Adriana Ancelmo quer apartamento que viveu com Cabral para morar com namorado

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Após a briga do casal em 2011, os dois permaneceram separados

A advogada Adriana Ancelmo, ex-companheira de Sérgio Cabral, pediu o apartamento no Leblon, na capital fluminense, de volta a inquilina. O imóvel no qual ela morou com o ex-governador do Rio de Janeiro estava alugado, segundo coluna de Ancelmo Gois, do jornal O Globo.

Atualmente, metade da quantia paga dos aluguéis vai para Adriana, já a outra parte é destinada a 7ª Vara Criminal Federal, por decisão judicial, pois Cabral está preso por corrupção.

Ancelmo pretende retornar ao imóvel para morar com o namorado. Além disso, ela não possui vínculo reconhecido pela Justiça com o ex-governador. Após a briga do casal em 2011, os dois permaneceram separados.

No último dia 10 de fevereiro, Sérgio revelou em deleção premiada que a ex-companheira estava ciente da existência de um caixa paralelo, no qual ela também usufruía do dinheiro ilegal, segundo ele.

“Ela sabia que eu tinha um caixa paralelo, que meus gastos eram incompatíveis com minha receita formal. (…) Liderando esse tipo de conduta recriminada, um companheiro ou companheira de quem esteja nessa situação vai convivendo, mas ela nunca sentou com nenhum fornecedor. Não estou falando para proteger. Estou dizendo porque é a pura verdade. Mas (Adriana Ancelmo) usufruiu largamente (o dinheiro de propina)”, contou Cabral.

Sérgio Cabral envolve Adriana Ancelmo em caixa paralelo, “mas ela só usufruiu”

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Foi a primeira vez em que ele foi ouvido após assinar acordo de delação premiada

Na primeira vez em que foi ouvido como delator, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral disse que a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo sabia da existência de um caixa paralelo que gerava lucros ao esquema de lavagem de dinheiro comandado por ele e que ela usufruía do dinheiro ilegal. No entanto, nega que Adriana soubesse detalhes do esquema criminoso.

“Ela sabia que eu tinha um caixa paralelo, que meus gastos eram incompatíveis com meu gasto [salário] formal. (…) Liderando esse tipo de conduta recriminada, um companheiro ou companheira de quem esteja nessa situação vai convivendo, mas ela nunca sentou com nenhum fornecedor. Não estou falando para proteger. Estou dizendo porque é a pura verdade. Mas (Adriana Ancelmo) usufruiu largamente (o dinheiro de propina)”.

Cabral também disse que outros familiares ficaram de fora dos detalhes.

“Nunca abri pra ela, filho, ex-mulher, ninguém. O cuidado que eu tinha era só o (operador de Cabral no esquema) Carlos Miranda e eu sabíamos o nome das contas (no exterior), os valores das contas”.

Cabral confirma lavagem

A denúncia acusa Cabral, a mulher Adriana Ancelmo e outros dois de lavarem R$ 3,1 milhões (de um total de R$4,2 milhões) por meio da rede de restaurantes japoneses Manekineko. O esquema teria funcionado entre 2014 e 2016. O ex-governador confirmou as denúncias.

Como funcionava o esquema, segundo o MPF

O restaurante japonês Manekineko dividia a folha de pagamento em duas: A e B. A folha A era legal e folha B paga por fora, sem constar na carteira de trabalho.

Ainda de acordo com a denúncia, os pagamentos da folha B eram feitos por meio do escritório de Adriana Ancelmo e verba utilizada vinha do esquema criminoso comandado por Sérgio Cabral.

O escritório de Adriana Ancelmo emitia notas de serviços não prestados. As notas eram pagas e o dinheiro voltava à organização criminosa de Cabral “limpo”.

Cabral já foi condenado 13 vezes na Lava Jato e a pena ultrapassa os 281 anos de prisão. Adriana Ancelmo já foi condenada em primeira instância, mas recorre em liberdade.

Via G1

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Sérgio Cabral envolve Adriana Ancelmo em caixa paralelo, “mas ela só usufruiu”

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Foi a primeira vez em que ele foi ouvido após assinar acordo de delação premiada

Na primeira vez em que foi ouvido como delator, o ex-governador do Rio Sérgio Cabral disse que a ex-primeira-dama Adriana Ancelmo sabia da existência de um caixa paralelo que gerava lucros ao esquema de lavagem de dinheiro comandado por ele e que ela usufruía do dinheiro ilegal. No entanto, nega que Adriana soubesse detalhes do esquema criminoso.

“Ela sabia que eu tinha um caixa paralelo, que meus gastos eram incompatíveis com meu gasto [salário] formal. (…) Liderando esse tipo de conduta recriminada, um companheiro ou companheira de quem esteja nessa situação vai convivendo, mas ela nunca sentou com nenhum fornecedor. Não estou falando para proteger. Estou dizendo porque é a pura verdade. Mas (Adriana Ancelmo) usufruiu largamente (o dinheiro de propina)”.

Cabral também disse que outros familiares ficaram de fora dos detalhes.

“Nunca abri pra ela, filho, ex-mulher, ninguém. O cuidado que eu tinha era só o (operador de Cabral no esquema) Carlos Miranda e eu sabíamos o nome das contas (no exterior), os valores das contas”.

Cabral confirma lavagem

A denúncia acusa Cabral, a mulher Adriana Ancelmo e outros dois de lavarem R$ 3,1 milhões (de um total de R$4,2 milhões) por meio da rede de restaurantes japoneses Manekineko. O esquema teria funcionado entre 2014 e 2016. O ex-governador confirmou as denúncias.

Como funcionava o esquema, segundo o MPF

O restaurante japonês Manekineko dividia a folha de pagamento em duas: A e B. A folha A era legal e folha B paga por fora, sem constar na carteira de trabalho.

Ainda de acordo com a denúncia, os pagamentos da folha B eram feitos por meio do escritório de Adriana Ancelmo e verba utilizada vinha do esquema criminoso comandado por Sérgio Cabral.

O escritório de Adriana Ancelmo emitia notas de serviços não prestados. As notas eram pagas e o dinheiro voltava à organização criminosa de Cabral “limpo”.

Cabral já foi condenado 13 vezes na Lava Jato e a pena ultrapassa os 281 anos de prisão. Adriana Ancelmo já foi condenada em primeira instância, mas recorre em liberdade.

Via G1

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Adriana Ancelmo já deu cinco depoimentos à PF

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Ex-mulher de Sérgio Cabral corroborou a delação do ex-governador carioca

Preso desde novembro de 2016, o ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral fez acordo de delação premiada e sua ex-mulher, a advogada Adriana Ancelmo é quem corrobora as denúncias.

Ela já prestou cinco depoimentos à Polícia Federal, informou o colunista Lauro Jardim (O Globo).

Cabral é réu em 30 ações penais e já foi condenado a 268 anos de prisão. Com a delação, ele espera reduzir suas penas.

Sua defesa prepara para este ano habeas corpus para tentar revogar as três prisões preventivas e uma execução de pena provisória que pesam contra o ex-emedebista. Será a primeira vez, desde novembro de 2016, quando foi detido na Operação Calicute, que ele apresentará tal pedido.

A primeira medida foi tentar revogar neste mês a prisão decorrente da condenação no TRF-4 (Tribunal Regional Federal da 4ª Região), única em segunda instância contra ele. A Justiça ainda decide qual magistrado é competente para analisá-la —se o de Curitiba ou o do Rio de Janeiro.Os futuros pedidos de liberdade, contudo, dependem do pronunciamento do STF sobre temas que afetam a Lava Jato.

A decisão sobre o compartilhamento dos dados da UIF (Unidade de Inteligência
Financeira) —antigo Coaf—, a ser tomada nesta semana pelo Supremo, é outra que pode
interferir no andamento de processos de Cabral.

Falta também a modulação da decisão dos ministros sobre a ordem de apresentação das alegações finais. Os magistrados entenderam que delatores devem protocolá-las antes dos delatados, o que não ocorreu em nenhum processo do ex-governador. O STF ainda vai definir o que fazer com os processos já concluídos.

Enquanto aguarda os próximos passos, Cabral se adapta à nova realidade na cadeia. Ele
passou a sentir animosidade de alguns companheiros de cárcere após as confissões. O clima entre os familiares do ex-governador e os do empresário Miguel Iskin, representante de multinacionais do setor de saúde, foi o primeiro a azedar em Bangu 8 nos dias de visita.

Ele pediu transferência para o Batalhão Especial Prisional de Niterói, onde está detido o ex-governador Luiz Fernando Pezão (MDB). Autorizada pelo juiz Marcelo Bretas, a mudança foi vetada pela Vara de Execuções Penais.

Cabral divide uma galeria de seis celas de seis metros quadrados cada uma com outros quatros detentos: Eduardo Cunha (ex-deputado federal), Wilson Carlos (ex-secretário), Paulo Melo e Edson Albertassi (ex-deputados estaduais). Painel Político com informações de O Globo e Folha de São Paulo. Foto de capa: Alexandre Cassiano | Agência O Globo

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Escritório de Adriana Ancelmo lavou R$ 3,1 milhões pagando salários de restaurante, diz MPF

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Esquema “esquentou” dinheiro da organização criminosa liderada por Sérgio Cabral (MDB), segundo a denúncia. Quatro são réus em ação na Justiça Federal

Ex-gerente financeiro do restaurante japonês Manekineko, Wagner Tiago de Souza confirmou à Justiça Federal que o escritório de advocacia da ex-primeira dama Adriana Ancelmo, esposa do ex-governador do Rio Sérgio Cabral (MDB), pagou o salário de funcionários do estabelecimento.

Segundo o Ministério Público Federal, o esquema lavou R$ 3,1 milhões. O depoimento foi dado ao juiz Marcelo Bretas, da 7ª Vara Federal Criminal, na tarde desta segunda-feira (5).

LEIA TAMBÉM: Adriana Ancelmo está de novo amo, revela blog

O ex-funcionário afirma que os trabalhadores do restaurante recebiam, além dos seus salários, um “bônus”. Em 13 oportunidades — entre 2014 e 2016 — quem pagou a contado bônus foi o escritório de Adriana Ancelmo, que jamais prestou serviços para o restaurante.

Como funcionava o esquema, segundo MPF:

  • O Manekineko dividia a folha de pagamento em duas – A e B.
  • A folha A era paga regular e legalmente.
  • A folha B era paga ‘por fora’ da carteira de trabalho
  • Escritório de Adriana Ancelmo emitia notas idênticas ao valor da folha B
  • O escritório de advocacia não prestava nenhum serviço
  • Dinheiro utilizado no pagamento vinha de operadores de Sérgio Cabral
  • Com o pagamento por fora, o restaurante não pagava encargos trabalhistas
  • O valor voltava ‘limpo’ para organização de Cabral, através do escritório

AA testemunha afirma que os valores dos falsos contratos eram “idênticos” aos da folha-bônus do Manekineko.

A denúncia contra Cabral foi aceita em outubro de 2018. Ele, a ex-primeira dama Adriana Ancelmo e outros dois são réus no processo.

Delação premiada

Também são acusados na ação penal o ex-sócio de Adriana Ancelmo, Thiago Aragão Gonçalves Pereira e Silva, e Italo Garritano Barros, dono do restaurante.

Em delação premiada, Italo delatou o esquema ao MPF. Ele é casado com a irmã da mulher de Thiago Aragão.

Segundo as investigações, o escritório usava dinheiro de propina, recebido de fornecedores do Governo, para pagar parte do salário dos funcionários do restaurante.

O esquema começou em meados de 2014 e foi proposto por Thiago Aragão ao concunhado, que passava por dificuldades financeiras por causa de indenizações trabalhistas.

Italo Barros também disse que, sabia que tinha praticado uma fraude trabalhista, mas foi surpreendido com as notícias de que o restaurante estaria lavando dinheiro através do escritório de Adriana Ancelmo.

Com G1

Adriana Ancelmo está de novo amor, revela blog

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Ex-primeira dama do Rio, advogada fez a fila andar

O jornalista Ricardo Noblat, da revista Veja, revelou em seu blog nesta segunda-feira que a ex-primeira dama do Rio de Janeiro, Adriana Ancelmo teria colocado a “fila para andar”.

De acordo com o colunista, seu coração “passou a bater por outra pessoa, um nome de brilho no meio jurídico”.

A revista Época já havia noticiado que ela havia reduzido as visitas à Cabral, condenado a mais de 100 anos de prisão por crimes de corrupção.

Adriana está usando tornozeleira eletrônica e não pode sair de casa depois das 20 horas, em dias de semana. Aos sábados e domingos, está proibida de deixar a sua residência.

A relação de Cabral e Adriana sempre foi muito intensa, marcada por grandes brigas. Políticos, pessoas próximas e funcionários do Palácio Guanabara descrevem a ex-primeira-dama como uma pessoa muito ciumenta e que enfrentou crises de depressão.

Um amigo muito próximo do casal assim a define:

— Extremamente inteligente e rápida no raciocínio. Sabe tudo sobre as operações de Cabral. Era simples, quando queria. E sofisticada também, dependendo da ocasião. É depressiva e vive à base de remédios. O uso de joias foi aumentando com o tempo.

Auxiliares do ex-governador dizem ainda que Adriana despertava medo entre os subordinados. Segundo esses relatos, a então primeira-dama costumava gritar com assessores, mandá-los “calar a boca”, e dava broncas públicas, inclusive em Cabral.

Parte dessas explosões é atribuída, no círculo íntimo do casal, a remédios para emagrecer, que provocam alterações de humor.

Em meio a uma rotina de luxo, que envolvia viagens internacionais em alto estilo, joias e vestidos feitos sob encomenda, Adriana era carinhosamente chamada de “minha riqueza”, “riquezinha” ou simplesmente “riqueza” por Cabral.

Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo deixam a cerimônia de cremação de Jordana Kfouri, uma das vítimas da queda do helicóptero na Bahia Foto: Marco Antônio Cavalcanti /Arquivo/O Globo

Adriana conheceu Cabral na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj), em 2001. Mais precisamente em um dos elevadores, num encontro fortuito. Ela era assessora da Procuradoria-Geral da Casa, ele, presidente. Ambos eram casados na época. Logo se separaram e foram morar juntos.

Adriana e Cabral se casaram no civil três anos depois, numa festa descrita como “nababesca” por um dos convidados. Segundo a revista “Casamento”, a celebração foi para quase mil convidados, e os salões foram enfeitados com quatro mil dúzias de rosas vermelhas. Na época, Cabral era senador.

Eles tiveram dois filhos. O ex-governador tem outros três filhos de seu primeiro casamento, com a advogada Suzana Neves.

Cabral e Adriana renovaram os votos de casamento em 2010, em cerimônia para 50 convidados, no Palácio Laranjeiras. Tiveram como padrinhos o então presidente Luiz Inácio Lula da Silva e a então ministra da Casa Civil, Dilma Rousseff. O padre Marcelino, da Igreja de São Jorge, abençoou as alianças.

Cabral e Adriana chegaram a se separar em 2011, por um breve período. A dissolução amigável do casamento foi oficializada em julho daquele ano na 6ª Vara de Família do Rio.

O empresário Eike Batista com a mulher Flávia Sampaio ao lado do casal Sérgio Cabral e Adriana Ancelmo Foto: Reprodução

A briga do casal, em 2011, está na gênese da derrocada de Cabral. Isso porque o então governador só resolveu viajar para a Bahia, onde participaria da festa de aniversário do empresário Fernando Cavendish, dono da Delta Construções, porque tinha acabado de se separar.

O então governador embarcou no aeroporto Santos Dumont, no Rio, em jato do empresário Eike Batista, para Porto Seguro. Ele estava acompanhado de Cavendish e sua família. Lá, pegariam um helicóptero até Trancoso. Ao fazer o primeiro traslado, levando só as mulheres e as crianças, o helicóptero caiu, matando sete pessoas.

A tragédia revelou a relação promíscua de Cabral com empresários. Um dos episódios mais emblemáticos foi o anel de R$ 800 mil recebido por Adriana e pago, a pedido de Cabral, por Cavendish durante uma viagem a Mônaco, em 2009.

Com informações da Veja, Época e O Globo

Juiz substitui prisão domiciliar de Adriana Ancelmo por uso de tornozeleira eletrônica

Com a decisão de Marcelo Bretas, a ex-primeira dama do Estado do Rio poderá sair de casa, inclusive para trabalhar, desde que use a tornozeleira eletrônica.

TRF4 mantém condenação de Cabral e absolvição de Adriana Ancelmo

É a primeira vez em que Cabral é condenado também em segunda instância

O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) acaba de confirmar a condenação do ex-governador do Rio de Janeiro Sérgio Cabral. A pena de Cabral foi mantida em catorze anos e dois meses por corrupção e lavagem de dinheiro.

É a primeira vez em que Cabral é condenado também em segunda instância.

No mesmo julgamento, o órgão negou o recurso do Ministério Público Federal e manteve a absolvição da ex-primeira-dama Adriana Ancelmo e de Mônica Carvalho, mulher de Carlos Miranda, sócio de Cabral.

Também foram réus nesse processo Wilson Carlos, ex-secretário de gestão do RJ, que teve a pena mantida, e Carlos Miranda, cuja pena foi reduzida em um ano.

Segundo a força-tarefa da Lava-Jato, a empreiteira Andrade Gutierrez pagava propina ao ex-governador por meio dos outros réus para garantir o contrato de terraplanagem do Complexo Petroquímico do Rio de Janeiro (Comperj).

Fonte: Blog Radar online – Veja

Cabral e Adriana Ancelmo viram réus na Justiça estadual pela primeira vez

Casal foi denunciado por uso de três helicópteros do estado para uso privado

RIO – O juiz titular da 32ª Vara Criminal, Guilherme Shilling, aceitou, na tarde desta sexta-feira, a denúncia feita pelo Ministério Público estadual contra o ex-governador Sérgio Cabral e a mulher dele, Adriana Ancelmo, pelo uso particular dos helicópteros do estado. É a primeira vez que Cabral e Adriana são réus num processo na Justiça Estadual. Os dois estão presos. Cabral se encontra no Complexo Médico de Pinhais, no Paraná, e a mulher em prisão domiciliar, no apartamento do casal no Leblon.

Segundo levantamento feito pelo promotor Cláudio Calo, o ex-governador e seus familiares utilizavam livremente três helicópteros do governo do estado para fazer deslocamentos de caráter pessoal. Ao todo, foram identificados 2.281 voos para fins privados. Foram 1.039 viagens somente na rota entre o heliporto da Lagoa, na Zona Sul do Rio, e o condomínio Portobello, em Mangaratiba, na Costa Verde, onde a família tinha casa. Em pelo menos 109 ocasiões os três helicópteros viajaram simultaneamente para o local.

Em novembro do ano retrasado, no dia da prisão de Cabral, O GLOBO mostrou que o ex-governador fez, entre agosto de 2013 e abril de 2014, sozinho, na companhia da mulher Adriana Ancelmo, filhos e empregada doméstica, além de assessores e convidados, um total de 51 viagens de helicóptero entre o Rio e Mangaratiba, uma média de 6 voos por mês até entregar o cargo a Luiz Fernando Pezão.

Os promotores destacam outro exemplo de como Cabral utilizava os helicópteros para seu próprio conforto. Foram identificadas 1.033 viagens entre um heliponto próximo a casa do ex-governador, no Leblon, e o Palácio Guanabara, em Laranjeiras. O trajeto de sete quilômetros levava sete minutos pelo ar. De carro, levaria cerca de 20 minutos. A justificativa dada pelo ex-governador para percorrer rotineiramente um trecho tão curto eram supostas ameaças de morte que teria recebido. Porém, as duas rotas de voo possíveis deixavam o ex-governador vulnerável a ataques de traficantes: as aeronaves eram obrigadas a sobrevoar o morro Dona Marta, em Botafogo, ou pelo Chapéu Mangueira, no Leme. Em depoimento, um dos pilotos que serviam Cabral afirmou que “por não serem blindadas, poderiam as aeronaves ser alvejadas por disparos em favelas”. Ele acrescenta que “um tiro de fuzil atingiria tranquilamente a aeronave”.

Durante seu segundo mandato, Cabral ordenou a aquisição de mais duas aeronaves, a um custo de R$ 32,6 milhões para o estado. Um deles, considerado um equipamento de luxo, era do modelo Agusta Grand 109, com capacidade para dois pilotos e cinco passageiros. Em depoimento ao MP-RJ, questionado se poderia ser comparada a uma BMW, um dos pilotos afirmou que a aeronave na realidade era uma Ferrari.

Outro depoimento mostra que Cabral utilizou os helicópteros para viajar diretamente da Marquês de Sapucaí para Mangariba, levando consigo convidados: “o declarante se recorda de (…), no carnaval, de madrugada transportar amigos da família de Sérgio Cabral para Mangaratiba, após presenciar o desfile de escolas de samba na Apoteose”.

Fonte: oglobo

Cabral e Adriana Ancelmo são denunciados mais uma vez por peculato

O Código Penal prevê para o crime de peculato pena de reclusão de 2 a 12 anos, além de multa

O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) informou hoje (2) que denunciou o ex-governador do estado Sérgio Cabral e sua mulher, Adriana Ancelmo, pela prática de diversos crimes de peculato. De acordo com a denúncia, o casal desviou para fins pessoais recursos destinados ao custeio de combustíveis e manutenção de helicópteros do Poder Público.

O Código Penal prevê para o crime de peculato pena de reclusão de 2 a 12 anos, além de multa.

O MPRJ pede o ressarcimento dos danos aos cofres públicos e, como medida cautelar, propõe o bloqueio de contas bancárias, arresto e indisponibilidade dos bens, além da entrega de passaportes pessoais e diplomáticos. “Em razão de possível foro por prerrogativa de função, foram encaminhadas cópias da denúncia e da investigação à Procuradoria-Geral da República (PGR) e ao procurador-geral de Justiça do MPRJ”, informou o órgão.

Preso atualmente em Curitiba, Cabral é réu em mais de 20 processos que se desdobraram da Operação Lava Jato e já foi condenado em quatro. As penas somam 87 anos de prisão. Por sua vez, Adriana Ancelmo tem uma condenação, em primeira instância de 18 anos e três meses de reclusão por ter se beneficiado de esquema de corrupção comandado pelo marido. Ela também teve prisão preventiva decretada, mas ganhou o direito à prisão domiciliar por ter um filho com menos de 12 anos.

De acordo com o MPRJ, o casal fez mais de 2 mil viagens de caráter privado usando aeronaves de propriedade do estado, o que ocasionou prejuízo mínimo de R$ 19,7 milhões. Além disso, durante o segundo mandato de Cabral, o governo adquiriu duas aeronaves mais modernas e confortáveis, que aumentaram os custos com manutenção e combustível. Também há suspeita de irregularidades nas licitações dessas duas compras, que custaram R$32 milhões aos cofres públicos.

Cabral foi governador do Rio de Janeiro de 2007 a 2014. O uso de helicópteros do Poder Público para atender a fins pessoais chegou a ser um dos motivos de protestos em 2013, quando um movimento intitulado Ocupa Cabral mobilizou manifestantes que acamparam em frente à residência do então governador, na zona sul do Rio de Janeiro. No mesmo ano, Cabral editou o Decreto 44.310, que regulou o uso das aeronaves pertencentes ao estado.

Procurada, a defesa do ex-governador afirmou que a denúncia do MPRJ é infundada e foi formulada fora do contexto da época. “Havia uma norma de segurança do Gabinete Militar da Casa Civil do Governo do Estado, que orientava ao então governador que não se deslocasse por terra, em razão do risco à sua integridade física e de seus familiares, pelo intenso combate à milícia e ao tráfico de entorpecentes durante a gestão de Sérgio Cabral”, informou em nota a defesa.

A Agência Brasil procurou também os defensores de Adriana Ancelmo, mas não teve retorno.

Mangaratiba

O MPRJ diz que testemunhas, incluindo pilotos, disseram que o helicóptero de alto luxo do modelo Agusta AW 109 Grand New era usado quase com exclusividade pelo então governador, sua mulher e seus filhos. Segundo o MPRJ, em algumas viagens entre o Rio de Janeiro e a casa de veraneio da família, em um condomínio em Mangaratiba (RJ), foram usadas duas outras aeronaves para transportar amigos, parentes e empregados domésticos. Conforme a denúncia, em uma ocasião, durante o carnaval, convidados embarcaram diretamente do Sambódromo, após o desfile das escolas de samba.

O Ministério Público diz que Cabral também solicitou o transporte de prestadores de serviço privados, para tratar de assuntos particulares, até a casa de veraneio. Além disso, o MPRJ diz que. quando a família estava em Mangaratiba, três viaturas públicas e 11 militares faziam segurança de 24 horas por dia, recebendo diárias de alimentação e hospedagem.

De acordo com o MPRJ, os diários de bordo comprovam que Adriana Ancelmo tinha autonomia para solicitar viagens e voar, mesmo sem a presença do governador. Conforme a denúncia, ela fez 220 viagens sem a companhia do marido.

Fonte: agenciabrasil