Superfaturamento na Arena Pernambuco pode chegar a R$ 70 milhões, diz PF

Construção está sendo investigada através da operação Fair Play

A Polícia Federal informou nesta sexta-feira que o superfaturamento na obra da Arena Pernambuco pode chegar a R$ 70 milhões. O valor incluiria a atualização monetária dos R$ 42,8 milhões de sobrepreço investigados pela PF na operação Fair Play.

A operação foi deflagrada nesta sexta. Ela investiga irregularidades no contrato firmado entre o governo de Pernambuco e empresas do grupo Odebrecht para construção e administração da arena, a qual foi usada na Copa do Mundo de 2014.

[su_frame align=”right”] [/su_frame]Em entrevista coletiva concedida nesta manhã, os responsáveis pela investigação informaram que a concorrência realizada pelo governo para escolher a companhia que construiria a Arena Pernambuco favoreceu à Odebrecht. Depois disso, obras realizadas no estádio teriam custado mais do que o normal.

Por causa da operação Fair Play, a PF está cumprindo mandados de busca e apreensão no Recife, em São Paulo, em Brasília, em Belo Horizonte, em Salvador e no Rio de Janeiro. No Rio, duas viaturas da PF chegaram à sede da Odebrecht, em Botafogo, por volta das 10h da manhã. Às 11h30, os policiais permaneciam no local.

Além da Arena Pernambuco, a Odebrecht participou da construção da Arena Corinthians e da reforma do Maracanã e da Fonte Nova. Todos os estádios foram usados na Copa do Mundo.

A construção também está sendo investigada na operação Lava Jato, a qual apura suspeitas de fraude em licitação da Petrobras. O presidente da Odebrecht, Marcelo Odebrecht, está preso desde de 19 de julho, junto com outros executivos.

A empresa, contudo, nega irregularidades. Sobre a construção na Arena Pernambuco, a Odebrecht informou em nota que tem “tem convicção da plena regularidade e legalidade do referido projeto”.

Confira abaixo a íntegra do pronunciamento da companhia:

“A Construtora Norberto Odebrecht esclarece que na manhã desta sexta-feira, 14 de agosto, estão sendo cumpridos mandados de busca e apreensão em sua sede no Rio de Janeiro, bem como nos escritórios de São Paulo, Salvador, Recife, Belo Horizonte e Brasília com o objetivo de coletar dados e informações relacionadas à Arena Pernambuco.

A empresa tem convicção da plena regularidade e legalidade do referido projeto. A CNO reafirma, a bem da transparência, que sempre esteve, assim como seus executivos, à disposição das autoridades para prestar esclarecimentos e apresentar documentos sempre que necessário, sendo injustificáveis as medidas adotadas nesta data.”

Alan Alex é jornalista, editor do site e da coluna Painel Político. Natural de Porto Velho foi criador e editor do site Portal364, trabalhou na redação dos jornais Diário da Amazônia, Folha de Rondônia, revista Painel Político, foi assessor de imprensa, é roteirista, editor de conteúdo e relações públicas. Também atuou como repórter de TV e rádio. É filiado à ABRAJI.

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