Sífilis cresce e atinge status de epidemia no Distrito Federal, diz governo

Só em 2016, foram 1.288 casos notificados. Testes para diagnóstico são oferecidos gratuitamente nos postos de saúde, afirma secretaria.

A escalada nos registros de contaminação por sífilis no Distrito Federal levou a Secretaria de Saúde a reconhecer o status de epidemia da doença. Apenas em 2016, 1.288 casos foram notificados à pasta, na capital federal. O número é bem superior aos 529 casos notificados em 2011, por exemplo. De 2009 a 2014, 3.260 casos da doença foram registrados.

De acordo com a Secretaria de Saúde, apesar da classificação como epidemia, ainda não existe um estudo que aponte a causa do aumento de casos. As cidades com maior número de casos, proporcionalmente ao número de habitantes, são Taguatinga, Paranoá e Planaltina.

A doença está mais presente entre homens de 20 a 29 anos. Os sintomas, muitas vezes, não são reconhecidos facilmente – ou podem até se manifestar de maneira silenciosa. Entre os sinais principais, estão o aparecimento feridas indolores na parte genital do corpo, no reto ou na boca, e de manchas pelo corpo.

Os postos de saúde oferecem gratuitamente testes rápidos para diagnosticar a doença, e o resultado sai na hora. A doença tem cura, mas especialistas afirmam que é preciso passar pelo tratamento completo que dura três semanas. O paciente que tem sífilis deverá tomar, uma vez por semana, uma dose de antibiótico (Penicilina).

Saiba mais

Sífilis é uma doença infecciosa transmitida pela bactéria Treponema pallidum. A transmissão ocorre, basicamente, durante a relação sexual ou de mãe para filho, pelo sangue, durante a gravidez. Isso pode ocorrer em qualquer fase da gravidez e em qualquer estágio da doença.

Fonte: g1/df

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