O ultrassom portátil de baixo custo que promete revolucionar medicina tradicional

Em um hospital em Nova York, a máquina já está sendo usada.

Um ultrassom portátil de baixo custo e que pode ser conectado ao smartphone é uma das novas apostas tecnológicas para revolucionar a medicina tradicional.

Criado pela Butterfly Networks, o aparelho está à venda por US$ 2 mil (R$ 7,7 mil), uma fração do custo dos equipamentos atuais.

“Esta tecnologia é a primeira grande reviravolta para a prática da medicina desde que o estetoscópio foi inventado, há 200 anos”, diz Jonathan Rothberg, CEO da Butterfly Networks.

“Agora, em cada exame médico, você vai olhar por dentro do corpo em vez de ouvi-lo”, acrescenta.

Em um hospital em Nova York, a máquina já está sendo usada.

“Este paciente nos procurou e claramente não estava passando bem. No passado, o enviaríamos para fazer um ultrassom ou talvez uma tomografia computadorizada”, diz Harald Sauthoff, da Escola de Medicina da Universidade de Nova York.

“Mas, hoje em dia, podemos apenas usar um equipamento de ultrassom portátil e conectá-lo ao iPhone”, acrescenta.

“Posso ver que o fígado aparece pequeno e encolhido, indicando doença hepática crônica. Em suma, cheguei a um diagnóstico”.

Rothberg foi premiado por inventar a análise de DNA de alta velocidade em 2015.

Ele também planeja criar máquinas que possam curar doenças.

Fonte: bbc

Por que um ‘jejum tecnológico’ deveria estar entre suas resoluções de Ano Novo

No Brasil, as pessoas chegam a ficar nove horas por dia conectadas à internet. Um terço tempo é usado nas redes sociais

Nós todos sabemos que cenouras e brócolis são bons para a saúde, mas você passaria um dia inteiro só comendo isso? Qualquer coisa em excesso pode ter efeito negativo, mas nós frequentemente nos sentimos bem quando usamos equipamentos de tecnologia.

Em um dia normal, os usuários de internet gastam em média seis horas e meia online, segundo levantamento feito em 34 países pela empresa de dados GlobalWebIndex.

No Brasil, por exemplo, assim como na Tailândia e nas Filipinas, as pessoas chegam a ficar nove horas conectados, segundo a pesquisa.

Um terço deste período é gasto apenas em redes sociais.

Mas, com tanto tempo de uso, o que a tecnologia pode causar ao nosso cérebro? O impacto à saúde física e mental já foi objeto de diversos estudos científicos.

Shimi Kang é um dos principais especialistas canadenses em saúde mental de crianças e adolescentes. Seu foco de estudo são os vícios.

“A tecnologia está cada vez mais ligada a problemas como ansiedade, depressão e distúrbio de imagem corporal. Distúrbios provocados por vício em internet se tornaram um diagnóstico médico comum”, disse à BBC.

Mas, assim como há diferentes tipos de comida, existem também vários tipos de tecnologia – e, se nós quisermos ter uma relação saudável com eles, precisamos entender seus impactos em nosso cérebro e em nossa saúde.

Como o cérebro reage à tecnologia?

Kang diz que o cérebro “metaboliza” a tecnologia, normalmente liberando seis diferentes tipos de substâncias neuroquímicas no corpo: serotonina, endorfina, ocitocina, dopamina, adrenalina e cortisol.

Portanto, nem toda experiência com tecnologia é a mesma.

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As fantasias do século 17 que a ciência transformou em realidade

É possível que alguma vez você tenha feito listas de tarefas a realizar, embora dificilmente elas sejam parecidas com a que foi escrita há mais de 350 anos pelo cientista Robert Boyle, considerado um dos fundadores da Química moderna.

A lista dele tinha 24 itens – e seu conteúdo a torna especialmente diferente das nossas.

Ela é encabeçada pelo seguinte top 3:

  1. A prolongação da vida
  2. A recuperação da juventude, ou ao de menos alguns traços dela, como novos dentes e novo cabelo, com a cor que tinha na juventude
  3. A arte de voar

Boyle a redigiu na década de 1660, enquanto ajudava a fundar a Royal Society, o primeiro órgão científico do mundo.

Esse tipo de escrita havia sido inspirado em parte pelo filósofo natural e pai do empirismo Francis Bacon (1561-1626), que era muito admirado pelos membros dessa sociedade.

As listas de tarefas por realizar eram “marcadores do que a humanidade poderia alcançar unida… para expandir o horizonte de possibilidades”, segundo a historiadora Vera Keller em seu livro O Novo Mundo das Ciências: A Temporalidade da Agenda de Investigação e as Intermináveis Ambições da Ciência.

Em outras palavras, eram listas de desejos ou desideratos, do latim desidero: desejar, pedir.

GETTY IMAGES

O desiderato de Bacon foi impresso no fim de seu livro O Avanço do Saber na forma de uma lista de títulos de capítulos ainda não escritos.

A ideia era que eles fossem preenchidos gradualmente, ao longo do tempo e por mais de uma pessoa, à medida que a ciência avançasse.

O trabalho completo se chamaria O Novo Mundo da Ciência.

Embora ainda não tenha sido concluída como imaginada pelo cientista, a lista de desejos propiciou, entre outras coisas, investigações guiadas pelos títulos dos capítulos não escritos, a ideia de que o avanço científico é uma viagem sem fim e a prática generalizada de criar desideratos em várias disciplinas.

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Número de usuários de internet cresce 10 milhões em um ano no Brasil

Passou de 64,7% para 69,8% o número de brasileiros com 10 anos ou mais (181 milhões da população) que acessaram a internet de 2016 para 2017. São quase 10 milhões de novos usuários na comparação entre o último semestre de cada ano.

Os dados constam no suplemento Tecnologias da Informação e Comunicação da Pnad Contínua, divulgado hoje (20) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A edição foi divulgada pela primeira vez trazendo informações relativas a 2016.

Em todas as regiões do país, houve variação positiva entre quatro e seis pontos percentuais. “Esse é um processo que vem ocorrendo de uma maneira relativamente rápida. Em um ano, houve um avanço de quase 10 milhões usuários de internet. Isso está ocorrendo em diversos grupos etários, tanto entre os jovens quanto entre os mais velhos”, explica a analista da Coordenação de Trabalho e Rendimento do IBGE Adriana Beringuy.

Idosos

Proporcionalmente, o maior crescimento ocorreu entre as pessoas com 60 anos ou mais, com alta de 25,9%. A pesquisa também mostra aumento de 7,4% no uso da internet entre adolescentes de 10 a 13 anos. Nesta faixa etária, 71,2% das pessoas já acessaram o ambiente virtual e 41,8% têm telefone celular pessoal.

Internet na TV

De acordo com a pesquisa, no último trimestre de 2017, 16,3% da população brasileira com 10 anos ou mais fizeram uso da internet através da televisão. Em 2016, esse percentual foi de 11,3%. Esse aumento de 5 pontos percentuais foi o mais expressivo. “[Isso] é viabilizado pelas Smart TVs, que vem ganhado cada vez mais espaço no mercado”, diz Adriana.

No caso dos celulares, houve um salto de 2,4 pontos percentuais, saindo de 94,6% para 97%. De outro lado, em 2016, 63,7% dos usuários acessaram a web através de um computador, percentual que caiu para 56,6% em 2017. A redução no tablet foi de 16,4% para 14,3%. A pesquisa também mostrou que de 2016 para 2017, cerca de 835 mil casas deixaram de ter um computador.

Conexão

Em relação aos tipos de conexão, a banda larga móvel é mais usada, com presença em 78,5% dos domicílios. A banda larga fixa está em 73,5%. A internet discada se mostrou irrelevante: apenas 0,4% dos domicílios com acesso registraram esse tipo de conexão.

Os dados de banda larga não são uniformes para todo o país. “Em áreas mais afastadas, prevalece a banda larga móvel”, explica Adriana. Em comunidades da floresta amazônica, por exemplo, há maior dificuldade de implantação de internet a cabo. Dessa forma, na Região Norte, em 88,7% dos domicílios com acesso à internet, as pessoas se conectam usando serviços de banda larga móvel, enquanto em apenas 48,8% das casas há banda larga fixa.

No Sudeste, de outro lado, os percentuais são mais próximos. A banda larga móvel está presente em 83,5% dos domicílios com conexão e a fixa em 72,5%. O Nordeste é a única região em que os índices se invertem: a banda larga fixa existe em 74,2% dos domicílios com internet e supera os 63,8% da banda larga móvel.

A Pnad Contínua também mostrou crescimento mais expressivo de conexão na área rural do que na urbana. De 2016 para 2017, a quantidade de casas na área rural com acesso subiu mais de sete pontos percentuais, de 33,6% para 41%. No mesmo período, as residências com conexão nos centros urbanos tiveram alta de cinco pontos percentuais, de 75% para 80,1%.

Finalidade

Outro dado que consta na pesquisa diz respeito à finalidade de uso. O acesso para enviar e-mails foi relatado por 66,1% dos usuários, uma queda em relação aos 69,3% de 2016. De outro lado, houve aumentos expressivos na utilização da internet para fazer chamadas de voz ou de vídeo, que saltou de 73,3% para 83,8%, e para assistir a programas, séries e filmes, número que saiu de 74,6% e alcançou 81,8%.

Foi ainda observado crescimento do acesso para enviar mensagens de texto ou de voz através de aplicativos diferentes de e-mail, como o Whatsapp ou o Telegram. Essa finalidade foi mencionada por 95,5% dos usuários, representando aumento em relação aos 94,2% registrados em 2016.

Não uso

A falta de conhecimento é a principal causa para não acessar a rede mundial de computadores. O motivo foi citado por 38,5% dos entrevistados. “A população que afirma não saber usar a internet é maior na região urbana do que na região rural. Pode influenciar o fato de a região rural ter uma estrutura etária mais jovem. E apesar do acesso à internet entre a população mais velha ter crescido de forma mais expressiva, os idosos ainda são os que a utilizam em menor proporção”, analisa Adriana.

A falta de interesse foi o segundo motivo mais alegado para o não uso da internet. Ele foi mencionado por 36,7%. Somadas, não saber usar a internet e a falta de interesse foram as razões apresentadas por 75,2% das pessoas que não acessam a internet. O preço, a indisponibilidade do serviço na região e o custo do equipamento necessário para o acesso estão entre as outras explicações.

A Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua substituiu a Pnad e a Pesquisa Mensal de Emprego (PME). Por meio da pesquisa, são publicados relatórios mensais e trimestrais com informações conjunturais relacionadas à força de trabalho. Também são divulgadas informações educação e migração. Há ainda suplementos em que determinados assuntos são pesquisados com periodicidades diferentes.

Fonte: agenciabrasil

6 problemas que a tecnologia causa no corpo e na mente

Já existem 4,02 bilhões de pessoas conectadas à Internet no mundo, afirma o relatório Digital in 2018, realizado pelos serviços online Hootsuite e We Are Social. Os usuários de celulares, por sua vez, somam 5,1 bilhões – o que equivale a 68% da população global.

Sem dúvida alguma que internet, computador, celular e outros aparelhos digitais facilitam a existência humana. Rapidez na comunicação, ganho de tempo e de produtividade e comodidade para realizar as tarefas diárias, tanto as pessoais quanto as profissionais, são apenas alguns dos benefícios.

Contudo, à medida que a tecnologia avança, as pessoas tornam-se perigosamente dependentes dela.

Com isso, a tecnologia traz consigo inúmeros problemas para a saúde, segundo a BBC News:

Cabeça

No topo da lista de doenças causadas pelo uso descontrolado de tecnologia, principalmente aqueles com acesso à Internet, estão as psicológicas, que atingem um número cada vez maior de pessoas.

“Os comportamentos repetidos são assimilados pelo cérebro como algo que traz satisfação. Com isso, estimula-se a libertação de neurotransmissores como a dopamina, conhecida como hormônio do prazer”, explica Cristiano Nabuco de Abreu, psicólogo e coordenador do Grupo de Dependências Tecnológicas do Instituto de Psiquiatria (IPq) da Universidade de São Paulo (USP).

Quem tem um desejo constante de checar as redes sociais, os e-mails e outros apps pode estar com FoMO (Fear of Missing Out, ou “medo de estar perdendo algo”). Trata-se de uma síndrome que, de modo geral, pode ser explicada como sensação de não fazer ou saber de algo enquanto todos os outros fazem ou sabem.

Citada pela primeira vez em 2000, esta condição gera ansiedade, mau humor, angústia e até depressão, e acomete tanto crianças quanto adultos. O uso da tecnologia compulsivamente pode provocar ainda solidão e isolamento social.

Olhos

No geral, o ser humano pisca os olhos com intervalos de cinco a dez segundos. No entanto, quando passa muito tempo em frente a telas, essa ação diminui até dez vezes, pois tende-se a permanecer extremamente fixados ou concentrados na atividade que estamos realizando.

Além disso, estudos atuais sugerem que o exagero no uso de dispositivos eletrônicos aumenta o risco de miopia e de outras condições da vista.

Ouvidos

É cada vez maior o número de pessoas que utilizam fones de ouvido. O problema é que o uso em excesso traz sérios danos aos ouvidos.

As consequências dessa ação incluem dores de cabeça, zumbido e perda de audição, que pode ser progressiva e irreversível.

Pele

A luz artificial emitida pelos equipamentos eletrônicos pode provocar ou piorar manchas escuras (melasmas), em especial no rosto, pescoço, colo e mãos, que são as partes mais expostas.

Isso acontece porque a luz azul, parte da luz visível que possui maior energia, penetra de forma profunda na pele. Mais ainda, as luzes artificiais estão associadas à radiação ultravioleta, provocando dessa forma a aceleração do envelhecimento.

Articulações e musculaturas

O uso excessivo de computadores, celulares, tablets e video games também gera uma série de doenças ortopédicas. Está comprovado, por exemplo, que os movimentos repetitivos feitos para digitar e jogar causam tendinite e bursite, entre outras lesões ou disfunções articulares.

Facebook permitiu que empresas lessem até mensagens de usuários, diz jornal

Facebook compartilhou mais dados pessoais de seus usuários com gigantes tecnológicos como MicrosoftAmazon e Netflix do que tinha revelado até agora, segundo informou nesta quarta-feira (19) o jornal “The New York Times”.

O jornal nova-iorquino teve acesso a centenas de documentos internos da companhia de Mark Zuckerberg que revelam como compartilhou os dados sem o consentimento dos usuários, que atualmente somam 2,2 bilhões. A publicação disse também ter entrevistado cerca de 50 ex-funcionários e parceiros da empresa.

Em troca, o Facebook tinha acesso mais profundo às relações entre os usuários e essas empresas, e poderia sugerir mais conexões, como aquelas que aparecem no recurso “Pessoas que você talvez conheça”.

O que foi acessado

O Facebook autorizou ao Bing, a plataforma de busca da Microsoft, a ver todos os nomes das amizades dos usuários do Facebook. À Netflix e ao Spotify permitiu ler as mensagens privadas.

A rede social também deu à Amazon acesso ao nome dos usuários e informações de contato e ao Yahoo permitiu ver publicações das amizades.

Algumas destas práticas ocorreram pelo menos até meados do ano. Quando atingido por múltiplos escândalos de privacidade, o Facebook tinha dito publicamente que já não permitia tais ações.

No total, cerca de 150 companhias se beneficiaram destes acordos para entrar nos dados do Facebook. A maioria é voltada à área de tecnologia, mas entre elas também havia lojas on-line, montadoras e empresas de comunicação, segundo a reportagem.

Facebook se defende

O diretor de privacidade do Facebook, Steve Satterfield, disse ao jornal que nenhuma parceria violou as regras de privacidade dos usuários ou os compromissos que a empresa assumiu com os reguladores federais.

“Nenhuma dessas parcerias ou recursos concedeu às empresas acesso a informações sem a permissão dos usuários, nem violaram nosso acordo de 2012 com a Comissão Federal do Comércio dos Estados Unidos (FTC, na sigla em inglês)”, também afirmou Konstantinos Papamiltiadis, diretor de plataformas de desenvolvedores e programas do Facebook, no site da empresa.

Ano de escândalos

Este não é o primeiro escândalo do ano para o Facebook. Em março, investigações apontaram que dados de usuários tinham sido usados pela empresa britânica Cambridge Analytica para fazer análise política e influenciar as eleições americanas de 2016. A empresa admitiu que 87 milhões de contas foram atingidas.

No último dia 6, uma investigação do governo britânico concluiu, após ter acesso a e-mails, que Zuckerberg apoiou compartilhamento de dados de usuários do Facebook, o que levou ao caso da Cambridge Analytica.

Porta-vozes do Spotify e da Netflix disseram ao “NY Times” que “não tinham conhecimento dos amplos poderes que o Facebook lhes concedeu”, enquanto o Yahoo negou ter utilizado informações para publicidade.

Com G1

Inteligência artificial amplia diagnóstico de doenças oculares

Os problemas de visão estão entre as principais questões globais de saúde pública. Pior: O acesso aos cuidados médicos para grande parte dos brasileiros está cada vez mais difícil. Diante disso o que vem por aí quando o assunto é saúde ocular? A boa notícia é que a oftalmologia foi a primeira especialidade médica a ter acesso à inteligência artificial. Segundo o oftalmologista Leôncio Queiroz Neto do Instituto Penido Burnier a inteligência artificial é um software instalado em um equipamento médico que funciona em conjunto com uma OCT (Tomografia de Coerência Óptica), equipamento que gera imagens 3D da retina. No Brasil a inteligência artificial ainda não se popularizou, mas para o médico deve ser incorporada em breve pelos hospitais e pode diminuir as longas filas de atendimento nos serviços do SUS e a perda da visão, mais frequente ente pessoas de menor renda.

Como funciona

Para funcionar, explica, o software é alimentado por um banco dados da tomografia óptica e transforma esta informação em algoritmo que determina a condição de saúde da retina. Por isso, a inteligência artificial pode funcionar com autonomia, permite realizar diagnóstico à distância, ajuda a indica o tratamento e automatiza o acompanhamento médico. Resultado: pode ampliar o acesso aos cuidados médicos, reduzir bastante o custo social e de tratamento.

Primeira tecnologia

Queiroz Neto afirma que o envelhecimento acelerado e a falta de exames oftalmológicos periódicos em mais da metade da população brasileira, está aumentando a deficiência visual grave no país. Para se ter ideia a estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde) é de que 80% dos distúrbios cardíacos e de circulação desencadeiam diabetes, hipertensão, trombose e colesterol alto que podem provocar doenças na retina. Queiroz Neto ressalta que a maior causa de cegueira na população economicamente ativa é a retinopatia diabética. O oftalmologista conta que a primeira plataforma de inteligência artificial autônoma aprovada em abril deste ano nos EUA pelo FDA, agência similar à ANVISA no Brasil, foi o IDx-DR, um sistema voltado para atenção primária em retinopatia diabética. A aprovação aconteceu depois de um estudo com 900 portadores de retinopatia diabética em que ficou demostrada a precisão do diagnóstico em 96,1% dos participantes.

Evolução

O oftalmologista conta que no terceiro trimestre deste ano pesquisadores de dois hospitais ingleses em parceria com a Deepmind, subsidiária da Google, anunciaram um software de inteligência artificial capaz de detectar mais de 50 doenças na retina. Segundo os pesquisadores o software foi testado em 15 mil exames de OCT e o teste de diagnóstico da tecnologia comparado ao de um painel composto por oito médicos revela que em 94% das vezes as recomendações foram idênticas.

“No mundo são 285 milhões de pessoas cegas por doenças na retina. Por isso, é indiscutível a contribuição desta tecnologia para o bem-estar social’, pondera. Apesar de alguns especialistas não verem com bons olhos a inteligência artificial na oftalmologia, para Queiroz Neto é a forma mais econômica de levar atendimento médico de qualidade para os rincões do Brasil. A estimativa do CBO (Conselho Brasileiro de Oftalmologia) é de que, pelo menos, 1 milhão de brasileiros tem grave redução da visão por doenças na retina e o Deepmind pode contribuir com a triagem dos que estão correndo risco de perder a visão. A intenção dos pesquisadores é desenvolver uma ferramenta capaz de prevenir as doenças retiniana antes que surjam os primeiros sinais.

Fonte: noticiasaominuto

Governo lança tecnologia para produzir 1º carro híbrido flex do mundo

A tecnologia para produção do primeiro veículo híbrido flex do mundo no Brasil foi lançada hoje (13) em cerimônia no Palácio do Planalto, que contou com a presença do presidente Michel Temer. O veículo produzido pela Toyota do Brasil será equipado com motor de combustão interna flexfuel, capaz de rodar com gasolina ou etanol ou apenas eletricidade.

A produção do modelo está prevista para o fim de 2019. De acordo com o Ministério de Minas e Energia, a montadora estima investimentos da ordem de R$ 1 bilhão em sua unidade no Brasil.

A Toyota informou que desde março fez diversos testes de rodagem com um protótipo híbrido flex no Brasil construído sobre a plataforma de um modelo Prius, atualmente o único representante híbrido da companhia vendido no Brasil.

“A ideia foi colocar à prova a durabilidade do carro em diversos tipos de estradas para avaliar o conjunto motor-transmissão quando abastecido com etanol. Durante esses meses, uma série de dados relacionados à performance e comportamento do carro foram coletados, que contribuíram na busca pelo balanço ideal de todo o conjunto”, informa a Toyota.

O projeto foi desenvolvido com equipes de engenheiros da Toyota no Japão e no Brasil. “Juntos, brasileiros e japoneses trabalham para apresentar tecnologia com um dos mais altos potenciais de compensação de reabsorção de dióxodo de carbono desde o início do uso do etanol produzido a partir da cana de açúcar”, disse o ministro da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, Marcos Jorge.

O presidente da Toyota no Brasil, Rafael Chang, destacou a importância do Rota 2030, novo regime tributário para as montadoras de veículos no país sancionado na terça-feira (11). As empresas, como contrapartida, terão que investir em pesquisa e desenvolvimento de novos produtos e tecnologias. “A nova política industrial automotiva, Rota 2030, é, sem dúvida, a chave para acelerar a inovação com horizonte de longo prazo e apoio em pesquisa e desenvolvimento”, disse Chang.

O ministro de Minas e Energia, Moreira Franco, ressaltou que a iniciativa trará impacto na indústria brasileira, na formulação de novas tecnologias e nas pesquisas da área. “Essa tecnologia vai melhorar a qualidade de vida de todos nós, porque vamos ter a possibilidade de conviver com um ambiente mais limpo do ponto de vista energético, vai mobilizar conhecimento científico no Brasil”.

O presidente Michel Temer afirmou que os investimentos da montadora nesse empreendimento revelam a credibilidade do setor automotivo em sua administração. “Quando vejo que as pessoas estão investindo no Brasil, eu digo que o governo deu certo”.

Fonte: agenciabrasil

Saiba como ficar ‘invisível’ no WhatsApp

O WhatsApp ainda não oferece uma opção para que os usuários fiquem “invisíveis” mesmo quando estão on-line. O recurso mais próximo disso é o que elimina o check azul, a sinalização que confirma a leitura de uma mensagem.

Porém, se você quiser experimentar a possibilidade de ficar “escondido”, há uma luz no fim do túnel. O aplicativo Flychat, segundo o portal Techtudo, abre mensagens em uma “bolha” e fornece a possibilidade de o usuário acessar mensagens de texto de maneira offline.

Para a função áudio, na qual o WhatssApp informa a reprodução mesmo com o check azul desativado, o truque para aparelhos com sistema Android é deixar o download de áudios no automático e ouvir a mensagem fora do aplicativo.

Fonte: noticiasaominuto

Como o smartphone dobrável pode mudar o jogo dos celulares

Depois de anos de avanços incrementais, como exemplo, CPUs mais rápidas e mais câmeras, o mercado de smartphones finalmente está tentando algo novo. A partir do ano que vem, devemos ver os primeiros aparelhos com tela dobrável, que são prometidos há alguns anos.

A Samsung foi a primeira a apresentar ao público o seu protótipo de smartphones dobrável com a tela chamada Infinity Flex. A Huawei vem logo atrás e pode apresentar seu celular dobrável oficial antes mesmo da Samsung e tem até data marcada: em fevereiro de 2019, na MWC, em Barcelona. Portanto, o ano que vem promete ser uma nova era para os smartphones.

Veja cinco formas de como isso pode afetar o setor de telefonia móvel.

1. Novas formas de interagir

Nos últimos anos, os fabricantes tornaram mais rápidos, com mais RAM, câmeras com 3 e até 4 lentes principais. A tela em definição 4K pode parecer legal no papel, mas as vantagens não são lá muito grandes em um celular, que tem um painel pequeno, raramente superando as seis polegadas.

Quando a primeira câmera frontal foi adicionada aos telefones, há muito tempo, ela abriu novas oportunidades: videochamadas e… selfies! Ninguém quer voltar a ter um celular sem esses recursos e o mesmo pode acontecer com os smartphones dobráveis. Da mesma forma, o menu de aplicativos do Android se tornou um recurso amplamente desejável, que permitia alternar rapidamente entre apps e melhorar a produtividade.

As telas flexíveis podem transformar o que era uma tela em duas. As configurações de monitores duplos já estão bem maduras no mundo da computação, aumentando a produtividade. E os telefones dobráveis podem trazer benefícios semelhantes de multitarefa. Isso ajudaria não apenas a produtividade, mas também o entretenimento. Se os botões forem colocados nos locais certos, imagine que um smartphone dobrável poderia ser um novo console como o Nintendo DS.

São muitas as possibilidades. Já que é possível dobrar uma tela, então seria possível também fazer um telefone com 3 ou 4 telas dobráveis. Isso vai além da ideia de um smartphone comum, mas seria possível pensar em um dispositivo de maior poder computacional, como um notebook dobrável e com tela grande. E, acredite, já existe protótipo com mais de duas telas.

2. As câmeras serão melhores

Para muitas pessoas, as câmeras são o recurso mais importante de um smartphone. E os fabricantes estão concorrendo para oferecer ótimas experiências tanto na câmera frontal quanto na principal ou, principais, no caso de aparelhos com 2 ou mais câmeras na parte traseira.

E isso tem funcionado bem, porém, os fabricantes tentam otimizar seus gastos e recursos. Com os telefones dobráveis, a câmera principal pode atuar tanto na frente quanto na traseira, e independe do dispositivo estar aberto ou fechado.

Isso significaria que as empresas poderiam se concentrar em uma câmera excepcional, em vez de dividir sua atenção entre duas, e liberar espaço valioso dentro do aparelho para outros componentes ou mesmo diminuir ao máximo a espessura do produto.

Desenvolver uma ótima configuração de câmera pode significar perder alguns recursos específicos que temos visto nos últimos tempos. Mas se as câmeras frontal e traseira do seu celular forem tão boas quanto a principal câmera do Pixel 3, você reclamaria?

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NO OLHAR DIGITAL.