Suspeito de ataque a Estocolmo afirma que pertence ao EI, diz imprensa

“Atropelei os infiéis”, assumiu Rakhmat Akilov, cidadão do Uzbequistão. Ele diz que recebeu ordens diretas do grupo extremista na Síria.

O suposto autor do atentado da sexta-feira (7/4) com um caminhão em Estocolmo (Suécia), Rakhmat Akilov — um solicitante de asilo nascido no Uzbequistão e que tinha ordem de expulsão do país —, confessou a culpa. Ele disse que pertencia ao Estado Islâmico, de acordo com informações divulgadas nesta segunda-feira (10) por veículos de imprensa suecos.

“Atropelei os infiéis”, afirmou o rapaz, garantindo ter recebido ordens diretas do Estados Islâmico, a partir da Síria. Ele exigiu o fim dos bombardeios nesse país, segundo o jornal Aftonbladet, que não cita fontes.

Tanto essa publicação, quanto outro jornal sueco, o Expressen, identificam o preso como Rakhmat Akilov. As autoridades confirmam que ele chegou ao país em 2014, teve rejeitado seu pedido de asilo dois anos depois, tinha uma ordem de expulsão e era procurado pela polícia desde o fim de fevereiro.

Akilov tinha endereço postal em um apartamento ao norte de Estocolmo, mas segundo os jornais, ele morava na realidade em um subúrbio na zona sul, onde dividia um apartamento com outros compatriotas. A polícia esteve no local no sábado (8), realizando uma operação em que várias pessoas foram detidas.

Ele passou as horas que antecederam o atentado falando ao telefone, em uma rede sem fio, de acordo com o Aftonbladet. A imprensa sueca também apurou que Akilov, que trabalhou no ano passado para uma empresa de saneamento, tinha feito um reconhecimento na região antes do ataque.

Do número desconhecido de pessoas que foram detidas nos últimos dias, apenas duas permanecem presas, o suspeito e outra contra quem surgiram acusações neste domingo (9), informou hoje um porta-voz à televisão pública SVT.

As estações de metrô e as ruas da capital continuarão com presença policial reforçada durante a Semana Santa, da mesma forma que outras áreas estratégicas do país. Os quatro mortos no atentado foram identificadas como dois cidadãos suecos, um britânico e um belga. As autoridades não forneceram mais informações, alegando respeito aos familiares.

Alguns veículos de comunicação suecos informam que um dos mortos é uma menina em idade escolar, que tinha falado por telefone com sua mãe minutos antes do atentado. Das nove pessoas que permanecem hospitalizadas, duas estão em estado grave.

Fonte: O Estado de S. Paulo

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