Marca de suástica em jovem no RS foi automutilação, aponta laudo

Jovem será denunciada por falsa comunicação de crime. Delegado afirma que ela tem problemas psiquiátricos

Laudo da Polícia Civil do Rio Grande do Sul concluiu que os cortes em forma de suástica feitos em uma jovem que denunciou ter sido atacada na rua, há duas semanas, em Porto Alegre, foi automutilação. A informação foi confirmada ao Correio Braziliense pelo delegado do caso, Paulo Cesar Caldas Jardim.

Segundo o delegado, a jovem será denunciada por falsa comunicação de crime. “A menina é doente, tem problemas psiquiátricos”, afirmou ele. O delegado fará coletiva para apresentar mais detalhes do caso.

De acordo com a versão contada à época pela jovem, após diversas ofensas e ameaças, um trio a rendeu e marcou o corpo dela com a marca nazista. Segundo o depoimento da vítima, os agressores teriam usado canivete para feri-la.

Ela ainda contou à polícia que estava com uma camiseta com a estampa “#EleNão” no momento do ataque. A hashtag ganhou força durante a campanha eleitoral do primeiro turno das eleições presidenciais, em referência ao movimento de rejeição à candidatura de Jair Bolsonaro (PSL) ao Planalto.

Na época, o delegado Paulo Cesar Caldas Jardim chegou a dizer que a marca não se tratava de uma suástica. Ele afirmou que o símbolo era uma referência budista, que significa “amor e fraternidade“.

A vítima registrou boletim de ocorrência no dia seguinte ao episódio, mas não quis levar a ação contra os agressores adiante “por questões emocionais”. No último dia 11, o chefe da Polícia Civil do Rio Grande do Sul, Emerson Wendt, disse que as investigações haviam sido retomadas.

Fonte: correiobraziliense

“Não é uma suástica”, diz delegado sobre corte em corpo de jovem, “é símbolo budista de amor”

O delegado Paulo César Jardim, que investiga o caso de uma jovem de 19 anos que teve o corpo marcado com um canivete na Cidade Baixa, em Porto Alegre, afirmou na tarde desta quarta-feira (10) que não se trata de uma suástica, símbolo nazista. Com base em uma fotografia da lesão, o policial entende que se trata de símbolo budista.

— Não é um suástica. Tenho absoluta convicção. O que temos é um símbolo milenar religioso budista. Símbolo de amor, paz e harmonia — disse o delegado, em entrevista ao programa Gaúcha+.

Ainda conforme o delegado, a jovem vítima da agressão deve ser ouvida ainda durante a tarde. A vítima contou aos policiais que vestia uma camiseta identificada com “Ele não”, movimento contrário à eleição de Jair Bolsonaro (PSL). Jardim, considerado especialista na investigação de casos de neonazismo, afirmou que ainda não viu pessoalmente a lesão no corpo da jovem.

— Sou especialista nesta área. O movimento neonazista, quando iniciou, pegaram um símbolo budista e inverteram ele. O que temos aí é o símbolo budista — afirmou.

Questionado se haveria sentido em agredir alguém para marcar um símbolo de amor em seu corpo, o delegado argumentou que não pode descartar nenhuma hipótese.

— Até o presente momento estou trabalhando o que eu tenho. Não posso imaginar. O que eu tenho? A moça teria sido agredida por três pessoas — argumentou.

As informações são da GaúchaZH