Dois novos tipos de rotavírus são identificados no Brasil

Estudo foi publicado na revista científica Journal of General Virology e envolveu pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz e do Instituto de Medicina Tropical da USP

Desde 2006, a atual geração de vacinas tem dado conta de prevenir a maior parte dos casos de rotavírus, que causa vômitos, cólicas, diarreia e é responsável por 40% das internações hospitalares de crianças no Brasil.

No entanto, um sinal amarelo foi aceso com a identificação de duas novas cepas no país, de acordo com um novo estudo.

O trabalho, publicado na revista científica Journal of General Virology e que envolveu pesquisadores do Instituto Adolfo Lutz (IAL) e do Instituto de Medicina Tropical da USP, mostrou que uma cepa que mistura material genético de vírus equino com vírus humano é hoje a mais comum nas análises que chegam ao IAL, o qual analisa material do Centro-Oeste, Sul e parte do Sudeste.

O rotavírus equino-humano apareceu no país em 2015. Em 2017, já correspondia a 80% de todas as amostras positivas para rotavírus.

Esse tipo de combinação das partes entre as cepas que infectam animais diferentes não é tão rara, afirma a pesquisadora Adriana Luchs, do Adolfo Lutz. Só que geralmente os vírus resultantes dessas combinações acabam num beco sem saída, infecciosamente falando –eles até conseguem infectar mamíferos ou aves, mas não conseguem ir adiante e infectar outro animal.

A explicação aventada pelos cientistas é que o rotavírus equino-humano teria se propagado pelo país a partir de Foz do Iguaçu, onde foi encontrado pela primeira vez em março de 2015 numa garota de dez anos que não havia sido vacinada. Desde então, o vírus circulou no Paraná até maio de 2016 até se espalhar por outros estados.

A pesquisa de Luchs e colaboradores, apoiada pela Fapesp, também identificou um outro vírus, o DS-1-like G1P[8], que só havia sido encontrado na Ásia. Essa cepa provavelmente chegou com alguém vindo daquele continente.

Apesar de ter sido um achado pontual, em 2013, ele tem importância: é justamente a partir da cepa G1P[8] que foi formulada a primeira vacina contra o rotavírus (da farmacêutica MSD). E ela tem funcionado bem contra todos os parentes que tem esse sobrenome P[8], que identifica uma das proteínas presentes na superfície do vírus, diz Luchs.

Uma emergência desse subtipo poderia indicar que a vacina está deixando de fazer efeito –o que, por ora, é apenas especulação. De todo modo, ressaltam os cientistas, é melhor ficar atento e manter o monitoramento a todo vapor.

A transmissão do rotavírus se dá geralmente pela via fecal-oral, ou seja, uma grande quantidade de vírus é dispersada pelas fezes. Resistentes, os vírus aguardam no ambiente até que surja uma nova oportunidade para infectar algum outro animal, reiniciando o ciclo. Com informações da Folhapress.

Fonte: noticiasaominuto

Descubra todos os benefícios do exercício físico na gravidez

Gravidez não é doença: ao contrário, é um momento de saúde plena da mulher

Quem engravida e é sedentária tem um bom motivo para começar a praticar uma atividade física: o exercício na gestação previne o diabetes, o ganho excessivo de peso e aumenta a disposição, porque aumenta a serotonina, hormônio ligado ao prazer. E quem já pratica uma atividade nem pode pensar em pará-la!

Gravidez não é doença: ao contrário, é um momento de saúde plena da mulher. E, para que esse momento perdure, é imprescindível que ela pratique atividade física regularmente, durante toda a gestação. “A gestante deve consultar seu obstetra e, estando com a saúde em dia, ela pode praticar atividades a partir do primeiro ultrasson morfológico, com 12 semanas de gestação”, aconselha a Dra. Mariana Rosario, ginecologista, obstetra e mastologista.

Para ela, é fundamental que todas as gestantes – salvo exceções, como aquelas que têm placenta prévia, problemas osteoarticulares ou risco de parto prematuro – tenham práticas físicas constantes, para evitar-se o diabetes gestacional, o ganho de peso excessivo e aumentar-se a disposição geral. A prática de atividade física também pode prevenir contra a eclampsia, uma complicação relacionada à hipertensão arterial que pode levar à morte da gestante.

Musculação, caminhada, ioga, pilates, bicicleta, corrida, zumba e dança, entre outras atividades, estão entre as mais indicadas para as gestantes – todas elas orientadas por profissionais especializados em gestantes. “É importante que a mulher grávida seja acompanhada em seu pré-natal, pelo obstetra, e por um profissional de Educação Física especializado em gestante. Não é aconselhável que ela exagere, é claro, mas é imprescindível que as sedentárias aproveitem esse período para começarem uma atividade, devagar, e as que já a praticam não a abandonem”, aconselha.

No consultório, Mariana diz que incentiva suas pacientes a procurar o prazer de cuidar do corpo na gravidez, porque presencia muitas mulheres sem estímulo de criar novos hábitos. “Vejo que há desculpas para não realizarem exercício físico na gestação, mas, este é um período em que se gasta muita energia e é necessário ter disposição para chegar à 40ª semana bem. A atividade física aumenta a serotonina e dá prazer, então, a sensação física é muito boa, só faz bem”, garante.

O ideal, segundo a médica, é que a prática seja realizada ao menos três vezes por semana, com duração de uma hora por dia. “Mais não fará mal, mas, nunca se pode esquecer do acompanhamento profissional. Com a atividade física, será muito mais fácil retomar a condição corpórea anterior à gestação após o parto”, finaliza.

Fonte: noticiasaominuto

Ozzy Osbourne arrebenta vaso sanguíneo no olho após tossir com força

Declaração foi dada pelo próprio músico

Decididamente, Ozzy Osbourne não tem tido muita sorte nos últimos tempos. O cantor de 70 anos fez uma publicação no Instagram nesta sexta-feira (24) que impressionou seguidores.

O vocalista dos Black Sabbath compartilhou uma foto do seu olho, visivelmente machucado, dizendo que “tossiu com tanta força que arrebentou um vaso sanguíneo”.

Após a notícia, os seguidores desejaram as melhoras ao músico.

Vale lembra que, em outubro do ano passado, Ozzy foi obrigado a adiar uma série de shows depois de ter tido uma grave infeção na mão por conta de uma manicure.

Fonte: noticiasaominuto

Entenda o que acontece com o seu coração nos dias mais quentes

Especialista explica porque os hipertensos devem ficar atentos com o verão

As altas temperaturas no verão fazem com que mudanças nos nossos hábitos coloquem a saúde do coração em risco: excesso de esforço físico, maior consumo de bebidas alcoólicas, excessos alimentares, fácil desidratação e muita exposição ao sol.

Segundo o cirurgião cardíaco e membro da Sociedade Brasileira de Cirurgia Cardiovascular, Dr. Élcio Pires Júnior, as pessoas que já possuem problemas cardiovasculares e as que estão dentro do grupo de risco devem estar mais alertas no verão. “Sair da rotina alimentar devido às mudanças de hábitos que o verão traz podem causar o agravamento de doenças do coração, principalmente a hipertensão e o aumento de chances de infarto”, comenta o especialista.

Hipertensão

Quando a temperatura está muito alta, nosso organismo naturalmente sofre um processo chamado vasodilatação. Isso acontece para que o corpo tenha um equilíbrio da temperatura de acordo com o ambiente externo, como no caso do verão. Assim, esse processo facilita a diminuição da temperatura corporal.

“A vasodilatação diminui a pressão arterial, por isso, os hipertensos devem estar atentos, principalmente as pessoas que já fazem uso de medicamento para controlar a pressão. O verão pode ser o momento ideal para colocar em dia a consulta com o cardiologista, assim o paciente pode curtir o calor sem preocupações, desde que não descuide da saúde”, alerta o cirurgião.

Infarto

Mesmo que a pressão arterial seja mais baixa quando a temperatura está mais alta, a desidratação torna o sangue mais grosso e viscoso, fazendo com que a frequência cardíaca aumente, podendo provocar maiores incidências de infartos e derrames.

“As pessoas que possuem fatores de risco como obesidade, hipertensão, colesterol alto, fumantes e histórico familiar de doenças cardiovasculares devem estar atentos aos sintomas e buscar ajuda médica caso sintam tonturas, falta de ar, dores no peito, batimentos acelerados e cansaço excessivo”, conta o médico.

A melhor maneira de aproveitar o verão

Para que o verão seja uma época do ano segura para a saúde do coração, é preciso tomar alguns cuidados: esteja hidratado; não abuse de bebidas alcoólicas; use roupas leves e evite locais que estejam ainda mais quentes e abafados; evite comidas pesadas, dando preferência para alimentos leves e frescos; faça exercícios físicos nos horários menos quentes do dia e não deixe de tomar os medicamentos por causa da mudança de hábito no verão.

Fonte: noticiasaominuto

Comer ovo faz bem para os olhos; entenda

Alimento é rico em luteína e zeaxantina, que previnem a degeneração macular

Você sabia que o consumo de ovos tem um papel de destaque na saúde dos olhos, que tem importância fundamental para o bem-estar e a manutenção da qualidade de vida das pessoas? É isso mesmo! Alguns estudos realizados mostram que o consumo de cerca de 1 ovo por dia aumenta a densidade ótica e, portanto, possui uma ação protetora dos olhos, evitando doenças oculares, como a degeneração macular relacionada à idade e a catarata.

Lúcia Endriukaite, nutricionista do Instituto Ovos Brasil, conta que o ovo, com sua gema amarela, é rico em luteína e zeaxantina. Estes mesmos carotenoides estão presentes na pigmentação amarelada da mácula (parte do olho que ajuda a focalizar a luz) e são responsáveis por proteger os olhos dos danos causados pela luz solar.

A profissional ressalta também que o avançar dos anos pode reduzir os níveis de luteína e zeaxantina nos tecidos oculares, o que torna primordial o consumo de alimentos, como o ovo, ao longo da vida. Além disso, outros fatores como exposição solar, fumo, ingestão de alguns medicamentos de uso contínuo e alimentação irregular são relevantes para a redução e perda da visão.

Estudo que comprovou o efeito do consumo de um ovo por dia, avaliou um grupo de 33 pessoas com idade média de 79 anos durante cinco semanas. Foram analisados colesterol e carotenoides antes e depois do estudo. Os pesquisadores então demonstraram que este consumo aumentou a concentração de luteína e zeaxantina sérica, sem elevar o colesterol.

O ovo de tamanho médio (50g) possui cerca de 4g de gordura por unidade, distribuídas em ácidos graxos monoinsaturados (1,82g), poliinsaturados (0,96g) e ácidos graxos saturados (1,56g). A presença destes lipídeos torna o carotenoide biodisponível, favorecendo a sua absorção.

O ovo é uma fonte de proteína importante, além de conter vitaminas e minerais, o que faz dele um alimento completo.

Fonte: noticiasaominuto

Como aliviar a tosse do bebê? Veja o que funciona, de acordo com a ciência

Em casos mais graves de ataque de tosse, pode ser necessário levar a criança ao médico, mas, na maioria dos casos, a causa é bem menos preocupante, e os cuidados, relativamente simples

Pode ser bastante desesperador presenciar um ataque de tosse em um bebê. A sensação dos pais muitas vezes é de impotência e exaustão após uma noite em claro pontuada por sessões ritmadas de tosse. O que fazer nessas situações? Há estratégias comprovadamente eficazes para aliviar o sintoma?

Em casos mais graves, não há dúvida. É preciso levar a criança ao médico ou a um serviço de emergência. Alguns sinais de alerta que indicam a necessidade de um atendimento profissional imediato são: dificuldade de respirar mesmo nos momentos em que o bebê não está tossindo, pele azulada ao redor da boca, febre alta persistente e prostração.

A maior parte dos casos de tosse em bebês, no entanto, tem uma causa bem menos preocupante: o resfriado comum, resultante de infecções virais. Segundo a pediatra Sônia Chiba, presidente do Departamento Científico de Pneumologia da Sociedade de Pediatria de São Paulo, a maioria dos resfriados não requer nenhuma medicação. Trata-se de uma doença autolimitada, que dura de cinco a sete dias independentemente do uso de remédios.

Se a criança tem períodos de tosse intensa e febre, mas na maior parte do tempo fica bem, sorri, brinca e não deixa de beber líquidos, então ela provavelmente tem um resfriado comum.

Remédio para tosse?

Apesar de menos grave, o resfriado pode ser bastante desconfortável para os pequenos, principalmente por causa dos acessos intermináveis de tosse. Infelizmente, não há nenhuma medicação comprovadamente capaz de aliviar a tosse causada por resfriados em bebês.

Até existem produtos disponíveis na farmácia que alegam proporcionar alívio. Mas, segundo uma revisão publicada em 2014 pela Colaboração Cochrane – organização internacional especializada em revisar estudos da área médica -, não há indícios científicos suficientes para justificar o uso de medicamentos populares, como xaropes, para tratar a tosse em crianças ou adultos.

Para os pais que estão vendo um filho sofrer com os sintomas de um resfriado, pode ser difícil aceitar que o melhor a fazer é esperar a doença seguir seu curso natural e evitar o uso de medicamentos. Mas, em alguns países, já houve uma mudança de mentalidade nesse sentido, de acordo com o pediatra Dennis Scolnik, professor da Universidade de Toronto, no Canadá, e especialista em emergência pediátrica.

Risco desnecessário

“Nós paramos de usar medicamentos para resfriado em muitos países porque nada se mostrou eficaz para tratar uma tosse viral. Não usamos xaropes, inclusive a maioria já foi retirada das farmácias no Canadá”, diz Scolnik. Ele afirma que uma criança com resfriado só precisará de medicação caso se mostre necessário reduzir a febre. Outros medicamentos têm riscos de efeitos colaterais, e por que correr esse risco quando se sabe que eles não funcionam?

“Percebo que no Canadá, nos últimos 8 a 10 anos, as pessoas estão aceitando isso muito melhor. Inclusive, elas até sabem quando não é preciso ir ao médico”, diz o pediatra. “Mas já trabalhei em outros lugares onde os pais praticamente ameaçam processar o pediatra caso ele não receite um medicamento, e eles querem um antibiótico imediatamente.” Scolnik observa que, em muitas situações, é mais difícil para o médico gastar 5 minutos educando os pais do que 30 segundos escrevendo uma prescrição.

A pediatra Sônia Chiba afirma que a conscientizar os pais de que é melhor não medicar um resfriado ainda é um desafio no Brasil. “É trabalhoso porque os pais ficam muito ansiosos. Tem pais que querem antibióticos e quando o pediatra não receita, eles acabam desistindo do profissional.” Para Scolnik, essa é uma conscientização que deve começar nas escolas de medicina e se espalhar pela sociedade.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA BBC.

Hipervitaminose: entenda os riscos ao organismo do excesso de vitaminas

Endocrinologista explica como intoxicação por excesso de vitaminas pode ser perigoso

Para garantir corpo e mente saudáveis sabe-se que uma dieta rica em vitaminas é fundamental e que a carência desse tipo de nutrientes pode levar a problemas de pele, deficiências ósseas e doenças autoimunes. Segundo o endocrinologista da Endoclínica de São Paulo, Dr. Rafael Pegher, por este motivo muitos buscam na suplementação uma forma de suprir o organismo de todo o tipo de vitaminas necessárias de uma única vez. No entanto, o especialista faz um alerta sobre os riscos da suplementação sem indicação clínica.

“As vitaminas devem ser ingeridas em porções adequadas para cada caso clínico específico, já que a hipervitaminose pode causar sintomas tóxicos graves, geralmente mais severos quando o paciente tem grandes quantidades de vitamina A, B3 e D no organismo”, afirma o endocrinologista.

De acordo com Pegher, esse tipo de intoxicação não costuma acontecer pelo consumo excessivo de alimentos ricos em vitaminas, mas sim pela ingestão de suplementos vitamínicos sem orientação médica. “Eles são cada vez mais fáceis de encontrar nas farmácias e pela internet, prometendo múltiplos benefícios, que em alguns casos se quer possuem comprovação científica”, conta.

No caso mais comum de hipervitaminose, causada pelo excesso de vitamina D, pode ocorrer o aumento do depósito de cálcio no organismo, levando a sobrecarrega das artérias e rins, além da fragilidade dos tecidos moles do organismo. Portanto, segundo Pegher a prescrição da dose necessária de vitamina D deve ser feita pelo médico, e, preferencialmente, baseada na dosagem dos níveis dessa vitamina em exame de sangue.

“O caso em que os sintomas costumam ser mais aparente é de hipervitaminose A, onde o paciente apresenta queda de cabelo, pele seca, alterações visuais, dores musculares e fraqueza generalizada. Em crianças podem ocorrer dores articulares, além de fígado e o baço aumentados”, explica o especialista.

Pergher afirma que o excesso de algumas vitaminas do complexo B no organismo também podem causar efeitos adversos como: vasodilatação periférica, queda na frequência respiratória, náuseas, vômitos e hepatite fulminante. O endócrino enfatiza que toda suplementação deve ser feita por um profissional, com base em exames clínicos e físicos. “A melhor forma de saber qual vitamina está defasada no seu organismo é com acompanhamento médico. Tomar suplementos por conta própria é arriscar sua saúde sem necessidade”, conclui.

Fonte: noticiasaominuto

O que é a meningite meningocócica, doença que volta a assombrar após morte suspeita em PE

Dados do Ministério da Saúde (MS) mostram que, em 2018, foram registradas 1.072 ocorrências de doença meningocócica no Brasil e 218 mortes

No dia 6 de janeiro, um homem com aproximadamente 40 anos morreu com suspeita de meningite meningocócica. O caso aconteceu no Recife. O paciente, morador da zona rural de Gravatá, no agreste de Pernambuco, deu entrada no Hospital Municipal Doutor Paulo da Veiga Pessoa dois dias antes com febre alta, vômito e rigidez na nuca.

A equipe médica do local imediatamente o encaminhou para a unidade estadual hospitalar Correia Picanço, referência no tratamento de doenças infecto-contagiosas na região, porém, ele não resistiu.

De acordo com a prefeitura de Gravatá, profissionais, parentes e amigos que tiveram contato próximo com a vítima realizaram exames e receberam tratamento de prevenção. O fato agora está sendo investigado pela Secretaria Estadual de Saúde (SES) de Pernambuco.

Outro caso suspeito havia sido registrado no Estado, dessa vez na cidade de Caruaru. Foi no dia 9 de janeiro, quando uma mulher de 42 anos, apresentando os mesmos sintomas, procurou uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA). Porém, como informa a SES, neste foi descartada a possibilidade de meningite.

O que é meningite?

A meningite é um processo inflamatório das meninges, membranas que envolvem o cérebro e a medula espinhal. Ela é causada por diversos agentes infecciosos (bactérias, vírus e fungos). A seguir, conheça melhor cada um dos tipos da doença.

Meningite bacteriana

Trata-se da forma mais grave da enfermidade, e são várias as bactérias que podem provocá-la, como Neisseria meningitidis (ou meningococo), Streptococcus pneumoniae (ou pneumococo), Haemophilus influenzae, Mycobacterium tuberculosis, Streptococcus sp. (especialmente os do Grupo B), Listeria monocytogenes, Escherichia coli e Treponema pallidum.

É importante destacar que a incidência de cada uma depende da faixa etária. O Ministério da Saúde alerta que os recém-nascidos são atingidos por Streptococcus do grupo B, Streptococcus pneumoniae, Listeria monocytogenes e Escherichia coli; bebês e crianças, Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis, Haemophilus influenzae e Streptococcus do grupo B; adolescentes e adultos jovens, Neisseria meningitidis e Streptococcus pneumoniae, e idosos, Streptococcus pneumoniae, Neisseria meningitidis, Haemophilus influenzae, Streptococcus do grupo B e Listeria monocytogene.

Seus sintomas incluem febre alta, dor de cabeça e rigidez do pescoço ou da nuca. Também é normal o paciente ter mal estar, náusea, vômito, fotofobia (aumento da sensibilidade à luz) e confusão mental. Conforme o quadro se desenvolve, acrescenta-se à lista convulsão, delírio, tremor e coma.

Dentre as meningites bacterianas mais preocupantes, pontua o infectologista Jean Gorinchteyn, do Instituto Emilio Ribas, de São Paulo, estão a meningocócica, justamente a que está sob suspeita em Pernambuco, e a pneumocócica.

A primeira ocorre quando a bactéria cai na corrente sanguínea e promove a liberação de fatores inflamatórios. Isso faz os vasos dilatarem, tendo como consequências queda de pressão arterial e taquicardia, podendo levar a pessoa à morte.

“Ela é bastante temida por conta da rápida evolução, alta letalidade, possibilidade de deixar sequelas (cegueira, surdez e amputação de membros são algumas) e potencial de surtos e epidemias”, diz o médico. Além dos sinais já descritos, é normal causar manchas arroxeadas e dores pelo corpo, calafrio, diarreia, fadiga e mãos e pés frios.

No caso da pneumocócica, o agente causador é transportado pelo sangue até ao cérebro, onde gera uma forte reação inflamatória. Os sintomas são basicamente os mesmos das demais meningites, porém, há risco de importantes consequências neurológicas, tais como dificuldades para andar e falar.

A transmissão da meningite bacteriana se dá de pessoa para pessoa por meio das vias respiratórias, ou, seja, de gotículas e secreções que saem do nariz e da garganta quando os infectados tossem ou espirram. Outras bactérias, como Listeria monocytogenes e Escherichia coli, se espalham pelos alimentos contaminados.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA BBC.

Cientistas detectam gene que pode prever retorno de câncer de mama

Essa é uma promissora descoberta na luta contra a doença

Cientistas detectam um gene que pode prever a volta do câncer de mama. Os investigadores apuraram que um tipo de terapia hormonal, quase imediatamente, provocou mudanças em determinados genes que são ativados quando existem tumores no organismo.

Os cientistas estudaram amostras de tumores que estavam em contato com o inibidor da aromatose, um tipo de terapia hormonal, durante um período de dois anos.

Foram retiradas amostras dos voluntários antes do começo da terapia, em seguida durante as primeiras semanas e posteriormente após quatro meses de tratamento. Os investigadores descobriram que a terapia quase de imediato provocou alterações nos genes que eram ativados pela presença de tumores.

Marcadores químicos estavam ausentes nos tumores que desenvolveram resistência ao tratamento. Porém, estavam presentes naqueles que haviam começado a crescer novamente após inicialmente terem diminuído.

As diferenças foram notórias nas primeiras semanas da terapia. O médico e investigador Andy Sims, da Universidade de Edimburgo, disse que os novos testes poderiam ajudar a identificar as mulheres (e também homens) que correm maior risco, de modo a procurarem tratamentos alternativos.

Simon Vincent, porta-voz da organização britânica dedicada ao estudo de tumores mamários Breast Cancer, acrescentou: “Trata-se de uma descoberta promissora. A resistência a drogas é um grande obstáculo que temos que ultrapassar, de forma a reduzir os índices de mortes por câncer de mama”.

Fonte: noticiasaominuto

O estranho caso do homem que se injetou o próprio sêmen

Um hospital da Irlanda descreveu o que considera como o “único” caso de um homem que se injetou 18 doses do seu sêmen

Nunca faça algo assim, é arriscado para a sua saúde.

A médica Lisa Dunne, do hospital Adelaide e Meath, relata na edição de janeiro do Diário Médico da Irlanda que recebeu um paciente de 33 anos que se queixava de dor severa na parte baixa das costas, que teria piorado depois de levantar um objeto pesado de metal. Enquanto o examinava, a médica notou que o homem tinha uma protuberância no seu braço direito.

Na consulta, o homem revelou que, nos últimos 18 meses, vinha injetando no corpo uma dose mensal do seu próprio sêmen. Fazia isso por conta própria, sem nenhum aconselhamento médico. A injeção intramuscular era vista pelo paciente como “um método inovador” para tratar sua dor nas costas, diz o relatório de Dunne.

O braço “estava endurecido ao redor da minúscula ferida de entrada, onde o paciente havia feito múltiplas tentativas de injetar o fluido corporal, provocando um extravasamento do sêmen nos tecidos macios”, conta o relatório médico.

Ao depararem com um caso tão estranho, os médicos pesquisaram se algo assim já havia sido documentado. Mas não encontraram nada. O mais próximo que identificaram foram relatórios sobre os efeitos de injetar sêmen sob a pele de ratos e coelhos – nada em humanos.

Assim, diz a publicação no Diário Médico da Irlanda, “esse é o primeiro caso de injeção de sêmen intramuscular” em seres humanos já descrito na literatura médica.

Para os médicos, esse caso ilustra os perigos da aplicação de injeções por pessoas que não estejam treinadas para isso, bem como os riscos da aplicação de substâncias não indicadas.

O referido paciente, cujo nome não foi revelado, recebeu tratamentos antimicrobianos e está se recuperando. Mas decidiu deixar o hospital sem permitir que os médicos fizessem uma drenagem.

Sua dor nas costas melhorou quando esteve internado, mas isso não teve nenhuma relação com as injeções de sêmen.

Fonte: bbc