Sem “chapas”, posto fiscal da Sefin vive caos e irrita caminhoneiros em Vilhena

Em maio deste ano foi veiculado no FOLHA DO SUL ON LINE a omissão do Governo Estadual em contratar auxiliares de pátio (chapas) para desempenhar o trabalho de abertura, descarregamento e conferência de mercadorias no Posto Fiscal Wilson Souto (Posto Fiscal da Sefin em Vilhena, na divisa com o Mato Grosso). Veja no link: http://www.folhadosulonline.com.br/noticia.php?id=20736.

Desde a publicação da denúncia, já se passaram quatro meses e nada foi feito: os auditores que trabalham no posto continuam subutilizados nas funções fiscalizatórias para as quais são pagos. Não há auxiliares de pátio e o número de servidores administrativos de apoio é insuficiente para o atendimento ao público. A própria categoria acha um desperdício os auditores ficares restritos a funções burocráticas e administrativas em detrimento da fiscalização, por puro desinteresse do Estado para resolver a questão.

Vale ressaltar que foram gastos valores milionários na construção das duas rampas para a abertura de cargas, mas que, deste prontas, a cerca de 2 anos, por omissão do Governo do Estado, nunca foram usadas para a conferencia de mercadorias.

Por causa da omissão na contratação dos chapas, o posto da Sefin enfrenta uma série de críticas, que vão da ineficiência até o desperdício de dinheiro público, já que o problema afeta diretamente a arrecadação de tributos.

Ainda segundo os servidores do Posto Fiscal, o serviço ali prestado é absurdamente deficiente devido ao sistema informatizado arcaico que utilizam. Tal sistema fica fora do ar constantemente e ainda não está preparado para a leitura (captura) de documentos obrigatórios criados para agilizar o atendimento no trânsito de mercadorias. Este fator gera constantemente atritos entre motoristas e servidores devido a morosidade no atendimento: alguns passam mais de 24 horas para serem liberados, aumentando consideravelmente o custo econômico no transporte.

De acordo com o um fiscal do posto, e que pediu para não ter seu nome mencionado, há dois anos o governo deixou de pagar direitos remuneratórios/trabalhistas a seus servidores. Estes processos estão se acumulando nas secretarias de origem e em breve serão motivo de ajuizamento de ações na justiça.

Indagados sobre a atuação do sindicato da categoria (SINDAFISCO) para exigir junto ao governo em melhorias de trabalho, os auditores disseram que a atual administração do entidade sindical “é adepta ao peleguismo que a muito vigora no Brasil, e que, que inclusive, este peleguismo já foi até denunciado na mídia por um Auditor Fiscal do Estado”.

Fonte: FS

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