Mulher que tentou matar a vizinha do namorado por ciúmes, vai à júri popular

Defesa da ré nega que ela agiu em legítima defesa e sem o intuito de matar a vítima. Crime ocorreu em 2016

A vendedora Jordana de Araújo Nunes, de 28 anos, enfrenta júri popular nesta terça-feira (4) pela acusação de ter tentado matar a vizinha do então namorado, Solange Nazareth da Silva, de 41 anos, em Goiânia. Segundo a denúncia, ela cometeu o crime por ciúmes do companheiro, pois acreditou que ele estava tendo um caso com vítima.

Presidido pelo juiz Jesseir Coelho de Alcântara, a sessão ocorre no Fórum Criminal de Goiânia. Sete jurados compõem o Conselho de Sentença.

Advogado da ré, Paulo Sérgio dos Santos reconhece que a cliente feriu a vizinha do ex-namorado. No entanto, defende que Jordana não tinha a intenção de matar Solange.

“Temos duas teses legítimas e fortes. Ela agiu em legítima defesa e queremos desclassificar de homicídio para lesão corporal porque não há prova de que ela tentou matar. Foram lesões leves e superficiais, de dois centímetros e meio”, afirma o advogado.

Responsável pela acusação, o promotor de Justiça Agnaldo Bezerra Lino Tocantins preferiu não se pronunciar antes do júri.

Depoimentos

O primeiro depoimento foi o da vítima, única testemunha a ser ouvida na sessão. Solange disse que não sabia que o vizinho tinha uma namorada. Mesmo assim, ela garante que não se relacionou com ele.

“Não tive nenhuma relação com ele, a gente saiu para tomar uma cerveja, mas não ocorreu nada a mais”, afirmou.

De acordo com Solange, ela recebeu uma mensagem do número do vizinho e, logo depois, um telefonema. No entanto, quando ela atendeu, a ligação caiu. Por isso ela resolveu ir à casa dele. A vítima conta que levou a primeira fachada logo após entrar no imóvel.

“Ela disse, você não vai sair daqui, vou te matar. Falei deixa eu ir embora, não tenho nada com ele, mas ela disse que não, que ia me matar”, relatou.

A mulher conta que o vizinho interviu e ela conseguiu deixar o local. Em seguida, outro morador da rua a socorreu e a levou a uma unidade de saúde. De acordo com Solange, ela teve uma perfuração no pulmão e teve de ficar três meses em repouso.

Após o depoimento da vítima, a ré foi chamada para o auditório. Jordana alegou que já tinha relatado duas vezes o que aconteceu, durante a investigação, e, por isto, não ia se pronunciar nesta manhã.

Crime

O crime aconteceu por volta das 15h, em 7 de agosto de 2016, na casa do namorado de Jordana, no Setor Jardim Novo Mundo.

Conforme a denúncia, Solange recebeu uma mensagem do celular do vizinho para que fosse até a residência. Ao chegar ao imóvel, ela foi recepcionada por Jordana e perguntou onde estava o namorado.

De acordo com o Ministério Público, Jordana disse que o namorado estava nos fundos da residência e, logo após a vítima se deslocar para o local, a ré a agrediu com três facadas, sendo duas nas costas e uma no peito.

No processo consta que o rapaz estava deitado e, ao ouvir os gritos, correu para o local e impediu que Jordana continuasse golpeando a vizinha. Atualmente, os dois não mantêm mais o relacionamento.

A vítima conseguiu sair da casa e correu até um vizinho, que a levou para o hospital. O MP denunciou Jordana por tentativa de homicídio qualificado, observando que ela utilizou de emboscada para atrair a vítima até o local do crime, o que dificultou sua defesa.

Do G1/GO

Inicia o julgamento do acusado de esquartejar, decapitar e furar os olhos da vítima, no 1º Júri de Porto Velho

Iniciou às 8h30, no 1º Tribunal do Júri da Comarca de Porto Velho, desta quinta-feira, 11, o julgamento de Ériton Fábio Coelho Macedo. Ele é acusado de matar, com requintes de crueldade, o professor Elessandro Milan, na madrugada do dia 19 de março de 2016, no Bairro Teixeirão.

Segundo a sentença de pronúncia, o réu cometeu o crime mediante tortura. Além de esfaquear a vítima, perfurou os olhos, decapitou, esquartejou e ocultou o corpo de Alessandro. Em interrogatório, ele confessou o crime em detalhes.

Processo n. 0007696-94.2016.8.22.050.

Assassinos de jovem em ‘teste de fidelidade’ no interior de Rondônia vão a júri nesta quarta

Julgamento está previsto para começar às 8h30. Entrada no plenário será limitada e controlada através de fichas

Eliete Marques/G1 – Os réus Diego de Sá Parente e Ismael José da Silva serão julgados pelo Tribunal do Júri nesta quarta-feira (22) em Cerejeiras (RO), na região do Cone Sul. O julgamento está previsto para começar às 8h30, no fórum do município. Diego e Ismael são acusados de matarem Jéssica Moreira Hernandes, de 17 anos, durante um suposto ‘teste de fidelidade’, em 2017.

Diego deve comparecer à sessão do júri popular escoltado por agentes penitenciários, pois está preso desde abril de 2017. No fim do mês passado, a defesa pediu para que Diego não usasse uniforme de preso. O pedido foi autorizado pelo juízo.

Diego alega que apenas ajudou a esconder o corpo de Jéssica, mas que foi o primo Ismael que matou a garota. Ismael namorava Jéssica na época do crime e chegou a ser absolvido em primeira instância.

Contudo, o Ministério Público de Rondônia entrou com recurso, e o Tribunal de Justiça reformou a decisão, determinando que Ismael também fosse julgado pelo júri popular.

Depois de ser absolvido, Ismael saiu da Casa de Detenção e aguarda ao julgamento em liberdade. Ele nega qualquer participação no crime.

A 2ª Vara Criminal de Cerejeiras informou que a entrada no plenário do júri será limitada e controlada através de fichas. O julgamento está previsto para acontecer em dois dias.

Diego de Sá Parente está preso desde abril de 2017 (Foto: José Manoel/Rede Amazônica)

Caso

Jéssica saiu de casa de bicicleta no dia 20 de abril de 2017. Ela ficou desaparecida por quatro dias e a família mobilizou a cidade em busca de informações. A população fez diversas postagens e compartilhamentos em redes sociais em busca da jovem, inclusive Diego.

A garota foi encontrada morta no dia 24 do mesmo mês, na Linha 4, zona rural de Cerejeiras. No dia seguinte, o namorado de Jéssica, Ismael e o primo dele, Diego, foram presos por envolvimento no crime.

Diego contou à Polícia Civil que Ismael era um namorado extremamente ciumento, e estava desconfiado da infidelidade de Jéssica. Por conta disso, o chamou para fazerem um teste de fidelidade com a garota.

Jéssica foi encontrada morta em abril de 2017 (Foto: Facebook/Reprodução)

Depois de organizarem o plano, Diego atraiu Jéssica para o local do crime sobre a argumentação de que possuía provas de uma suposta traição de Ismael. Durante o suposto teste, Jéssica teria confirmando uma traição, e Ismael esfaqueado a namorada.

Diego disse que foi ameaçado por Ismael, para ajudar a esconder o corpo da garota. Porém, a defesa apresentou provas no julgamento, em primeira instância, que Ismael estava no trabalho no horário do crime, e o réu foi absolvido.

Depois disso, o Ministério Público de Rondônia entrou com recurso e a 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça foi unânime em determinar que Ismael também fosse julgado pelo júri popular.

Responsáveis pelo estupro e morte de jovem que combinou carona pelo WhatsApp vão à júri

Audiência de instrução e julgamento acontece na manhã desta quarta-feira (16) no fórum da cidade. Testemunhas e réus serão ouvidos

Os três acusados de ter envolvimento na morte de Kelly Cristina Cadamuro, de 22 anos, serão ouvidos durante a audiência de instrução e julgamento do processo que tramita na Vara Criminal da comarca de Frutal nesta quarta-feira (16). A vítima foi assassinada em novembro do ano passado depois de combinar uma carona em um grupo do WhatsApp.

A audiência no fórum da cidade será presidida pelo juiz Luiz Gustavo Moreira, por volta das 9h, e não tem previsão para terminar.

O réu confesso Jonathan Pereira do Prado, 33 anos, foi indiciado pelos crimes de latrocínio, estupro e ocultação de cadáver. Wander Luís Cunha e Daniel Teodoro da Silva respondem por receptação, uma vez que teriam comprado os objetos roubados de Kelly. Wander também é acusado de fraude processual majoritária por ter ocultado as digitais. O processo está sob segredo de Justiça.

De acordo com o advogado de acusação, Jorge de Souza Filho, a expectativa é que sejam considerados os depoimentos de oito testemunhas sendo o delegado que conduziu o inquérito, dois policiais militares, o namorado de Kelly na época dos fatos, o tio da vítima, um frentista e outras duas jovens que teriam conversado com o Jonathan pelo aplicativo.

Algumas dessas testemunhas foram ouvidas por carta precatória por morarem no estado de São Paulo, de onde a vítima também era e teria saído com destino ao Triângulo Mineiro no dia do crime.

“A sentença pode ser proferida hoje mesmo, mas depende do juiz e da condução dos trabalhos. Vamos buscar a condenação com a pena máxima possível porque é uma forma de tranquilizar e amenizar a dor da família. Foi uma atitude muito covarde, sem chances de reação da vítima. Estamos saindo de São Paulo para buscar a justiça em Minas”, disse o defensor.

Jonathan confessou ter matado a jovem na região de Frutal

Relembre

Kelly Cadamuro era estudante de radiologia e desapareceu no dia 1º de novembro depois de sair de São José do Rio Preto (SP) com destino a Itapagipe (MG), para encontrar com o namorado, de 28 anos.

Os familiares da vítima relataram que ela participava de um grupo de carona e tinha combinado de levar um casal para a cidade mineira. Mas, no momento da viagem, o suspeito Jonathan disse que a namorada desistiu e iria apenas ele.

O circuito de segurança de uma praça de pedágio registrou imagens da jovem passando pelo local dirigindo. Mais tarde, o carro retorna, mas é o homem quem aparece ao volante. A polícia encontrou o carro da jovem abandonado e sem as quatro rodas, o rádio e o estepe em uma estrada rural entre São José do Rio Preto e Mirassol (SP).

Em depoimento à polícia, ele admitiu ter feito uso do aplicativo para armar o crime e que esperou chegar até um trecho sem movimento da rodovia para pedir que a motorista parasse o carro para ele urinar. A vítima estacionou e ele começou a dar socos no rosto dela.

O corpo da jovem foi encontrado em um córrego entre Itapagipe e Frutal (MG), sem a calça e com a cabeça mergulhada na água. A declaração de óbito apontou que ela foi vítima de asfixia e estrangulamento.

G1/MG

TJRO altera decisão que inocentou homem acusado de matar a namorada em ‘teste de fidelidade’, em Cerejeiras

Tribunal determinou que Ismael José da Silva vá a júri popular. Adolescente de 17 anos foi morta em abril com 13 facadas na cidade de Cerejeiras

O Tribunal de Justiça de Rondônia (TJ-RO) reformou a decisão da 2ª Vara Criminal de Cerejeiras (RO), que absolveu Ismael José da Silva da acusação de ter matado a então namorada, Jéssica Moreira Hernandes, e determinou que o réu seja julgado pelo Tribunal do Júri.

A votação da 2ª Câmara Criminal do TJ foi unânime ao aceitar o recurso do Ministério Público de Rondônia (MP-RO), que pedia que Ismael também fosse julgado por um júri popular de Cerejeiras, cidade de 17 mil habitantes a 745 km de Porto Velho, junto com seu primo, Diego de Sá Parente.

O juiz Jaires Taves Barreto havia concluído em setembro que Ismael era inocente e determinado que apenas Diego fosse a júri popular, por considerar que havia provas suficientes contra ele.

Ismael foi solto após a decisão de primeira instância, e Diego segue detido desde o crime. Foi Diego quem disse à polícia, na época do crime, que Ismael havia armado um “teste de fidelidade” para Jéssica e depois a matou.

Procurada, a advogada Shara Eugênio de Souza, que defende Ismael, disse que ainda não foi informada oficialmente da decisão. O advogado Fernando Milani e Silva, que representa Diego, afirma que a decisão do TJ reforça o posicionamento de que Diego não matou Jéssica.

Para o promotor Marcus Alexandre de Oliveira Rodrigues, as provas “demonstram que Ismael matou a adolescente Jéssica durante o teste de fidelidade, com várias facadas”.

Jéssica foi morta em abril, aos 17 anos, com 13 facadas em um suposto “teste de fidelidade” e encontrada morta na zona rural de Cerejeiras quatro dias após ter saído de casa de bicicleta.

No dia seguinte, Ismael e Diego foram presos por suspeita de envolvimento no crime. A mulher de Diego também chegou a ser presa, mas foi liberada por falta de provas.

Julgamento em 1ª instância

O MP denunciou Ismael e Diego por homicídio quadruplamente qualificado e ocultação de cadáver e alegava que ambos deveriam ser julgados pelo Tribunal do Júri.

A defesa de Ismael argumentava que as provas evidenciavam que o namorado de Jéssica não cometeu o crime, e o advogado de Diego afirmou que ele só ajudou a ocultar o corpo, mas foi Ismael quem cometeu o homicídio, por ciúmes, e disse que seu cliente tinha colaborado com a polícia.

No julgamento, Barreto concluiu que Ismael era inocente e que Jéssica foi morta na casa da mãe de Diego no dia em que desapareceu, em 20 de abril, entre 8h30 e 9h. Por isso, apenas Diego deveria ir a júri popular.

As provas a favor de Ismael

Documentos e testemunhas afirmaram que Ismael estava no trabalho no horário da morte de Jéssica. Ele precisava inserir seu usuário e senha no sistema do trabalho, e extratos de movimentação do sistema mostraram que, no momento em que a adolescente foi morta, o computador estava sendo utilizado no trabalho.

Funcionários também disseram que Ismael só saiu do local após as 10h30 do dia do crime, e imagem de uma câmera de segurança próxima ao trabalho de Ismael mostrou que seu carro só deixou o local às 11h16.

Ismael também enviou uma mensagem para Jéssica às 9h35, perguntando o que ela estava fazendo. Como não obteve resposta, conversou com a mãe da adolescente e perguntou se ela foi para o hospital, já que ela havia dito horas antes que não estava bem.

As provas contra Diego

O juiz considerou que, embora Diego negue o homicídio, os indícios do crime são fortes. Conversas registradas em um aplicativo mostram que Jéssica foi até a casa da mãe dele após os dois terem combinado o encontro.

Segundo documentos e testemunhas, Diego comprou uma lona e pediu uma caminhonete emprestada. Imagem de uma câmera de segurança mostra a caminhonete, que teria transportado o corpo de Jéssica, passar às 9h33 em direção ao local em que o corpo foi encontrado.

A bolsa de Jéssica foi encontrada na caixa de gordura da residência de Diego, e laudos periciais confirmaram que o homicídio aconteceu na casa da mãe dele – mesmo local onde foram encontradas a bicicleta da garota e duas camisas sujas de sangue usadas pelo primo de Ismael.

Uma testemunha ainda afirmou que viu Jéssica na casa, conversando com Diego, antes dos dois entrarem na residência.

‘Teste de fidelidade’

Diego afirmou à Polícia Civil, após ser preso, que Ismael era um namorado extremamente ciumento, estava desconfiado da infidelidade de Jéssica e o chamou para fazer um “teste de fidelidade” com a garota.

Depois de organizarem o plano, segundo Diego, ele atraiu Jéssica para a casa da sua mãe dizendo que possuía provas de uma suposta traição de Ismael.

“Diego disse que Jéssica confessou que traiu Ismael, mas talvez ela tenha até mentido na ânsia de receber a informação dele”, afirmou o delegado Rodrigo Spiça, em entrevista logo após o crime, em abril do ano passado.

“Alguma coisa que Jéssica falou despertou a ira de Ismael. Segundo Diego, após a confissão Ismael perdeu o controle. Ele estava com um pedaço de ferro na mão, entrou na cozinha e falou: ‘então é isso’. Nisso a Jéssica vira, leva um golpe na cabeça e desmaia”, disse o delegado.

Segundo essa versão, na sequência Ismael esfaqueou a namorada até a morte. Depois, eles embalaram o corpo em uma lona e o colocaram na carroceria de uma caminhonete. Diego ficou responsável por limpar os vestígios de sangue da casa e por se livrar da bicicleta, enquanto Ismael escondeu o cadáver, a bolsa e o celular da vítima.

Com G1 e TJRO

Primeiros acusados de matar prefeito de Candeias Chico Pernambuco, são condenados a mais de 14 anos de prisão

Crime ocorreu há um ano em Candeias do Jamari, mas júri foi em Porto Velho. Talisso Souza, que efetuou os disparos, teve a maior pena, 15 anos

Talisso Souza de Oliveira, Wellyson da Silva Vieira e Willian Costa Ferreira, os três primeiros acusados de matarem a tiros o prefeito Chico Pernambuco, em Candeias do Jamari (RO), foram condenados no começo da noite desta nesta terça-feira (6) a mais de 14 anos anos de prisão em regime fechado, cada um. O julgamento foi feito em Porto Velho e o crime teve motivação política.

Talisso Souza de Oliveira, acusado de efetuar os tiros que mataram Chico Pernambuco, foi condenado a 15 anos de prisão. Wellyson da Silva Vieira recebeu condenação de 14 anos anos de prisão. Já o terceiro réu, Willian Costa Ferreira, foi condenado a 14 anos e 6 meses de prisão. As penas são passíveis de recurso.

O julgamento do trio teve início na manhã da última segunda-feira (5), no 1º Tribunal do Júri de Porto Velho, e se encerrou no final da tarde desta terça-feira quando houve o pronunciamento da sentença. O primeiro dia de julgamento foi marcado pelo depoimento das testemunhas, de defesa e acusação, e pelo interrogatório dos acusados.

Nesta terça-feira, o julgamento foi retomado às 8h30, com exposições das partes, réplicas e tréplica. Por volta das 17h30, 32 horas depois do início dos trabalhos, foram lidas as sentenças dos réus.

Nesta quarta-feira (7) será feito intervalo. O julgamento será retomado na próxima quinta-feira (8) quando serão julgados os demais envolvidos do homicídio, Marcos Ventura Brito, Diego Nagata Conceição e Henrique Ribeiro de Oliveira.

Possível mandante

Katsumi Yuji Ikenohuchi Lema, primo do atual prefeito de Candeias (Luiz Ikenohuchi), suspeito de ser o mandante do crime, está foragido e não será julgado esta semana porque recorreu da sentença que determinou que ele fosse a juri popular.