O drama do bombeiro de Curitiba em busca da filha desaparecida em Brumadinho

Grávida de quatro meses, Fernanda é a filha caçula do sargento dos bombeiros

O sargento Justino, do Corpo de Bombeiros de Curitiba, vive momentos de drama desde a última sexta-feira (25). A filha dele, Fernanda Damian de Almeida, de 30 anos, é uma das vítimas desaparecidas na tragédia de Brumadinho, em Minas Gerais. Ela estava na Pousada Nova Estância com a família do noivo quando a barragem da Vale se rompeu, matando 65 pessoas e deixando outras 279 desaparecidas.

Muito chocado com o que aconteceu, o sargento Justino não estava em condições de falar com a reportagem. O sargento Newman, amigo pessoal de Justino, falou sobre o drama vivido por parentes das vitimas.”Estamos há três dias aqui em Brumadinho passando por momentos difíceis. Infelizmente, depois que ela saiu de Curitiba e veio de passeio até Minas Gerais, aconteceu isso. Estavam em cinco pessoas, todas desaparecidas. É uma situação muito triste. Criei esta menina, por isso estou aqui com o Justino”, descreveu.

De acordo com o sargento, o clima na cidade mineira é chocante. “Vocês não têm ideia da situação do que aconteceu aqui. Tem rochas de uma tonelada que desceram com o barro, em uma altura de oito metros. A esperança de encontrar alguém com vida é mínima. O desespero dos familiares choca”, lamentou.

Grávida de quatro meses, Fernanda é a filha caçula do sargento dos bombeiros, que tem residência no bairro Hauer. Acostumado a salvar vidas, agora Justino se vê impotente em meio ao mar de lama.  A jovem estava estudando na área de engenharia na Austrália. O plano era se reunir com o noivo e a família dele, então hospedados na Pousada Nova Estância, em uma área de mata em Brumadinho, para visitar o Museu de Inhotim.

Da rádio Banda B

Em Guajará-Mirim, pai pula em fosso em chamas para salvar filho de 3 anos

Vítimas seguem internadas e o estado de saúde de ambas é estável. Acidente aconteceu em Guajará-Mirim no último dia 30 de dezembro

Após três dias de um acidente que envolveu pai e filho, a pedagoga, esposa e mãe das vítimas, Aline Castro, agora consegue respirar aliviada. “Foi uma cena horrível, mas eles nasceram de novo”, disse. O vigilante patrimonial Franklin da Silva e a criança, de 3 anos, seguem internados e o estado de saúde de ambos é estável.

Eles se machucaram após o pai salvar o garoto de um fosso em chamas, usado para a incineração de resíduos. O acidente aconteceu em Guajará-Mirim (RO) no último dia 30 de dezembro.

No momento do incidente, Franklin conversava com um vizinho, enquanto o menino brincava perto de um incinerador de madeira. Em pouco tempo, a criança caiu dentro do fosso em chamas.

O buraco possui dois metros de profundidade e era coberto apenas por uma telha.

Pai salvou filho após criança cair em fosso em chamas. — Foto: Arquivo pessoal

“No que ele caiu, gritou: ‘Papai, me ajuda!’. Nisso, eu já saí correndo. Vi as brasas e pulei dentro”, contou Franklin.

“Consegui tirá-lo para fora, mas tentei sair e era muito alto. Queimei logo minhas mãos. Os pés começaram a cortar também. Ele (menino) ainda tentou pegar minha mão e falava: ‘bora, papai. Bora, papai’. Eu falei pra ele chamar ajuda e ele correu”, explicou o homem.

Grito de socorro

Quando viu como filho e o esposo estavam, Aline Castro não pensou duas vezes e clamou por socorro. Sua primeira ação foi pegar a criança no colo e ajudar o marido. Vendo que não conseguia puxá-lo de volta do buraco, gritou o máximo que pôde.

Com os gritos da mulher, vizinhos começaram a aparecer. Os da frente, um homem e o filho dele, conseguiram salvar Franklin. Pela gravidade nos ferimentos, o homem desmaiou.

Pai e filho seguem internados e o estado de saúde dos dois é estável. — Foto: Arquivo pessoal

“Depois que eles o puxaram, olhei o Franklin de longe e ele desmaiado. Falei e pensei: ‘Meu Deus! Perdi o meu marido'”.

O homem sofreu queimaduras nos braços, nas pernas e nos pés. Pela gravidade nos ferimentos, ele foi transferido ao Hospital de Base de Porto Velho, passou por cirurgia e continua em observação. Ele ficou cinco minutos no buraco.

A criança também permanece em observação no hospital de Guajará-Mirim. Ela se recupera das queimaduras de uma das mãos.

Do G1/GM

Sobe para 373 número de mortos por tsunami na Indonésia

O número de vítimas do tsunami que atingiu a Indonésia nesse sábado (22) subiu para 373 mortos e 1.400 feridos nesta segunda-feira (24), segundo a Agência Nacional de Gestão de Desastres. Ao menos 128 pessoas ainda estão desaparecidas. O balanço anterior registrava 281 mortos e mais de mil feridos.

Segundo as autoridades, o número de vítimas do tsunami que atingiu as ilhas de Java e Sumatra, na Indonésia , pode ser ainda maior, pois não se sabe ainda a extensão total do desastre.

Além disso, há suspeitas de que existam pessoas presas entre destroços e materiais levados pelo tsunami . Até ontem, o Ministério das Relações Exteriores do Brasil não tinha informações de brasileiros entre as vítimas. Porém, deixou um canal de comunicação para eventuais informações.

Na madrugada desta segunda-feira foram reiniciadas as buscas por desaparecidos em torno dos prédios que desmoronaram perto da costa em Pandeglang, no oeste de Java. Porém, as equipes de resgate não têm maquinário suficiente para as atividades.

Por enquanto, o desastre destruiu 556 casas, nove hoteis e 360 navios. No distrito de Pandeglang, ondas gigantes atingiram áreas residenciais e vários pontos turísticos ao longo da costa.

As autoridades indonésias afastaram os moradores das áreas costeiras, pois há ameaça de o desastre natural ocorrer novamente, uma vez que um vulcão no Estreito de Sunda, entre Java e Sumatra, está ativo.

As ilhas de Java e da Sumatra ligam o mar de Java ao Oceano Índico e estão localizadas no chamado Anel de Fogo do Pacífico, área muito propensa a desastres naturais. A região possui alta atividade tectônica e concentra grande parte das erupções vulcânicas e terremotos do planeta.

Em setembro, mais de 2 mil pessoas foram mortas e 200 mil ficaram desalojados, após terremoto seguido de tsunami que atingiram a cidade de Palu, na ilha de Sulawesi. Especialistas suspeitam que o tsunami de sábado tenha sido causado por deslizamentos de terra causados pela erupção do vulcão Krakatau. Como não houve nenhum tremor de terra antes, as autoridades da Indonésia não tiveram tempo de preparar a população.

*Com informações da Agência Brasil

 

Adolescente pula de 14º andar de prédio com paraquedas amador e morre

Um adolescente de 15 anos morreu após pular do 14º andar de um prédio usando um paraquedas feito em casa. A tragédia não foi apenas filmada, como encorajada por diversas pessoas que assistiam o jovem antes do salto.

Entre eles, a própria mãe de Bogdan Firsov. De acordo com o Sun, o caso aconteceu na cidade ucraniana de Makiivka. As cenas mostram o apetrecho falhando em abrir e ele caindo no chão. Segundo amigos do estudante, ele era fã de esportes radicais.

Uma testemunha não identificada afirmou que uma multidão filmava e ninguém tentou evitar que o pior acontecesse. “Eles só gravavam. As pessoas perderam a humanidade, perderam qualquer senso”, afirmou.

Ainda que estivesse entre os incentivadores, a mãe de Firsov, que não teve o nome divulgado, entrou em estado de choque quando viu que o filho havia morrido, se recusando a abandonar o local onde tudo aconteceu.

Especialistas afirmaram que ele não teria sobrevivo mesmo usando um paraquedas profissional. “A menor altura possível para um salto com paraquedas é de 70 metros — um prédio de pelo menos 25 andares. Ainda assim, seria um risco”, afirmou matéria do jornal Fakti.

Fonte: metropoles

Panela de pressão pode ter causado incêndio que atingiu 600 casas em Manaus

A explosão de uma panela de pressão teria iniciado o incêndio que tomou cerca de 600 casas na noite desta segunda-feira no bairro de Educandos, em Manaus, segundo o Corpo de Bombeiros local. O vento estava muito forte e teria ajudado o fogo a se alastrar pelas construções de madeira.

O fogo na favela do Bodozal mobilizou 100 bombeiros e 14 caminhões, de onde mais de 100.000 litros d’água foram usados para combater o incêndio.Ao menos quatro pessoas precisaram de atendimento hospitalar. Segundo o secretário executivo da Defesa Civil do estado do Amazonas, Hermógenes Rabelo, pode ter sido o maior incêndio urbano já ocorrido em Manaus.

O presidente Michel Temer pôs os órgãos do Governo federal à disposição das autoridades do Amazonas para apoiar no combate ao incêndio que atingiu a comunidade carente na zona sul de Manaus.

Na manhã desta terça-feira, o incêndio já havia sido controlado, segundo a Secretaria de Segurança Pública do Amazonas. De acordo com o subcomandante do Corpo de Bombeiros do Amazonas, Coronel Josemar Santos, o fogo foi controlado por volta da 1h da madrugada desta terça-feira.

Segundo Coronel Josemar Santos, a operação de combate ao incêndio durou em torno de três horas. “Conseguimos conter o incêndio. Estamos na fase de rescaldo, para tentar evitar a reingnição”, disse na manhã desta terça-feira.

Os moradores ajudaram os bombeiros a combater as chamas na favela do Bodozal. A prefeitura de Manaus está recebendo doações (roupas, colchões, alimentos e itens de higiene pessoal) para entregar às famílias, segundo a Agência Brasil. O ponto de coleta foi montado na Casa Militar, situada na Avenida Padre Agostinho Caballero Martin, 770, bairro Compensa.

O prefeito de Manaus, Arthur Virgílio Neto, se comprometeu a tomar medidas para acelerar compras que possam auxiliar no atendimento das vítimas. “Irei assinar um decreto de calamidade pública, para comprar com agilidade, sem a necessidade do burocrático processo de licitação, tudo o que for necessário, neste momento para ajudar estas famílias que perderam o pouco que tinham neste incêndio”, disse. Apesar da abrangência do incêndio, nenhuma morte foi reportada, mas 2.000 pessoas tiveram de deixar suas casas.

El País – Foto BRUNO KELLY REUTERS

Polícia Civil de Campinas se prepara para ouvir testemunhas de ataque

A Polícia Civil de Campinas prepara a partir de hoje (13) as notificações para coletar os depoimentos das testemunhas sobre a tragédia na Catedral Metropolitana em que seis pessoas morreram, depois que Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, atirou nos fiéis e depois se matou.

Deverão ser ouvidos os dois agentes da Guarda Municipal que entraram na igreja no momento em que o atirador estava lá e as pessoas saíram desesperadas. Também serão coletados depoimentos de parentes e amigos de Grandolpho.

Os policiais buscam compreender as motivações de Grandolpho a partir da análise do notebook, um celular e um bloco de anotações, apreendidos na casa do atirador, em Valinhos, a 11 quilômetros de Campinas. Também serão observados os detalhes do trajeto feito pelo atirador desde que saiu de Valinhos rumo a Campinas.

Armas

O delegado-chefe do Departamento de Polícia Judiciária de São Paulo Interior (Deinter 2), José Henrique Ventura, quer saber a origem das duas armas, cuja numeração estava apagada, e da munição utilizadas por Grandolpho. O atirador fez 22 disparos, incluindo o que tirou a própria vida, e tinha cartuchos com mais de 50 munições.

Segundo o delegado, uma das armas é de uso exclusivo das Forças Armadas e Polícia Federal. Além da pistola 9 milímetros, no momento da tragédia, Grandolpho estava com um revólver. A polícia ainda quer esclarecer agora como ele conseguiu comprar o armamento.

Perfil

O atirador foi servidor concursado do Ministério Público do Estado de São Paulo, atuando como auxiliar de Promotoria I, na Comarca de Carapicuíba, região metropolitana de São Paulo. Mas desde 2014, no entanto, Grandolpho não trabalhava mais no órgão nem tinha renda própria.

Os policiais analisam o material coletado na casa de Grandolpho. Pelos registros escritos, segundo o delegado, o autor do ataque tinha pensamentos paranóicos e confusos. De acordo com ele, havia “certa mania de perseguição” e grande parte das anotações contém “coisas desconexas”.

Nas anotações, cuidadosamente escritas, como se fosse um diário, Grandolpho detalhava sua rotina: incluindo datas e horários, assim como números de placas de automóveis que via na rua e frases que escutava. Tudo escrito com letra de forma.

O atirador era uma pessoa recluso, de acordo com o delegado, pois não tinha amigos ou pessoas com quem mantivesse contato real ou virtual. Ele vivia praticamente isolado em um quarto na casa que morava com o pai em Valinhos.

Fonte: agenciabrasil

Campinas decreta luto de três dias e prepara velório das vítimas

O clima em Campinas, a 98 quilômetros de São Paulo, é de consternação e perplexidade, depois da tragédia na Catedral Metropolitana da cidade em que cinco pessoas morreram. O prefeito Jonas Donizette (PSB) decretou nesta terça-feira (11) luto oficial de três dias. A expectativa é que os velórios das vítimas ocorram a partir desta quarta-feira (12).

Foi confirmada a identidade das vítimas do atirador: Sidnei Vitor Monteiro, José Eudes Gonzaga, Cristofer Gonçalves dos Santos e Elpídio Alves Coutinho, mortos dentro da igreja.

Euler Fernando Grandolpho, de 49 anos, autor dos disparos, tirou a própria vida depois balear os fiéis que estavam rezando na igreja.

Registros das câmeras de segurança da Central de Monitoramento de Campinas (CinCamp) mostram o momento em que o agressor se levanta de um dos bancos, nas últimas fileiras da igreja, vira-se em direção às pessoas e começa a atirar. Em seguida, dois agentes da Guarda Municipal entram na igreja e perseguem o atirador. As imagens não mostram depois deste momento.

A Catedral Metropolitana de Campinas está cercada por um cordão de isolamento. Os funcionários da prefeitura trabalharam para limpar o local e permitir que hoje (12) a igreja seja aberta para missas.

O local é um dos mais movimentados de Campinas, fica ao lado do calçadão e da principal rua de comércio.

O departamento de Serviços Técnicos Gerais (Setec) é o órgão responsável pela organização dos velórios e sepultamentos em Campinas. Como a cidade é referência para vários municípios menores do interior de São Paulo, há cemitérios privados e públicos.

Fonte: noticiasaominuto

Atingidos na tragédia de Mariana buscam apoio contra a depressão

“Eu cheguei a um quadro alguns meses atrás que parecia que viver ou morrer era a mesma coisa. Perdi a vontade, a perspectiva foi a zero. Mas quando tenho esses pensamentos, eu lembro do meu pai que está com 88 anos e vai precisar muito de mim ainda. Nós morávamos a 10 metros de distância. Hoje ele está em outra casa, e eu estou a dois quilômetros dele. Ele chora por causa dessa situação e aquilo corta o coração da gente.”

O depoimento de Romeu Geraldo de Oliveira, 43 anos, é apenas um de vários relatos de depressão entre os moradores atingidos pelo maior desastre ambiental já ocorrido no Brasil e que hoje (5) completa três anos. Ele morava no distrito Paracatu, em Mariana (MG), quando a lama de rejeitos que escapou da barragem da mineradora Samarco devastou toda a comunidade.

As obras de reconstrução dos distritos atrasaram e, enquanto o reassentamento não ocorre, os atingidos vivem na área urbana do município, em casas alugadas pela Fundação Renova, que foi criada para reparar todos os danos causados.

Romeu disse que só melhorou depois de procurar apoio profissional. “Eu sou muito calado, não tenho aquela iniciativa de procurar alguém para desabafar. E acabo segurando para mim. Mas chegou um ponto que eu não estava aguentando. E o atendimento psicológico tem me ajudado demais”, relata.

Estudo

Em abril deste ano, a Faculdade de Medicina da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) divulgou um estudo sobre a saúde mental dos atingidos na tragédia. O levantamento mostrou que quase 30% deles sofrem com depressão. O percentual é cinco vezes superior ao constatado na população do país. Segundo a Organização Mundial de Saúde (OMS), em 2015, 5,8% dos brasileiros tinham depressão.

Os resultados do estudo apontaram ainda para o diagnóstico de transtorno de ansiedade generalizada em 32% dos entrevistados, prevalência três vezes maior que a existente na população brasileira. Índices preocupantes também foram constatados em relação ao risco de suicídio e ao uso de substâncias psicotrópicas, como álcool, tabaco, maconha, crack, cocaína.

O estudo foi conduzido em parceria com a Cáritas, entidade escolhida pelos atingidos que moram em Mariana para prestar assessoria técnica no processo de reparação.

“O ócio é muito triste. As pessoas estão em um processo de adoecimento porque, na cidade, o modo de vida é completamente alterado. E além de terem perdido suas atividades cotidianas, os vizinhos não se encontram mais. Drogas, alcoolismo, depressão. Algumas situações já existiam na comunidade, mas foram aguçadas após o rompimento da barragem”, diz Ana Paula dos Santos Alves, assessora técnica da Cáritas.

Problemas de saúde

Em Gesteira, distrito de Barra Longa (MG), a situação não é diferente. A lama que alcançou a comunidade através do Rio Gualaxo do Norte também trouxe impactos para além da destruição das casas. “Subiu a pressão, começou a ter problema no coração, está tomando um punhado de remédios”, conta Pedro Estevão da Silva, 54 anos, sobre sua mãe, que perdeu o lote onde tinha uma horta.

LEIA A REPORTAGEM COMPLETA NA AGENCIA BRASIL

Processo criminal sobre tragédia de Mariana ainda ouve testemunhas

Passados três anos da tragédia de Mariana, a Justiça Federal ainda ouve testemunhas no processo criminal envolvendo o episódio. Entre os réus estão o então presidente da mineradora Samarco, Ricardo Vescovi, e o então diretor-geral de Operações da empresa, Kleber Terra. Também respondem pelo crime 11 integrantes do conselho de administração da empresa, que são representantes da Vale e da BHP Billiton. As duas mineradoras são acionistas da Samarco.

Ao todo, 21 réus são julgados pelos crimes de inundação, desabamento, lesão corporal e homicídio com dolo eventual, que ocorre quando se assume o risco de matar sem se importar com o resultado da conduta. Um 22º réu responde por emissão de laudo enganoso. Trata-se do engenheiro da empresa VogBr, Samuel Loures, que assinou documento garantindo a estabilidade da barragem que se rompeu. A Samarco, a Vale, a BHP Billinton e a VogBR também são julgadas no processo.

Na última decisão tomada no âmbito do processo, ocorrida em 15 de outubro, o juiz Jacques Queiroz Ferreira cancelou audiências que estavam marcadas para outubro e novembro. Estavam previstos depoimentos de testemunhas de defesa. O magistrado optou pelo cancelamento com o objetivo de aguardar a publicação do inteiro teor de duas decisões de habeas corpus proferidas em segunda instância, pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. “É prudente que se suspenda a oitiva das testemunhas, visando evitar a prática de atos processuais inúteis”, escreveu o Jacques Ferreira no despacho.

Entre junho e outubro de 2018, foram ouvidas diversas testemunhas de acusação. Além das testemunhas de defesa, ainda estão pendentes depoimentos de outras testemunhas de acusação que deverão ocorrer em seus respectivos endereços. Três deles residem no Canadá. Ao todo, o processo deve ouvir mais de 200 testemunhas.

Memória

A tragédia de Mariana completa três anos hoje (5). Na ocasião, uma barragem da mineradora Samarco se rompeu liberando rejeitos de mineração no ambiente. No episódio, 19 pessoas morreram e comunidades foram destruídas. Houve também poluição da bacia do Rio Doce e devastação de vegetação. A ação criminal tramita na Justiça Federal de Ponte Nova (MG) desde novembro de 2016, quando foi aceita a denúncia apresentada pelo Ministério Público Federal (MPF).

No ano passado, o juiz chegou a manter a tramitação do processo suspensa por mais de quatro meses para verificar alegações feitas pelas defesas de Ricardo Vescovi e Kleber Terra. Eles pediam a anulação da ação, sob o argumento de que foram usadas provas ilegais, como escutas telefônicas que teriam sido feitas fora do período determinado judicialmente. Em novembro de 2017, o magistrado considerou a solicitação improcedente e determinou a retomada do trâmite.

Procurado pela Agência Brasil, o MPF disse em nota que espera pela marcação dos depoimentos das testemunhas de defesa. “Não é possível prever uma data para conclusão do julgamento”, acrescenta o texto. A denúncia apresentada em 2016 pede que os réus sejam submetidos ao júri popular. Além do processo criminal, o MPF também moveu uma ação civil pública voltada para a reparação ambiental e socioeconômica, onde estima os prejuízos da tragédia em R$ 155 bilhões.

No mês passado, houve um acordo com as mineradoras, que envolve mudanças na condução das ações em curso, o que implicará na extinção de pedidos que constavam na ação civil pública.

Fonte: agenciabrasil

Mortes em terremoto na Indonésia chegam a quase 2 mil

Milhares de pessoas continuam desaparecidas após a tragédia

O número de mortes causadas pelo terremoto seguido de tsunami que atingiu a ilha de Sulawesi, na Indonésia, chegou a 1.948, segundo as autoridades locais.

O balanço de vítimas deve continuar aumentando, já que muitas pessoas ainda estão sob os escombros ou desaparecidas. A cidade de Palu, que tem 380 mil habitantes, foi a mais afetada pela tragédia.

De acordo com Willem Rampangilei, chefe da agência do governo para desastres naturais, pode haver até 5 mil vítimas engolidas pela lama nos bairros de Balaroa e Petobo, em Palu, onde o terremoto causou o raro fenômeno de liquefação do solo, transformando as duas localidades em um mar de lama que impede as equipes de resgate de utilizarem veículos pesados para recuperar corpos.

As autoridades reiteraram que a busca por sobreviventes deve terminar na quinta-feira (11), no entanto o prazo pode ser prorrogado. Rampangilei confirmou que os indonésios ainda estão sofrendo com a falta de abrigos, alimentos, água potável e atendimento médico de urgência. As aulas nas escolas do país devem ser retomadas, mas muitos estudantes estão com medo de retornar aos colégios.

O desastre ocorreu pouco tempo depois de as autoridades da Indonésia terem retirado um alerta de tsunami por conta do terremoto, que teve magnitude 7.5 na escala Richter e foi registrado a 80 quilômetros da costa. O erro pode ter atrasado a evacuação das áreas de risco.

A cidade de Palu, a mais atingida pela tragédia, fica em uma baía estreita, o que pode ter amplificado a força das ondas, que chegaram à orla com seis metros de altura. (ANSA)

Fonte: noticiasaominuto