Tabu e recusa familiar são as principais barreiras para a doação de órgãos no Brasil
Sociedade Brasileira de Direito Médico e Bioética cobra ações e reforça a necessidade de campanhas sobre a importância e a segurança do ato de doar

Nesta sexta-feira, dia 27 de setembro, é celebrado o Dia Nacional da Doação de Órgãos, data instituída pela Lei n.o 11.584/2007, que tem o objetivo de conscientizar a sociedade sobre a importância do ato de doar e, ao mesmo tempo, incentivar o diálogo sobre o tema. A cada 14 pessoas aptas a doar, apenas quatro chegam a concluir a doação.
Um dos principais motivos para esse número reduzido é a recusa familiar. Entre os fatores para a não autorização, estão a não aceitação da manipulação do corpo, a crença religiosa, o medo da reação dos parentes, a desconfiança da assistência e o não entendimento do diagnóstico da chamada morte encefálica, quando se acredita na possibilidade de reversão do quadro.
O Brasil tem, atualmente, mais de 43 mil pessoas à espera de um transplante e, embora no primeiro semestre de 2024 tenham sido viabilizados mais de 14 mil transplantes pelo Sistema Único de Saúde (SUS), o número é insuficiente, apesar de ser maior que o de 2023, quando ocorreram 13,9 mil transplantes nesse mesmo período. Entre os órgãos mais doados estão os rins, fígado, coração, pâncreas e pulmão, além dos tecidos córnea e medula óssea.
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