Subtenente do Bope morre baleado por PMs em operação em Jacarepaguá
Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, foi atingido por policiais do 18º batalhão que, segundo a PM, confundiram a abordagem com ação criminosa. Outros seis agentes ficaram feridos
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- O subtenente do Bope Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, morreu neste domingo (11) após ser baleado por policiais do 18º batalhão da PM durante uma operação em Jacarepaguá, na zona sudoeste do Rio.
- Segundo a Polícia Militar, os agentes confundiram a abordagem feita pela equipe do Bope com uma ação criminosa, devido à baixa luminosidade no local.
- Seis policiais ficaram feridos no episódio; o caso é investigado pela Delegacia de Homicídios da Capital e pela Corregedoria da PM.
- Por que isso importa: é a segunda morte em menos de um ano na mesma família — o irmão de Gláucio, também policial, morreu em outra operação em outubro de 2025.
O subtenente do Bope (Batalhão de Operações Especiais) Gláucio Marcelo Fonseca da Silva, de 54 anos, morreu neste domingo (11) durante uma operação em Jacarepaguá, bairro da zona sudoeste do Rio de Janeiro. Ele foi atingido por disparos de policiais do 18º batalhão da Polícia Militar, que, segundo a corporação, confundiram a equipe do Bope com criminosos.
O que diz a Polícia Militar sobre o episódio
De acordo com nota da Polícia Militar, a equipe de Silva fazia a abordagem a um veículo quando agentes do 18º batalhão perceberam movimentação no local. “Devido à baixa luminosidade no local, os policiais teriam confundido a abordagem com uma ação criminosa e efetuado disparos contra a equipe”, informou a corporação, em nota.
É importante marcar o que essa nota representa: é a versão oficial da própria instituição envolvida, divulgada logo após o episódio — ainda sujeita à apuração formal pelos órgãos competentes. O uso do verbo “teriam confundido”, na própria nota da PM, já indica que se trata de uma explicação preliminar, não uma conclusão definitiva sobre o que houve.
Ao todo, seis policiais ficaram feridos no episódio — cinco do Bope e um do 18º batalhão — e foram socorridos a um hospital. Entre eles estava o subtenente Silva, que não resistiu aos ferimentos. O sargento Leonardo Malaquias, também ferido, tem sido alvo de uma campanha de doação de sangue nas redes sociais. A Polícia Militar não informou o estado de saúde dos demais feridos até a publicação desta matéria.
Investigação em curso
O caso é apurado pela Delegacia de Homicídios da Capital e pela Corregedoria Interna da Polícia Militar. Até o momento, não há indicação pública de resultado da apuração, nem de eventual responsabilização de agentes específicos — o episódio segue classificado, pela própria PM, como uma confusão operacional. O governo do Estado do Rio informou que vai prestar assistência aos familiares das vítimas.
Uma segunda perda na mesma família em um ano
Gláucio tinha 26 anos de experiência na Polícia Militar fluminense. Ele era irmão do sargento Heber Carvalho, que morreu durante a megaoperação no Complexo da Penha, em outubro do ano passado.
Nas redes sociais, familiares lamentaram a morte do subtenente. A filha, Laryssa Viana, escreveu: “Meu pai foi meu melhor amigo, meu conselheiro, meu maior amor, meu pastor, meu exemplo, meu intercessor, meu Porto Seguro.”
Jéssica Alves, viúva de Heber, relembrou a perda do cunhado: “Perdi meu esposo em outubro de 2025 e hoje, no mesmo mês, no aniversário da minha filha, recebo a notícia de que perdi o meu cunhado. A nossa família não suporta mais tanta dor.”
Velório e sepultamento
O velório do subtenente está marcado para esta segunda-feira (12), às 13h, no Cemitério Jardim da Saudade. O sepultamento será às 16h.
A morte de Gláucio reabre, mais uma vez, o debate sobre os riscos operacionais enfrentados por policiais em ações noturnas e de baixa visibilidade no Rio de Janeiro — um problema que as próprias corporações já reconhecem publicamente, mas que segue cobrando vidas de dentro das próprias fileiras.
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