Sobe para 120 o número de mortos em terremoto na Itália

Tremor devastou a cidade de Amatrice, na região de Lazio e deixou ainda 368 feridos

Um terremoto de 6 graus na escala Richter atingiu na madrugada desta quarta-feira (24) o centro da Itália e matou pelo menos 120 pessoas e deixou outras 368 feridas.

Contudo, muitas pessoas ainda estão debaixo de escombros, e o balanço de vítimas deve se agravar nas próximas horas. O tremor foi registrado às 3h36 (hora local), com epicentro a 2 km da cidade de Accumoli, situada a 145 km de Roma, onde o sismo também foi sentido.

Seu hipocentro – ponto onde se origina um terremoto – ocorreu a apenas 4 km de profundidade. Às 4h32 e 4h32, duas réplicas foram percebidas, uma nas proximidades de Norcia, na região da Úmbria, e outra em Castelsantangelo sul Nera, em Marcas. Nestes casos, o hipocentro foi a 8 e 9 km de profundidade, respectivamente.

“É um drama, metade da cidade não existe mais”, declarou o prefeito Sergio Pirozzi. Para piorar, o próprio hospital municipal não está em condições de ser usado. “A situação é dramática, muitas pessoas estão sob os escombros”, acrescentou. Os feridos recebem os primeiros socorros na rua e depois são transferidos de ambulância para Rieti, a 60 km de distância.

Em Accumoli, a principal via de acesso está obstruída em diversos pontos por rochas derrubadas pelo sismo. É possível ver em vários locais construções destruídas e carros cobertos por poeira e escombros. Algumas pessoas passaram a madrugada de pijamas na rua.

O primeiro-ministro da Itália, Matteo Renzi, afirmou que o terremoto de 6,2 gaus que atingiu a zona central do país nesta madrugada “deixou ao menos 120 mortos”.

“Os feridos foram levados para fora de Amatrice e Accumoli com helicópteros e ambulâncias. Foram 368 somente nesta manhã”, informou Renzi.

“Há alguns problemas para o reconhecimento dos corpos, mas estamos trabalhando nisso”. A declaração de Renzi foi dada em em Rieti, uma das províncias mais afetadas pelo abalo sísmico, onde o premier também destacou que será preciso um “longo período de gestão” para lidar com a emergência provocada pelo terremoto. “A emergência demandará um longo período de gestão. Deveremos estar, todos, à altura deste desafio”, disse. (ANSA)

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