Mais tarde, entretanto, foi confirmada a prisão do executivo.

VEJA A LISTA DOS MANDADOS NÃO CUMPRIDOS

  • Waldir Rocha Pena, sócio do supermercado BH, que estaria no Uruguai
  • Florisvaldo Caetano de Oliveira, funcionário da JBS
  • Odo Adão filho, advogado

A PF fez buscas no gabinete do vice-governador de MG. Ele foi preso em uma fazenda em Vazante, no Noroeste de Minas Gerais. Os mandados foram expedidos pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região.

Batizada de Capitu, a operação é um desdobramento da Lava Jato e feita em conjunto com a Receita Federal. A operação é baseada na delação do doleiro Lúcio Funaro, apontado como operador do MDB.

Segundo as investigações, havia um esquema de arrecadação de propina dentro do Ministério da Agricultura para beneficiar políticos do MDB, que recebiam dinheiro da JBS, que pertencem aos irmãos Joesley e Wesley Batista, em troca de medidas para beneficiar as empresas do grupo.

Ainda de acordo com as investigações, empresas doavam dinheiro para políticos e partidos. Duas grandes redes varejistas de Minas Gerais atuavam no esquema, por meio de seus controladores e diretores.

O esquema

De acordo com as investigações, Antonio Andrade teria beneficiado a JBS com decretos quando era ministro da Agricultura, no governo Dilma.

Ele teria determinado a regulamentação da exportação de despojos, a proibição do uso da ivermectina de longa duração – droga antiparasita – e a federalização das inspeções de frigoríficos.

O Grupo JBS teria pagado R$ 2 milhões pela regulamentação da exportação de despojos e R$ 5 milhões na proibição da ivermectina de longa duração.

Se indiciados, os envolvidos vão responder pelos crimes de constituição, participação em organização criminosa, obstrução de Justiça, corrupção ativa e passiva e lavagem de dinheiro.

Alexandre Nardoni tem parecer favorável para regime semiaberto

Um exame criminológico apontou que o detento Alexandre Alves Nardoni, condenado a 30 anos e 2 meses de prisão pela morte da filha Isabella, está apto a progredir para o regime semiaberto. O teste aponta que Nardoni, preso desde 2008 na Penitenciária de Tremembé, cidade do interior de São Paulo, tem “ótimo comportamento” e é “capaz de criar vínculos afetivos”.

O regime mais brando dá direito a saídas temporárias para visitar a família e permite que o detento trabalhe ou estude fora da prisão. A mudança, no entanto, ainda precisa ser autorizada pela Vara de Execuções Criminais.

A defesa de Nardoni entrou com o pedido de progressão em setembro, depois de avaliar que o preso cumpriu o tempo de dois quintos da pena previsto em lei para mudar de regime. A contagem incluiu a remição – um desconto na pena corresponde aos dias trabalhados na prisão.

O Ministério Público Estadual pediu que Nardoni fosse submetido a uma avaliação criminológica. O laudo, favorável à concessão do benefício, foi expedido no dia 24 de outubro. O documento é assinado por dois diretores da unidade, assistente social, psicóloga e psiquiatra.

O texto aponta que o detento possui ótima conduta, mantém boa relação com os demais presos e sempre demonstrou interesse em retornar ao convívio social, habilitando-se para participar de atividades que resultam em redução de pena. Nardoni já trabalhou na faxina, lavanderia, rouparia e, atualmente, é encarregado do almoxarifado na fábrica de carteiras escolares mantida no presídio pela Funap, a fundação de assistência aos presos. Ele também lê livros e participa de grupos de oração.

Conforme o relato, Nardoni mantém o relacionamento com a mulher, Anna Carolina Jatobá, também condenada pela morte de Isabella. Eles se correspondem por cartas e trocam informações por meio dos familiares.

Anna Carolina cumpre pena na Penitenciária Feminina de Tremembé e, desde outubro de 2017, está no regime semiaberto. Nardoni fala sobre a morte da filha, que diz ter criado um vazio em sua vida, e afirma que não sente arrependimento pois se considera inocente.

O Ministério Público quer mais garantias de que o preso está apto a mudar de regime. O promotor Luiz Marcelo Negrini disse que, em razão da gravidade do crime e da pena elevada, vai pedir a aplicação ao detento do teste de Rorschach, também conhecido como “teste do borrão de tinta”.

Trata-se do mesmo teste aplicado à detenta Suzane von Richthofen, condenada pela morte dos pais e, atualmente, no regime semiaberto, e que serviu de base para a negativa da justiça ao pedido de progressão dela para o regime aberto.

Conforme Negrini, a decisão sobre aplicar ou não o teste será da 1ª Vara de Execuções Criminais, onde tramita o processo de Nardoni. O pedido será analisado pela juíza Sueli Zeraik Oliveira Armani, mas não há prazo para uma decisão. Procurado, o advogado de Nardoni, Roberto Podval, não retornou.

Famosos

A Penitenciária 2 de Tremembé é conhecida por abrigar presos famosos. Por ali já passaram o médico Roger Abdelmassih, atualmente em prisão domiciliar, o filho de Pelé e ex-goleiro do Santos, Edison Nascimento, o ‘Edinho’, que está no semiaberto, e os irmãos Daniel e Cristian Cravinhos, cúmplices de Suzane na morte dos pais dela. Cristian voltou a ser preso este ano após tentativa de extorsão a policiais.

Fonte: exame

No Brasil, 193 pessoas foram presas por crimes eleitorais

Se comparado com o 1º turno, os números são quase três vezes menores

Em todo Brasil, 193 pessoas foram presas por prática de crimes eleitorais neste domingo, 28, segundo turno das eleições 2018. Os números são do Centro Integrado de Comando e Controle (CICCN) da Secretaria Nacional de Segurança Pública (Senasp).

As prisões são resultado das 1.415 ocorrências registradas pelas policias estaduais e as superintendências regionais da Polícia Federal. Ao todo, 270 mil policiais estaduais e federais, bombeiros e guardas municipais atuam para garantir a segurança e ordem durante o pleito.

Se comparado com o 1º turno, os números são quase três vezes menores. No dia 7 de outubro, o CICCN registrou 3.251 ocorrências que resultaram em 929 prisões. Com informações do Estadão Conteúdo.

Fonte: noticiasaominuto

Eleitor é preso após menosprezar mesários e dizer que urna é falsa

Uma mulher também foi detida na cidade de Bonito foi detida por tentar fotografar a urna na hora do voto

Dois eleitores, que não tiveram a identidade revelada pelo Tribunal Regional Eleitoral (TRE-PE), foram presos no agreste de Pernambuco na manhã deste domingo, 28. Uma mulher na cidade de Bonito foi detida por tentar fotografar a urna na hora do voto e um homem, em Gravatá, por declarar que a urna era falsa e menosprezar os servidores e mesários, o que configura perturbação da ordem.

Ambos foram detidos e levados para delegacias onde serão lavrados termos circunstanciados de ocorrência. “Um juiz está verificando uma denúncia no Recife de que um eleitor está dizendo que as urnas têm bluetooth e o sistema estaria ligado, isso é fake news e também pode ser enquadrado por perturbação da ordem”, disse o assessor chefe da corregedoria do TRE-PE, Orson Lemos.

Até as 11h, o TRE-PE registrou 91 ocorrências com urnas, desse total 40 precisaram ser substituídas. Igarassu, na região metropolitana do Recife, foi o município mais afetado com cinco trocas dos equipamentos. Com informações do Estadão Conteúdo.

Fonte: noticiasaominuto

 

Dois delegados e cinco agentes da Polícia Civil são presos no Rio

A investigação da Operação Infiltrados usou interceptação de conversas telefônicas autorizadas pela Justiça, análise de dados, colaboração premiada, infiltração e diligências de campo.

A Corregedoria da Polícia Civil do Rio de Janeiro faz hoje (18) uma operação para prender dois delegados e cinco agentes acusados de organização criminosa, extorsão mediante sequestro, concussão, roubo qualificado e prevaricação. Além disso, estão sendo cumpridos dez mandados de busca e apreensão, expedidos pela 7ª Vara Criminal de Mesquita.

A investigação da Operação Infiltrados usou interceptação de conversas telefônicas autorizadas pela Justiça, análise de dados, colaboração premiada, infiltração e diligências de campo. Segundo o inquérito, policiais da Delegacia de Mesquita (53ª DP) sequestraram, em agosto do ano passado, um suspeito de ligação com a venda de drogas da comunidade da Chatuba, contra quem havia mandado de prisão expedido pela Justiça. Os policiais teriam mantido o suspeito preso nas dependências da delegacia até o pagamento de propina por seus familiares, para que fosse libertado.

Em outra ocasião, um suspeito foi  preso em flagrante por roubo qualificado, reconhecido pelas vítimas, mas após a liberação dos policiais condutores, o autor foi solto e seu auto de prisão em flagrante cancelado. Também foi constatado que policiais militares apresentaram uma ocorrência de violência doméstica, com o agressor conduzido, mas que mediante o pagamento de propina o autor foi liberado sem qualquer registro do fato, apesar de a vítima ter sido agredida com grande violência pelo companheiro.

Fonte: agenciabrasil

Irmão de Beto Richa e mais 14 investigados são presos pela PF em nova fase da Lava Jato

Advogado de Luiz Abi Antoun, um dos alvos, disse que o cliente está fora do país; ao todo, foram expedidos 73 mandados de busca e apreensão, três de prisão preventiva e 16 de prisão temporária.

A Polícia Federal (PF) prendeu Pepe Richa, irmão do ex-governador do Paraná Beto Richa (PSDB), e mais 14 pessoas na 55ª fase da Operação Lava Jato na manhã desta quarta-feira (26) em cidades do Paraná, Santa Catarina, Rio de Janeiro e São Paulo.

A ação foi batizada de Operação Integração II e investiga irregularidades nas rodovias pegadiadas do Paraná. O diretor da Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) João Chiminazzo Neto é alvo de uma ordem preventiva de prisão.

O empresário Luiz Abi Antoun, um dos alvos de prisão temporária, conforme o delegado Joel Cicotti, de Londrina, no norte do Paraná está no exterior. Abi é primo do ex-governador Beto Richa (PSDB).

O advogado dele Anderson Mariano disse que o cliente está em viagem ao Líbano, com autorização da Justiça Estadual.

De acordo com o advogado, a passagem de retorno ao Brasil está marcada para outubro, para as audiências da Operação Publicano, que investiga um esquema de corrupção na Receita Estadual do Paraná.

Ele afirmou ainda que vê com surpresa a operação desta quarta-feira e que Abi não tem relação com os demais investigados, com exceção de Pepe Richa.

Outros três investigados não foram localizados pela operação.

A investigação

A investigação mira os crimes de corrupção, lavagem de dinheiro, sonegação fiscal, estelionato e peculato em um esquema relacionado à administração das rodovias federais no Paraná que fazem parte do chamado Anel da Integração.

Um dos esquemas, intermediado pela ABCR, movimentou R$ 240 mil mensais em 2010 em propina, segundo o Ministério Público Federal (MPF).

Do total de mandados, 73 são de busca e apreensão, três são de prisão preventiva e 16 são de prisão temporária. Os crimes investigados na atual fase são corrupção ativa, corrupção passiva, fraude a licitações, lavagem de dinheiro e associação criminosa, dentre outros.

Luiz Abi tinha sido preso no dia 11 de setembro na Operação Rádio Patrulha, que investiga suposta organização criminosa durante o governo de Beto Richa, que também foi preso na ação.

Os dois e mais 13 investigados foram soltos no dia 14 de setembro após uma determinação do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF).

Entre os alvos das outras ordens judiciais, segundo o Ministério Público Federal (MPF), estão concessionárias que administram o Anel de Integração do Paraná: Econorte, Ecovia, Ecocataratas, Rodonorte, Viapar e Caminhos do Paraná, além de intermediadores e agentes públicos corrompidos beneficiários de propina.

Investigação da 55ª fase

De acordo com a investigação do Ministério Público Federal (MPF), foram identificados dois esquemas paralelos de pagamentos de propinas relatados por réus que são colaboradores. O primeiro, iniciado em 1999, era intermediado pela ABCR.

Segundo o MPF, quando se iniciou o esquema, o valor total da arrecadação mensal de propina era de aproximadamente R$ 120 mil, sendo que esse valor era dividido entre as seis concessionárias do Anel de Integração proporcionalmente ao faturamento de cada uma delas.

“O montante da propina foi atualizado conforme os reajustes tarifários, chegando a aproximadamente R$ 240 mil mensais em 2010”, disse o MPF.

Os beneficiários finais da propina eram agentes públicos do Departamento de Estradas de Rodagem do Paraná (DER) e, posteriormente, após 2011, da Agência Reguladora do Paraná (Agepar), ainda conforme o MPF.

As entregas eram realizadas com dinheiro em espécie na sede da ABCR, em Curitiba, por emissários das concessionárias, segundo as investigações.

Os procuradores afirmam ainda que, para obtenção de dinheiro em espécie, as concessionárias simulavam ou superfaturavam a prestação de serviços com empresas envolvidas no esquema.

Entre os operadores financeiros que simulavam a prestação de serviços estavam Adir Assad e Rodrigo Tacla Duran, afirma o MPF.

“Somente para o Grupo Triunfo, controlador da Econorte, Adir Assad faturou R$ 85 milhões em notas frias. Já para o Grupo CCR, controlador da Rodonorte, foram produzidas notas frias que somaram R$ 45 milhões”, afirmam os procuradores.

Os procuradores destacam que somente nesse esquema foram pagos aproximadamente R$ 35 milhões, sem atualização monetária. Os pagamentos duraram até o final de 2015.

Pagamentos mensais ao DER-PR

A investigação também aponta que, em paralelo ao esquema de arrecadação de propina via ABCR, há evidências de que, em janeiro de 2011, foi implementado no governo estadual do Paraná um esquema de pagamentos de propinas mensais de aproximadamente 2% dos valores de cada contrato vigente com os fornecedores do DER.

Cabia ao operador financeiro Aldair Petry, conhecido como Neco, o recolhimento mensal dos valores que eram pagos em espécie, que totalizam aproximadamente R$ 500 mil, segundo o MPF.

Os procuradores afirmam que o esquema durou até 2014 e que nesse período teriam sido pagos aproximadamente R$ 20 milhões em propinas.

O que dizem os citados

A Associação Brasileira de Concessionárias de Rodovias (ABCR) informou que está contribuindo com as autoridades no fornecimento de informação e que não teve acesso aos autos do processo.

No mesmo sentido, O Grupo CCR informou que tem contribuído com as investigações. Em nota encaminhada à imprensa, o grupo afirmou que contituiu, em fevereiro deste anos, um comitê para investigar fatos relacionados à operação.

“Os trabalhos do Comitê Independente estão adiantados e, assim que concluídos, seus resultados serão reportados ao Conselho de Administração e autoridades”, diz trecho da nota.

A concessionária Caminhos do Paraná afirmou que considera a prisão de profissionais ligados à empresa desnecessária. Segundo a concessionária, a empresa “tem prestado os esclarecimentos necessários e jamais negou colaboração”.

“A Caminhos do Paraná reforça seu compromisso com a transparência e a integridade e está colaborando com a Justiça, prestando todos os esclarecimentos solicitados e visando a completa elucidação dos fatos.”

A Ecovia e a Ecocataratas também afirmaram que estão colaborando com as autoridades e reafirmam o compromisso com a transparência e a ética em todas as relações profissionais.

Procurados pela reportagem, o DER-PR e a Secretaria de Estado de Infraestrutura e Logística (SEIL) afirmaram que está colaborando a 55ª fase da Operação Lava Jato.

“Desde abril de 2018, ambos os órgãos estão sob nova direção, que não toleram práticas de corrupção”, diz trecho da nota.

O G1 tenta contato com os demais citados.

Fonte: g1

Responsáveis por fraude em 9 mil seguros-desemprego são presos em SP

Segundo investigadores da Polícia Federal, os investigados sacaram mais de R$ 9 milhões.

Dois investigados foram presos em flagrante nesta quinta-feira (20/9), no âmbito da Operação Mendacium, deflagrada pela Polícia Federal (PF), que mira supostas fraudes do seguro-desemprego. Segundo a PF, os suspeitos foram detidos em um escritório de contabilidade no bairro da Penha, na zona leste de São Paulo, por possuírem consigo mais de 1.600 documentos falsos ou em branco, como espelhos de RG e Carteiras de Trabalho. Os supostos esquemas teriam gerado saques de R$ 9 milhões em benefícios fraudulentos.

A ação contou com o apoio do Ministério do Trabalho e da Caixa Econômica Federal.

“O inquérito policial iniciou-se em Presidente Prudente/SP em outubro de 2017, quando um trabalhador desempregado procurou a PF para relatar que não havia conseguido retirar seu seguro-desemprego porque alguém já o havia recebido. Ao longo das investigações, verificou-se que o grupo agia majoritariamente na cidade de São Paulo. Cerca de 300 empresas fictícias foram criadas pelos investigados para possibilitar o recebimento de mais de 9.000 benefícios de seguro-desemprego fraudulentos. Segundo os autos, mais de R$ 9 milhões já foram sacados”, afirma a Polícia Federal, por meio de nota.

De acordo com a PF, em um “escritório em São Paulo, no bairro de Penha de França, duas pessoas foram presas em flagrante. No local foram apreendidos, entre outros materiais, 800 carteiras de trabalho em branco, 800 espelhos de RG de diferentes estados do Brasil, também em branco, que seriam preenchidos pelo grupo criminoso”.

“Também foram apreendidos R$ 472 mil em espécie, apetrechos para falsificação de documentos e documentos falsos já preenchidos”, diz a corporação.

A Polícia Federal afirma que vai voltar os trabalhos “para identificar os beneficiários dos benefícios, seu envolvimento com o grupo investigado e também a origem dos documentos apreendidos, se são verdadeiros – desviados de instituições legítimas, ou falsos”.

“Os presos foram encaminhados ao sistema prisional estadual, onde permanecerão à disposição da Justiça Federal. Eles responderão pelos crimes de estelionato, organização criminosa e corrupção ativa”, relata a PF, por meio de nota.

Fonte: metropoles

Polícia prende cinco suspeitos de formar maior quadrilha de roubo de gado de GO

Caseiros eram rendidos, e objetos das propriedades rurais, roubados. Prejuízo estimado pela corporação é de R$ 240 mil.

A Polícia Civil prendeu cinco suspeitos de participar de uma quadrilha especializada no roubo de gado na região central e norte de Goiás. Segundo o delegado Cleidson Carvalho, o grupo é o maior a atuar na região e já causou prejuízo de ao menos R$ 240 mil em três assaltos desde o mês de março deste ano.

“Eles foram presos no último dia 6, mas já havíamos prendido eles em 2015. Quando eles foram para o semiaberto, em março, passamos a acompanhá-los, porque sabíamos que eles iriam reincidir. Desde então estamos acompanhando o grupo. Dois seguem foragidos”, explicou.

Os presos foram identificados como Lucas Rodrigues da Silva, Francisco Cleiber da Silva, Hudson da Silva Santos, Edson Lima Assunção e Ricardo Antônio Pereira da Silva. O grupo foi apresentado à imprensa, mas nenhum dos suspeitos quis comentar o caso.

De acordo com a Polícia Civil, a quadrilha invadia as propriedades rurais com armas de fogo e imobilizava os caseiros, amarrando-os ou deixando-os presos em um dos cômodos da casa. Em seguida, os criminosos fechavam o gado e encarretavam os animais em caminhões alugados. Eles eram transportados até Brasília. Depois, anunciados em comércios da Bahia.

Os crimes ocorriam durante o dia. Parte do bando ficava com os caseiros, até dar tempo de o restante desembarcar em Brasília. Ainda segundo a polícia, os criminosos que ficavam com os funcionários das fazendas aproveitavam para roubar móveis, televisores, computadores e objetos usados no manuseio do gado, como arreios e rações.

A prisão ocorreu em flagrante, durante um roubo em uma propriedade de Crixás. Dois dos suspeitos — os irmãos Lucas Rodrigues da Silva e Francisco Cleiber da Silva, apontados como chefes do bando — estavam em um carro escoltando dois caminhões com gado roubado e, na fuga, acabaram batendo em um carro da polícia, o que provocou lesões leves em um agente.

Os outros três estavam na fazenda de onde o gado havia sido roubado com os funcionários do local.

“Eles eram responsávei por manter vítimas em vigilância até o gado chegar ao seu destino, que nesse caso seria Ceilândia (DF). A todo instante ameaçando vítimas de morte mantendo elas amarradas. As vítimas ficavam as vezes de 6 a 8 horas sob o domínio deles”, afirmou o delegado.

Com o grupo foram apreendidos dois revólveres e uma arma falsa, além de um carro. De acordo com a Polícia Civil, toda quadrilha possui antecedentes criminais pela prática de vários crimes dessa mesma natureza. Um deles é foragido do sistema prisional.

O delegado acrescentou que o grupo deve responder pelos crimes de formação de quadrilha e roubo qualificado. Se forem condenados, cada um pode ficar preso por até 36 anos.

Fonte: g1

Operação da PF prende ex-secretário de Saúde do Rio

A Operação S.O.S, desdobramento da Lava Jato, mira desvio de recursos na contratação de organização social na área de saúde.

A Polícia Federal realiza desde as primeiras horas da manhã de hoje (31) uma operação que tem como alvo organizações sociais contratadas pelo governo do Rio de Janeiro, durante a gestão do então governador Sérgio Cabral, para administrar hospitais do estado.

A Operação S.O.S, desdobramento da Lava Jato, mira desvio de recursos na contratação de organização social na área de saúde.

Foi decretada a prisão de 20 pessoas, entre elas, a do ex-secretário de Saúde Sérgio Cortês e dos empresários Miguel Iskin e Gustavo Estellita.

Nessa fase das investigações, foi possível estimar que os contratos fraudados permitiram o desvio de cerca de R$ 74 milhões dos cofres públicos.

De acordo com o Ministério Público Federal (MPF), o objetivo é aprofundar a investigação sobre fraudes na Secretaria de Saúde, com a contratação da Organização Social Pró-Saúde, que administrou vários hospitais do estado a partir de 2013, como os Getúlio Vargas, Albert Schuartz, Adão Pereira Nunes e Alberto Torres.

Orçamento sofria influências

As investigações indicam que o empresário Miguel Iskin influenciava o orçamento e a liberação de recursos pela secretaria e as contratações pela Pró-Saúde.

Segundo o MPF, Iskin indicava empresas e fornecia “toda a documentação necessária, como cotações de preços e propostas fraudadas, para instruir o procedimento de contratação”.

Por essa atuação, o empresário cobrava a devolução de 10% sobre o valor dos contratos dos fornecedores da organização social. Os valores oriundos desse percentual eram distribuídos entre os demais membros da organização criminosa.

“A Pró-Saúde é uma organização com sede em São Paulo e os contratos com o Rio de Janeiro chegaram a representar 50% do faturamento nacional da entidade, que saltou de R$ 750 milhões em 2013 para R$ 1,5 bilhão em 2015”, diz a nota do MPF.

“As investigações também revelam que três ex-gestores da Pró-Saúde, Ricardo Brasil, Manoel Brasil e Paulo Câmara, firmaram contratos da entidade com a empresa Aditus Consultoria, do qual eram sócios, obtendo vantagens indevidas no valor de R$ 30 milhões entre os anos de 2012 e 2014”, acrescenta a nota.

A Agência Brasil ainda não obteve um posicionamento da OS Pró-Saúde,nem da defesa de Sérgio Côrtes.

A defesa do empresário Miguel Iskin considerou a prisão ilegal.

“A mais alta corte de Justiça do país já determinou que essas prisões provisórias de Miguel Iskin violam a legislação vigente no Brasil. Não satisfeito, o Juízo da 7ª Vara Federal Criminal – RJ – determinou a custódia preventiva do filho de Miguel também. Isso tudo sem que sequer exista uma denúncia formal do Ministério Público. Parece não haver mais limites.Está se rasgando o Código de Processo Penal e a Constituição da República brasileira. O mais grave: em desrespeito, repita-se, a julgamentos anteriores de nossa Suprema Corte”, disse a defesa de Iskin.

Fonte: agenciabrasil